Crônicas do Cotidiano // Carnaval acabou, o ano começou

Bom! Quarta-feira. Fim do carnaval. Meu post atrasado novamente. N]ao que eu estou mais uma vez me descomprometendo com este blog, mas que a minha vida tem sido tão agitada. Mentira. Na verdade é a preguiça que me consome e se Deus não me aceitar no céu é esse o pecado que eu cometi. Preguiça. Mas é tão bom ficar a toa. E bate aquela prig de ligar o computador. Mas hoje, alem disso, tive que resolver alguma coisas mo shopping, as mulheres sabem muito bem o que é…algumas roupas novas não faz mal.

Pois bem, estive bolando a idéia de um post por um mês e ate hoje não escrevi, e acredite, não é hoje que esse post, sobre jogos que ainda não terminei, vai sair. Alias, me corrijam se estiver errada, sempre misturo o esse com este. Que regra chata.

Voltando ao post que eu estou pra escrever e nunca escrevo. Jogos que joguei e nunca terminei, mas um dia vou terminar. Vou escrever, pois sei que muita gente aqui gosta de jogos. Mas como estou com prig não vou escrever ainda e a minha preguiça é justificável já que a lista é vasta.

Mas nem por causa do post que eu não escrevi, não quer dizer que hoje não tem post. Vamos ao carnaval. Pensei bastante em falar da festa da carne, mas depois de tanto pensar conclui que a verdade era que meu assunto sempre voltava à quarta-feira de cinzas. Tá que esse ano poderia ser a quarta-feira cinza e chuvosa que os meteorologistas previram – né Felipe.

O carnaval é um ótimo feriado, as pessoas tendem a se transformar nessa época, elas são mais libertas de suas amarras, tudo pode acontecer, tudo pode rolar, tudo é liberado. Mas como muita gente viu tem gente que não gosta tanto assim do carnaval….vide Sheherazade .

Para mim o carnaval é bom, já passei na praia, já dancei axé – foda-se você que odeia axé, duvido que você na galera não se deixa levar nesse som – eu também não gosto de axé. Voltando. Já passei em bailes de carnaval, em clube, esse ai eu gostei bastante, jogar serpentina e confete é muito legal – não me critique por isso. Nunca passei em uma escola de samba, mas queria, acho bonitos os carros e fantasias, gosto da forma de expressão sobre o assunto e como as escolas de samba abordam assuntos que são melhores para entender que na escola. Também nunca passei em Salvador, meu Rei, mas, se for de camarote eu animo ir. Vê-se que eu topo ir nessas coisas estranhas por pura diversão, até ir ouvir frevo eu iria, mas eu acho que iria mais por que sempre quis saber se existe outra música de frevo além da que sempre passam.

Mas porque falar da quarta-feira? Nem toque nela ate agora. Pois então. A quarta é a grande sacanagem, ela não torna nosso carnaval perfeito. Que inventou esse feriado precisava fazer tudo abrir ao meio dia, precisava que todo mundo voltasse a trabalhar nesse horário. REVOLTA. Se a quarta cristã é um dia de penitencia tem que ser feito pela metade?

Além de tudo grande parte das pessoas que voltaram nesta quarta está só pela metade, no shopping ninguém conseguia atender, tava todo mundo com cara de “O QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI?”. Essa mesma cara eu fiz hoje quando cheguei ao trabalho, na verdade essa minha cara só foi abafada pelo espanto de sofri ao saber que uma pessoa muito legal virou estatística neste carnaval que bate recorde nas estradas. Fiquei tão triste com isso.

Ah! Vou terminar essas palavras por aqui. Boa recuperação de carnaval.

Ps’s:

- Passei o carnaval bodando em casa. Fiz nada, só comi, joguei, vi TV, filmes…algo tipicamente baiano.

- Esse texto é uma baderna do meu cérebro

- Esse texto é para o Lucas. Foi bom conhecer alguém com tanta felicidade.


Vortex // Diário de Bordo #0

Calma, não é nenhuma nova seção. E não, você não está louco, ou louca. Esse é o terceiro post do dia.

Não sei se vocês sabem, mas eu agora sou deveras um Profissional, com P maiúsculo. Me formei, e como já disse aqui, nada de festa pra mim. O que eu e mais alguns gatos pingados queríamos mesmo, era um Cruzeiro. Daqueles fodas.

Tá, nem tãããão foda assim. Mas foda.

Já se passou quase UM ANO desde que eu e mais 9 colegas de faculdade compramos a viagem. Que começará meus amigos, amanhã. Isso mesmo, farei um Cruzeiro, no carnaval para comemorar a minha formatura. Você consegue calcular o que isso significa? Passarei por Buenos Aires, Punta Del Leste e Uma-Cidade-Qualquer-do-Litoral-Brasileiro. São 7 dias no mar.

Imagina o que é ficar 7 dias inteiros (um pouco mais até) SEM TER ABSOLUTAMENTE NENHUMA PREOCUPAÇÃO?!

Digo, tendo a única obrigação de se divertir.

Só não será perfeito porque infelizmente não terei a companhia de uma certa pequena pessoa. Nem tudo pode ser perfeito.

Estou postando isso aqui para dizer que fazer um Diário de Bordo. Começando, é claro, hoje com o número zero. Farei anotações contanto tudo desde o momento em que sair de casa, ao momento em que voltar. Para isso terei comigo meu inseparável iPad. Mas ele será apenas para desenvolver os textos. Vou usar meu largado Moleskine para os tópicos principais. Espero conseguir fazer isso dessa vez. Lá se vão alguns anos desde o último carnaval em que tentei fazer um diário.

De qualquer forma, vou tirar um milhão de fotos, vou voltar com 394843 posts para escrever, e claro com um sorriso no rosto, recarregado, e morrendo de saudades.

Acompanhem pelo twitter e pelo facebook. Tudo que for acontecendo vai ser postado lá.

Acompanhem também a página do Crepúsculo no Facebook. Vai ter posts diários de Zicas do Dia por lá, se eu conseguir alguma internet, ou se o 3G do iphone pegar. Vamos ver.

De qualquer forma, espero que vocês que não farão nada no carnaval acompanhem. Á, e não se preocupe. Tem uma semana ou mais de posts agendados. Então nem vai dar pra sentir saudade.

Se eu consigo transformar a simples troca de uma lâmpada em aventura, imagine um cruzeiro de 7 dias que vai em outros países.

Eu mal posso esperar.


Crônicas do Cotidiano // Tomates Causam Câncer:“Chegou a Turma do Funil”

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Tem uma coisa no carnaval que acho foda, machinhas. Machinha pra mim é um jingle eterno.  Mesmo a pessoa que mais odeia carnaval sabe pelo menos dois. Muitos deles viraram cantos de torcidas, foram utilizados em propaganda e são cantados em milhares de carnaval pelo país. Mas poucas vezes essas letras foram analisadas. Certo, sei que isso tira toda a graça do carnaval, mas aqui é o que de melhor podemos fazer.

Bem, existem coisa obscuras nessas letras, vejam “Mamãe eu quero”.

Mamãe eu quero,
Mamãe eu quero mamar!
Dá a chupeta! Dá a chupeta! Ai! Dá a chupeta
Dá a chupeta pro bebê não chorar!

Dorme filhinho do meu coração!
Pega a mamadeira e entra no meu cordão.
Eu tenho uma irmã que se chama Ana:
De piscar o olho já ficou sem a pestana.

Eu olho as pequenas, mas daquele jeito
E tenho muita pena não ser criança de peito!…
Eu tenho uma irmã que é fenomenal:

Ela é da bossa e o marido é um boçal!

Reparem que cada hora o meleque fala numa pessoa, primeiro ele fala “eu quero” depois “pro bebê não chorar”.  Não sei o que esse sem vergonha quer, se quer mama ou chupeta. Mas uma coisa ele tem de moderno, ciente de seus direitos ele ameaça a mãe, me dá senão eu choro.

Depois que começa desnaturada da mãe. Essa mãe usa droga. O menino pediu mama ou chupeta, ela deu mamadeira. Depois fala “eu tenho uma irmã que se chama Ana”, do nada. Onde mora essa mulher, nunca foi visitar o sobrinho?  Mas ai vem à explicação, ela usa a suposta irmã para ameaçar o filho, dizendo que ela piscou o olho e ficou sem pestana. Assim o moleque se cagou todo.

Bem o ultimo parágrafo é droga pura. Quem está falando é a mãe? Supomos que seja. Então a mãe sentiu inveja da criança e da irmã. Na verdade acho que ela é apaixonada pelo cunhado, ele deve pegar ela, mas não dá muita bola, não quer largar a Ana. No final desabafa: Boçal.

“Caiu na Rede” é uma das músicas mais reproduzidas por torcidas de futebol. Mas na boa, é putaria.

Caiu na rede é peixe,
Le-le-á!…
Eu não posso bobear.

A maré tá cheia
tá-tá-tá-tá-tá-tá!

Cheia de sereia
No anzol
Querendo se enfiar.

Se trata de um puto, um cara pegador, cheio de opção que nem sabe o que fazer. Mas no final ele chuta o balde: “querendo se enfiar” – fala sério!

Ai, a bruxa vem aí
E não vem sozinha,
Vem na base do saci.

Pula, pula, pula
Numa perna só.
Vem largando brasa
No cachimbo da vovó.

Da turma dos usuários de crack  “A bruxa vem aí”.  Me diga, o que tem haver pular de um pé só e vir acompanhado? Agora “largando a brasa no caminho da vovó” é droga. O cara vem fumando uma pedrinha no caminho da vovó.  A Avó é que tem que aguentar esse viciado sem vergonha!?

O mais interessante dessas músicas é como personagens novos entram do nada e em poucas linhas.

“Vai com jeito”

Vai com jeito vai
Se não um dia a casa cai (menina)

Se alguém te convidar
Pra tomar banho em Paquetá
Pra piquenique na Barra da Tijuca
Ou pra fazer um programa no Joá
Menina…

Mais putaria. Imagino uma tia safada dando dica pra menina: Vai, deixa de ser boba. Vai tomar um banho de mar com o bonitão, na Barra, na Tijuca… Se tiver sem grana, faz um programa no Joá.  Deixa de ser boba, isso aí é pro povo mesmo. A, mas tem que ter jeito pra coisa, mas “vai, com jeito vai”.

A mais legal de todas “Turma do Funil”:

Chegou a turma do funil
Todo mundo bebe
Mas ninguém dorme no ponto
Aí, aí, ninguém dorme no ponto
Nós é que bebemos e eles que ficam tontos

Eu bebo, sem compromisso,
com meu dinheiro, ninguém tem nada com isso
Aonde houver garrafa, aonde houver barril
Presente está a turma do funil

Minha mãe sempre cantou isso (doida). Mas é muito engraçado mesmo, a galera boa de bico. Carnaval é isso mesmo. Nós temos que beber, beijas, trepar, cantar nossas tristezas e esquecer a vida. Com ou sem namorada, vale a pena curtir uma marchinha de Carnaval com o dedinho pra cima, no melhor estilo “fodas, eu não sei dançar”.

Mais algumas machinhas pra você entrar no clima:

“As águas vão rolar”, “Bandeira Branca”, “Cabeleira do Zezé”,  “Cachaça não é água”.

……………………….

  1. O carnaval é, desde de sua origem, uma festa de permissibilidade moral. (retirei essa frase do post, mas coloquei aqui porque achei foda) ;
  2. Fala aí se você curte machinha;
  3. Não tem machinhas novas, acho.

Sociedade Alternativa // Crônica: Carnaval de porrada

textos-cronicas-crepusculo

“É esse o bar que falei” disse Amico. “E não podia ser outro até porque nessa cidade de merda só tem um bar” disse isso e foi entrando, eu atrás, não conhecia ninguém naquela cidade de merda. O Amico sentou -se numa mesa com uns caras e eu sentei-me no balcão “manda uma dose de uísque camarada”. Depois eu sentei no banheiro e puxei minha cartela de remédio pra garganta e mandei as vinte pílulas, a cartela inteira, goela abaixo, pílula por pílula entre goles de uísque. Saquei a bula e conferi os efeitos adversos do remédio caso misturado ao álcool “em caso de ingestão conjunta com álcool o paciente pode sentir alucinações, calafrios, deslocamento do globo ocular e visão de vultos e luzes. Pensei nos caras que escrevem bula de remédio. Nunca conheci nenhum. Pensei no meu copo de uísque e lembrei do Amico. Voltei pra mesa.

Eram uns sujeitos de cara feia que ficavam encarando e eu olhei pro Amico e pensei “essa turma não era boa”. Um dos caras ficou me encarando e eu falei “como é meu chapa, quer levar uma bolacha?”. O sujeito veio se encrespando pra cima de mim e eu mandei um soco nos cornos dele. Pra cima de mim não rapá. O pessoal da turma dele mandou uma cadeira voadora pra cima de mim que passou longe e foi parar na mesa de uns veados que estavam sentados lá atrás. O veado mais parrudo levantou-se e gritou “cadeira em mim não, meu bem” e veio com a veadada toda pra cima da turma do atirador de cadeiras já descendo a porrada e em poucos segundos o cacete comeu no bar e as garrafas e as mesas começaram a voar também plaft crash prim tóf e eu me escondi atrás de uma pilastra e CRASH uma garrafa se espatifou na pilastra e uma mulher veio gritando pra mim me ajuda (!) me ajuda (!) me ajuda (!) e eu mandei um soco na boca dela só pra ver o sangue e os dentes dela voarem por tudo que é lado e então eu senti um puxão no braço e vi que era o Amico e eu calma porra ainda não fiz minhas apostas e ele dizia “não fode porra, não fode que tú já ouriçou o bar inteiro e se você não sair comigo sou eu que vou te ouriçar”.

Como eu não sou bobo e o Amico era um puta jumento ignorante e forte eu fui com ele mas mesmo assim apostei mentalmente na turma dos veados. Veado parece mulher mas na hora da porrada bate que nem homem e os veados lá do bar eram grandes pra burro. Saímos pra uma praça lá perto e eu perguntei se um cara do meu lado tinha isqueiro pra eu acender um cigarro e como ele não respondia eu falei “como é rapá! Não vai responder? Tu é grande mas não é dois” e o cara continuou imóvel e eu mandei um tabefe nele mas ele não caiu, tinha uma cara dura pra caramba. “Durão hein, durão…” eu disse mas o Amico me cortou “tá maluco? Conversando com poste caralho? Quer saber vou-me embora que de ti eu já estou cheio. Falei pra parar de tomar essa porra pra garganta” e saiu andando e eu fiquei falando com o cara do lado que na minha garganta não entrava porra nenhuma e que isso era coisa de baitola boqueteira.

Resolvi caminhar pela cidade e conhecer o terreno. Era uma cidade muito bonita porque era muito bem iluminada e dos postes das ruas saíam luzes de várias cores e matizes diferentes roxo azul amarelo rosa e até mesmo cores que eu nunca tinha visto na minha vida. Cheguei na porta de um cemitério e resolvi entrar porque, tinha certeza, vi alguém entrando. Sentei-me na beira de uma cova de pobre com uma cruz enfiada na terra e a terra estava tão úmida e quente e macia que parecia uma  grande e acolhedora vagina e eu comecei a cavar e cavar e cavar até encontrar uma caveira. Acendi um cigarro pois me lembrei que tinha um isqueiro no bloso da camisa e me lembrei de Shakespeare. Depois me lembrei de Hamlet. Peguei a caveira na mão e falei “ser ou não ser, eis a questão. Qual a resposta?”. Como a caveira não respondia arremessei-a com força contra um muro e observei ela se quebrando em mil pedaços. Caveira filha da puta.

Era um dia ruim pois todos estavam me ignorando e eu resolvi vagar pela cidade e vaguei vaguei vaguei até entrar numa rua e um cara me puxar “tá procurando a festa do Feitosa?”. Respondi que estava e ele me apontou um portão onde eu entrei e fiquei caminhando entre as pessoas até pegar um copo de uísque para continuar andando e andando e andando até sentir uma mão pesar sobre a minha bunda. Olhei pra trás pra me deparar com uma preta com a cara toda sorrisos pra mim e eu perguntei “foi você que apertou a minha bunda?” e ela respondeu “foi” num tom desafiador. Passei o copo de uísque para minha mão esquerda e enfiei-lhe a mão na bunda e apertei com gosto aquela bunda grande, espalhada e gelatinosa. Ela me olhou e disse “vais fazer só isso meu bem?” no que eu respondi “é, só isso” e completei ” também não poderia foder com você pois agora é noite e é escuro e eu não conseguiria te enxergar no breu”. A amiga dela me chamou de grosso e eu cuspi na cara dela e sentei-lhe a mão na mesma cara para logo limpar na camisa pois a mão tinha ficado suja de minha própria saliva que eu havia cuspido e eu achei aquilo uma nojeira só.

Saí da festa e vaguei vaguei vaguei como nunca havia vagado antes e lembrei do Fernando Sabino e depois lembrei do grande mentecapto Raimundo Giramundo e pensei sobre o quanto ele já havia vagado mais que eu e tive inveja. Sentei numa praça ao lado de uma barraquinha azul com garrafas de pimenta caseira que possuía um velho bem velho que ficava sentado do lado da barraca como um cão de guarda. Não sei quanto tempo fiquei ali sentado só sei que quando decidi me levantar eu senti que não tinha mais a carteira no bolso e falei pro velho “roubaste minha carteira velho. Ou devolve ou te parto a cara”. Como o velho não se mexeu eu disse “fica parado que eu vou te revistar” mas quando encostei a mão na jaqueta do velho ele me deu um safanão e pegou uma garrafa de pimenta e lançou-a na minha cara mas eu fui rápido e desviei, peguei uma garrafa maior e fui com força na moleira do velho que caiu no chão assim como os cacos da garrafa e as pimentas. Senti muito medo principalmente porque não tinha mais carteira e dinheiro pra pagar a garrafa quebrada e um pouco de medo pela possibilidade de ter matado o velho. Me virei de costas e corri corri corri até chegar numa padaria e me sentar.

Eram seis horas da manhã e eu pedi um uísque. Na padaria não tinha uísque. Pedi um café e um pão com salame. Pela porta entrou o  sujeito que tinha me olhado feio no bar e pelo estado da cara dele percebi que eu tinha ganho a aposta para a turma dos veados. Entrei no banheiro e me deparei com uma bunda, uma senhora bunda faxineira de quatro lavando um vaso sanitário. Coloquei a mão na boca da bunda e levantei a sua saia e comecei a foder foder foder como nunca tinha fodido antes e me lembrei do Marquês de Sade e fodi mais ainda. A bunda era forte e tentava se desvencilhar de mim mas eu também sou forte e segurava ela com força e quando terminei, ainda com a mão na boca da bunda, vi que ela me olhava com os olhos vermelhos e cheios de terror e eu me pus de pé e falei ” se abrir a boca eu te cubro na porrada” e saí do banheiro. Voltei para minha mesa na padaria e o sujeito que tinha me olhado feio ainda estava lá mas ele não me encarava mais. Olhei pra porta e vi a turma de veados entrando.

Calmamente acendi um cigarro e dei um trago. Soprei a fumaça. Olhei para o veado parrudo. Pela cara dele, fim de carnaval pra mim.

***

1 – Se encontrarem algum erro me avisem porque o texto é muito grande e provavelmente deixei passar algo. E digam o que acharam do personagem principal, qual a justificativa da violência dele?

2 – Já estão sabendo do evento do Portfolio Sem Vergonha. Tô lembrando de novo só pra ninguém esquecer. Site do evento aqui. =)

3 – O Hugo Meira agora escreveu sobre uma frescura psicológica dos 16 tipos de personalidades humanas. O meu tipo de personalidade é o ICGM (inteligente, charmoso, garboso e modesto). Visite e descubra a sua personalidade (provavelmente é LFIC, leitor fiel inteligente do Crepúsculo).

4 – Comercial japonês bizarro do inferno.


Sociedade Alternativa // Como ser um bom ator: dicas de atuação

Olá caro leitor tor tor. Faz tempo que não escrevo aqui qui qui. Minha sala no escritório do Crepúsculo tá até com eco eco eco.

Brincadeiras à parte, volto a escrever hoje e trago um post que o Pedro vai adorar. Com certeza ele ficará muito feliz e contente porque este post, provavelmente, vai trazer para o blog todo e qualquer paraquedista do google que queira atuar no filme Crepúsculo. Prepare-se para aprovar os comentários Pedrão. Coloque o Ad Sense num lugar bem à vista. Caching!

Olhe a cara de drama deste bicho. Dá pra perceber que ele é um puta ator.

Na verdade, não é um post de dicas reais de como ser um bom ator. O fato é que vou contar a vocês como eu, o herege, fui parar em Canção Nova no carnaval, passando a me chamar Stanley Ipkiss, natural de Washington e intercambista recém-chegado ao Brasil.

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Tinha uns 16 ou 17 anos de idade e dava muito trabalho em casa. E isso era tanto que chegada a época do carnaval não consegui a tão sonhada viagem para o Carnaval de Diamantina. A resposta da minha mãe foi “só viaja este carnaval se for pra Canção Nova“. Nessa parte aprendi que o bom ator deve sempre se adaptar às situações, então pensei, se não vai o capeta, vai deus mesmo. E assim entrei naquele ônibus e fui parar naquele antro de santos e puros.

Fiquei lá uma semana e esse fato em si não importa. O que me tornou um grande ator foi o último dia, antes de vir embora. Ficava lá no acampamento tomando vinho e fumando enquanto o Carnaval rolava. Lembro da cantora gritando “viva o carnaval de Canção Nova, sem bebidas e sem depravação”! Adorava ouvir ela falando aquilo (risada maléfica). Por volta de duas da manhã o carnaval acabou (por mais incrível que isso possa parecer, duas da manhã) e eu resolvi que não aceitaria aquilo. Puxei mais dois amigos e fomos para o centro da cidade, pegar o carnaval pecaminoso da rua (por sinal, muito melhor).

Em 10 minutos presenciamos cinco brigas e percebemos que o carnaval pecaminoso é bom, mas só quando é de rico. Porque carnaval de rua pra pobre só tem cachaça e ladrão. Enfim, perguntamos ao policial “ô seu guarda! Onde é que tem um carnaval mais… selecionado aqui”? Seguimos a direção e chegamos ao local. Aqueles clubes sociais que toda cidade pequena tem. Descobrimos que a entrada era 50 reais e ao ver que nosso carnaval tinha acabado sentamos em um carrinho de cachorro-quente.

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Como fui um puta ator

A partir daqui a história é realmente sobre como descobri meus dons atorísticos. Virei para meus amigos e disse “olha, o carnaval acabou no clube. Tá vendo aquelas meninas saindo? Vamos lá nelas e a partir de agora meu nome é Stanley (foi o primeiro que veio à cabeça por causa do Máskara) e eu sou um intercambista”. Eram umas 5 meninas. Meus amigos chamaram elas. Eu já cheguei, balançando os dedinhos indicadores pra cima como todo bom gringo e disse, em alto e bom som “carrnivall!!!”. Daí foi um pulo para elas se interessarem. Eu me sentia um extra-terrestre, só por ter nascido em outro país, e elas ficavam o tempo inteiro me fazendo perguntas em péssimo inglês. Isso foi no começo. Mais tarde chegou uma moça, cujo nome não lembro (acho que era Fabiana ou Aurelina), e disse para a amiga que tinha feito 8 anos de inglês e falava muito bem.

Fiquei paralizado. Certamente que a moça ia perceber que eu falava um inglês com sotaque totalmente mineiro puxado para o Baiano: algo como “Ai donti nôu iór neime bichinho”. Ela chegou e perguntou meu nome e de onde eu era. Respondi como o mais autêntico gangsta boy de Washington (ahn?). Convenci. Ela perguntou mais alguma coisa que não me lembro e depois se virou pra amiga “fulana, não tô sabendo nada do que esse cara tá falando não. Acho que vou beijar ele logo”. Eu não pude me conter de alegria. Quase esqueci de continuar fingindo que não entendia português. Aquela loira gostosa de nike shox vermelho, bermuda jeans apertada e trança no cabelo tinha acabado de dizer para a amiga, na minha frente, que iria me beijar, e a única coisa  que pude fazer foi esperar. Ela pulou em meus braços bradando “kiss me! Kiss meee!”. Beijei. Sou intercambista mas não sou bobo.

Me chamaram, eu e meus dois amigos, para ir para casa. Falaram que íamos comer canja de galinha que, para mim, àquela altura do campeonato, já significava outra coisa, disfarçada por alguma gíria de paulista. No caminho para a canja os amigos dela insistiam em me ensinar os cumprimentos utilizados no Brasil. Viemos andando na rua ao som de “felhi da putta”, não porra, é “FILHO DA PUTA”. Eu: “Fillhu dê putte”. “Tá bom, assim serve”. Chegamos na casa da tal menina e o pai dela nos recebeu. Eu, prontamente o cumprimentei, com o termo em português ensinado pelos “amigos”. “Hello!! Filhu dê putte!!!”, ao que a loira (Fabiana ou Aurelina) prontamente explicou que eu era de outro país e tinha “aprendido” algumas coisas erradas com os amigos delas. Senti dificuldades só na hora de pedir para ir ao banheiro (caramba, ninguém sabe o que é bathroom ou take a pee?)

Conversa pra lá, puxa-saquismo mais pagação-de-pau-pra-gringo pra cá, fiquei até 8:00 da manhã na casa da loira (era Fabiana mesmo). A canja de galinha era realmente só uma canja de galinha e não outras coisas que envolvem a galinha sem a canja mais alguns lençóis. Me despedi do pessoal, soltei mais um “carrnivall!” com os dedos indicadores apontados para cima e balançando, e fui embora com meus dois amigos. Naquela noite fui o intercambista mais intercambista que esse país já conheceu. Fui um gigolô do esterótipo. Um herói de duas nações.

Aprendam. Para ser um bom ator basta alguns copos de pinga no estômago, uma idéia na cabeça e uma cidade onde ninguém te conhece. E lembre-se, nunca desista. Vá até o final e nunca desminta. Uma hora vão ter que acreditar em você. Pode ser o personagem que quiser, inclusive aquele tipo meio galã cafajeste.

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1 – Já te apresentei a Ovelha do Capeta?

2 -Aproveitando o post onde subverti Canção Nova e indico um dos vídeos mais engraçados que já vi: o acidente na igreja.

3 -Já ouviu a banda Maria Scombona? Devia.

4 – A página de “quem sou eu” deste cara é genial!


Crônicas do Cotidiano // Passando o carnaval sem festa: How to?

Aproveitando o fim de feriado e a retomada da minha rotina de redator em agência, resolvi fazer um post para aqueles que, assim como eu, acham que viajar no carnaval é só uma maneira mais cara de se ler um livro.

Chega de tanta polêmica, posts bombásticos, discussão sobre religião, e assuntos eminentemente sérios. Vamos falar de carnaval sem festa. Carnaval em casa, com a namorada (ou namorado [ou sua mão, se preferir]). Enfim, aposto que tem gente por aí, como eu, que não gosta de correr atrás do trio, no meio daquela multidão suada se acotovelando. Não vê nenhum lucro aparente em beijar as bocas da cidade inteira (e acabar beijando alguns pintos, por tabela), enchendo a cara de cachaça e contribuindo para a própria surdês na velhice ficando bem ali, do lado dos autofalantes.

Se você é que nem eu, e prefere ficar em casa, ou ir para um lugar mais calmo, welcome to the club. Para os que pensam como eu, mas passam o feriado sem fazer nada, deixo a minha lista de top 10 coisas legais de se fazer em feriados prolongados.

Top 10 ultra mega blaster fucking motherfucka nice things to do and how to do in holidays

1. Vídeo game. Não iria deixar de fora nosso melhor aliado na conquista do entretenimento. Jogue qualquer jogo (de preferência com outras pessoas). Desde Mario até Final Fantasy VII (que é o melhor game já feito na face da terra). Se tiver um Nintendo Wii + uma namorada então, é diversão na certa.

2. Leia todos os feeds daqueles blogs que você assinou mas não teve tempo de ler. Dá pra aproveitar o feriado e tirar um pouco seu atraso informacional (neologismo?). Isso se aplica também à seriados, músicas, etc. Dá pra baixar e assistir à toda uma temporada daquele seriado que você adora e não teve tempo de ver.

3. Ande de bicicleta (o que?, tá brincando?). Tô falando sério. Arrume uma bike e vá andar. Nem que for no seu bairro mesmo. Dar uma volta no quarteirão. Se quiser chamar alguém, só melhora. Acho que andar de bicicleta é uma das coisas mais tranquilizantes que inventaram no mundo. Principalmente quando você anda sem rumo nem lugar pra ir.

4. Vá garimpar coisas legais na internet. Pelo menos pra mim, é uma das maiores fontes de entretenimento. Se você entrar no youtube, vai perceber que dá pra gastar horas só assistindo vídeos e depois clicando nos vídeos relacionados pra descobrir outros vídeos. Não consigo contar quantos vídeos interessantes ou engraçados eu já achei. Como esse e esse.

5. Vá ler. Desliga a TV um pouco. Quer indicações? Sem problemas. Leia, Franz Kafka, Fernando Sabino, Luís Fernando Veríssimo, Tolkien ou Orwell. Existem livros que realmente valem a pena como experiência de vida, como Carta ao Pai, do Kafka ou O Grande Mentecapto, do Sabino.

6. Vá fazer sexo. Nem que seja com a mão. Vai dizer que não é bom?

7. Tá bom que a gente não gosta de festa, nem de multidão. Mas uma cachacinha de vez em quando (de vez em sempre) vai bem. Então, encha a cara. Em casa mesmo. É bom. Purifica a alma. Deite na cama com duas garrafas de *insira sua bebida forte/destilada favorita aqui* ao lado e ligue um som. Vá bebendo até dormir. Parece depressivo, e é. Mas é bom pra pensar na vida. =)

8. Vá observar gente. Um dos meus exercícios favoritos. Sentar num café/bar em algum lugar movimentado sozinho e observar as pessoas. Os cronistas antigos chamavam isso de flanar. Eu chamo isso de diversão. Observar as pessoas é sempre uma experiência no mínimo surpreendente.

9. Vá tocar aquele projeto pessoal que você nunca teve tempo de terminar ou começar. Aquele blog que você queria abrir mas não teve tempo de planejar o conteúdo. Aquele livro que você queria escrever. A sua estante de CD’s que você queria organizar em ordem alfabética, etc.

10. Leia O Crepúsculo sempre que possível. ;)

***

1 – Meu carnaval foi bom. Deu pra descansar bastante. Conte aí como foi o seu, queria comparar o meu carnaval-em-casa com outros anti-trio-elétrico.

2 – Tô louco pra saber como foi o carnaval da Naya. Pelo que ela estava falando no msn, a coisa prometia. Hehehe.

3 – Achei um blog legal hoje. O Magra Emergente, escrito pela Tiane Brites. Ela fez uma operação de redução de estômago e resolveu dividir as suas experiências com o resto das pessoas. Agora tá rolando a Campanha Amigos do Peito. Pra ajudar ela a conseguir fazer uma cirurgia reparadora de mamas. Achei a idéia interessante e resolvi ajudar a divulgar. Quem quiser, dá um olhada. A campanha está quase no fim e ela conseguiu quase a grana toda. Achei legal a experiência dela com a internet. =)


Sociedade Alternativa // Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu

Para o desespero dos meus garotos aqui no blog eu adoro carnaval.
O assunto já é motivo de pânico entre eles, e como eu sei o quanto se desesperam, aí que eu arrumo desculpa para falar sobre isso. E já que o feriado está próximo vou falar sobre isso, apesar do risco de desejos dos meninos que eu seja atropelada pelo trio.

Eu adoro carnaval de rua, de cidade de interior. Meu negócio é correr atrás do trio a mais de mil com Deus no coração e o Diabo no quadril, como diria Nizan Guanaes.

Quando eu era criança minha mãe me levava aos bailes da cidade. Ela trabalhava e me largava por ali para eu aprender a curtir as marchinhas. E todo ano eu esperava ansiosamente para saber qual fantasia minha mãe ia comprar. Eu me achava a rainha da bateria, nunca soube sambar, mas as plumas me tornavam especial, única e deslumbrante – talvez por isso hoje eu seja tão perua.

O tempo passou, virei uma adolescente sem graça, tímida, que fugia do carnaval como o diabo foge da cruz, no entanto eu tinha motivo pra isso. Os bailes na minha cidade haviam “acabado”. Não tinham mais graça e a “balada” do momento era passear no calçadão da praia enfrentando bexiga d’água e sprays de espuma. Aliás, a minha graça no carnaval essa época era comprar os mesmos sprays de espuma, confete, serpentina e chamar a familia para vir em casa. Os adultos ficavam na churrasqueira, tomavam cerveja e as crianças corriam pelo quintal para ver quem saia mais limpo no final da tarde, só que todos perdiam e iam direto para o chuveiro.

Era uma época boa, mas não a mais feliz da minha vida. Os carnavais eram todos iguais, divertidos, mas iguais. Eu não liberava toda minha energia e eu preciso disso.

Desde 2006 eu não tiro férias, não sei o que é descansar, e claro, vocês vão falar “aproveite o feriado”.

Meus carnavais passados eu ia para bares com meus amigos, e acabava pulando o carnaval. Era bom, mas aquilo que senti outrora na minha infância querida não voltava. O final do feriado era como qualquer feriado e eu não chegava relaxada na quarta.
Resolvi então mudar, ano passado aceitei um convite para curtir um carnaval de rua em uma cidade pequena do interior.

Deixei meus preconceitos de lado e cai na estrada. Não fui esperando muita coisa, apenas me divertir com as minhas amigas, mas por estar com elas, e não por estar pulando no carnaval.

Acabei descobrindo que eu relaxo mais gastando minha energia com axé do que dormindo. E tudo aquilo que eu gostava tanto quando era pequena renasceu, descobri o carnaval que não é a putaria, não é rebolar, não é aquilo que vemos nos grandes carnavais pela televisão, é muito mais, muito mais gostoso.
Minhas férias agora são pulando, dançando e me divertindo muito. E mesmo depois de tanto falar, é impossível explicar a sensação.
Mudei minha vida e já tenho planos para o carnaval deste ano, do ano que vem e do próximo. Todos naquela pequena cidade de interior, correndo atrás do trio, vestindo abadá e gastando toda minha energia.

1 – A primeiro foto sou eu pequena fantasiada, a segunda sou eu grande fantasiada. Nas duas eu tô de mascarada, acho que tenho uma pequena atração por elas.

2 – Quero agradecer a galera que me recebeu super bem no chat do blogzona, eu sei que ainda tem o trote, mas eu esqueci o arquivo com os blogs no serviço, e como eu sei que vocês também não gostam de carnaval é melhor não misturar.

3 – Semana que vem eu viajo pra Iguape – SP, que é a tal cidade do interior dos meus carnavais. Se eu sobreviver eu posto algo de lá mesmo.


Sociedade Alternativa // Histórias de Carnaval – Vidas de Vendaval – Pt.1

Vidas de Vendaval – Histórias de carnaval

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Epígrafe:

“Virgínia dos lábios de mel
quando te beijo vou ao céu
seu sorriso resplandece
quando te vejo algo acontece

Virgínia tú és linda como a flor
Tudo que faço é por amor

Virgínia teus olhos escuros
escondem a alegria do seu rosto
Mas são tão belos quanto a
imensidez da sua alma pura.”

por Lover Boy.

Dia 1º de Fevereiro | 1º Dia de Carnaval – 2008

Por motivo de força maior, os relatos do primeiro dia estão sendo escritos no segundo. Ontem eu simplesmente não tinha forças para falar…muito menos escrever.

Vamos lá.

Malas prontas. Dinheiro contado na carteira. Primeiro encontro: Terminal Rodoviário de João Monlevade, a maioria dos componentes da casa com seus respectivos “kits de sobrevivência na selva” se preparam para a viagem. E a viagem pode ser definida com apenas uma palavra: Merda! Povo feio, fedendo, ônibus de 1940 sendo guiado por um completo retardado. Ele tentou…e quase conseguiu colocar 100 pessoas dentro do ônibus. Calor insuportável, mais pessoas feias e mais fedor (começamos bem!), Pumba poderia ter soltado a tufa. Só pra “causar”. Passamos por “belíssimos” momentos.

Uma senhora obesa se sentou no braço da cadeira de Tomé, Bodão tomou algumas sacoladas na cabeça, Adam Sandler estava esmagado por mim, “mim” que estava ao lado dum rapaz “jóia” (daqueles que recebem dias especiais fora da prisão).

No meio disso tudo Nostradamus fazia suas “adoráveis” previsões: Vai chover todos os dias do carnaval, esse ônibus maldito vai cair numa vala. (por enquanto ele errou, não choveu no primeiro dia e não caímos em nenhuma vala. Mas ainda pode acontecer. Lembrem-se que “Ninguém morre na ida”.

Finalmente “apiamos” em Alvinópolis. (esqueci de contar, um velho estava com uma “árvore” dentro do ônibus e disse ao motorista: “éé, aki memo…para aí qui eu vou apiar aqui memo”). Antes de pararmos, Pumba já fazia merda. Paramos a um kilômetro da casa, isso por que o primeiro ponto era em frente à dita cuja, mais o idiota disse que era no outro ponto. Bom, chegamos à casa. E que casa!!! (a constução deve ser datada de mais ou menos 1756) Ficamos 200 horas esperando o “tiozin” pra abrir a porta. Nostradamus já demonstrava todo o seu “bom-humor”. Encontramos com Pink Boy, todo animadinho. Mal começa o carnaval e a cerração de cigarros já bate recorde.

Finalmente…e um finalmente bem demorado, entramos na “casa”. Quartos de 1 m², banheiro sem tranca, matagal no “terreiro” e um pote de veneno de escorpião. Lindo. No quarto (o maior, cabiam quatro colchões de porta fechada) eu (carinhosamente o Pumba Branco), Pink Boy, Adam Sandler e Nostradamus…esse último reclamando de tudo como sempre, e anti-social…como sempre. E começa o alcoól, junto com a fome. Fomos nos empanturrar antes de envernar na bebida, como manda o figurino. A maioria pediu mesmo um “AVC”, (ovo, bacon e diversos outros ingredientes entupidores de artéria) não sem antes é claro, recebermos o aval de Marçonita (ex-Acosta) “Pode pedir qualquer um, que é de qualidade”. Na saída outra frase brilhante, dessa vez do garçom “Sô cês quisé, pode voltá viu?”. Putz, graças a Deus que ele disse isso, porque…não sei, se ele não deixasse…agente nem ia poder voltar.

Bom pessoal, a partir daqui…devo pedir desculpas pelos relatos sem ordem cronológica ou lógica, pois voltamos do coisa do hamburguer “de qualidade” e eu abri a minha garrafa de vodka. Aí já viu né?

O bloco vai pra rua! Eu, Lover Boy, Tomé e Cu-Cabeludo (depois vocês vão entender o por quê do apelido) fomos atrás do bloco. Música, bebida, mulheres, gente feia, marchinha. E o resto da casa se encontra no melhor momento do bloco. Pink Boy começa seu tour por mulheres…er digamos…desprovidas. A menina da noite devia ter uns 14 anos mais ou menos, mas Pink Boy…aaaa Pink Boy mandou ver. Lover Boy encontra sua musa Virgínia, amor à primeira vista. Mais bebida, mais música, mais mulheres. Nós homens, já quase bêbados entoavamos os nossos gritos de acasalamento..eita carnaval!

A partir daí, não me lembro de nada. Vodka é realmente “desmemoriante”. Temos um relato da madrugada feito por Cu-Cabeludo.

Vamos a ele.

(vou escrever exatamente da forma como foi escrito no caderno)

Alvinópolis | 01 de Fevereiro de 2008 | Escrito às 03:90 a.m

Adam Sandler teve a manha de “podau” na hora que Sagatti chegou. Bodão…Bodou! Durante 30 minutos ao relento do “posse gozonde e zuiu mbuo” da madrugada. Pumba ensaiou todas as velocidades do créu. Ficou tristonho e “souolu”. Pumba Branco deixou sua alma…(o que vem depois é simplesmente ilegível). To be continued.

Meus parabéns CC. Deu pra entender tudo.

Bom é isso. Aguardem o segundo dia. Esse entrou pra história…foi o melhor dia!

 

Editado dia 4/10/2011

Reeditado dia 4/3/2013

Passei mal de rir relendo isso. “Bodão… bodou!”. Preciso urgentemente achar o caderno onde tem isso escrito e continuar o relato.