Dunga, Zangado e Burro. Para onde irá a Seleção da CBF?


Eu parei de torcer para a Seleção Brasileira quando eu entendi que ela é apenas um produto na mão da CBF. Isso foi em 2006, na fracasso da Copa da Alemanha, na mão do patético Carlos Alberto Parreira. Um homem que tem no seu currículo dois títulos. Tudo bem, um deles é a Copa do Mundo. Em mais de 50 anos de carreira, ele é lembrado por dois bons trabalhos, se muito. Além disso, vivemos para ver a seleção tentando bater recordes em 2006 — Cafu, nunca irei te perdoar (o capitão do penta disse que não podia sair do time porque tinha recordes pessoais para bater) –, para ver a ridícula carta da Dona Lúcia, além da célebre frase: “A CBF é o Brasil que deu certo.”

Ó sim. E como dá certo a CBF, quem dera viver nesse Brasil, em que tudo é feliz, cor de rosa e com dinheiro saindo pelos poros.

naaao

Depois do Parreira, veio o Dunga. Acabou a putaria! Contratamos um xerife para separar quem tava de sacanagem e quem tinha amor à camisa. Ah, esses Klébersons, Julhos Batistas, Grafites e Felipe Mellos cheios de amor à camisa amarelinha. Uma pena que futebol é jogado de outro jeito. Se a Copa de 2010 fosse a Copa do Mundo de Amor à Camisa… íamos perder feio do mesmo jeito. Uma vez que, obsessão, paranóia, mania de perseguição e babação de ovo do técnico estão longe, muito longe de ser amor à camisa. O que aconteceu em Weggis, em 2006, tem muito mais a ver com a Seleção Brasileira do que 2010.

Ah sim, com o Dunga a Seleção da CBF tem números impressionantes. São 42 vitórias, alguns empates e apenas 6 derrotas (não pesquisei os números, mas não está longe disso). Um aproveitamento inacreditável, eu diria. Ainda mais para um homem que jamais havia sido treinador. Só que, mais uma vez, ainda bem que o futebol não é só um amontado de números e estatísticas.

A Seleção Brasileira, aquela, tricampeã em 4 copas disputadas, com mais nome no Olimpo do futebol que em lista de político corrupto, que é conhecida por ter tido o primeiro e o segundo melhor time de todos os tempos, um deles sem nem ter ganhado a Copa. Essa seleção deixou de existir quando João Havelange decidiu que dinheiro era muito melhor para a CBF do que futebol. O poderoso chefão, assim como Vito, passou seu poder para outro — pior que ele — que fez o que fez. Ricardito, por sua vez, fugindo com o rabo entre as pernas, deixou a entidade ‘dona’ do futebol em terras tupiniquins, na mão de um facínora (um homem que elogia um torturador é tão insano quanto ele), louco (o vídeo abaixo mostra o depoimento que Marin deu, levando a prisão e morte do jornalista Vladimir Herzog), que pelo discurso ainda acha que estamos da sua saudosa Ditadura Militar.

(Dá um certo medo, ouvir esse pessoal falando)

O discurso dele, no vídeo, é o mesmo nas bancadas das coletivas de imprensa. Felipão, o gaúcho de bigode, idiota, caiu nesse papo. Junto com Parreira, outro bobo que sempre esteve a serviço da CBF e tem também ligações com os milicos na época da Ditadura. Esse discurso de que tudo é bonito, tudo é ótimo, que nada aconteceu, que nós somos o país do futebol, que temos que torcer, sem jamais criticar, que temos que ser subservientes e calados levantar a bandeira sem encher o saco. Marin, por sua vez, passará o bastão para o idôneo Marco Polo Del Nero (investigado pela PF).

Torcendo, praticamente sozinho, pelo desastre da Seleção da CBF — lembrando aqui outra vez o texto que escrevi em Dezembro de 2013, dizendo que torceria para a Argentina ser campeã em 2014 — fui xingado de anti-patriota, de fanfarrão, e de mais um daqueles bobos que torcem ‘contra’. Esse discurso parece com o de quem mesmo? Pois é. O desastre veio, maior que eu esperava, e eu tive esperanças.

Agora sim. Agora vão revolucionar o nosso futebol. Ganhou a Alemanha pô, eles reinventaram o futebol por lá, o trataram como patrimônio, parte importante na economia e na vida cotidiana do cidadão. O Bom Senso iria entrar de voadora, a CBF, obviamente iria admitir que estamos longe de ser o país do futebol, que a seleção não representa mais a nossa história e que está na hora de mudar TUDO. Da formação de jogadores ao 4-2-3-1.

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Só que eu sou idiota, claro.

Quinta eles anunciaram um agente de jogadores para ser coordenador de seleções. Agora eles vão anunciar o anão paranóico como “novo” comandante da Seleção. Perder a copa em 50 era, até os 7 a 1, a maior tragédia do nosso futebol. O que mais me dói, é que a vergonha não acabou nos sete tentos da Alemanha. Vem coisa pior por aí.

Eu pegarei a pipoca, darei boas-vindas aos amigos que cada vez mais se juntam ao clube, e ficarei assistindo o circo pegando fogo. A minha esperança da revolução pós tragédia não aconteceu. Agora tenho outra. A de que, com Dunga, a CBF faça da Globo, de uma vez por todas a sua inimiga. Porque se a Globo quiser, cai todo mundo.

Que ela também entre no clube.

seleção da cbf

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2 Comentários

  • Felipe Ramos
    21/07/2014 at 12:18

    Faltou citar o descaso para com nosso futebol, nossos clubes. Aliás nosso apenas por populismo, porque esse já não é nosso a muito.

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Pedro Turambar

Pedro Turambar

Gosto de escrever, reclamar e não tenho controle sobre chorar. Escrevo há 10 anos sobre a loucura de viver em sociedade, futebol e falo bem e mal das coisas que leio, vejo e ouço.

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