Music is Very Porreta // Um Diamante

Você sabe o que é um diamante?

Tá, eu sei que é aquela pedra valiosa e tudo mais, estou perguntando se você sabe do que é feito o diamante? Se sim, parabéns, você não matou aula de química no terceiro ano, se não, bem… eu digo.

Diamantes não são nada mais do que um amontoado de partículas de carbono. Assim, como nós, seres humanos. Um bando daquelas bolinhas de carbono ligadas umas nas outras fazendo toda aquela confusão. Outro fato interessante, é que (se eu me lembro bem da Rose [minha professora de química no terceiro ano. Beijo Rose!] falando, ela disse que a diferença do grafite para o diamante é meramente estrutural.

É sério. Pode pesquisar. Olhe para um grafite aí qualquer e imagine que por um pequeno acaso do destino ele não foi um diamante. Um C subiu pra lá ao invés de descer pra cá. E só isso.

Poderíamos tirar a conclusão então, que a diferença real entre o grafite e o diamante é apenas o layout.

Rolou o seguinte (eu acho): Deus demandou uma parada com carbonos, a galera do atendimento passou a demanda errada para a criação que fez o grafite. Deus então foi lá e esperneou com o pessoal e disse que queria uma refação para segunda na primeira hora. Galera da criação pediu uns pães sírios, queijo e vinho no delivery, ficou até tarde – reclamando que o cliente só queria meter a mão para levar o crédito – mexeu um carbonozinho aqui, trocou uma ligação de átomos lá e fizeram o diamante.

Layout. Apenas isso.

E agora que você chegou aqui, e está se perguntando que porra de papo de maluco é esse e o que diabos isso tem a ver com música. Eu te digo que toda essa introdução gigante é por causa de uma garota lá dos Estados Unidos.

Essa aí em cima, é a tal garota. O nome dela? Ariel Sabaj

Vendo assim, duvido que você dará alguma coisa por ela.

A imagem que me veio a cabeça, quando eu vi, foi de “oh céus, mais uma gordinha fazendo gordice no youtube e servindo de piada para milhões, e pela cara dela (beeem depressiva) isso acaba em tragédia”.

Isso foi porque eu vi. E não porque eu ouvi. Por favor, ouça:

Ghosts in my bed (original)

bullet proof (cover)

Impressionante não?

Está começando a entender o porque da introdução falar aquilo tudo? Isso que estamos vendo e ouvindo, meus amigos, é que é um verdadeiro diamante. Não é aquela historinha de “beleza por dentro”, “talento x aparência”, nem nada. Ariel pode ser mais uma que tem um talento incrível e que não fará sucesso algum por causa da estupidez coletiva que faz com que cada vez mais nos obrigue a virar os olhos para uma garota completamente fora dos padrões de beleza.

Eu torço para que isso não aconteça. Eu torço para que as coisas comecem a mudar, e que talvez percebamos que estamos aplaudindo de pé, admirando e idolatrando grafites, deixando de lado pedras muito mais preciosas.

Simples e puramente pela imagem que vemos.

Ariel além de ter uma voz digna de Norah Jones, ainda tem um humor nato que todos nós gordinhos temos. O bg do twitter dela é uma embalagem do sabão Ariel. Um rapaz comentou em um dos vídeos dela, algo como “Talvez você faria um enorme sucesso sem essas coisas na boca e uma aparência melhor, você não acha isso um elogio?” ela simplesmente respondeu “Talvez seja melhor da próxima vez eu colocar um saco de pão na cabeça”. Acho que isso ilustra um pouco o que eu quero dizer.

De qualquer forma, torço para que ela faça sucesso. Acho que não demora para isso sair em um monte de blogs, sites de jornais, portais e o escambau.

***

1 – Quem me passou o vídeo dela foi o @dougcastanheira que viu no Chongas.

2 – Canal do Youtube da Ariel Sabaj

3 – Aqui nesse site você pode baixar as músicas dela. São 6 ao todo. E digo que as melhores são as que ela mesmo escreveu e não os covers.

4 – Gostaram da nova header de música?


Nerds Gonna Nerdar // Sessão de Cinema: Kick-Ass Quebrando Tudo

Alô Fábio Baldino (vulgo @fbaldino), chupa essa!

Depois dessa mensagem carinhosa a um leitor incrédulo eu volto a falar de cinema no blog. O que eu pretendo fazer mais vezes daqui pra frente. E volto chutando bundas.

Kick Ass é mais uma das trocentas adaptações de quadrinhos que vem acontecendo de uns tempos pra cá, e que vem dando certo. O quadrinho, criado por Mark Millar (roteiro) e John Romita Jr (desenhos) [vai ganhar uma resenha aqui já já] em 2008, foi distribuído por um selo da Marvel Comics, e rapidamente virou filme. Filme esse que – assim como a própria revista – foi rodado de forma independente em 2009, e lançado esse ano.

Ainda bem. Porque a parada é violenta e é chocante ver uma garotinha de 11 anos cortando membros e matando bandidos a torto e a direita.

E se o filme é violento, nem queira saber dos quadrinhos. Alí o nível triplica. Mas eu estou aqui para falar do filme e do que eu achei dele.

Vamos lá.

Kick Ass parte de uma premissa muito simples: “Por que diabos até hoje ninguém nunca vestiu uma roupa de borracha e saiu por aí descendo o cacete em bandidos?” E é exatamente a partir dessa pergunta que Dave Liasjfhjanekinsky digo, Lizewski resolve ser o cara a fazer essa idiotice. Dave é um adolescente comum que passou a vida toda lendo histórias em quadrinhos, sendo assim, ele compra uma roupa de mergulho no eBay e resolve combater o crime.

O problema de Dave Sputnicky é só um. Ele vive no mundo real.

E quando você se veste feito um palhaço e parte para brigar com nego “armado e perigoso”, apenas uma coisa pode acontecer com você. Você vai se ferrar bonito.

Após se tornar KickAss, Dave acaba se metendo em altas confusões com a galerinha da pesada.

O filme superou todas minhas expectativas. E ainda bem que eu vi o filme antes de ler os quadrinhos. A melhor definição que eu encontrei sobre KickAss: O Encontro de Superbad com Kill Bill. E o filme é isso.

Começa como um filme de adolescentes americanos, nerd no colégio, louco pela mais gostosa da sala, vira “super-herói” e… bem, é aqui que as coisas começam a ser um pouco diferentes. Na primeira vez que Dave vai enfrentar bandidos de verdade, ele toma porrada pra caramba, é esfaqueado e depois atropelado.

Parando com os spoilers por aqui, Kick Ass surpreende pela violência, humor e originalidade da história. Isso sem contar a garotinha aí da foto, que assim como nos quadrinhos ROUBA totalmente a cena. Chloe Moretz mais uma vez fantástica numa atuação perfeita. Ela me fez acreditar que uma garotinha de 11 anos pode chutar bundas bonito por aí. Ela é demais, mas os outros atores não ficam para trás. Nicolas Cage finalmente fez um papel que lhe cabia, o garoto Aaron Johnson não comprometeu – não achei nada demais, mas é um bom ator, tanto que foi cotado para ser o novo Homem-Aranha nos cinemas -, McLovin não me convenceu como mini-vilão, o que nem chega a ser surpresa… porra.. é o McLovin.

De qualquer forma, Mark Strong faz o vilãozão perfeitamente. As duas cenas da bazuca são brilhantes, de você pedir para pausar o filme e poder rir. Na parte técnica o filme é quase perfeito também, direção, fotografia, efeitos.

Sobre o roteiro, tenho algumas coisas para falar. Apesar de começar a ser rodado como independente e tudo mais, o roteiro é beeem hollywoodiano, o que nem sempre é ruim. Não vou dar spoilers, mas digo que achei as mudanças feitas em relação à revista foram ótimas, aquelas que tratam da história central. As pequenas mudanças é que poderiam ser descartadas.

Enfim, KickAss é um filme que cumpre muito bem sua proposta de divertir o público. Filme mais divertido do ano, de longe. E como eu gosto de violência e quadrinhos, é perfeito.

Nota 7 para Kick Ass.

(Não sei porque, mas decidi que a escala de notas aqui nos reviews será de 0 a 7, sendo 0 “Eu diria para você assistir Super Pop ao invés desse filme” e 7 sendo “CORREPROCINEMASEUMALUCO!”)

***

1 – Site oficial do filme

2 – Trailer

3 – No próximo post da seção de quadrinhos eu falarei sobre a Graphic Novel. =D


Music is Very Porreta // Helloween – Unarmed – Best Of – 25th Anniversary Album

[Comentários do P.T] Bom, como ninguém posta nessa bagaça, os leitores revoltados resolveram tomar conta. Cansados de verem o blog sem posts, estou recebendo milhares (ehhehehe) de textos. Brincadeira. De qualquer modo, o meu grande amigo @caioabbath resolveu escrever pro blog, já que ao sair ontem da minha casa após umas cervejas ele caiu de moto, matou um cachorro e machucou o joelho – não necessáriamente nessa ordem – e vai ficar 90 dias de molho. Ou seja, se ele já era um maldito dum atoa, imagine agora.

Não será o último texto dele por aqui. Podem ter certeza.

ps.: Caso não tenham percebido, os comentários não é de ninguém do Partido dos Trabalhadores.

***

Para aqueles que assim como eu são ligados de alguma forma pela música,  que não fazem praticamente nada sem ouvir um bom som  seja ele quaisquer que seja conforme o seu estilo – não sou democrático e não me venha me dizer que funk e axé são bons – em casa, no trabalho, na faculdade e até mesmo dormindo é sempre uma boa pedida. Conforme esta minha paixão, estou sempre em busca de coisas novas para ouvir e também as novidades de bandas que sou fã. Então, hoje,  atráves do blog do meu grande amigo Pedro, gostaria de deixar minha singela contribuição na sessão “Music Is Very Porreta” com uma resenha, melhor.. uma opinião do ultimo disco que ouvi, já que não sou nenhum expert e estou longe disso para fazer qualquer comentário para revistas e afins,  mas entender uma coisinha aqui e uma coisinha ali com estes 22 anos de estrada ouvindo de tudo, vamos pegando o jeito.

Deixo claro, que esta é uma singela opinião deste leitor/amigo/viciadopormúsica , então você que é xiita e leva tudo nos mínimos detalhes e ao pé da letra, já peço.. NÃO LEIA O POST FDP!

Comemorando 25 anos da gloriosa carreira da melhor e pioneira banda de Power Metal da história, o Helloween – Alemanha – traz consigo alem de toda a maravilhosa bagagem um cd comemorativo com um dos seus maiores sucessos em novas versões para nos prestigiar, até aí tudo bem.. mas você leitor, deve se estar perguntando; Comemorando 25 anos e me vem com supostas novas versões para prestigiar os fãs, e de musicas já conhecidas, me poupe né? É esta a boa questão X, o Helloween veio sim nos presentear de uma forma nova e surpreendente, com versões acústicas e com abordagens maravilhosas ao longo de todo o cd.

O cd Unarmed, lançado em 2010 pela Sony conta com 10 faixas escolhidas a dedo pelos membros da banda – claro que falta uma aqui um ali, mas afinal, são 25 anos de carreira – com novos arranjos e com participações especiais. Quando fora anunciado que o Helloween traria uma nova cara para este disco, muitos de seus chatos (riscar) exigente fãs pensaram que seria trocar as guitarras por violões e pronto, estamos feito. Mas o Helloween trouxe muito mais que apenas violões bem afinados e tocados, trouxe todo um complemento de som fantástico como a Prague Symphony Orchestra  entre outras tantas participações.

Coloco então em destaque três musicas que me deixaram sem palavras pela criatividade da banda e para não falar no sincero e sempre esplêndido Andi Deris, que sabe interpretar o vocal de uma banda como poucos fazem ultimamente.

Primeiramente destaco o sensacional Medley, chamada de “Keeper´s Trylogy” com a participação da Orquestra de Praga contando com as musicas “Helloween“ , “Keeper´s Of The Seven Keys” e “The King For A 1000 Years”. Foram perfeitos do começo ao fim, e a interpretação vocal de Deris é digna de se tirar o chapéu.

Com a musica “Dr. Stein” , a faixa que abre o disco há um susto no começo.. confesso, pois realmente há um diferencial nesta música, alem de ser clássica, teve uma nova roupagem, gostei bastante dos solos de Sax, dá realmente a cara de Dr.Stein como uma alegre musica e acredito que foi levada especialmente para este lado, achei excelente.
Para finalizar, destaco “Eagle Fly Free” para aqueles que assim como eu são acostumados com a bateria e guitarras a toda potencia, nesta nova versão o Helloween soube usar novamente a criatividade deixando de lado toda a cadencia da “antiga” Eagly Fly Free para trazer uma nova melodia, mais calma, mais atenta ao som sincero, muitos com certeza vão achar a parte instrumental chata, como já vi alguns comentários, mas simples e com uma beleza única, isso para não falar do espetáculo dueto de Deris com Harriet Ohlsson.

Com toda a certeza Unarmed – Best Of – 25th Anniversary Álbum terá muitas críticas pela industria radiofônica do mundo, para mim faltou um pouco mais de violão, mas talvez a banda traz esta deixa para aproveitar outros instrumentos como o sax, o acordeom e as percussões.

Novamente a banda vai SIM dividir as mais diversas opiniões entre os fãs,  o tal de agradar gregos e troianos é o que acontece, sendo eles de longa data ou até mesmo aqueles que começam ouvindo o último cd de estúdio e que já identifica com a banda. Deixo então o meu agradecimento a essa banda genial na qual acompanho há anos e com certeza já me deixaram puto por muita coisa mal feita, mas este disco para mim, ficou IMPECÁVEL!

“Happy, Happy, Helloween, ooo!!!”

Helloween – Unarmed – Best Of – 25th Anniversary Álbum

01. Dr.Stein
02. Future World
03. If I Could Fly
04. Where The Rain Grows
05. The Keeper’s Trilogy (Medley)
06. Eagle Fly Free
07. Perfect Gentleman
08. Forever & One
09. I Want Out
10. Fallen To Pieces
11. A Tale That Wasn`t Righ

Integrantes
Andi Deris: Vocal
Michael Weikath: Guitarra
Sascha Gerstner: Guitarra
Markus Grosskopf: Baixo
Dani Löble: Bateria

***

1 – Deixo claro o que escrevi no começo deste texto, é apenas uma opinião deste singelo fã da boa música, então você xiita não leve tudo ao dó sustenido com sétima maior. Criticas? @caioabbath é só mandar um salve.

2 – Agradeço o amigo @pedroturambar pela bebida de ontem e a caída de moto, logo hoje estou fodido e como fui um atoa resolvi escrever para o blog, talvez seja a primeira de muitas, ou não. Pode isso Arnaldo?

2 – Cruzeyro campeão da Libertadores! - [Comentários do P.T ] HAuhahuAUHaUHAHUAHUAUHAHUahuhuahUAuha


Music is Very Porreta // Para Gostar de: Newton Faulkner

Não, não. Eu não fiquei maluco, não vou indicar um rasta que toca aquelas músicas enjoadas com o ritmo igual. O Niltão não toca reggae. O Niltão – digo, Newton Faulkner – eu diria, toca um rock, pop, foda. É ele e um violão que valem por uma banda inteira.

Newton Faulkner é um músico inglês de 25 anos conhecido pelo estilo único com que toca. Eu tenho que agradecer por ter ouvido ele antes de vê-lo. Olhando assim parece um daqueles tantos que tocam nas esquinas de Nova York por uns cents no case do violão. Mas o cara é muito mais que isso. Vejam esse vídeo: ele, num elevador, tocando Teardrop, fazendo um cover do Massive Attack (que eu não faço a mínima quem seja).

Incrível né? O cara canta absurdamente bem, toca de um jeito que você não acredita que possa ser um cara só. Ninguém iria reclamar desse cara se ele pegasse um violão no meio da festinha e começasse a tocar. Primeiro que ele não iria tocar 3449 músicas com os mesmos três acordes, segundo que ia ficar realmente todo mundo babando, tentando entender como diabos ele faz isso.

Em 2007, ele lançou seu primeiro disco – sob o selo da Sony BMG – Handbuilt by Robots, que eu classificaria como um dos melhores álbuns pop`s que eu já ouvi. Como disse meu próprio irmão, Mateus – sempre ele – se você um dia achou Jack Johnson um cara foda, espere até ouvir Newton Faulkner. E realmente. O cara é muito, muito foda. Não sei se é porque eu não tô numa vibe muito heavy metal, ou se é porque eu estou sempre a procura de sons agradáveis aos ouvidos, mas só posso dizer que o som desse cara realmente me conquistou. Fiquei completamente viciado. O disco é uma obra-prima, daqueles que você ouve em loop e não se cansa por nada.

Além da música do elevador aí em cima, o disco é rechado de hits, que você – se gosta um pouco desse tipo de música – vai ficar cantarolando o dia todo. É gostoso cantar as músicas de Faulkner, é gostoso ir andando pela rua ouvindo Faulkner. O maior hit do disco, é sem dúvida Dream Catch Me.

Em Setembro do Ano passado, ele lançou seu segundo álbum – Rebuilt by Humans. Diria que não é tão foda quanto o primeiro. É bem mais… calmo que o primeiro e não tem tantos hits. Os grandes trunfos do segundo disco são as música If This is It e Over and Out.

De qualquer forma, é uma boa dica para quem procura novos sons para meter no mp3 e curtir boa música enquanto faz as coisas do dia-a-dia. Além do mais, eu sempre gosto de pegar bandas no início, para ir acompanhando a carreira. E podem ter certeza que eu irei acompanhar bem de perto a carreira do Sr. Faulkner.

Para terminar, uma vídeo que eu vi e não acreditei. Um cara sozinho tocando Bohemian Rhapsody.

***

1 – Site oficial do Niltão

2 – Canal do Youtube.

3 – Twitter do rapaz.


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