Sessão de Cinema: Kick-Ass Quebrando Tudo


Alô Fábio Baldino (vulgo @fbaldino), chupa essa!

Depois dessa mensagem carinhosa a um leitor incrédulo eu volto a falar de cinema no blog. O que eu pretendo fazer mais vezes daqui pra frente. E volto chutando bundas.

Kick Ass é mais uma das trocentas adaptações de quadrinhos que vem acontecendo de uns tempos pra cá, e que vem dando certo. O quadrinho, criado por Mark Millar (roteiro) e John Romita Jr (desenhos) [vai ganhar uma resenha aqui já já] em 2008, foi distribuído por um selo da Marvel Comics, e rapidamente virou filme. Filme esse que – assim como a própria revista – foi rodado de forma independente em 2009, e lançado esse ano.

Ainda bem. Porque a parada é violenta e é chocante ver uma garotinha de 11 anos cortando membros e matando bandidos a torto e a direita.

E se o filme é violento, nem queira saber dos quadrinhos. Alí o nível triplica. Mas eu estou aqui para falar do filme e do que eu achei dele.

Vamos lá.

Kick Ass parte de uma premissa muito simples: “Por que diabos até hoje ninguém nunca vestiu uma roupa de borracha e saiu por aí descendo o cacete em bandidos?” E é exatamente a partir dessa pergunta que Dave Liasjfhjanekinsky digo, Lizewski resolve ser o cara a fazer essa idiotice. Dave é um adolescente comum que passou a vida toda lendo histórias em quadrinhos, sendo assim, ele compra uma roupa de mergulho no eBay e resolve combater o crime.

O problema de Dave Sputnicky é só um. Ele vive no mundo real.

E quando você se veste feito um palhaço e parte para brigar com nego “armado e perigoso”, apenas uma coisa pode acontecer com você. Você vai se ferrar bonito.

Após se tornar KickAss, Dave acaba se metendo em altas confusões com a galerinha da pesada.

O filme superou todas minhas expectativas. E ainda bem que eu vi o filme antes de ler os quadrinhos. A melhor definição que eu encontrei sobre KickAss: O Encontro de Superbad com Kill Bill. E o filme é isso.

Começa como um filme de adolescentes americanos, nerd no colégio, louco pela mais gostosa da sala, vira “super-herói” e… bem, é aqui que as coisas começam a ser um pouco diferentes. Na primeira vez que Dave vai enfrentar bandidos de verdade, ele toma porrada pra caramba, é esfaqueado e depois atropelado.

Parando com os spoilers por aqui, Kick Ass surpreende pela violência, humor e originalidade da história. Isso sem contar a garotinha aí da foto, que assim como nos quadrinhos ROUBA totalmente a cena. Chloe Moretz mais uma vez fantástica numa atuação perfeita. Ela me fez acreditar que uma garotinha de 11 anos pode chutar bundas bonito por aí. Ela é demais, mas os outros atores não ficam para trás. Nicolas Cage finalmente fez um papel que lhe cabia, o garoto Aaron Johnson não comprometeu – não achei nada demais, mas é um bom ator, tanto que foi cotado para ser o novo Homem-Aranha nos cinemas -, McLovin não me convenceu como mini-vilão, o que nem chega a ser surpresa… porra.. é o McLovin.

De qualquer forma, Mark Strong faz o vilãozão perfeitamente. As duas cenas da bazuca são brilhantes, de você pedir para pausar o filme e poder rir. Na parte técnica o filme é quase perfeito também, direção, fotografia, efeitos.

Sobre o roteiro, tenho algumas coisas para falar. Apesar de começar a ser rodado como independente e tudo mais, o roteiro é beeem hollywoodiano, o que nem sempre é ruim. Não vou dar spoilers, mas digo que achei as mudanças feitas em relação à revista foram ótimas, aquelas que tratam da história central. As pequenas mudanças é que poderiam ser descartadas.

Enfim, KickAss é um filme que cumpre muito bem sua proposta de divertir o público. Filme mais divertido do ano, de longe. E como eu gosto de violência e quadrinhos, é perfeito.

Nota 7 para Kick Ass.

(Não sei porque, mas decidi que a escala de notas aqui nos reviews será de 0 a 7, sendo 0 “Eu diria para você assistir Super Pop ao invés desse filme” e 7 sendo “CORREPROCINEMASEUMALUCO!”)

***

1 – Site oficial do filme

2 – Trailer

3 – No próximo post da seção de quadrinhos eu falarei sobre a Graphic Novel. =D

Pedro Turambar

Já fui de um tudo nesta vida, mas há uma coisa que nunca deixei de ser: escritor. Escrevo para viver e manter minha sanidade em um mundo tão louco. Sou uma mistura de palavras, lágrimas e reclamações.

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3 Comentários

  • fbaldino
    03/10/2010 at 22:28

    pqp!!! á faz tempo que o post ta aqui e só achei agora!!!!

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Pedro Turambar

Pedro Turambar

Gosto de escrever, reclamar e não tenho controle sobre chorar. Escrevo há 10 anos sobre a loucura de viver em sociedade, futebol e falo bem e mal das coisas que leio, vejo e ouço.

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