A primeira temporada de Arrow. ISSO sim é uma adaptação!


Lembro que quando ouvi falar de Arrow pela primeira vez não botei muita fé nessa história. Os motivos são inúmeros e todos cabem em Smallville. E aí você pode estar comigo nessa, você pode estar do outro lado, que tem probleminha e conseguiu gostar daquele lixo, ou junto com a maioria: em cima do muro! Pois é, sempre que surge o assunto indigesto tem alguém pra dizer “mas os dois primeiros anos foram legais”. Não, não foram! A série é toda um erro, porque a premissa inicial é ser Dawson’s Creek com super poderes!

Clark’s Creek começa errando desde aquela musiquinha insuportável da abertura até a vergonhosa esticada de 5 temporadas a mais do que o previsto inicialmente. E aí nesse contexto (para, respira, Smallville não existe mais, pense num lugar melhor) eu estava na vibe Regina Duarte: com muito medo! E olha que talvez a melhor coisa da finada série era justamente o Arqueiro Verde (meio coxinha, mas…) que tava lá pra substituir o Batman que eles não puderam cagar.

Well, isso me deu algum fôlego extra, o trailer me deu um fiozinho de esperança e decidi: quando acabar a primeira temporada, se não for cancelada eu assisto essa bosta! Foi a melhor coisa que eu fiz! Aliás, melhor seria ter acompanhado desde o começo, porque a Warner simplesmente fez um trabalho primoroso com aquele que vem a ser um dos meus personagens preferidos.

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Para civis e para fanboys

Ao ver o primeiro episódio, ainda com a expectativa baixa, tomei uma voadora de dois pés nas costelas do meu juízo! A série foi estruturada desde seu piloto em duas linhas de percepção, assim quem não conhece bulhufas de quadrinhos vai curtir o drama, a ação e tudo mais que compõe a trama. Ao mesmo tempo, quem leu e conhece o universo DC mais intimamente vai ter easter eggs espalhados por todo lado!

De cara já mostram a máscara do Exterminador queimadinha na ilha e tal, na sequência a ex dele, Dinah Laurel Lance, que nos quadrinhos é o nome da Canário Negro mais famosa, seu melhor amigo tem o sobrenome Merlyn, um excelente arqueiro e vilão nas HQs e mais umas coisinhas que foram me enchendo os olhos a cada nova cena. A ficha caiu mesmo quando falam o nome de um personagem secundário pra trama daquele episódio de estreia: o juiz Grell!

Mike Grell pode não ser famoso como o Frank Miller, que escreveu e desenhou O Cavaleiro das Trevas — uma das mais icônicas obras do Batman — mas ele fez o mesmo com o Arqueiro Verde. Lá no longínquo ano de 1987 ele escreveu e desenhou uma minissérie que aqui no Brasil ganhou o título de Os Caçadores. Essa minissérie, voltada pra um público mais velho, mostrava Oliver Queen falido, casado com Dinah Lance e tendo se mudado recentemente pra Seattle. Nela Ollie não era chamado de Arqueiro Verde, não usava máscara e sim uma pintura em volta dos olhos e abria mão de suas flechas especiais pra se tornar novamente o caçador que fora na ilha.

Foi com essa pequena referência que Arrow me pegou! Claro que teve mais, muito mais. O próprio Diggle, seu motorista e guarda-costas, é uma referência direta a Andy Diggle, que escreveu Arqueiro Verde: Ano Um, outra fonte direta de referência pra série. Mas vamos em frente.

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Só gente bonita mostrando o seu valor

Laurel_Lance_promotional_imageUma coisa que me chamou atenção na produção foi o elenco que limpa os olhos a cada episódio. Enquanto homem-heterossexual-convicto-de-minhas-preferências posso dizer sem medo que Stephen Amell é mara! David “Diggle” Ramsey é um charme (e que braços!) e todos (ou quase todos) os homens que aparecem na série são sim bonitões/charmosões/gostosões (até o detetive Lance tem seu valor).

Claro que do lado mais tchananesco não é diferente! A Thea é uma teteia (RÁ!), a Laurel uma fofura e a mamãe Queen também é uma bela MILF! E a Caçadora hein? E as pernocas da Felicity? E aquela chinesa de cabelo branco <3 Enfim…

A galera que ajuda

Uma das coisas mais comuns em produções do tipo é a quantidade de personagens criados exclusivamente pra adaptação. O motivo é óbvio: não arriscar cagar um personagem em algo incerto. Pois bem, Arrow foge desse clichê. O único personagem maior que veio do nada é John Diggle, que é o Alfred e o Robin de Oliver Queen, o resto todo remete às HQs. Claro que muitos são bem diferentes, mas sempre se mantêm, de alguma maneira, próximos de suas versões originais.

Ainda no piloto ele revela que o apelido de sua irmãzinha é Speedy que, caso você não saiba, é o nome do ajudante (o Robin…) do Arqueiro Verde. E sim, houve uma versão feminina do Speedy (Ricardito é o caraleo!) chamada Mia Dearden, o nome da caçula do Ollie é Thea Dearden e aí você é espertinho pra concluir o resto sozinho.

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Porém com o andar da carruagem, Thea se depara com um pilantrinha chamado Roy Harper. O cara usa um moletom vermelho com capuz. Sacou né? Eis o Speedy original que, BTW, dá uns pega na Speedy! WTF? Issaí! O detalhe é que Roy Harper depois se torna o Arsenal e mais pra frente o Arqueiro Vermelho. Se for pra bancar o vidente, diria que ele deve se tornar o sidekick revoltadinho e depois seguir o próprio rumo, abrindo a vaga pra Thea vestir o capuz vermelho.

Vimos Helena Bertinelli, vulgo Caçadora, que na série é filha de um mafioso e toca o terror geral na galera do papai. Bem legal a pegada escrota que deram a personagem, muito fiel a sua segunda versão dos quadrinhos, que era tida como muito instável e dada a atos violentos (deu pra notar né!). Ela sumiu, ela voltou e bato uma aposta que ainda veremos aquele rostinho angelical chutando bundas por aí (será que ela foi pra Gotham e poderemos sonhar com um spinoff?).

Finalmente temos Felicity Smoak, a nerdinha bonitinha que sempre solta frases de duplo sentido nas horas mais inconvenientes (e que, tenho certeza, uma horda de fãs da série torce pra que ela e o Ollie partam pro oba-oba). Nos quadrinhos ela é uma personagem secundária do Nuclear e aqui ela é a hacker foderosa a mando do vigilante de Starling City.

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A galera que atrapalha

Além da bandidagem mais comum, o que inclui a Tríade chinesa e a irmandade Bratva da Rússia (ambas organizações criminosas que existem de verdade), temos os vilões que vieram diretamente das HQs. China White, a chinesa delícia de cabelos brancos, é um exemplo, mas tem uns que PUTAQUEPARIUQUEDOCARALHO!

O primeiro tiro certeiro no meu coração foi o Pistoleiro! Um dos vilões mais sensacionais da DC, o cara é um assassino de aluguel conhecido por nunca errar um alvo. E, como ele aparece já no terceiro episódio e eu ainda estava com aquele feeling Smallville, tinha certeza que nunca iriam mostrar sua marca registrada: as pistolas de punho! Eu me enganei e fiquei feliz com isso. Foi aí que eu entendi que, mesmo realista, Arrow ainda mantinha a proposta de ser uma série super heróica e, pra isso, é necessário esticar os limites da realidade e admitir que há tecnologias absolutamente irreais (e nem tô falando das pistolas, mas de todo o resto que vemos no decorrer da trama).

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Pois é, Floyd Lawton, o Pistoleiro, deu as caras, tomou uma flechada no olho, fiquei puto e quando ele voltou com o olho cibernético dei um gritinho histérico de alegria! Porra, não dá pra jogar fora um personagem cheio de história e potencial assim.

A Gangue de Espadas aparece numa versão mais meh, porque enfim não temos super-poderosos aqui. Reduzidos a uma família desesperada que passa a roubar bancos, a Gangue de Espadas serve muito mais de referência pros fãs do que como um retrato fiel dos personagens originais.

Merlyn, o arqueiro negro, originalmente é uma das inspirações do Oliver Queen dos quadrinhos, por ser um talentoso arqueiro, mas em Arrow ele se torna sua nêmesis da primeira temporada. Amigo da família, pai de seu melhor amigo e maluco por trás do esquema todo que amarra esse primeiro arco da história, Merlyn é simplesmente foda! 

Depois de tomar um sacode épico do arqueiro negro, Ollie recobra a confiança caçando o Vagalume. Vilãozinho bem chinfrim que acabou ficando muito legal na série. Em vez de ser só mais um ladrão qualquer, Garfield Lynns é um piromaníaco vingativo que foi dado como morto num incêndio catastrófico. Ele retorna pra se vingar de seus colegas do Corpo de Bombeiros que, na sua visão distorcida, o abandonaram para a morte certa. A morte bem justificável do personagem é de suar os olhos.

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Em seguida somos apresentados ao Dodger, personagem da história recente do Arqueiro Verde que aparece inicialmente como um ladrão requintado e cheio de geringonças eletrônicas, muito semelhante a como ele é retratado na série, acaba se tornando aliado da Speedy. Será que isso vai rolar? Não seria má ideia!

E aí vemos o primeiro wannabe: um cara que se chama de O Salvador! Apesar de não ser uma adaptação direta de nenhum personagem de quadrinhos, sua forma de agir é idêntica a de um vilão do Batman chamado Anarquia, que capturava criminosos e os julgava em transmissões ao vivo. Outro que quase apareceu foi o vilão Onomatopeia, mas como seu criador Kevin Smith disse que achava que o personagem era impossível de ser transposto pra outro tipo de mídia, os produtores da série resolveram acatar e criaram o Mr. Blank, o assassino que invade o apê da Laurel e a mansão dos Queen e quase dá um pau no Ollie.

E aí chegamos ao último vilão adaptado, o Conde Vertigo. Quando falaram o nome da droga não relacionei ao personagem, pensei que era apenas uma homenagem ao selo adulto da DC, mas aí falaram de um Conde e tudo se encaixou. Legal a origem que deram ao nome na série, aliás, depois do Pistoleiro, acho que foi o vilão mais bem trabalhado e recriado. Infelizmente aqui ele não tem seus poderes de induzir vertigem, não há super-seres em Arrow. Será mesmo?

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A galera que fica em cima do muro

Além dos amigos e inimigos declarados, tem uns que a gente fica meio sem saber como definir. O mais óbvio é o papai da Laurel, detetive Quentin Larry Lance. O personagem é baseado no Larry Lance dos quadrinhos, que é ligado diretamente a Canário Negro original, com quem ele foi casado. Daí o sobrenome da moça.

Pois bem, o detetive Lance de cara odeia Oliver Queen e tem aquele senso de justiça padrão, logo quer de todas as formas encarcerar o vigilante conhecido apenas como O Capuz. Porém ao longo da temporada ele começa a dar mais crédito ao arqueiro e no fim das contas acaba colaborando com ele.

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Outro cara que a gente não sabe muito bem qual é a dele é Yao Fei, o arqueiro japa da ilha. O cara esculacha o Ollie, dá uma flechada nele, salva, vira a casaca e fica nessa indecisão, mas no fim das contas ele é responsável por iniciá-lo na arte do arco e flecha. Yao Fei é o nome de outro personagem da DC membro de um time de heróis chineses conhecidos como Dez Grandiosos. O Yao Fei dos quadrinhos tem poderes de cura, o que na série se traduz em seu conhecimento da ervas medicinais praticamente milagrosas, e tem entre seus aliados o Arqueiro Celestial. Pelo visto em Arrow ele mescla as habilidades de ambos.

Yao Fei é pai de Shado, personagem criada por Mike Grell. Ela é a justificativa para o comportamento escroto do pai. Shado acaba se tornando um interesse amoroso para Oliver Queen e continua a treiná-lo no arco e flecha. Nas HQs, Shado é uma arqueira assassina da Yakuza que acaba de fato se envolvendo com o Arqueiro Verde. Na série ela tem a mesma tatuagem de dragão que sua versão dos quadrinhos, Ollie também possui uma tatuagem igual, mas o que significa ainda não sabemos.

E completando o trio bacana da ilha temos Slade Wilson. Quando vi o Manu Bennet aparecendo, o gaulês invicto em pessoa (sim, Spartacus era foda!), já abri um sorrisão e quando ele falou o nome uma única lágrima masculina brotou no meu olho direito. O Exterminador!

Se o Pistoleiro é um dos vilões mais legais da DC, o Exterminador é o seu sucessor na linha evolutiva, porque ele é simplesmente mega-fodástico! E aí você que assistiu a série toda até aqui deve estar se perguntando onde ele ficou em cima do muro né? Porra, o cara foi muito brother do Ollie! Pois é crianças, mas ele é um vilão (algumas vezes anti-herói) e tenham certeza que isso aí ainda vai falar mais alto e ele vai ser um belo pé no saco do senhor Queen.

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Então vemos que Slade tem um amigo que curte usar uma máscara igual à dele. O acara se chama Billy Wintergreen, que nos quadrinhos é o nome do mordomo de Slade, que é de fato um ex-militar e que também acaba sendo morto pelo próprio Slade. Wintergreen trabalha para Edward Feyers, o cara que comanda a operação paramilitar na ilha e que é baseado em outro personagem de Mike Grell, o agente da CIA de mesmo nome, mas que, nas HQs, é aliado do Arqueiro Verde.

O último é provavelmente uma criação original da série, o melhor amigo de Ollie, Tommy Merlyn. O mesmo personagem foi introduzido nas HQs, na nova revista do Arqueiro Verde, então não posso afirmar, mas creio que não havia nenhum plano prévio, porém com o sucesso da série (ou para impulsioná-la) acharam que podia ser uma boa introduzi-lo nos quadrinhos também. Na série, Tommy funciona mais como elemento dramático, fazendo um triângulo amoroso com Laurel e jogando umas verdades na cara de Ollie, além de entrar em atrito com seu pai, que é secretamente o grande vilão.

Green-Arrow-DeathstrokeA história da primeira temporada

Oliver Queen, playboy bilionário é encontrado numa ilha remota nos mares da China, após ter sido dado como morto cinco anos antes no naufrágio do iate de seu pai. Ele volta pra Starling City (que originalmente se chama Star City, mas os produtores acharam Starling com menos cara de nome fictício…) cheio de cicatrizes, fraturas mal saradas, enfim, todo quebrado e visivelmente mudado. Ele joga a história do trauma e coisa e tal, mas a verdade é que antes de se matar na sua frente pra que o filho tivesse chances de sobreviver, seu pai, Robert Queen, fala sobre erros do passado. Oliver encontra um livrinho no corpo do pai cheio de nomes de pessoas importantes e conclui que são pessoas que precisam ser punidas em honra da memória de seu pai. Pessoas que falharam com Starling City!

Para cumprir com a promessa que fez a si mesmo, Ollie usa um capuz verde, arco e flecha e sai à caça dos nomes no livrinho. Rapidamente o boato de que um vigilante encapuzado está caçando ricos ficha suja se espalha. Ele então monta sua “arqueiro-caverna” no porão de uma antiga fábrica abandonada pertencente a seu pai e localizada no Glades, o bairro mais barra pesada da cidade. O mais legal é que a série não perde tempo em tentar explicar de onde veio todo aquele equipamento mentiroso. Eles mostram Oliver afiando a ponta de uma flecha num esmeril e na cena seguinte ele já está com um arsenal completo! E isso é lindo! Sem enrolação, sem frescura, o cara é bilionário e todo mundo já assistiu Batman Begins, então siga o mesmo raciocínio e você chega lá sozinho.

Pois bem, uma das pessoas que ele reencontra de cara ao retornar é sua ex-namorada, Laurel, que está justificadamente puta com ele. A irmã dela morreu no mesmo naufrágio, porque era uma vagabunda e tava de nheco-nheco com ele. O pai dela, detetive Lance, culpa Oliver pela morte da filha e aqueles lances que a gente já espera. Outra coisa boa na série é isso, tem drama, tem romancinho, tem a coisa toda que a gente já espera de uma série, mas tem ação desde o primeiro episódio e o cara já começa de vigilante encapuzado! Aliás, a porradaria é muito bem feita, digna de filme mesmo. O cara corre pelos prédios, pula coisas, sobe em coisas, cheio dos Le Parkour, cai de cotovelo em vagabundo, dá cambalhota na parede, chute no saco, dedo no olho, flecha no… Então!

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E aí entre uma sequência de civilização e outra, voltamos em flashback pra ilha. Lian Yu, segundo dizem a ele, é purgatório em chinês e dá pra ver que ela é meio Lost mesmo. A diferença é que Os Outros daqui tiveram treinamento militar e não tem escotilha com caminha confortável e comidinha pronta (mas também não tem monstro de fumaça!). Entre uma coisa e outra, vamos acompanhando o desenvolvimento do personagem e juntando as peças dos dois quebra-cabeças que vão se formando.

Em sua caçada pelos nomes do livrinho, Ollie se depara com o primeiro vilãozão que ele enfrenta, o Pistoleiro. Descobrimos que ele empacotou o irmão do Diggle (que se chama Andy, assim como o roteirista já citado) e quase empacota o segurança amigo da galera também. Com isso Ollie se vê na obrigação de salvá-lo e aí a porra começa a ficar séria.

Sabemos até agora da ilha infernal, dos nomes no caderninho, que Oliver Queen tem ligações misteriosas com a máfia russa e que o Pistoleiro é o primeiro vilão badass dos quadrinhos a mostrar a fuça na série.

Daí pra frente o vigilante vai sendo moldado por suas experiências, Diggle diz que ele pode fazer mais do que caçar nomes numa lista, que a cidade tá precisando de alguém que faça a diferença e coisa e tal. Em paralelo a família de Ollie é cheia de problemas, sua mãe cheia de segredos, inclusive alguma coisa com relação ao naufrágio do iate, visto que ela mantém os destroços, que ninguém sabe que existem, num depósito secreto. Walter, o padrasto de Oliver, começa a desconfiar da esposa e Felicity aparece na história.

Nos vacilos da vida, Oliver é filmado pegando a roupa verde de arqueiro e colocam ele em cana. Laurel vai defendê-lo e ele se submete ao polígrafo. No fim das contas, segundo ele, tudo muito bem planejado pra que nunca mais desconfiem dele, mas acaba afastando Laurel mais ainda… E aí ele finalmente é convencido por Diggle e vai à caça de bandidos comuns. Resolve começar pela Gangue de Espadas, ladrões de banco que estão aterrorizando a cidade. Nisso ele acaba descobrindo que eles são uma família e que o pai foi funcionário da fábrica que ele agora usa como esconderijo e começou a vida no crime depois que a fábrica é desativada. E aí vem a coisa de culpa, de responsabilidade, enfim… O que achei legal aqui é que foi a primeira vez que reparei bem numa flecha especial que tipo se abre e solta uns ganchinhos com cordas pra amarrar uma mala de dinheiro. Tecnologia mentirosa de super-herói? Checked!

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Chega a hora de conhecermos a fofinha Helena Bertinelli que quer se vingar do pai, um chefão do crime, por ter mandando matar seu noivo. Ollie e Helena se envolvem, ele a treina, dá a ela uma besta de mão (olhos brilham!) e até vai atrás de uma roupinha mais apropriada (roxa!). Isso rola por um tempo, até que a personalidade explosiva da garota deixa claro que os dois não têm muito futuro juntos. Ela se manda e surge um sujeito que parece ser um imitador dO Capuz, mas que na verdade é só o Malcom Merlyn dando uma sova de criar bicho no Oliver! Merlyn trata de sequestrar Walter, porque acha que ele está se metendo muito onde não é chamado e Moira Queen pede apenas que ele prometa que seu marido não será morto. Feliz Natal!

Ollie tem sua fé abalada depois de ser saco de pancada do arqueiro negro, mas volta a agir pra caçar o incendiário que anda tostando bombeiros. Nessa altura, Laurel e Tommy já estão juntos, Ollie já tem sua boate de fachada e aí a droga nova entra na roda: Vertigo.

A droga nos leva ao acidente de Thea e um Oliver emputecido caçando o tal Conde, o fornecedor da droga. Ollie quase morre de uma overdose e é salvo por Diggle com ervinha milagrosa de Yao Fei, mas o Conde termina no hospital por conta do seu próprio produto. Lá na ilha chega a hora de Slade Wilson aparecer e aí o caldo começa a entornar mais ainda. Na cidade já temos o Team Arrow montado, com Oliver, Diggle e Felicity (que entrou nessa só pra ajudar a achar Walter). E é hora da nerdelicinha colocar o pescoço em risco, literalmente!

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O Dodger mostrado na série tem um bastão de choque que incapacita as pessoas e usa um colar explosivo controlado remotamente. Felicity acaba com o colarzinho desagradável, mas aí né, tudo limpo no final. Bacana que o Dodger confronta Ollie, dizendo que eles são iguais, pois roubam apenas dos ricos e a resposta é: “não sou o Robin Hood!” 😀

Hora de dois personagens legais reaparecerem: o Pistoleiro e Helena. O Pistoleiro é contratado pra matar Merlyn a mando de mama Queen. Oliver impede, claro e, na tentativa de salvar o pai do seu melhor amigo, revela sua identidade. Merlyn é salvo com uma transfusão de sangue mentirosa e a revelação abala ainda mais a relação de Ollie e Tommy. Ah, e o Oliver tem namoradinha nova e ZzZzZzZ…

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Ollie, sendo Ollie no seu auge.

E aí a Helena volta pra caçar o papai que tá preso e vai já fazer um acordo e entrar no programa de proteção a testemunhas. Ela e Ollie batem de frente, ela é presa inclusive (e isso eu não curti, porque identidade secreta bateu asas e voou), mas ele acaba salvando ela. Oliver dá identidade e passaporte falsos e uma passagem pra Roma, pra ela recomeçar a vida e tal, mas claro que ela caga pra isso e acha o pai. Porrada vai, porrada vem, o pai foge, ela foge e a namorada do Oliver se fode! 😛

Além de por cima, lá no núcleo dos Lance, a mãe sumida da Laurel voltou dizendo que a Sarah ( a irmã biscate) tá viva e coisa e tal. E aí eles entram nessa de querer encontrar a pessoa da foto que ela achou e que parece de fato com a Sarah. No fim das contas eles encontram a moça que não tem nada a ver com a Sarah, mas a mamãe Dinah continua em sua busca maluca, que tem certeza que ela tá viva e tal. Isso aí ainda vai render… Merlyn já com sangue novo (RÁ!) quer saber quem mandou matá-lo e a Moira que não é besta joga a responsabilidade no japa que é chapa dela e acaba saindo de laranja na jogada. Some um mais um e o resultado é flecha preta nos peitos do cara. Nessa hora acho que já sabemos que o Merlyn sabotou o Queen’s Gambit, o iate naufragado (é tanta coisa que…).

E daí o Glades ganha um “novo herói”, o tal de Salvador, que captura os pilantras e transmite as execuções dos caras ao vivo. Roy Harper, até então pilantrinha e love affair da Thea, acaba sendo a próxima vítima e O Capuz salva o moleque que ganha um novo motivo pra viver: ser que nem ele! Ah, Speedy!

Então a ameaça do Conde retorna, mas o cara tá doido de pedra. E mesmo assim a vertigo está nas ruas novamente. Como? Surge a notícia de que ele fugiu, mas no final era tudo balela, um médico da clínica consegue recriar a droga pra ganhar uma grana, dopa o arqueiro, descobre sua identidade e Diggle, o amigão, chega pra salvar o dia! Lá na ilha o Ollie tá aprendendo umas coisas maneiras com a Shado e a moça é cheia de talentos mesmo…

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Laurel, na sua cruzada do bem através do direito, se mete em mais uma roubada. Um assassino mata os seus clientes e o filho deles sobrevive. Ela se oferece pra cuidar do menino e, claro, coloca um alvo na testa. Enquanto isso, Ollie e Diggle se acertam de pegar o Pistoleiro, rola uma armadilha com uma agência do governo chamada A.R.G.U.S. (falaremos mais sobre isso!) e no fim das contas dá merda! O Pistoleiro se toca da armadilha, mata uns agentes, quase mata o Diggle e o Oliver nunca chega, porque enfim precisa ajudar a Laurel. O clima fica meio tenso e o Diggle pede as contas.

Finalmente chegamos nos momentos finais, quando o tal empreendimento pra salvar Starling City vai acontecer. Oliver acha o paradeiro de Walter e o salva. Merlyn termina de construir uma máquina mentirosa que cria terremotos e pretende destruir o Glades, o câncer da cidade. Como arqueiro negro ele mata todos os cientistas envolvidos no projeto. Ollie descobre a porra toda, é capturado e toma outra surra. Diggle chega pra salvar o dia mais uma vez. Moira Queen dá uma coletiva de imprensa pra falar do plano maluco de Merlyn e vai em cana. O terremoto começa. Felicity e o detetive Lance trabalham juntos pra desativar a máquina. Roy entra numas de salvar todo mundo. Merlyn conta a Tommy que é maluco e quer tocar o zaralho no Glades. Laurel é uma escrota e quer continuar trabalhando enquanto os prédios desabam ao seu redor. Luta épica entre os dois arqueiros. Tommy vai salvar Laurel. A máquina é desativada. Merlyn morre. Tem outra máquina. Laurel é salva. Tommy não consegue sair a tempo. Ollie ainda vai lá. Tommy vira os olhinhos. Créditos sobem! Olhos suados, final emocionante. Roy Harper seu moleque fantástico! Caralho viu…

O que vem pela frente

por Pedro Turambar

A segunda temporada chegou já está pela metade. O que parecia quase impossível — superar a ótima primeira temporada —, foi feito, e com muita, muita sobra. A segunda temporada consegue, até agora ser MUITO melhor que a primeira. Arrow não é só uma boa série, mas uma série que evolui, a cada episódio.

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A DC está construindo um universo incrível na TV. A série do Flash é um spinoff dá própria Arrow, Gotham — outra série do Universo DC — vem aí, contando os early days do futuro Comissário Gordon, e tudo isso vai preparando o terreno para crossovers com as produções do cinema… ENFIM, as possibilidades são enormes, e pela primeira vez, desde que a Marvel começou a espancar a Distinta Concorrência no audiovisual, eu acredito que a DC possa triunfar.

Se continuarem a fazer as coisas como em Arrow, a chance é grande.

Te cuida Marvel.

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1 comentário

  • Pedro Henrique Bonifácio
    03/11/2014 at 17:00

    Pedro, tu tem algum link pra baixar as HQs de Arrow? Comecei a assistir sem me ligar que era a mesma história e lendo teu texto deu vontade de ler!
    Abraços

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Pedro Turambar

Pedro Turambar

Gosto de escrever, reclamar e não tenho controle sobre chorar. Escrevo há 10 anos sobre a loucura de viver em sociedade, futebol e falo bem e mal das coisas que leio, vejo e ouço.

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