Vortex // Desventuras Amorosas de Um Cara Legal – Parte 1

Era alguma coisa de Março do saudoso ano de 2003 – o Brasil ainda tinha a melhor seleção do mundo, Michael Jackson ainda não havia morrido e os emos não existiam – quando o nosso cara legal entra em cena. Não em cena propriamente dita, ele vem caminhando grotescamente para a última carteira da segunda fila na aula de qualquer coisa no segundo ano do colegial. Eram 7 e pouca da manhã, você não queria que ele se lembrasse de tantos detalhes assim, ou queria?

Tenho que dizer que essa época foi o auge do ódio do nosso padawan contra a madrugada – nessa época uma boa manhã começava lá pelas 11. Após o ritual de parar a aula – ele sempre chegava atrasado – jogar a mochila num canto e desabar na carteira, o professor retomar sua (provável) chatice sem método do terrível sistema educacional brasileiro, um amigo lhe chama a atenção. Estava ele também com os olhos inchados de sono, mas lia uma carta (sim, ainda existiam cartas nessa época) com um sorriso bobo na cara.

- Ou.. Hudim, que porra é essa?

- …

- Ou..psss!

- Quê?

- Porraéssa?

- Uma carta de Lorinha Jones

- Han!?

- Lorinha… do canal… – Talvez você não saiba, mas na época de adolescente desses caras em Monlevade só conhecíamos outra pessoa pelo nick que ela usava no canal de Monlevade no eterno mIRC.

- Não conheço…

- Entra no Chefia, cê precisa prestar mais atenção Pedrão.

- E quem é essa retardada?

- Aahahahaha, Pedrão, pelamordedeus bicho, cê tem que parar com esse mal humor, cê é grosso demais, ahahahahha.

- Putaquelpariu Hudim, fala logo.

- Lorinha Jones sô. Maria de Lourdes – Ah, a “retardada” ganhou um nome – lá de Piracicaba – e um lugar! -, amigassa minha. Vai fazer 15 anos mês que vem. – após ele dizer isso deu aquele olhar que sinceramente dizia “Eu se fosse você, escreveria uma página para colocar no final da minha carta de resposta, ficava amigo dela e ganhava o convite pra festa.”

E foi exatamente o que ele fez. E fez bem, afinal escrever é uma das poucas coisas que nosso cara sabe fazer, e uma das únicas que ele faz bem. Logo aconteceu de Pedro e Lorinha Jones ficarem amigos. Bons amigos até. Agora me ocorre (desculpe a memória fraca do autor) que ele até ficou com uma garota que era amiga de Maria (melhor que o nick não é?) uma tal de Drielle, que (vocês não irão ficar surpresos) se apaixonou pelas palavras – no inicio pelo menos – de Pedro, mas depois de um tempo enjoou. Talvez pelo fato dele querer apressar um pouco as coisas. Foi quando ele aprendeu que “Eu te amo” só é bonitinho em Hollywood.

Vale contar que por causa de uma conversa no “canal” ela largou o namorado (foi mal Thiago… se bem que eu acho que eu te fiz um baita favor) para ficar com o tal Pedro. O mais incrível ainda foi nosso Maximus encontrar a mesma Drielle nos corredores da faculdade. O que fez ele (não pela primeira – e se Deus quiser –, não pela última vez) se arrepender de falar bonito por uns amassos e depois se “apaixonar” pelos lábios e curvas da primeira que aparecesse.

Ele tinha 15 anos, que culpa ele poderia ter?

Continuando. Pedro e Maria ficaram amigos, ela ficou amiga dos amigos de Pedro e Hudson (acabou namorando por um bom tempo com o Roia) e claro, convidou todo mundo para sua festa de 15 anos. Você ainda se lembra do que significa uma festa de 15 anos para uma turma de 16? Significa comida e, principalmente, bebida de graça. Aniversários de 15 anos querem dizer mais duas coisas para um jovem mancebo, garotas em vestidos minúsculos (ah, as meninas de 15 anos) e roupa social.

Nosso personagem, apesar de detestar esse tipo de roupa – talvez pelo fato de ser gordo e ser gordo e comprar roupas é uma merda – ele até que ficou… digamos, bem apresentável. Todo de preto, é claro, como convêm a um bom rockeiro e um bom gordo, a gravata do Mickey (estava na moda) deu um toque especial. Ele já até usava a sua marca registrada, o alargador – na época era só um, na orelha esquerda -, tenho que dizer que uma garota poderia facilmente ficar com ele naquela noite. Ele sinceramente esperava isso, esperava ainda que fosse a tal Drielle.

Pedro só havia esquecido uma coisa naquela noite inesquecível (ninguém deixa que o dia em que conheceu seu primeiro – e até hoje o grande – amor da sua vida e anda uns 8 quilômetros na chuva às 6 da manhã, cair no esquecimento). Ele havia esquecido o fato de que a tal amiga-irmã de Belo Horizonte estaria na festa e todos iriam finalmente conhecê-la. A garota havia surgido em uma das cartas que ele e Hudson continuavam trocando com Maria, que não parava de falar em Bárbara, a amiga-irmã-superfofa-linda-simplesmente-de-mais que ela tinha e que estaria na festa.

Hudson já estava de olho, já até conversava com ela no ICQ – lembra disso? – Pedro até chegou a trocar algumas palavras, mas havia se esquecido completamente do fato, só pensava noutra moça. Eis que entre vários copos de cerveja e vinho, uma mão no ombro e um “Pedrão, olha só quem tá aqui!” mudou a vida de nosso Bilbo Bolseiro. Aquela coisinha morena, radiante, com olhos imensos brilhando simplesmente nocauteou nosso amigo. O mundo todo simplesmente ficou cinza. Só ela tinha cor, só dela saíam sons. O resto era uma nuvem difusa preta e branca. Era como Frodo colocando o Anel. As tais borboletas no estômago eram dignas de um documentário no Discovery Channel, e o sinos facilmente poderiam entrar naquelas músicas de 20 minutos do Pink Floyd. Em 5 minutos de conversa, ambos já tinham certeza de que se conheceram lá no berçário. Ele se esqueceu de fumar, de beber, esqueceu o nome, onde estava. Esqueceu tudo. Aquilo era a coisa mais maravilhosa que ele já havia sentido. E aquele era definitivamente os seios mais estonteantes que ele já vira em um decote. Aquele momento foi atemporal – quero acreditar que tenha sido assim para os dois –, e ele ainda está acontecendo, em algum lugar perdido no tempo e espaço das pessoas mais felizes do mundo.

O que eu odeio no Mundo Real é que sem nenhum remorso ou sutileza ele volta como um balde (Caro Microsoft Word, eu NÃO quero dizer “uma balde”, grato) de água fria. A conversa teve que parar um pouco e a vida tinha que continuar, e como eu disse lá em cima, Hudson já estava de olho. Você talvez não saiba também, mas existem homens que são Paladinos honrados. Eu não poderia então, pelo código de honra, estar a frente do meu amigo e atirar a flecha na presa dele. Isso matava de verdade o nosso amigo Pedro.

Sabe o que é pior de tudo? Essa maldita condição de ser um cara legal. Essa condição fez com que Pedro negasse veementemente (veja bem) a oferta do amigo para ficar ele com ela, ao invés dele mesmo. Homens podem ser bem desprezíveis minha cara. Eu até hoje chamo Pedro de burro por isso. Ele fica bem puto comigo, mas ele sabe que é verdade.

O final dessa história é fácil de descobrir, Hudson ficou com ela, e a noite acabou sendo na fossa. Ouso dizer que foi literalmente na fossa. O aniversário terminou como toda fossa em festa deve ser. Olhares gulosos e invejosos para o cara que ficou com a mocinha, olhos marejados com as musicas melancólicas de final de festa e obviamente a embriaguez, mãe de todos atolados na maldita fossa.

(Continua nos próximos capítulos)

***

O que parecia ser o suficiente para uma noite, era só o começo. Mas isto meus caros, vocês só saberão quando lerem o próximo capítulo das desventuras amorosas de Pedro, que se você estupidamente não percebeu, sou eu mesmo.

Desde quando isso (e o resto) me aconteceu queria escrever a história. Mas só depois de 6 anos resolvi numa madrugada whatever de sábado escrevê-la. E não me perguntem, eu não sei por que eu fiz isso na terceira pessoa. Talvez por querer ser a consciência daquele Pedro de 16 anos e fazê-lo exorcizar um pouco dos seus demônios. E já que é pra esculhambar com o coitado, decidi publicar isso no blog.

Essa seção, ou este conto autobiográfico, ficará em cartaz por mais ou menos duas semanas. Acredito que seja o tempo que eu vou levar para escrever mais duas vezes para contar a história inteira. Se eu achar que, por algum acaso, o exorcismo funcionou – de algum modo – escreverei pelo menos outra grande desventura amorosa.


Nerds Gonna Nerdar // Roberto Carlos, O Contador de Histórias

A primeira coisa que eu queria dizer é que sempre quis fazer essa seção de sessão de cinema no blog. Mas nunca fiz. Sei que já falamos sobre cinema aqui, mas até hoje não tínhamos uma seção própria para isso.

A segunda coisa, é do orgulho que eu tenho de estrear a seção falando desse cara aí ó. Roberto Carlos Ramos. Muita gente já ouviu falar dele, mas o principal é que muita gente já ouviu as histórias dele. A primeira vez que ouvi falar nele, foi na primeira entrevista que ele deu no Jô. Eu era novo, e me emocionei pra caramba com a história de vida dele e morri de rir dele contando.

Para você ter noção de como esse cara aí é incrível, estréia hoje nos cinemas de todo o Brasil o filme sobre a vida de Roberto Carlos de Ramos. O filme se chama O Contador de Histórias.Veja o trailer logo abaixo.

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Me dá mais orgulho ainda, por esse post ter sido uma sugestão do Leornardo Sacco do Blog do Governo de Minas Gerais, mais precisamente da coluna Orgulho de Minas – vale a pena visitar a coluna. Gostei tanto da idéia, e de com o maior prazer não só fazer um post para divulgar o filme, como também assistí-lo e fazer uma resenha aqui, que vou reproduzir o texto do pessoal do Blog do Governo de Minas sobre o filme.

De tanto contar sua história, Roberto Carlos Ramos teve sua vida retratada na telona no filme O Contador de Histórias que estreia dia 7  de agosto.

Tentar contar a história de Roberto Carlos Ramos é quase uma ousadia. Ele, um verdadeiro contador de histórias, mudou sua vida quando começou a compartilhar com as pessoas suas aventuras e desafios. A primeira a ouvi-lo foi a francesa Margherit Duvas, que o conheçou na Febem de Belo Horizonte, com 13 anos. A história que ela ouviu começava com um menino soltador de pipa, nascido numa favela da capital, caçula de 12 irmãos, que foi levado para a Febem aos 6 anos pela mãe, que acreditava estar dando uma vida melhor ao filho. E que naquela idade, já havia fugido mais 100 vezes da instituição, tinha sido violentado, havia cheirado cola, fumado maconha, roubado, vivido na rua etc.

O pequeno Roberto, com muita resistência de sua parte e persistência de Margherit, acabou aceitando conviver e compartilhar sua história com aquela moça de sotaque estranho. Ali nasceu uma relação de amor, de mãe e filho. Roberto acabou adotado pela francesa e foi morar na Europa onde completou seus estudos. Formado, ele voltou ao Brasil e foi estagiar na mesma Febem. Reencontrou a mãe, ajudou os irmãos e começou a contar sua história em palestras pelo país, sempre com um sorriso no rosto. “Minha mãe francesa me ensinou que poderia ser ordinário ou extraordinário. Esse extra faria toda a diferença. Eu tinha passado por dificuldades, mas estava ali formado e vivendo uma boa vida. Podia optar por contar minha história chorando ou distribuindo lenços.”

Sua história, que já é quase um roteiro pronto para o cinema, ganha as telonas no dia 7 de agosto, no filme O Contador de Histórias do diretor Luiz Villaça. “Luiz estava lendo um dos meus livros para o filho e acabou lendo a minha história e me procurou. Primeiro fiquei preocupado, eles vão contar a minha história? Ela é minha!”, diverte-se. “Começamos a conversar e trabalhar. Foram sete anos até a conclusão do filme”, lembra ele, que mesmo sendo o narrador do filme, só teve permissão de vê-lo depois de pronto.

Na obra, os personagens que interpretam Roberto aos 7, 13 e 18 anos são crianças e jovens da periferia de Belo Horizonte selecionadas especialmente para o filme. Marco Antônio Ribeiro dos Santos, Paulo Henrique Cândido Mendes e Cleiton dos Santos respectivamente. Os três dividiram o prêmio de melhor ator no primeiro festival em que o filme foi exibido, em Paulínia, no interior de São Paulo.

Hoje, com 43 anos, 13 filhos (adotados em idade tardia, quando ninguém mais se interessa, como faz questão de ressaltar), Roberto vive em Ibirité, é autor de livros infantis e continua a contar histórias em palestras pelo mundo, com o mesmo bom humor. “Estou contribuindo com o  melhor que faço para ajudar a mudar a realidade a minha volta.”

Garanto que você ficou no mínimo curioso para conhecer mais sobre Roberto Carlos Ramos e também para ver o filme. O trailer já é impagável, das melhores cenas de roubo a banco que eu já vi. Eu conheço a história e sempre que ouvia a história pensava em como isso daria um bom filme. E deve ter dado, porque vale a pena. Roberto é um brasileiro, um mineiro, um belo horizontino, vencedor. Como tantos outros que temos por aqui.

Tenho certeza que vou começar o post da resenha parafraseando o próprio Roberto quando garoto: Puta que na merda! Que filme! Que história!

***

1 – Siga o Blog do Governo de Minas no Twitter – @governomg

2 – Vale a pena ver o belo – belo layout e belo conteúdo – do Blog do Governo de Minas

3 – Lembra daquela campanha O Melhor do Brasil é o Brasileiro? Veja o comercial que fala do Roberto Carlos Ramos.


Capacitor de Fluxo // coisas que marcaram minha infância: filmes

Depois de quase 2 meses voltamos com a série de posts das Coisas Que Marcaram Minha Infância e dessa vez é um dos melhores e que eu mais queria fazer: FILMES. Sabe aqueles filmes… é aqueles que formaram seu caráter, que fizeram você sair pulando como louco na sala da sua mãe, deixando ela mais louca ainda. Aqueles filmes que fizeram você querer brigar na escola para dar seus golpes favoritos. Aqueles que você assistiu 80 vezes e ninguém mais aguentava ver você vidrado em frente a TV. Pois é, tenho certeza que você vai encontrá-los neste post.

Antes disso, confira os outros posts da série Coisas Que Marcaram Minha Infância

- Jogos de Super Nintendo

- Músicas

- Edição Especial Dia das Crianças

- Brinquedos, Jogos de Tabuleiro e Coisas do Tipo

Hoje o post é mais do que especial, já que foi feito por mim e por um convidado muito especial, o maior ativista gay de Belo Horizonte Rafa Barbosa do blog.. RafaBarbosa.com (mais original e criativo impossível não?). Pois bem, a idéia inicial era de fazer a lista de 6 filmes… vimos que era impossível e passamos para 8 filmes. Falhamos. Então são 10! Filmes inesquecíveis que marcaram a infância de todo mundo. Tenho certeza.

E sim! Um monte de filme ficou de fora. Ou você esperava que nós fizessemos a lista dos 89 filmes que marcaram nossa infância? (Pedro)

Não dá pra falar de infância sem citar aqueles filmes que a gente sempre fazia questão de assistir na Sessão da Tarde ou no Cinema em Casa. Era uma época mágica. As nossas únicas preocupações eram se concentrar em fazer o para-casa, jogar vídeo-game e ver TV. Bons tempos aqueles.

E por falar em Sessão da Tarde e Cinema em casa, é claro que teriam aqueles filmes especiais que marcaram a nossa infância. E pode acreditar, não são poucos. Mas eu e o homossexual do Pedro vamos falar sobre os filmes que temos mais carinho. Aqueles cujo nosso caráter não seria o mesmo sem a sua influência direta.

Portanto, se você nasceu nos anos 80, cresceu nos anos 90 e hoje em dia acha que todas as refilmagens são uma bosta, sente-se confortavelmente em sua cadeira, pegue o seu baldinho de pipoca e relembre com a gente aqueles filmes clássicos que fizeram parte da infância de todos nós, marmanjos com seus vinte e poucos anos. (Rafa)

Goonies – Rafa Barbosa

goonies

Esse é sem dúvida alguma o filme que mais marcou a minha infância. Sabe aquela aventura que você sente uma vontade enorme de fazer parte? Então. A primeira vez que assisti a esse filme, minha reação imediata quando os créditos começaram a subir foi correr para pegar a minha bicicleta e sair atrás de um mapa do tesouro.

Na época eu estava no sítio da avó do meu vizinho. Ou seja, as possibilidades eram reais (pelo menos na minha cabeça e na dele) e então fizemos isso. Saímos andando de bicicleta pela propriedade procurando alguma entrada secreta que nos levasse a alguma aventura fantástica. Infelizmente isso não aconteceu.

Desse dia em diante, aqueles nomes nunca saíram da minha lembrança: Gordo, Bocão, Mikey, Dado, Stef, Andy e é claro, o símbolo desse filme, Sloth Fratelli.

Não sei vocês, mas Goonies definitivamente moldou o meu caráter. Aquele sim foi um filme de aventura.

Conta Comigo – Pedro Turambar

conta comigo

Esse é o típico filme que você sempre viu, e sempre quer ver denovo. Apesar de quase nunca lembrar o nome dele, você nunca se esqueceu. Mas conhecido como o filme dos 4 garotos que vão atrás do corpo de outro garoto morto. O filme é marcante por vários motivos, um deles é pela aventura sem tamanho de sair junto com mais três cara para ver o corpo de um garoto da sua idade.

Que garoto nunca quis fazer uma coisa assim? Conta Comigo foi um dos filmes que mais marcou a minha infância, pela aventura, pela amizade e principalmente pelas histórias dos garotos. A história não poderia ser de ninguém menos do que Stephen King, o grande mestre – É uma das histórias do ótimo livro Quatro Estações.

O melhor de tudo é que o final é o pior, justamente porque a aventura acaba. Durante toda minha vida eu quis desviar do trem. E é claro, tenho pavor só de pensar em sanguessugas no meu saco.

**UPDATE** – Assim como Karate Kid, Conta Comigo também está no Youtube, divido em partes. Veja a primeira parte aqui e vá seguindo.

Rambo – Rafa Barbosa

rambo

Não importa se é Rambo – Programado para Matar, Rambo II – A missão ou Rambo III. O que importa é que a história do exército de um homem só sempre fez parte dos filmes da sessão da tarde. Mas, em especial, o que mais me empolgava era Rambo.

Sabe aquele cara que você olha e admira. Aquela admiração do tipo “Caralho, que cara foda. Quero ser ele quando crescer”? Eu ficava exatamente assim quando via John Rambo em ação.

A idolatria era tamanha que eu não sosseguei enquanto minha mãe não me deu a faixa vermelha e faca do Rambo. De plástico, mas ainda sim uma perfeita e precisa arma letal. E pra coroar, meu primo me deu “o relógio do Rambo” com cronômetro, bússola e pulseira camuflada. Eu estava pronto para a guerra.

Não preciso nem dizer que foi tremendamente emocionante assistir Rambo IV, né? Um dos meus maiores ídolos da infância ali, vinte anos depois em plena forma e ainda sim uma máquina de matar como nenhuma outra.

Eu só não saí matando ninguém, mas Rambo foi mais um dos filmes que marcaram a minha infância.

Duro de Matar – Pedro Turambar

durodematar

Antes de qualquer coisa eu gostaria de dizer… Yippie-Kay-Yay MOTHERFUCKER! Duro de matar não marcou apenas a minha infância, marcou também pela vontade dos meu familiares me matarem. Imagine o que é ter em casa um garoto de 8 anos de idade gritando Yippie-Kay-Yay Motherfucker o dia inteiro. “Pedrinho meu filho, como foi a escola?” “Foi Yipikaiei módefoque, mãe”, “Pedro vai dormir anda!” “´Tá bom… Yipikaiei módefoque”.

Tudo, absolutamente tudo que saia da minha boca terminava com essa frase. Meus heróis na infância? Meu pai, John McClane, Han Solo e Axel Foley. Com orgulho. Eles deram sorte que quando eu vi o primeiro, já tinham lançado os 3, se não seriam três fases de Yippie-Kay-Yay e ninguém iria aguentar.

Duro de Matar me marcou tanto, que toda vez que eu brincava com meus comandos em ação, ou eu imaginava que era um policial ou qualquer coisa, sempre tinha aquela parte em que eu pisava em cacos de vidro, deixava um rastro de sangue e depois retirava caquinho por caquinho do pé. Nunca soube da onde eu tirei isso. =D

Karate Kid – Rafa Barbosa

karate kid

Ah a história de superação. Do carinha franzino que apanha de todo mundo e no final enfia o pé na cara de todo mundo. Quem aqui nunca viu a história de Daniel LaRusso e o seu insuperável mestre Sr. Miyagi?

Todo mundo já foi o Daniel LaRusso pelo menos uma vez na vida. O cara que todo mundo tirava uma onda, batia e ainda zoava com a cara. Mas aí ele conhece um velho com “certas habilidades” que o transformariam em um dos maiores karatecas do mundo.

Cenas marcantes como o a surra para os alunos da Cobra Kai vestidos de caveira, as técnicas infalíveis para encerar um carro e limpar um chão e, por fim, a cena mais clássica de todas: o chute da garça acertando em cheio o nariz de Johnny Lawrence.

Pooorra! Sensacional. Não tem um sentimento maior de Win do que esse. É o tipo de história que, ao final da projeção, o Daniel LaRusso pode sentar e falar: Epic Win!

Com esse filme eu aprendi uma coisa: só devo lutar no tatami. Por isso eu não ando por aí demonstrando meus dotes marciais.

Para entender melhor o que eu estou falando, apenas clique e aprenda.

Um Tira da Pesada – Pedro Turambar

umtiradapesada

Antes de qualquer coisa, clique neste link. Então, agora que você está no clima, vamos falar de Um Tira da Pesada… ei, pare de rir… foco.. vamos lá, eu sei que é difícil, mas você está lendo um texto, segure o riso só um pouquinho. Axel Foley o homem, o mito, a lenda.

Antes de falar dos filmes, tenho que dizer que Eddie Murphy é um ídolo pra vida toda. Ele simplesmente estava uma vez por semana na sessão da tarde com milhares de outros filmes marcantes. Existem rumores de que Um Tira da Pesada 4 será feito. Só digo que estarei lá, na estréia, e terei 9 anos de idade denovo.

As coisas que mais me marcaram, é que o maldito nunca estava na jurisdição dele – idêntico a Duro de Matar-, e sim naquela época eu aprendi o que era a jurisdição policial. Além das trabalhadas e das armações incríveis que ele fazia, os filmes eram mais engraçados que qualquer coisa. Eu ainda choro de rir das cenas em que “Akwel” se encontra com o incrível brilhoso Serj. Lágrimas correm só de lembrar.

A cena mais épica para mim é quando Axel vai usar aquela arma espalhafatosa no terceiro filme, e ao invés de atirar toca música, solta fumaça… Axel Foley sempre vai ser o policial mais divertido da história do cinema.

Indiana Jones – Pedro Turambar

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Eu contei isso para poucas pessoas, mas Publicidade foi a minha segunda escolha de carreira. Na verdade, a terceira… mas eu logo descartei ser um policial de Nova York ou de Detroit. Eu queria porque queria ser Arqueólogo. Sério. Pô, eu gostava de história, geografia e era aficcionadoapaixonadomalucopelamordedeus com Indiana Jones.

Olha, quantos domingos eu não passei assistindo A Última Cruzada, com a familia toda. Meu pai vibrava, minha mãe adorava, eu e meus irmãos não desgrudavamos o olho da televisão. Durante muito, mas MUITO tempo, eu sempre pedia de natal/aniversário/páscoa/diadascrianças/semanasanta/quaresma uma jaqueta de couro, um chapéu e claro, um chicote igual do indiana.

A jaqueta eu até ganhei, mas minha mãe barrou o chapéu e o chicote. Indiana foi um que rendeu anos e anos de história épicas com meus comandos em ação. Sem contar o que eu aprendi de história, cultura e conhecimentos gerais vendo os filmes. E obviamente eu não podia deixar de linkar esta cena.

Rocky – Rafa Barbosa

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Você reconhece o filme só pela música de introdução. Quando as primeiras notas de Gonna Fly Now começam, você sabe que está prestes a assistir a história de um campeão. De um cara foda. De um cara que você jamais será igual, mas ainda sim o admira pra caralho.

Estamos falando do Garanhão Italiano – The Italian Stallion – Rocky Balboa. O “cobrador” da máfia que se tornou o maior boxeador da história. Mohamed Ali? Evander Holyfield? Não são nada perto de Balboa.

Vai dizer que você não torceu por ele em cada minuto durante a primeira luta contra Apollo Creed? Na revanche então nem se fala. E depois a surra épica para Clubber Lang ou então o trágico fim de Apollo e o famoso discurso pela união entre “América e URSS”? O quinto filme a gente ignora, mas a surra no Tommy Gunn é memorável.

E aí, em 2006, o cara vai e ME presenteia com um novo filme de Rocky Balboa. Sim, pois essa foi a minha sensação. Stallone fez esse filme pra mim. Da mesma forma que você acredita que ele fez esse filme pra você.

Temos uma história com esse cara. Uma história que começou bem antes de nascermos, lá nos anos 70. E de repente, sabendo que quem cresceu assistindo esses filmes hoje em dia são em sua maioria adultos, nos presenteia com o bom e velho estilo Rocky Balboa de ser.

Sem esquecer que o tempo passou. Vai dizer que não foi lindo ver um senhor de 60 anos de idade surrando um boxeadorzinho metido a fodão? Olho do Tigre! Nunca fez um Cooper tocando Eye of the Tiger na cabeça não? Pois eu já e acredite, você se empolga completamente.

A sensação que eu tenho é de que esses caras nos ensinam tudo o que precisamos para sermos bons adultos. Nos ensinam a brigar, nos ensinam a combater terroristas, nos ensinam praticamente tudo sobre a vida. E é por isso que eles são marcos para nós.

Star Wars – Pedro Turambar

starwars

A lista foi feita em dupla, e nos 8 primeiros filmes da lista eu e o Rafa colocamos juntos e concordamos em todos. Os últimos dois ficaram a escolha de cada um. Eu jamais faria qualquer lista falando de cinema sem citar Star Wars, jamais! Assim como nos maiores personagem de cinema eu coloquei Darth Vader em primeiro lugar.

Eu tinha exatamente 10 anos de idade quando meu irmão Mateus – sempre ele – falava de um tal de Guerra nas Estrelas pra cima e pra baixo. Até que um dia ele alugou a triologia – a clássica, por favor – e com o uso de sua inteligência moleque, sua malemolência, ele gravou os três filmes em apenas uma fita VHS. Duas horas para cada filme certinho, 6 horas gravadas em EP na fita. Graças a nossa saudosa câmera filmadora.

Aquilo para mim e para meu irmão era o tesouro mais valioso que tínhamos. Sério mesmo, eu dava meus comandos em ação mas não deixava a fita de lado. TODA SEMANA, eu e ele fazíamos a seção Guerra nas Estrelas, o que deixava meus pais malucos. Quem não gosta não entende, nem nunca vai entender a paixão e a fascinação que SW causa nos fãs. Porra, você queria o que? Poderes especiais, naves espaciais, guerras intergaláticas e é claro ESPADAS LASER! Que criança não ficaria maluca? E Darth Vader então?

Toda vez que vejo a triologia clássica eu me sinto denovo aquele menino de 10 anos que ficava 6 horas em outro mundo, com os olhos brilhando vendo uma das obras artísticas mais fantásticas de todos os tempos. A cara… como eu fui uma criança feliz!

Curtindo a Vida Adoidado – Rafa Barbosa

curtindoavidaadoidado

Da mesma forma que Português e Matemática são matérias básicas da escola, Curtindo a Vida Adoidado é bibliografia básica da vida. Tudo o que você precisa saber sobre se divertir, a não perder tempo e aproveitar o que de melhor à vida pode oferecer, você aprende com Ferris Bueller.

Ferris Bueller é um cara que te inspira. Você não quer ser o cara, você quer ser apenas como ele. Você quer apenas tirar um dia de férias durante o ano letivo, pegar a sua namorada e seu melhor amigo e aproveitar tudo aquilo que tem direito.

Desde almoçar em um restaurante caro, andar de Ferrari até cantar em pleno desfile no meio da cidade lotada. E tudo isso sem se preocupar com as conseqüências. Apenas se divertir com seus amigos.

John Hughes fez filmes que marcaram toda uma geração. Inclusive a minha, que pegou esses filmes bem depois, quase dez anos após o lançamento. O cara conseguiu captar toda a essência dos jovens e transformar em dois roteiros de filmes que são essenciais para qualquer pessoa: Curtindo a Vida Adoidado e Clube dos Cinco.

Curtindo a Vida Adoidado está aqui na minha lista pelo simples motivo de que é insuperável, de longe, a melhor comédia adolescente já feita. O mais próximo dele que vi recentemente foi SuperBad. Mas a história de Ferris Bueller continuará sendo insuperável. Pelo menos pra mim.

***

Olha, sinceramente nós esperamos que você tenha se divertido tanto quanto nós nos divertimos fazendo esse post maravilhoso. Maravilhoso não por ser uma lista de filmes, não porque foi eu e o Rafa, não porque é meu blog… maravilhoso pelos momentos inesquecíveis que eu tive vendo milhares de vezes todos esses filmes.

Maravilhoso pelo fato de no MSN não saber qual era a criança mais feliz escrevendo. Há muito tempo não tinha uma conversa tão animada, só para você tentar entender um pouco o que tudo isso representa para nós.

Me chamem de nostálgico, de sonhador… sou mesmo. E um post desse, falando sobre tudo isso, é como rever as aulas de cultura, caráter, amor por minha família. Porra, não é todo dia que você se lembra de vários momentos de pura felicidade e êxtase numa tacada só. (Pedro)

A cada palavra digitada sobre os filmes acima, a vontade de correr e baixar só aumentava. Sim, baixar, porque dificilmente encontraria alguns deles na locadora do bairro que hoje estão repletas de Camp Rocks, Crepúsculos e High School Musical’s da vida.

São filmes que não importa quantas vezes assistimos, a emoção é a mesma. Quem vê de fora enxerga um Pedro e um Rafael velhos, barbudos e gordinhos em frente a TV ou computador. Mas só a gente sabe que naquele momento não somos adultos, e sim aquelas duas crianças de 15 anos atrás se divertindo ao rever as aventuras daqueles caras que nos moldaram a ser o que somos hoje.

Sim, porque eu, pelo menos, aprendi muito mais com todos esses personagens do que os meus professores poderiam me ensinar.

Nostalgia? Sim, por favor. Se não pudermos lembrar do que marcou a nossa infância, então que graça tem ser adulto?

Espero que gostem dessa pequena listinha que friso em dizer, é completamente pessoal. Não é um Top nada, são apenas os filmes que marcaram a nossa infância. (Rafa)

Depois de tudo isso só posso dizer uma coisa: OBRIGADO Harrison Ford, Sylvester Stallone, George Lucas, Matthew Broderick, Steven Spilberg, Stephen King, Bruce Willys, Eddie Murphy… caras, OBRIGADO MESMO! (Pedro e Rafa)

***

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1 – Num post como esse, eu sou obrigado a linkar o blog que inspirou a seção. Quem Matou a Tangerina? Do sensacional Fred Fagundes, culpado também de ser um eterno nostálgico.

2 – Agradeço imensamente ao Rafa Barbosa pela ajuda e por dividir comigo os momentos de criança feliz.

3 – Não tem nada a ver com o post, mas o recém lançado blog A Melhor das Intenções merece demais uma citação. Ótimo tema e texto das meninas: @camillaconde, @lucianasabbag e @pripoashampoo

4 – Esse, na minha humilde opinião, é de longe o melhor post que este blog já viu.


Nerds Gonna Nerdar // O que esperar de Exterminador do Futuro 4: A Salvação?

Aqui estou eu novamente para um post mais que especial. Este autor que vos fala foi gentilmente convidado para ver a cabine de Exterminador do Futuro 4: A Salvação, e trazer para vocês com exclusividade um pouco sobre este super filme que será lançado, sem spoilers claro.

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O Exterminador do Futuro 4 – A Salvação deveria ser o recomeço da franquia Terminator, mas nele vemos mais uma continuação dos últimos três filmes do que qualquer outra coisa. Quem conhece bem a história, pelo menos dos outros três filmes da série, já verá em Salvation muitas coisas no que se aparar, começando pelos caracteres iniciais, onde um pequeno texto coloca o espectador a par da história anterior ao filme.

Juntamente com esta apresentação conhecemos Marcus Wright, um prisioneiro no corredor da morte que é convencido pela Dra. Serena Kogan a doar seu corpo para pesquisas médicas. Um ano depois acontece a ativação da Skynet e o Dia do Julgamento (Terminator 3).

A passagem então leva a 2018, onde John Connor (agora já como o herói da humanidade) ataca com um grupo da Resistência uma base da Skynet. O grupo descobre na base diversos prisioneiros humanos e planos para fazer um exterminador com tecidos humanos. A base é atacada e John é o único sobrevivente, porém Marcus depois do resgate de John aparece entre os destroços, caminhando aparentemente sem rumo.

Os líderes da Resistência descobrem uma frequência que pode desativar as máquinas da Skynet e planejam uma invasão a base central da rede em São Francisco. Eles também descobrem os planos da Skynet de matar todos os líderes da Resistência em quatro dias, John é o segundo da lista e Kyle Reese o primeiro.

Assim começa o filme, em um roteiro bem elaborado e estruturado fortemente na história da série. O roteiro, vale a pena dizer, é no meu ver a parte mais fraca do filme. Ele se torna um pouco – para não dizer bastante – previsível no decorrer do filme, mas isso também acontece por você já conhecer mais ou menos como é a história da série e onde ela pretende chegar.

Os efeitos especiais são fantásticos, mostrando como sempre a qualidade da produção do filme e não deixa nada a desejar para os outros filmes da franquia ou qualquer dos lançamentos mais recentes do cinema. O filme é cheio de ação e emoção do início ao fim, com muitas explosões, reviravoltas e combates. A cenografia também foi muito bem elaborada, e não pouparam os detalhes para mostrar um mundo completamente destruído após a guerra nuclear.

O famoso diretor Joseph McGinty Nichol, mais conhecido como McG, famoso pelos seus clipes musicais de bandas famosas e pelo filme As Panteras, fez um ótimo trabalho no comando de Terminator, que sem dúvidas deve criar uma sobrevida a franquia e uma espectativa para o próximo filme da série (pelo menos em mim criou, e muito, coisa que não aconteceu após eu assistir Terminator 3).

Outra coisa que me chamou muito a atenção foi a filmagem e o uso das câmeras. Se tem algo que atualmente pode trazer emoção ao cinema é a mudança dos padrões quadrados de filmagem. McG usou em Salvation algumas técnicas interessantes que eu não me lembro de ter visto em filmes deste gabarito. A filmagem coloca o público dentro da cena de uma maneira que eu considero genial e fora dos padrões clichês dos filmes de ação. Veja as cenas de perseguição e conflito no decorrer do filme, principalmente a cena do helicóptero e o confronto com o exterminador logo no início e você entenderá o que estou tentando dizer.

As referências da história também estão presentes e muito bem colocadas. As fitas que Sarah Connor faz para seu filho estão presentes, e John as ouve no decorrer do filme. Outra presença genial é do bom e velho Governator que faz uma pontinha no filme, mesmo que seja por CGI (imagem gerada por computador). O ponto baixo é o uso dos outros personagens fora Marcus, John e Kyle. Nem mesmo a mulher de John, Kate Connor, teve uma participação satisfatória no filme. A história acaba girando tanto em torno destes três personagens que sentimos falta de um pouco mais de enredo.

Outro ponto que senti falta foi do bom e velho humor, marca dos filmes da série. Até em T3 tinhamos algumas tiradas engraçadas que foram completamente esquecidas neste filme e farão falta para muitos dos fãs. Faltou como um todo algumas quebras entre as cenas de ação para “descansar” o público. Existem, mas são poucas.

Resumindo: o filme é ótimo! Muito bem elaborado e realmente superior ao seu antecessor (Terminator 3). Não é nem será nenhum clássico do cinema como T1 e T2, mas T4 traz uma proposta totalmente nova a série em termos técnicos que acredito que mereça ser vista. McG fez um bom trabalho e merece o voto de confiança dos amantes da história. Terminator 4 é sem dúvidas um dos ótimos lançamentos cinematográficos deste ano.

Trailer do filme em HD legendado:

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1- Você pode utilizar de muitos recursos para assistir o filme ou esperar ele sair em DVD, mas T4 é o tipo de filme que é muito melhor se assistido em um telão. Vá por mim, você não irá se arrepender.

2- Se você quiser alguns spoilers do filme leia o texto mais que completo do Denis Pacheco no blog Goma de Mascar (tem spoilers, o clique e a leitura é por sua conta e risco e não adianta me processar depois)

3- Agradecimentos ao grande mestre Inagaki.


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