Capacitor de Fluxo // Coisas que marcaram minha infância | Meninos VS Meninas

Eis que estou aqui para reviver outra coluna do blog, e caso você não conheça a coluna, veja os outros posts aqui. Enfim, não há muito o que falar neste parágrafo… mas e daí? Está um belo dia chuvoso lá fora, então temos que honrar as nuvens (sim, eu sei que não fez sentido nenhum).

O ser humano é naturalmente indeciso e esquisito, e como não poderia deixar de ser, a visão que meninos e meninas tem do sexo oposto muda várias vezes durante a vida, elas são divididas em três partes simples, podendo haver uma quarta (sobre a qual eu não falarei aqui porque pode ser meio perturbadora), então vamos por partes:

1ª Fase – É tudo igual

Apesar das crianças serem capetas incorporados com os adultos e adolescentes, entre elas mesmas o mundo é o lugar mais legal já existente e é totalmente democrático: meninos e meninas são bons amigos que brincam e se machucam juntos, prontos para gritar por causa do Merthiolate e segundos depois voltar a correr, pular e mais um monte de coisas que atualmente seriam vistas como politicamente incorretas e até mesmo sexuais (sim, trepa-trepa, estou falando com você).

Porra, a criançada de atualmente é muito “adultizada”, com aqueles concursos de beleza, pornografia em tudo que é lugar, a internet e os desenhos terrivelmente ruins na TV. Se eu não estourasse meus joelhos uma vez por semana eu não ficava feliz… aliás, destruir seu próprio joelho enquanto brinca é um dos grandes formadores de caráter: meninos serão homens melhores e as garotas terão pernas mais bonitas, podem acreditar.

Resumindo, crianças tão pouco se fodendo para a diferença de sexo: desde que dê para brincar junto tá valendo. Criança tem que brincar com criança não com adultos e acreditem, absolutamente TUDO que vocês virem como sexual está errado: criança não quer sexo, quer diversão… e sorvete.

2ª Fase – Ódio mortal

Meus caros, há uma fase na vida em que a única coisa que importa é destruir e aniquilar a oposição. Meninos e meninas viram inimigos declarados, odiando uns aos outros, afinal, meninos são bobos, feios e nojentos e meninas são frescas, chatas e dar ARGH beijos.

Essa é a época mais (usando aqui o vocabulário da Sessão da Tarde) radical e cheia de aventuras na vida de uma pessoa: todo o tipo de pegadinhas, provocações, xingamentos, brigas e difamações são aceitas. Nem sei quantas horas da minha vida perdi debatento o quão tosco é o gosto das garotas em relação à bandas-dançantes-com-playback-ruim-e-músicas-melosas, mas tenho certeza que foram muitas. Se você já assistiu A Turma do Bairro (Ou KND, no original), tem uma ideia ainda melhor sobre isso.

A questão é bem simples: você gasta no mínimo 5 anos nisso (tá, eu devo ter gasto uns 7 ou 9, mas isso não vem ao caso). E é legal! É um troço saudável, pois apesar de toda a guerra entre as facções, isso faz com que garotos e garotas conheçam uns aos outros e se redimam na próxima fase da vida. Já se perguntou porque tem tanta gente atualmente que sequer consegue falar com o sexo oposto? Pois é, eles nunca se engalfinharam com alguém do sexo oposto para defender seus ideiais e (de novo), não há segundas intenções nisso (até tem, mas são do tipo “vou me esmurrar com ela pra que as amigas dela caiam na nossa armadilha”)… na maioria dos casos (afinal, sempre tem dois filhos da puta traidores do movimento prontos para foderem com o esquema).

3ª Fase – Aceitação mútua (com ocasionais recaidas)

Eis o momento em que garotos e garotas passam a achar o sexo oposto melhor coisa do mundo. É reconhecidamente a parte da vida em que as pessoas costumam abandonar família e amigos pela simples possibilidade de sexo. É a parte mais longa e provavelmente a que mais fode com sua vida.

Quando a guerra é posta de lado (por muitos motivos), ocorre o que eu chamo de “perda da dignidade elementar”: é quando você joga toda sua infância e boa parte de sua adolescência no lixo, juntamente com seus ideias e assassina toda a sua capacidade de guerrear por meios menos fisicamente violentos. Felizmente tudo isso é compensando pela relação que se ganha com o sexo oposto (ao menos em teoria), deixando de lado grande parte das ideias da 2ª fase.

Mas como nada é perfeito, a recaída é um combo entre a volta das ideias da fase anterior, aumentadas pelos ideiais feministas ou machistas: aquela velha história de “homem é tudo igual” e “mulher só fode a vida de um homem”… crianças tem razão, os adultos são realmente idiotas.

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1 – Não ficou bem o jeito que eu queria…

2 – ROUGE?! SÉRIO MESMO?!

3 – Agora tá do jeito que eu queria.


Nerds Gonna Nerdar , Sociedade Alternativa // Coisas que marcaram minha infância | brinquedos, jogos de tabuleiro e coisas do tipo

Pessoal, depois de alguns dias – quase uma semana – estoy de volta e em grande estilo, revivendo uma seção que costuma fazer sucesso aqui: Coisas Que Marcaram Minha Infância. Já foram 3 posts, sendo um deles a edição especial do Dia das Crianças, clique aí embaixo para ver:

Coisas Que Marcaram Minha Infância

- Jogos de Super Nintendo

- Músicas

- Edição Especial Dia das Crianças

Bem, agora que você já viu os outros posts – eu espero – e está no clima, vamos ao novo post da série: Brinquedos Jogos (de tabuleiro) e coisas do tipo. Só uma coisa, não venha com comentários: – Faltou a mãe-do-guarda, faltou não-sei-o-quê. Listas são assim, baseadas totalmente na vida do autor que geralmente tem algo em comum com, no caso, grande parte dos leitores deste blog.
Ps.: Garotas desculpem-me, mas infelizmente vocês não se identificarão com todos os itens, e não espere a Barbie.

Chega de papo e vamos à lista.




Comandos em Ação
Não, não é por causa do filme e não é por pára-quedistas (sejam bem vindos em). Os bonequinhos de Comandos em Ação foram de longe o ‘brinquedo’ mais maravilhoso que eu já tive. Além de vários representantes das duas facções, eu tive um Tanque e um Helicóptero. Jamais esquecerei o dia em que ganhei o Tanque, sério… devia ter uns 6 ou 7 anos, foi um dos momentos sublimes da minha vida. Vale lembrar que ter esses bonecos foi uma das coisas que mais desenvolveram minha criatividade, eu criava estórias e mais estórias envolvendo personagens sem nexo algum com Gi-Joe, a maioria delas envolvendo campos de força. Não me lembro de muita coisa das estórias, mas lembro que escrevi várias delas alguns anos depois nas aulas de redação do colégio, pena que eu perdi.




Jogo da Vida
Esse aqui as garotas vão gostar, bobear até seu cachorro gostava de jogar isso. Esse foi definitivamente o jogo de tabuleiro que mais marcou a infância da nossa geração, quantas tardes você passou jogando isso com seus irmãos, primos, tios, pais e quem mais quisesse jogar. Uns gostavam de encher o carrinho logo de uma vez com uma penca de pinos ou filhos se preferir, quem não roubou pelo menos 30 vezes? (em todo jogo que envolve ‘dinheiro’ todo mundo já robou… na verdade, até nos que não envolviam dinheiro). Era um jogo simples, emocionante e totalmente sociável, o que é claro sempre resultava em briga, mas sinto saudades tremendas disso. Eu descia a mão na roleta.




Carmen Sandiego
Desafio qualquer pessoa, qualquer pessoa a dizer que nunca jogou ou não conhece esse jogo, e que a cabeça não explodiu de lembranças de tardes perdidas ao ver essa foto aí. Nenhuma criança jamais aprendeu Geografia em livros, todas elas aprenderam geografia jogando esse que para mim é um dos jogos mais educativos que já existiram. Primeiro por você ter que saber as capitais, moedas e peculiaridades de diversos países e cidades do mundo, segundo que para ‘passar de fase’ você tinha sempre que responder uma pergunta difícil demais. Era ótimo tentar tirar onde de que você chegou ao Hall da Fama em tantos dias, ou em apenas um dia, que você era foda demais e é claro, que você já tinha prendido a própria Carmem Sandiego. E como eu sou um cara bonzinho, baixem o jogo neste link.



Cavaleiros do Zodíaco
Toda menino brasileiro da minha idade teve pelo menos um, mesmo que fosse comprado na barraquinha do Tio Zé da esquina. Eu tive vários, mas o primeiro e o que eu mais gostava era o do meu signo, o Cavaleiro de Touro – que no desenho não passa de um pedaço de merda – mas eu o adorava, idolatrava. Era um dos únicos garotos da rua que tinha um original, com peças pesadas e tudo mais, eu montava e desmontava aquilo como um louco, e dá-lhe FanFic rolando. Lembro-me que um tio meu me encheu o saco durante todo o natal porque eu gritava desesperado que tinha perdido o “chifre”. Para quem não sabe os chifres do capacete do boneco de Touro se soltam por causa do desenho, imagine para uma criança querendo mostrar a coisa mais fantástica do mundo para toda a família e o boneco lá, sem um chifre. Eu superei depois, primeiro porque me convenci que assim era mais ‘real’ e depois porque eu achei o chifre. Que fique claro que eu só tive o boneco do Seiya porque meu pai escolhia qualquer um, quero que fique claro que eu odeio aquela peste daquele menino. Á, o boneco do Poseidon era FODA!



Golzinho Pequeno
Não, isso não é um post pago… mas esse comercial foi a melhor coisa que eu achei para ilustrar essa ‘brincadeira’. O comercial mostra exatamente o que era o Golzinho Pequeno, o gol era feito com qualquer coisa, na nossa rua eram pedras, primeiro porque ninguém ia jogar descalço na pedra e segundo porque a gente adorava ver os carros passando em cima da pedra e os motoristas ralhando com todo mundo. E é claro a confusão, foi falta não foi falta, você não toca pra mim, putaqueparil tá quente demais, a bola entrou toda ou não, passou do lado ou foi gol. Sem contar que às vezes o bicho pegava de verdade e o negócio ficava disputado, com faltas violentas, gente machucando, joelho ralado e tudo. Sempre estampo um sorriso na cara quando vou para Monlevade e vejo crianças fazendo isso.



Verdade ou Conseqüência
Essa aqui vai ser polêmica por um motivo: É V ou C e não Cai no Poço. Quem não se lembra das perguntas “Cai no poço, que te tira?” “Meu bem” “Quem é seu bem?” em outros lugares é salada mista ou outro, sei lá. O que interessa é que Verdade ou Conseqüência foi muito mais marcante, pelo menos pra mim. Muita gente que eu conheço deu o primeiro beijo – além de mim – em uma dessas duas brincadeiras, mas o primeiro amasso foi no VoC, que sempre foi considerado um jogo mais ‘pesado’. Nada era mais prazeroso que o frio na barriga, aquele nervoso, aqueles pensamentos de “será que eu vou beijar ela?” e sempre, todos os garotos torcendo loucamente para as meninas dizerem Conseqüência. Por vários sentimentos que causou na infância-pré-adolescência de todos nós, essa brincadeira não podia deixar de estar aqui.

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1 – Já que o post é quase todo para os homens, vou indicar o blog Testosterona.

2 – Post sensacional da K.F, Apaixone-se

3 – Se você gosta de design veja esse post da seção Inspiração do ótimo Arte e Vício.

4 – A foto do jogo da vida é do Motoca.net


Sociedade Alternativa // Coisas que Marcaram Minha Infância | EDIÇÃO ESPECIAL

Meus caros colegas, hoje é dia 12 de Outubro. Dia das Crianças. Dia da Nostalgia. Estou preparando posts emocionantes para hoje, e como eu criei a seção “Coisas que Marcaram Minha Infância” nada mais justo que fazer uma edição especial para o dia de hoje.

Como não podia deixar de relembrá-los, clique aqui e aqui, para verem os dois posts que eu já fiz nesta seção, para começarmos a seção Nostalgia de hoje.

Bom, eu fui uma criança feliz e serelepe, gostei tanto de ser criança que sou uma até hoje, preso nesta cara de gente grande. Tenho 21 anos, mas o espírito sempre será de criança. Lembro de muita coisa. E uma das coisas que mais marcaram minha infância..foi a conquista do Tetra.

Eu tinha 7 anos de idade. Me lembro de todos…TODOS…jogos do Brasil. Mas o que mais me lembro, é daquela falta. 2 a 2 contra a poderosa Holanda, Branco se prepara para bater a falta. Romário sai da frente no último milésimo. Golaço, vi o Branco correndo em direção ao banco de reservas, chorando. E eu chorando igual menino pequeno – que de fato era – ali começou minha paixão pelo futebol. Era a maior felicidade que eu tinha experimentado.

Eu sempre falo aqui, que sou apaixonado por leitura, por livros e tudo mais. Onde esta paixão começou?! Fácil. Ifância. Com o que? Mais fácil ainda. Revistinhas da Turma da Mônica. Meu vício de ler antes de dormir começou com as infinitas revistinhas da Mônica.
Quem nunca leu que atire a primeira pedra. Cascão, Cebolinha, Magali e Mônica. Os intermináveis planos infalíveis do Cebolinha, a briga do Cascão com a água, a comilona Magali e as porradas da Mônica. Além da turma da Rua de Baixo. Franjinha, Horácio, Tina, Rolo e o meu preferido Do Contra. Me ensinou a ler esse Maurício de Souza. Além de aprender várias coisas.

Na televisão, putz..muita coisa. Criança, além de brincar na rua – como era na minha época – não tinha absolutamente nada para fazer. E a televisão estava lá. Não vou falar do óbvio, Xuxa, Angélica, Mara Maravilha, TV Colosso, CRUJ e tantos outros programas. Além dos desenhos, que merecem um post só para eles. Vou falar de uma série, poderia escolher tanto Castelo Rá-Tim-Bum – que também merece um post só pra ele – e nem No Mundo da Lua, que eram ótimas séries. Vou falar da série com a melhor música de abertura de todos os tempos. Anos Incríveis.

Simplesmente maravilhoso! Acompanhar Kevin e suas desventuras infantis, pré-adolescentes e mais tarde adolescentes foi incrível – literalmente. Eu senti que ia crescendo junto com ele. Era ótimo assistir aquilo. Embalados sempre pela ótima música de Joe Cocker – With a Little Help From My Friends – ríamos, choravamos e íamos ao delírio com Kevin, fua família e seus amigos.

Bom, já falei de jogos, música, televisão, futebol…o que falta?…falta falar da família. Meus irmãos, meu pai e minha mãe. Sou o caçula, mas vivendo em uma família onde todos são crianças até hoje, isso não fez muita diferença. Os vídeos que gravávamos quando pequenos. Mateus imitando Gil Gomes enquanto eu filmava, e eu declamando o poeminha do cara que nunca tinha bebido, fumado e metido. AHAHAHAHAHA, sim, eu falava essas coisas. Tenho que agradecer, por toda minha vida, a essa família, que sempre deu liberdade para sermos crianças, nos puxou as orelhas quando preciso. Eu, Mateus e Daniel. Eternas crianças, filhos de Jane e Vanderlei. Quando estamos todos juntos nos raros Domingos em família. Voltamos todos a ter no máximo 10 anos. Mateus gostando de chuva, eu falando muito, Daniel contando as novas, Vander e Jane os sempre apaixonados.

Obrigado a todos vocês, que me deram uma infância incrível!

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1 – Tenho fotos criança, mas não aqui, por isso não coloquei.
2 – Vem mais post do dia das crianças por aí.
3 – Hoje tem show do Skank, vou fazer um post sobre ele também.

Pedrinho.


Nerds Gonna Nerdar , Sociedade Alternativa // Coisas que Marcaram Minha Infância | Jogos de SuperNintendo


Provavelmente o primeiro video-game de muita gente da minha idade, ou o segundo, Master System e seu Alex Kid bombavam. Mas foi com certeza, o mais lúdico, viciante e amado foi este, o Super Nintendo. Se você é da era PlayStation, vai achar que eu estou maluco, não, não estou. Video-Games evoluiram muito, hoje é praticamente você controlando um filme. O PS foi um divisor de águas, concordo. Mas ele não tinha o charme do Snes. Nunca vou me esquecer do dia em que ganhei – junto com meus dois irmãos – este console. Meu pai estava trazendo o Snes de São Paulo. Lembro da minha mãe acordando a mim e Mateus “Acorda gente, vem ver seu pai”. Eu me recusei a levantar – aliás, desde que me lembro eu odeio que alguém me acorde – mas eu ouvi meu irmão acordando e dizendo “Ó, o video-game…”. Em 3 segundos eu já estava em pé. Dei um oi correndo para o meu pai e fui para o quarto. Desembrulhamos e jogamos até minha mãe mandar a gente dormir. O jogo..bem, não poderia ser outro a não ser Super Mario World.Por esse motivo, por ter feito parte da minha infância, por me dar cultura pop, por me ensinar inglês e por hooooooras intermináveis de divertimento, fiz essa pequena lista de jogos. Só de pensar neles, minha mente voa para aquele tempo. Tempo de criança. Tempo em que éramos mais verdadeiros e mais retardados.

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Bom, vamos a lista. Primeiro, gostaria de agradecer o meu parceiro Wallace, que me ajudou a preparar essa lista e a definir quais jogos não poderiam entrar. E por que eu chamei ele para participar, uai, ele é dono do melhor lugar do mundo para lembrar do Super Nintendo. O blog Clássicos do Super Nintendo. Lá vc pode baixar todos eles, emuladores e tudo mais. Parando com o jabá os agradecimentos e voltando à lista, alguns jogos foram classificados como hors concours ou seja, não entraram na seleção. Não entraram por serem jogos que estão acima de qualquer lista. São os melhores e ponto. Outra curiosidade, a lista terá dois jogos a mais – quem lê o blog, sabe que as listas que têm aqui, são de cinco – ou seja, serão 7 jogos.

E chega de Blá-blá-blá.

Tartarugas Ninja IV – Grande jogo, grande desenho. Sempre fui fã das tartarugas lutadoras, o filme então..sensacional, me influenciaram bastante, em textos, em piadas e tudo mais. A começar por procurar saber quem era Donatelo, Michelangelo, Rafael e Leonardo. Sobre o jogo, você começa a se empolgar logo pela apresentação, e olha que eu sou viciado em apresentações de jogos. A desse jogo é uma das melhores que eu já vi, assim como a trilha sonora. Me lembro do dia exato em que comprei esse cartucho, fui correndo pra casa, mas no dia…meu pai fez o favor de emprestar o ‘adaptador’ para um amigo dele. Quase matei meu pai. Tratei de arrumar com um vizinho, sob promessas de favores devidos. O jogo, putz, o jogo é sensacional, daqueles viciantes, jogando ‘de dois’ então…sempre rendia brigas “o pedaço de pizza era meu pô, eu to com menos life que você!” “mas você pegou o último…vc que fica deixando seu cara morrer” “Mãããe! Mateus comeu minha pizza..eu vou morrer!!!”. Minha mãe ficava danada da vida. E quando conseguíamos jogar o adversário na tela! Putz, era o máximo. Me recordo muito bem dos momentos felizes jogando esse clássico do Snes. Baixe o jogo aqui.

Top Gear – Rá! Depois de Lotus. Acho que foi o jogo de carro mais jogado do mundo. Esqueça Need For Speed e seus carrões tunados e turbinados. Top Gear era o máximo. Ainda é! O que era esse jogo, meu deus. O Super Nintendo foi o video game mais sociável da história. O bairro inteiro se juntava na casa de um que tinha comprado o jogo mais novo, ou que estava organizando um campeonato de qualquer coisa. Era sempre uma festa. Que ou acabava em briga ou em pizza. Top Gear não fugia à regra. Emocionante, até meu pai parava para ver as mirabulosas corridas. Mas esse jogo tinha um tipo de corrida em especial que sem modéstia eu digo que eu era foda. Corridas noturnas. Não se fazem mais corridas noturnas como as de Top Gear. Tempo bom. Sem contar a trilha sonora. Deus, que trilha. Você ficava maluco só escutando akeles tãnãnãnãs. Esse jogo foi tão importante para mim, que nunca mais gostei de jogos de carro. É, joguei o Need Underground como todo mundo, mas enjoei. Top Gear sim, foi meu último jogo de carros. Baixe o jogo aqui.

Tiny Toons Adventures – Impossível não se viciar neste jogo. É daqueles que você zera 8 mil vezes e não se cansa. Todo tipo de fase que você puder imaginar, além de ser divertidíssimo, era cheio de segredos, esconderijos e fases especiais. O jogo era até difícil em algumas partes. Um clássico, todo mundo que teve um Snes, jogou e se divertiu muito com as aventuras de Lilica e Perninha. Tem cenário para tudo que é gosto, faroeste, castelo mal-assombrado, jogo de futebol americano. E você lá, dando chutes em todo mundo. Viciante e incrível! Destaque para os Mini-Games que apareciam entre uma fase e outra. Adorava esse jogo. Baixe o jogo aqui

Donkey Kong Country 2 – Como não falar do macacão?! Dos maiores clássicos e um dos personagens mais queridos de todos os tempos se tratando em games. Vou falar do 2 porque o Country 1 é hors concours. A continuação é tão sensacional quanto o primeiro. Além do Diddy você também jogava com a namoradinha dele, a Dixie. Putz, não tem muito o que falar de Donkey Kong, é acima da média. Nunca fizeram um
jogo de plataforma como esse. E acredito que nunca mais vão fazer. Quem zerava primeiro era Rei, o jogo reunia tudo, diversão, medo, tentativas e mais tentativas de se passar de alguma fase difícil ou de um chefão chato bagarai. Sempre gostei e sempre vou gostar. Jogo até hoje, morro de rir sempre. Adorava as fases com os animais ajudantes. Rinoceronte era foda demais! Destaque para as fases bônus. Eram quase melhores que o próprio jogo! Baixe o jogo aqui.

Biker Mice From Mars - O meu preferido da lista! Eu já adorava o desenho quando joguei esse jogo. No estilo do maior jogo de corrida de todos os tempo Rock N’ Roll Racing, Biker Mice marcou como um dos maiores clássicos de Snes. Me lembro muito bem de uma tarde, regada a suco de maracujá – colhido no pé da minha casa – que eu zerei o jogo. Cada personagem tinha a sua peculiaridade. Sempre gostei mais do ratinho da moto vermelha, não era a mais veloz mas era o melhor nas curvas. Muito tiro, muita explosão e muuuuita risada. O jogo é ótimo. Sensacional ver a galera derrapando no óleo que você deixava, ou quando você ficava brilhando e detonava todo mundo. Rendeu muuita diversão. Destaque para os cenários – fases – das corridas, cada uma com sua dificuldade, você morria de ódio em algumas. Que saudade deste jogo. Baixe o jogo aqui.

Earthworm Jim 2 – Rá, um dos mais engraçados da história. Morria de rir com aquela vaquinha na primeira fase. Ótimo personagem, Jim Minhoca! Vou reproduzir aqui a magnífica resenha feita pelo Wall. “Earthworm Jim 2, ou Jim minhoca 2, é um verdadeiro clássico para Super Nintendo. Sucessor de Earthworm Jim (que em breve estará aqui no blog), o jogo conta com ótimos gráficos e uma excelente trilha sonora. Sem contar claro com o seu humor sem noção. Vamos redescobrir esse clássico. O jogador controlará Earthworm Jim (Jim Minhoca), que tem como objetivo salvar a princesa What’s-Her-Name das garras malignas do Psy-Crow. A jogabilidade é outro fator que se destaca no jogo. Além de uma grande variedade de movimentos, o personagem tem uma grande variedade de armas (até hoje eu não entendo para que serve aquela que atira bolhas). O legal desse jogo é que cada fase é bem distinta da outra. A trilha sonora desse jogo é demais, composta por Tommy Tallarico. Nafase “The Villi People”, pode-se notar uma melodia muito bonita, até triste. Quando o jogador passa das fases, poderá brincar com as vozes de umas vacas (hehehe), deixando-as mais grossas, finas, rápidas, lentas, etc. O que eu mais gosto nesse jogo é o Puppy Love, que aparecerá 3 vezes durante todo o jogo. O jogador terá que apanhar uns cachorros em um marshmallow gigante, caso não os apanhe, levará uma surra de um cachorro boladão, chamado Peter.” Baixe o jogo aqui.

Mega Man 7 – Até hoje considerado o melhor Megaman que já existiu. Eu sou suspeito para falar, eu poderia até fazer uma lista com o Top 5 de Megaman. Acho que joguei e zerei todos. Uma das melhores séries de jogos já criadas, quiçá a melhor. Gostei sempre tante da primeira parte da série, Megaman X Dr. Willy, quanto da segunda parte, Megaman X Sigma. Apenas o Megaman X4 se compara ao 7. Fases secretas, chefões, novas armas, e mais-não-sei-o-que escondido. Destaque para o Rush. Sensacional aquele cachorrinho. Mas o que eu mais gostava e gosto em Megaman clássico, é a interminável batalha entre o nosso querido azulzinho contra seu irmão ProtoMan. Muito MUITO foda o ProtoMan. Sempre gostei mais dele do que do próprio Mega. Bom, sempre gostei mais do anti-herói que do herói perfeitinho. Também jogo Megaman até hoje. Putz, como passei horas procurando as fases secretas, ná época não tinhamos o todo poderoso Google para nos ajudar. Era na labuta mesmo, ou então nas revistas especializadas. Baixe o jogo aqui.

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1 – Esse post demorou UMA SEMANA para ser concluído. Não é mole não.
2 – Mais uma vez, agradeço ao Wall que me ajudou com a lista.
3 – Como é bom lembrar desses jogos e dos momentos felizes que eu passei jogando todos eles.
5 – Sem número 4.

Pedro Américo.

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Capacitor de Fluxo // Músicas que Marcaram Minha Infância

Estou querendo fazer estas listas há muito tempo. As listas das coisas que marcaram minha infância. E o primeiro tema é…MÚSICA. Nossas mães cantam para nós quando ainda não passamos de um pequeno amontoado de células. Músicas movem o mundo, movem pessoas. Todo mundo tem a sua lista de músicas e músicos preferidos, nossos ídolos. Ídolos de verdade, que fique bem claro. Esta não é uma lista das melhores bandas de todos os tempos e nem um top dez da minha vida. Apenas músicas que marcaram minha infância. Tenho certeza que marcaram também a infância de muita gente, e que vocês iram lembrar com carinho destas bandas/canções.

musicas que marcaram minha infância

Show completo!

Mamonas Assassinas – Que atire a primeira pedra quem até hoje não canta a letra de pelo menos 3 músicas deles. Qualquer, qualquer garoto ou garota que tinham seus 5 a 9 anos naquela época não é apaixonado até hoje pelas músicas e piadas desses 5 muleques de Guarulhos. Quem não se lembra da primeira vez que escutou Pelados em Santos. Foi o meu primeiro CD, e tenho certeza, o primeiro cd de muitas pessoas da minha idade. O que eles fizeram, ninguém nunca fez e nunca vai fazer. Quando lembro da minha infância, e lembro de uma banda, a primeira que vem é essa. Foram motivos das maiores risadas que esse país já deu e uma das maiores tristezas e saudades que esse país já sentiu.

musicas que marcaram minha infância

Era uma Casa Muito Engraçada – Quem não passava horas e horas cantando estes lindos versos de ninguém mais ninguém menos que Vinícius de Moraes. Lembro como se fosse hoje, todos na escolinha, fazendo um círculo e cantando na maior felicidade! Lógico que no final, sempre apontavamos para um bobo! “Mas era feita, com muito esmero, na rua dos bobos, número zero”. Lembro-me muito bem e com muito carinho dessa música e dos desenhos horríveis que as professoras nos mandavam fazer. E outra, quem nunca procurou uma casa com o número zero? Eu já. Mas não achei. Não procurei no google também…era mais legal olhar os números das casas quando andava de carro com meu pai. Acho que até hoje, inconscientemente eu procuro a tal rua dos bobos número zero.

coisas que marcaram minha infância

Aquarela – Dúvido, mas dúvido mesmo que na mesma hora em que ver de qual música se trata, você não vá correndo ao YouTube, digitar “Aquarela” para ouvir essa genialidade de Toquinho. E você vai se lembrar com muito carinho de sua infância. Vai se lembrar de sua mãe cantando baixinho para você, ou com você. Vai se lembrar da “Tia” do primário que mandava você desenhar cada frase da música. Pense bem, quantos desenhos das passagens de aquarela você deve ter feito…não sei de vocês, mas eu fiz uns 200, no mínimo. Os primeiros acordes já trazem estas lembranças…”Numa folha qualquer, eu desenho um sol amarelo…com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo”. Essa música é linda. Uma passagem sem volta de um nostálgico à malemolente época do Bafo, Pique-Esconde, Pique-Pega e tantas outras maravilhosas brincadeiras.

musica infância

Era Um Garoto – Acho que sobre essa música aí, nem preciso comentar. Era um garoto, que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones. A música original é de Gianni Morandi, mas ficou famosa cantada e tocada por Gessinger, Licks e Maltz. Os Engenheiros do Hawaii. Quantas excursões não foram embaladas por essa música e seu rátátátátá. Em qualquer lugar que esteja, e alguém começa a cantar essa música, ou ouça ela…todos ao redor começam a cantar. Como se fosse um daqueles músicais da brodway…o cara está lá cortando tomates e derrepente ele sai para a rua pulando e cantando com os traunseuntes. Eram garotos que como nós…amavam os beatles e os rolling stones. Mas foram mortos na guerra. Mais uma letra que entra pro hall das letras que sempre serão atuais.

michaeljackson

Michael Jackson – Por último e não menos importante e marcante…ele, o mais mais da história da música…Michael Jackson! Podem falar o que quiserem desse cara, mas que ele é um dos maiores nomes da música, ele é. Um mito. O que dizer de um cara que era negro, ficou branco, inventou o moonwalk, fez os maiores clipes da história, trocentas músicas geniais e ainda por cima virou um maluco neurótico. Oras, metade destes atributos já fariam qualquer pessoa ser uma lenda. Nunca me esqueço de quando vi o clipe de Black or White no Fantástico. Nunca me esqueço de, junto com meus irmãos, tentar exaustivamente fazer o moonwalk. E quantas vezes não me esborrachei no chão, junto com vários amigos, que apostavam quem conseguia tombar o corpo como no filme Moonwalker. Quem nunca imitou os gritinhos e pegadas no saco de Michael Jackson. Quem nunca dançou ao som de Thriller nas festinhas americanas com o pessoal da escola? Eu já fiz isso tudo. E você?

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1 – Procure no Youtube estas músicas
2 – Lembre com carinho de sua infância
3 – Desenhe um sol amarelo numa folha de papel
4 – Tente fazer o moonwalk
5 – Faça a coreografia de Thriller