Sociedade Alternativa // Senta que lá vem estória

Eu não sei bem nem por onde começar. Mas vou adiantando, esse não é um post normal, um opinião sobre algum assunto ou eu metendo pau em alguma coisa. Será mais ou menos no estilo deste aqui, que foi um verdadeiro delírio. Estou em um momento um tanto estranho e complicado da minha vida, que eu gostaria de compartilhar aqui. Este será um post meio desabafo, meio auto-reflexão. 8 pedaços por favor.
Como já expliquei tantas e tantas vezes, vim da grande metrópole de João Monlevade com o sonho de ser publicitário. Cheguei em Belo Horizonte com 19 anos, pensando que tinha alguma experiência de vida… cheguei aqui um garoto. Não sabia absolutamente nada sobre publicidade ou sobre o que é ser um publicitário, muito menos as chatices e as maravilhas da profissão. Lembro que já nessa época, botei na minha cabeça que queria ser Diretor de Arte. Achava foda saber mexer no Photoshop e no Corel.
Depois de um tempo e uma mudança drástica, eu finalmente era um Diretor de Arte, que mexia nos programas e que ‘sabia’ criar. No meio disso tudo, sempre fui um amante dos livros, das palavras e de histórias. Desde pequeno criei o hábito de contar e inventar história, seja para contar a quem fosse, na verdade gastava a maioria das histórias com meus pais, óbviamente para escapar de algum castigo. Veja bem, não eram mentiras… eu só fantasiava um pouco, adicionava um ponto de suspense aqui, outro ponto de drama ali e tudo corria bem.
Além de fazer o layout, éramos nós que fazíamos os textos das peças, ou seja eu era o que hoje eu chamo de Redator de Arte. Nessa época eu comecei a questionar se era isso mesmo que eu queria, se queria mesmo ficar aumentando logomarca de cliente ou explicando o porquê de verde e não vermelho. Eis que eu recebi uma demanda que me tirou o sono: fazer o convite de casamento da minha chefe. Hoje agradeço aos deuses por isso, pois foi ali sentado de frente para o computador que eu trabalhava, no meio dos milhares de rabiscos que eu escrevi a frase que era a alma do convite “O Amor servindo de base para a construção de uma vida” e foi ali que eu descobri o que eu queria fazer para o resto da vida. Eu queria quero escrever. O choro imediato da minha querida e amalucada ex-chefe me deu a certeza de que era isso que eu tinha tenho que fazer.
Faz mais de um ano que isso aconteceu, e até hoje eu estou na mesma. As vezes eu digo que saber fazer as coisas bem feitas (nem sempre é claro) nos programas não é nada mais que maldição. Parece pesado, e é. Até porque várias pessoas já me disseram que meu talento é esse, e que eu não posso jogar isso fora. Pois eu digo que não, não e não. Meu talento é escrever, eu sei disso. E não vou parar de correr atrás para ser reconhecido por esse talento, e não pelo de fazer layouts.
Por esse motivo, e por estar em um momento em que minha cabeça não está muito boa, eu pedi demissão da Agência Vibra. Lá eu sou um Redator de Arte também, mas não é isso que eu quero. Quero ser um Redator de letras mesmo, quero que o programa que eu saiba ‘mexer’ mais seja o Word. Quero que o Photoshop e o Corel não sejam mais do que diversão e dinheiro extra dos freelas.
Sobre o tempo que eu preciso, putamerda. Posso estar parecendo um fraco, quantas pessoas aí não ficam os 4 anos da faculdade trabalhando o dia todo e estudando sem problemas, quantas delas não tiram isso de letra. Eu sempre tirei, mas o problema não é cansaço físico… é cansaço mental. E quando você trabalha exatamente com sua mente, e ela está exausta, a beira de um colapso… você tem virar pro Capitão Nascimento e pedir pra sair. Não me acho fraco por isso, pelo contrário, já que são poucos que tem a coragem de jogar tudo pro alto e correr atrás do seus sonhos.
E é isso que eu vou fazer, dar um tempo, resolver minha vida. E isso não se remete apenas à vida profissional, grande parte disso é para resolver minha vida pessoal, principalmente dois probleminhas que daqui um tempo eu conto para você.
O que eu espero com isso é me tornar uma pessoa melhor, um profissional melhor. Estou buscando a minha felicidade… e posso te falar? Isso é foda para caralho. Se vai dar em alguma coisa, eu não sei. Agora, que eu vou dar tudo de mim eu vou.
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Não, ainda não acabou. É lógico que eu não sou um maluco, óbvio que eu não fiz como Edward Norton fez no Clube da Luta – quebrando tudo na sala do chefe e saindo do emprego para fazer sabão. Eu tenho uma reserva e tenho meus clientes. Não estarei desempregado literalmente neste meio tempo, serei um freelancer. Talvez acabe ganhando até mais com isso, e isso… pelo contrário do que você pode achar, seria terrível. É claro, ou você acha que as pessoas me cotratam para escrever um artigo ou uma crônica para elas? em?
Para você ver que eu não irei virar um completo atoa que fica o dia todo no msn, lendo blogs e postando – ok, era o meu sonho – eu tenho vários projetos e várias coisas que quero começar a fazer assim que ficar ‘atoa’. A primeira delas e continuar acordando no mesmo horário e ir caminhar meus 5km na lagoa aqui perto de casa. Já passou da hora de eu resolver esse maismeioeu que ocupa meu corpo.
Voltando para casa pretendo dividir minhas horas entre acordar e a faculdade com os freelas, e depois me dedicar às minhas histórias. Me permita falar um pouco delas…
A primeira história – a que deu origem a isso tudo aqui – se chamava (se CHAMAVA ok?) O Crepúsculo, mas como eu já disse em algum lugar, aquela safada resolveu lançar um livro com esse nome e recheado de vampiros topetudos e que saem a luz do sol. Bem, a minha história não tem nada a ver com isso, mas mesmo assim não poderia continuar com o nome, então ao invés de chamar O Crepúsculo Volume tal, o nome dos 3 livros que irão compor a história terão apenas o nome do volume. O primeiro se chamaria Espírito de Fogo, seguido por Severas Verdades e terminando com Reconquista. Não vou nem tentar explicar essa história aqui porque nem eu mesmo sei muito bem, só sei que ela está se firmando cada vez mais, e se eu não voltar a escrevê-la, talvez nunca o faça.
Enquanto O Crepúsculo (o livro) ficava esquecido, tive idéia para um outro livro… este bem mais simples e com a história bem clara na minha cabeça. A história se chama Cartas do Outro Lado que é a história de um garoto que é uma espécie de portavoz do mundo dos mortos com o nosso, o peculiar é a maneira com que Jonas ‘traz’ as mensagens do outro lado. No meio disso tudo, a irmã da melhor amiga de Jonas é assassinada brutalmente e ele irá tentar a todo custo descobrir quem é o assassino, lógicamente recebendo ‘dicas’ da irmã de sua amiga.
Basicamente a história é essa. Lógico que haverão mudanças, mas o livro irá se resumir nisso, posso dizer que é bem legal… eu pelo menos acredito muito mais nessa história do que na “pequena” triologia que me atormenta.
Além disso, é claro, vou me dedicar ao blog como nunca dediquei… postando mais, organizando essa bagunça, talvez uma revolução no layout. Só sei que tem muito o que fazer aqui, tudo para melhorar para você leitor (se é que você leu até aqui). Tem muitas falhas neste template e muitas coisas que eu tenho que corrigir, faltava tempo e conhecimento. Conhecimento ainda falta, mas amigos não.
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Então, vai que você chegou até aqui… não sei, tem doido pra tudo… eu realmente gosto de escrever neste estilo, estilo contador de histórias, estilo eu não tenho que fazer trocentas pesquisas para não falar besteira, estilo não tenho que ficar linkando isso ou aquilo no texto, estilo sentar e escrever. Isso me dá muito prazer, sentar e conversar com você, que se chegou aqui, considero um leitor fiel deste blog, praticamente um amigo.
Poderia ficar mais horas e horas escrevendo, mas como eu já disse… tenho meus ‘clientes’ e tenho algumas peças para entregar amanhã, sem contar 8.439.399 trabalhos de faculdade que vai pro recorrente amanhã eu me viro.
Espero que você tenha gostado do tempo aqui comigo, espero que tenho gostado de conversar comigo.
Um grande abraço.