Discos da Minha Vida


Eu me lembro de detalhes absurdos de todas as primeiras vezes que entrei em contato com os discos aqui listados. Óbvio que eu, no alto dos meus quase 27 anos, tive e escutei mais CD’s relevantes e/ou que eu gostei mais, ou até mesmo que são os que eu amo para toda vida. Mas a lista aqui não é tanto sobre isso. Essa lista é sobre os discos que se transformaram em um ponto de virada para a minha vida. 

show de rock - ocrepusculo

Até porque sem eles, eu provavelmente não seria quem eu sou. São praticamente as pedras fundamentais do meu gosto musical, consequentemente, do meu caráter. 

1 . Forest Gump Soundtrack

Discos da minha vida

Foi o primeiro CD que minha família comprou. Meu pai, que sempre gostou de “coisa boa”, montou um puta som lá em casa. Puta som. As caixas principais, de madeira, eram do tamanho de uma criança média de seis anos, um reciever JVC e um som Philips absurdo, faziam um barulho inacreditável. Essa era uma época em que as pessoas ainda paravam tudo que estavam fazendo só para escutar música. Era muito comum, meus pais vendo TV na sala e eu lá sentado com os fones explodindo com o que — pra mim — é a melhor trilha sonora do cinema. 

Eu ‘conheci’ só Aretha Franklin, Joan Baez, Bob Dylan, Simon & Garfunkel, Lynyrd Skynyrd, Elvis e Creedence. 

2 e 3 . Woodstock 94 e Nevermind – Nirvana

discos da minha vida

Mais uma coletânea. Eu não lembro muito bem que ano foi, mas um certo domingo estávamos na casa da minha avó porque meu padrinho, que se chama Tio Fernando, estava indo para Portugal e tinha alguns presentes. Dois foram especiais para mim, o disco duplo do Woodstock 95 e o Nevermind do Nirvana. 

Como esse disco do Woodstock é bom. As coisas que mais me impressionaram nesse disco eram as performances de The Cranberries, Live, Joe Cocker, Blind Melon, Cypress Hill, Red Hot e claro, as maravilhas que são From Whom The Bell Tolls, do Metallica e When I Come Around, do Green Day. Isso me impressionou de uma forma tão absurda, que eu até hoje me emociono quando escuto. É lindo demais. 

Esse foi um passo importante pra minha formação musical. Acho que o fato de eu adorar boas cantoras — independente do estilo musical — é culpa de Dreams do Cranberries.

discos da minha vida

E claro, a culpa deu gostar de uma parada mais agressiva, e que abriu o caminho para várias outras coisas, foi, sem dúvida o Nevermind. Eu não fui o primeiro, e nem serei o último a se apaixonar pelo grungee de Seatle.

Eu realmente não preciso muito explicar o Nevermind, preciso?

4 . Dookie – Green Day

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When I Come Around. Só os deuses do rock sabem como eu escutei essa música. São testemunha também, do dia em que eu entrei no Nozinho (um daqueles casos que a loja assume o nome do dono) e comprei o meu primeiro CD. Dookie. Dos melhores 30 e poucos minutos da história da música. Eu tenho esse disco no meu celular, até hoje, e escuto de vez em quando indo pro trabalho. 

Da lista toda, esse é o único que eu escuto regularmente até hoje. 

5 . Iron Man / Sabbath Bloody Sabbath – Black Sabbath

discos da minha vida

Eu já tentei descrever, uma vez, o que eu senti quando ouvi Black Sabbath pela primeira vez:

“Você já sentiu algo tão mágico, mas tão mágico que Merlin pareceria um mendigo? Já sentiu uma explosão de felicidade e êxtase tão absurdos que você não conseguia parar de rir? Pois é, posso dizer que o primeiro orgasmo que eu senti na vida – sem ter, obviamente, a menor ideia do que seria isso – foi ouvindo esses dois álbuns. Over and over again.

Eu tinha 11 anos,  precisava de um propósito e ouvia Engenheiros do Hawaii. Você tem noção do que “War Pigs” faz com um garoto assim numa tarde de terça-feira qualquer em João Monlevade, Minas Gerais?”

Isso é de um post que eu fiz para o Papo de Homem, Sabbath CAPS Sabbath

Menção (MUITO) Honrosa . A Night at Opera – Blind Guardian 

discos da minha vida

Se tem uma coisa que eu me orgulho, de certa forma, foi de ter sido uma influência para os meus amigos em coisas boas. Quando jogávamos RPG, eu entulhei O Senhor dos Anéis, e… Blind Guardian na goela deles.

Foram muitas, e muitas tardes, em que passávamos horas e horas jogando e ouvindo em looping esse que, depois de Nightfall, é o melhor disco do BG. Além de ter sido o início de uma fase absurdamente nerd e ‘fantástica’ na minha vida. Era Odin no Valhalla e o metal melódico na Terra. Acho que fiz meus pais sofrerem um pouco (pra caralho), com os solos, os gritos, e os cabelos longos. E os agudos. Não posso me esquecer dos agudos.

Coitados.

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*Esse post faz parte de uma iniciativa de um grupo fantástico de pessoas chamado Rotaroots, que tem o simples objetivo de resgatar a blogagem de raiz, a blogagem moleque, de várzea que reinava no início da primeira década. Se quiser saber mais, clique aqui e aqui

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2 Comentários

  • Adamo Alighieri
    29/04/2014 at 14:55

    Compartilho dos citados, dois discos da minha personalidade musical. Nevermind e Dookie. Adiciono o clássico The Dark Side of the Moon do Pink Floyd e Appetite for Destruction, Guns. Comigo, foi assim que tudo relacionado a música começou.

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Pedro Turambar

Pedro Turambar

Gosto de escrever, reclamar e não tenho controle sobre chorar. Escrevo há 10 anos sobre a loucura de viver em sociedade, futebol e falo bem e mal das coisas que leio, vejo e ouço.

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