Obrigado Agência Luna


Nota do Editor*: Existia um post original, porém muito mais ou menos sobre a minha experiência na Agência Luna. Por não querer aproveitar quase nada eu decidi que seria melhor reescrever todo o texto com algumas adições e melhorias. Uma parte tão importante da minha vida não poderia simplesmente passar por uma ‘correção’. 

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Agência Luna quando entrei

Nota do Editor**: O post originalmente é de Setembro de 2007, mas como estou reescrevendo, o farei da perspectiva de hoje (19/05/2013), data de reedição do texto.

Lembro como se tivesse sido ontem a noite o meu primeiro dia na Faculdade de Comunicação do Centro Universitário UNA – Campus Buritis. Era mais que simplesmente o início da faculdade para mim, era uma nova vida. Eu havia mudado para BH há apenas um mês – vim para trabalhar numa agência de comunicação e para a faculdade – e ainda estava me acostumando a tanta novidade. No primeiro dia, Samantha Braga – coordenadora de Publicidade da época – fez um tour pelo campus com o pessoal da sala. Até aí tudo ótimo, tudo normal. Até um momento em que ela nos levou até uma sala no primeiro andar e disse “Aqui é a Agência Laboratório LUNAeu também sou coordenadora aqui, trabalham alunos do segundo período pra frente…”, ela então foi explicando como tudo funcionava e quando uma garota linda de olhos verdes apareceu na porta eu pensei “Um dia eu vou trabalhar nesse lugar. Vou fazer história aí.”

Pode parecer meio coxinha essa coisa de vou fazer, vou acontecer mas isso realmente aconteceu.

Ah. A menina linda de olhos verdes acabou virando a minha namorada. Mas essa é outra história.

O que talvez eu nunca tenha contado ‘oficialmente’ é que eu entrei na Luna falando uma talvez-nem-tão-pequena-mentira. Eu saí da tal agência que trabalhava pensando em ir direto bater nas portas da Agência Luna. E eis que eles estavam contratando – “perfeito!”. Mandei meu currículo e esperei.

O Prof. Loir me chamou para conversar, lembro de ter conhecido a Elaine nesse dia (ela veio a se transformar numa ótima parceira de sofrimento, amávamos a Biblioteca), e foi fazendo uma entrevista comigo de forma tranquila, engraçada. E eu fui atendendo todas as expectativas dele pelo visto, dado o tamanho do sorriso dele, a vaga já era minha. O fato de eu querer uma vaga na criação, nunca ter feito nada, jamais ter usado photoshop – apenas arranhava rabiscos no Corel – e de que as palavras Illustrator Indesign eu nem mesmo sabia o que significava, não importava. Importava é que ele havia acreditado que eu sabia usar todas aquelas ferramentas e era um cara criativo para a propaganda. Eu estava ali pra isso afinal. Loir me disse que infelizmente a UNA não dava bolsas-salário para todos os estagiários, por enquanto seria pago para os novatos apenas vale-transporte e vale-lanche na cantina. Ok. Justo.

Consegui a vaga. E no meu primeiro dia – para meu horror – descobri que iria trabalhar num Mini Mac (conhecido, por mim, como o pior computador da história da humanidade). Meu pensamento foi  “Não vou durar uma semana nesse lugar”.

Durei um ano.

Aprendi a usar os programas. Aprendi a minha profissão, que por bem ou por mal exerço até hoje.

Fiz o convite de casamento da minha chefe. Fiz amigos inesquecíveis, daqueles que irão durar a vida toda.

Cumpri a minha promessa de fazer história. Criei a marca que a Agência Luna usa até hoje, e saí logo depois disso. Com muito orgulho de ter feito parte disso tudo.

Obrigado por tudo pessoal.

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Agência Luna quando saí.

Agência Luna
Daqui o nosso mundo é mais azul

(ainda usam esse slogan?)

***

1 – Emília, Gabriel, Carmona, Carol, Loir, Sefete, Robertim, Artur, Elaine, Nayara, Daniel, Sara, Rayssa, Milena, Édson, Serginho, Bárbara, Ignus, Felipinho, João, Popô, Maíra, Lorena, Ramona, Renata, Camila, Natascha, Anderson, Renato, Débora, Samira, Sarita, Diego, Renato, Rúbia, Ananda.
2 – Desculpe-me se eu esqueci de alguém.

Pedro Turambar

Já fui de um tudo nesta vida, mas há uma coisa que nunca deixei de ser: escritor. Escrevo para viver e manter minha sanidade em um mundo tão louco. Sou uma mistura de palavras, lágrimas e reclamações.

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3 Comentários

  • Sara
    20/05/2013 at 21:46

    Gente, o MINI MAC! HAHAHAHAHAHHHA quanta raiva passei com esse pc! Era feliz e não sabia!! Quanta nostalgia, Pedrão!

  • Caio Abbath
    08/09/2008 at 11:26

    Quasi, quasi me fez cryar.

    sucesso man!

  • IgAuM
    07/09/2008 at 05:19

    Eita, realmente é difícil sair assim, deixar pessoas legais que conhecemos, quando meu contrato na Funasa acabou foi assim tb! =D
    mas novos e bons momentos vão acontecer =D

    a respeito da parceria eh soh linkar ai! q eu te linko lah! banner?!
    eh soh avisar
    gostei do seu blog tb mto bom!
    abraços

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Pedro Turambar

Pedro Turambar

Gosto de escrever, reclamar e não tenho controle sobre chorar. Escrevo há 10 anos sobre a loucura de viver em sociedade, futebol e falo bem e mal das coisas que leio, vejo e ouço.

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