Crônicas do Cotidiano // Tomates Causam Câncer: Pecados
Eu disse que as novidades vinham a galope…
Hoje estreia a primeira das várias colunas que eu espero que o blog tenha: Tomates Causam Câncer. Quem escreve é Felipe Ramos, um grande amigo que eu tenho o prazer não só trabalhar com ele todos os dias como também de tê-lo escrevendo aqui. Não é a primeira vez, aliás, ele escreveu um dos textos mais bestas – e por isso, mais geniais – que esse blog já teve, o texto é o que dá o nome à coluna: Tomates Causam Câncer. Ele também escreveu mais um texto que como quase todos os posts desse blog, deveriam ter virado uma seção periódica, mas né…
Bom, fiquem agora com o primeiro texto… e anotem aí, toda terça-feira ele volta. Podem acreditar… se tem uma coisa que esse viado cara gosta, é de cumprir prazo.
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Quando Pedro me convidou para escrever no Blog, disse que gostaria que escrevesse as bobagens que falo. Fiquei muito feliz, pois sempre gostei do blog. Mas, como diria ele, “e ai?”. O que escrever?
Não sei até este momento sobre o que escrever. Cada pessoa diz que escreve por um motivo, algumas para desabafar, algumas para mostrar seu ponto de vista sobre o mundo, alguns por amor a escrita e por ai vai. Eu escrevo por vaidade. Por isso sempre que escrevo gosto que as pessoas comentem positivamente ou negativamente, tanto faz.
Não tenho nenhuma vergonha de dizer isso, pois, sem nenhum medo posso dizer que quase todo mundo que escreve, em blogs principalmente, o faz pelo mesmo motivo, e pior, nega isso. Bem, isso não quer dizer que vou falar sobre isso no meu primeiro post oficial aqui (tenho posts antigos que o Pedro postou), mas isso me deu uma idéia:
Vamos falar de pecados. Vaidade eu já disse que tenho. Mas vaidade é pecado? Acho que depende. Definir pecado em minha opinião é simples: Pecado é tudo aquilo que te prejudique ou prejudique o outro. Se minha vaidade não prejudica a mim e a ninguém, tá tudo certo. Mas vaidade pode prejudicar em determinados casos.
O problema desses tais “pecados” é que todo mundo tem sua teoria, e todos os debates que tenho sobre isso terminam com a mesma frase: “você tem que ir mais a casa de DEUS”. Pra mim DEUS é tipo Papai Noel, em quase tudo (mas acho que ele veste azul), inclusive nunca o visitamos, ele é quem vai na nossa casa quando a gente deixa a cartinha na meia . Imagina o que penso quando me pedem para in na casa dele! Se avião é punk, voar de “carroça enfeitada nem fudendo morto”.
Voltando ao foco, tomei a liberdade de modificar, incluindo algumas exceções e observações, os sete pecados capitais:
Sete pecados capitais universais:
1.Gula (exceto magros, velhos, crianças e pessoas que sofrem de stress ou demência)
2.Avareza (exceto para pobres e emergentes)
3.Luxúria (exceto no carnaval e para parceiros fixos – neste ultimo caso nem tem muito mesmo)
4.Ira (exceto para amantes do Rock nacional, atendimentos publicitários e assinantes na Net)
5.Inveja (exceto para mulheres com relação à Gisele Bündchen)
6.Preguiça (preguiça não tem perdão)
7.Vaidade (exceto para blogueiros, pais orgulhosos de seus filhos e proprietário de Ferraris)
8.Mandar email de correntes (sem perdão)
Punições: Cada pecado tem o valor 01 ponto em seu passe espiritual, pecados reincidentes valem 02 pontos. Somando-se de 04 a 07 pontos você vai para o purgatório, somando-se mais de 07 pontos vai para o Inferno e na nas somas iguais ou menores que 3 pontos vai direto para o Céu.
Perdões: Estão automaticamente perdoados pessoas que se encaixam nas condições de exceção. Demais pedidos de perdão podem ser solicitados diretamente pelo pecador ou representante espiritual e encaminhados a um santo ou a Buda, ou Moisés,ou Jesus, ou outra entidade devidamente credenciada, que por sua vez encaminhará o pedido ao Senhor dos Céus.
Muito bem, agora que atire a primeira pedra quem nunca pecou. Ops, contam-se também os pecados que o líder da sua igreja não viu, ou você acha que o cara lá de cima (DEUS segundo Xuxa) não vê tudo!?
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1 – Como diz minha mãe meu lema é “pra que simplificar se podemos complicar”. Tudo o que vai ler nessa coluna tem muito mais a ver com minha vida pessoal do que com o meu trabalho, pois se no meu trabalho crio várias soluções e sou prático, na minha vida pessoal sou complexo e polemico. Gosto de duvidar de tudo, e teremos a chance de juntos tocarmos nos pontos mais intocáveis da nossa “culturazinha”. Bem, o mais importante não é que goste de mim ou da coluna, mas que sinta que alguém está cutucando a ferida.







