Jack Kraven – Episódio 1


Antes de começar uma rápida explicação. Isso aqui será uma série de contos sobre Jack Kraven, um pistoleiro que viveu há muito tempo em um país qualquer em um mundo parecido com o nosso.

Jack Kraven – Episódio 1

jack kraven

Finalmente! A taverna Gumble, principal reduto da corja da ‘grande’ Trov. Dez longos anos se foram desde a última vez que Jack Kraven estivera aqui. Dez longos anos desde a Noite da Lamentação. Dez longos anos desde que tiraram de um garoto de 14 anos tudo o que ele tinha. Dez longos anos desde que ele prometera que iria se vingar.

Jack respirava fundo, estava revivendo todo seu passado naquele momento, o cheiro de bebida barata entrava em seus pulmões e lhe dava nojo. O cheiro podre daquele lugar o levava a loucura. E era da loucura que ele precisava, o plano era entrar, sentar, tomar um trago da mesma bebida barata e depois matar. Matar até não restar nenhuma alma viva naquele antro. Ele sabia quem estava lá. Roger Gumble, o dono da taverna, Caty Gumble, mulher de Roger e puta-mor. Além é claro do milhonário Trevor Hausban. Os três estavam no topo da lista de Jack. Quem mais estava na taverna não importava tanto, mas não interessava, só de estarem ali mamando e degustando da podridão que era aquele lugar, mereciam a morte.

Enquanto Jack se perdia em seus pensamentos, parado em frente à porta da taverna um bêbado sai aos tropeços, gritando:

– QUE GRANDE MERRRRRDA, ME VOMITEI

Ele teve que se segurar para não explodir a cabeça daquele velho idiota, Martin Reyes era o nome do bêbado, Jack se lembrava dele, se lembrava de como o velho se recusou a ajudá-lo, era um dos culpados pela morte do seu irmão. Cuidaria dele mais tarde. Enquanto o velho vomitava na rua, ele entrou.

Quando pisou dentro do bar, todos pararam de fazer o que quer que estivessem fazendo para dar uma olhada no “forasteiro”. Jack deu de ombros e seguiu em direção ao balcão. Com o chapéu baixo, ninguém conseguia ver o seu rosto, mesmo se tivesse com a cara aberta, duvidava que alguém fosse reconhecê-lo. Sentou e esperou pelo barman. Roger Gumble estava na mesa de Hausban, junto com a piranha da mulher. Isso era bom, ele contou mais ou menos 26 pessoas na taverna. Somando os “felizardos” com suas concubinas cheias de sífilis nos andares de cima, ao todo o número não passaria de 40. Muito bom. O barman se aproximava, o show estava prestes a começar.

– Olha rapazinho, não gostamos de gente estranha por aqui. – tinha uma voz áspera, mas falava baixo, ninguém ouviu a não ser o homem a qual se dirigia. –  Então por favor, trate de dar o fora daqui antes que eu encha seu rabo de chumbo.

– Por favor, eu quero um uísque duplo, senhor Hart.

“Como ele sabe o meu nome” pensou o barman Hart, ele sentiu medo, como nunca tinha sentido antes. Aquela voz, aquela voz significava morte. Hart não sabia porque, mas estava tremendo enquanto servia o uísque para aquele homem. Isso nunca havia acontecido, ele era um homem durão, muita gente na cidade tinha medo dele, ele era o braço direito de Gumble, fazia os serviços sujos do chefe. Gumble que neste momento olhava para o balcão na esperança do forasteiro sair correndo depois da famosa “conversa no pé do ouvido” com Hart, o problema era que o estranho não se movia. Isso era novo. Gumble se levantou e foi em direção ao homem sentado em seu balcão, iria acabar com aquela palhaçada.

Jack virou o uísque e pediu outro, as coisas estavam interessantes. Pelo canto do olho viu que Gumble vinha em sua direção. Ele praticamente podia ouvir suas armas gritando, implorando. Jack pensou sorrindo “Acalmem-se, vou botar vocês para cantar daqui a pouco.”

– Ei! Você aí, quem diabos você pensa que é para chegar ao meu bar e desrespeitar o meu barman? – Gumble havia chegado

– Eu sou Jack Kraven. – disse ele enquanto pensava “Vamos cantar garotas”.

CONTINUA…

Reeditado em 26/06/13

[Nota do Editor] – Esse conto, tem uma segunda parte, aqui. Porém nunca consegui terminar de verdade essa história. Quem sabe…

Pedro Turambar

Já fui de um tudo nesta vida, mas há uma coisa que nunca deixei de ser: escritor. Escrevo para viver e manter minha sanidade em um mundo tão louco. Sou uma mistura de palavras, lágrimas e reclamações.

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Pedro Turambar

Gosto de escrever, reclamar e não tenho controle sobre chorar. Escrevo há 10 anos sobre a loucura de viver em sociedade, futebol e falo bem e mal das coisas que leio, vejo e ouço.

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