a imagem mostra mãos digitando em um computador, mostrando um homem criando um post de blog

Porque eu voltei com meu blog


Em Outubro de 2015 publiquei um texto no Medium explicando porque eu havia acabado com meu blog. Entre vários motivos bem simples e diretos, havia um maior que todos: eu não estava mais afim. Entre meus erros, estava na constante frustração de tentar fazer com que o blog fosse algo que ele não deveria: um trabalho.

Eu escrevo porque gosto. E quando não é assim, não tem porque continuar.

Então porque, mesmo ainda concordando com todos os pontos de porque eu não deveria mais ter um blog, eu estou ressuscitando o meu?

Porque eu quero e preciso escrever mais. E porque esse foi exatamente o motivo que me trouxe até aqui. Se você voltar no primeiro post d’O Crepúsculo, vai ver que eu disse que queria um blog para me obrigar a escrever, para eu aprender a escrever escrevendo.

Para isso, eu precisaria fazer algumas coisas diferentes. E se você, caro leitor (saudades viu?), também pensa em reativar seu blog, ou mesmo criar um no longínquo dezembro de 2017, aqui vai algumas dicas:

Contrate um bom servidor

Se tem uma coisa que eu já contratei nesta vida foi serviço de hospedagem. Seja pra mim (uns 8 durante os anos de blog) ou para clientes. A regra para um bom serviço de hospedagem é o mesmo que para qualquer serviço, se você está pagando pouco está/estará recebendo pouco. É bem simples.

Eu quero ter controle sobre tudo, e tenho um planejamento não só para O Crepúsculo mas também para outros sites, como o meu turambar.com.br, o site do meu livro, dos próximos e de outros negócios. Encontrei então um servidor que é meio salgado, mas atende direitinho o que preciso e tem um bom nível de segurança e suporte.

Se não quer ter um site todo bichado, invadido, com exploits e tantos outros termos que eu preferia nem conhecer, busque algo mais robusto. Qualquer pesquisa aí que você fizer, vai encontrar vários prós e contras.

Caso queira saber, o que eu escolhi foi o DreamHost.

Delete tudo que acha irrelevante

Eu aprendi uma coisa no último ano que mudou muito meu conceito sobre blog e sobre o meu trabalho como escritor. Um blog não é apenas os últimos textos publicados e um eventual resgate nos arquivos cheios de teia de aranha. Todos os posts servem ou deveriam servir, todos os dias, seja para quem já leu matar a saudade, ou quem nunca leu encontrar algo legal, bem escrito, bem diagramado e que, depois do ponto final, terá tido uma experiência ótima.

Dito isso, apaguei mais da metade dos posts do Crepúsculo.

E olha, como eu me senti bem fazendo isso. Foi como tomar um banho de cachoeira. De um filho que eu achava feio atualmente, para algo com muito potencial. Eu não quero convidar alguém para vir aqui para ler o meu último texto, eu quero convidar alguém para conhecer meu blog e querer ler seus 200+ posts. De cabo a rabo, como diria minha Vó Zita.

Sem pressão

Eu sou uma pessoa muito ansiosa. Raramente tenho uma crise muito forte de ansiedade, ou seja, meu problema é muito mais constante, não sofro com picos e vales, momentos ultra problemáticos e momentos super tranquilos. Mantenho uma regularidade.

Quanto mais tarefas e planos eu faço, mais pressão eu crio em cima de mim. Quanto menos eu produzo e concluo essas tarefas de modo satisfatório — incluindo aí uma camada de nível de exigência altíssimo — mais eu fico ansioso, estressado e frustrado. Isso é um convite para certos alarmes e gatilhos que eu não preciso.

Não tem rodovia mais rápida para a auto depreciação quanto um monte de tarefas não cumpridas.

De certo modo, é um risco para mim tentar, mais uma vez, reviver meu blog e minha vontade de produzir mais. Porém, esse ano foi um grande ano para mim. Tanto no pessoal como no profissional, ô loco meu.

Basicamente, eu me casei e consegui o emprego dos meus sonhos. E tudo isso num ano em que eu mais li, ouvi e vi coisas. Além de ter sido, também, o ano que mais escrevi e produzi na vida. Não há combustível maior.

Eu me sinto pronto para arriscar um pouquinho sim. Foi a decisão que eu tomei lá em julho de 2007 que me trouxe aqui. Eu devo isso ao Crepúsculo. O blog. Não o filme.

Escreva com o coração

Sabe aquela história de “trabalhe com o que ame e não terá que trabalhar um dia sequer”. Não acredite nisso. É uma das maiores mentiras levadas em conta por muita gente que eu já vi. Trabalho é trabalho. Eu amo escrever, é minha vocação, é o que eu sei fazer bem e o quero ser muito bom. Hoje eu trabalho com isso. Mas não deixa de ser trabalho, por mais legal que seja.

A diferença é que, por pior que seja determinada coisa que eu esteja fazendo, pelo menos é escrevendo.

Eu consigo ainda ter prazer em escrever para mim mesmo, para as pessoas que amo e principalmente para quem quiser me ler. Tem poucas coisas mais gratificantes que ouvir que eu emocionei ou impactei a vida de alguém por algo que eu escrevi. Além do mais, como meu ofício, eu preciso de constante treinamento e aprimoramento, sendo assim, quanto mais escrevo, melhor escrevo.

E eu sou bem falastrão também. Gosto de falar sobre as coisas que eu faço, vejo, leio, escuto… Enfim.

Fazer isso sem prazo, sem pressão, sem ter que bater metas, é a coisa mais legal que existe.

Tenha objetivos

Além do que eu já disse, eu tenho outro objetivo com o blog: Ganhar dinheiro. Indiretamente. Não vou colocar anúncio, socar banner em tudo, te encher a paciência. Mas eu sou um escritor e preciso ganhar dinheiro com o que eu sei fazer, certo Coringa?

Só vou vender produtos que eu fizer. Ou seja, livros e contos. Se eu fizer bem feito, meus leitores vão comprar e eu vou ganhar um trocado e daí tá tudo certo. 🙂

Junto com o blog, vou lançar uma segunda Newsletter, ela será feita para os assinantes que quiserem receber os textos do blog antes, na caixa do email. Além de eu ter um mailing legal, com pessoas que gostam do que eu escrevo, consigo ter certeza que elas não vão perder nada.

Bom, essas são minhas primeiras dicas para voltar/iniciar um blog. Você tem outras aí? Se sim, comente aí embaixo ou me mande um e-mail – pedro@ocrepusculo.com

Quer assinar a Newsletter do blog? Clique aqui e preencha o formulário.

Pedro Turambar

Já fui de um tudo nesta vida, mas há uma coisa que nunca deixei de ser: escritor. Escrevo para viver e manter minha sanidade em um mundo tão louco. Sou uma mistura de palavras, lágrimas e reclamações.

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Gosto de escrever, reclamar e não tenho controle sobre chorar. Escrevo há 10 anos sobre a loucura de viver em sociedade, futebol e falo bem e mal das coisas que leio, vejo e ouço.

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