Music is Very Porreta // Os melhores discos de 2010

Depois de publicar este texto faço uma promessa a todos aqui. Nunca mais publico listas deste tipo! Dão um trabalho do cão e no final os discos acabam valendo nada pois o espaço é muito pequeno para cada um. Publicar algumas resenhas individuais é melhor, e pretendo fazer isso neste ano de 2011. Vamos a esta lista, que como sempre foge daquela normalidade de monte de nomes conhecidos que muitos de vocês estão cansados de ver. Estas são minhas recomendações para começar 2011 com tudo! E não, não tem uma ordem lógica nesta lista… só tem artista foda aí!

Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR

Sem dúvidas um dos melhores discos que tive o prazer de ouvir aí nestes últimos, sei lá… 10 anos. Uma peça de arte fantástica que mistura Heavy Metal com música folk judaica e árabe. Os toques de violino dão um tom especial a esta banda, que já tinha feito bonito com o disco “Mabool – The Story of the Three Sons of Seven” – neste caso o tamanho do nome está bastante ligado a qualidade do disco. Vocês se espantarão, sem dúvidas como eu me espantei, na capacidade do Orphaned Land de mudar dentro dos subgêneros do Metal sem variação de qualidade. O som sai do bom e velho Folk, passa para o Progressivo, corre para o Death Metal, indo para o Symphonic e tudo isso com maestria. Os caras são gênios!


The Ocean – Heliocentric / Anthropocentric

Já que a lista começou com gênios, ela prossegue com outros gênios. Os alemães do The Ocean (também conhecidos como The Ocean Collective) são gênios da fusão musical. As músicas misturam heavy metal, hardcore, progressivo, sludge, música clássica, eletrônica, rock e de tudo mais que você possa imaginar de gêneros bons, todos representados nas músicas destas duas belíssimas obras lançadas em 2010, “Heliocentric” e “Anthropocentric”. Além disso eles ainda tem a cara de pau de encher o disco deles de temas fantásticos. Como os nomes dos dois discos acima dizem, eles retratam a ciência e a humanidade em seus mais diversos níveis, além de apresentar uma clara crítica a filosofia cristã. Não há motivo para quem goste de boa música não adorar o som e o estilo desses caras.

Pain of Salvation – Road Salt One

Ok… dentro das listas temos que ter algumas bandas que não é necessário falar, como o Pain of Salvation. Road Salt One é um disco interessantíssimo por trazer um estilo bem focado no bom e velho rock. Quando o ouvi senti o gostinho do passado em cada música, algo as vezes meio anos 70, as vezes meio anos 80… mas sempre mantendo a técnica já bem conhecida de um dos grandes expoentes do progressivo.

Finntroll – Nifelvind

Não há muito o que falar do Finntroll. Quem gosta de Folk Metal sabe do que estou falando. O som característico deles, que foi incorporado na maioria dos seus discos, está aí como sempre, dando um tom as vezes sombrio, as vezes cômico nas músicas. Tem algumas músicas medianas no meio do disco, mas os singles “Solsagan” e “Under Bergets Rot” fazem valer cada segundo de audição.

Accept – Blood of the Nations

Apesar do nome ser antigo, esta é mais que uma grata surpresa de 2010. Eu não dava nada para o retorno deste artista, que basicamente (e infelizmente) morreu e quase ninguém mais (fora alguns grandes fãs) se recorda deles direito. Isso é bastante triste para um dos artistas de vanguarda no seu período. Bem, fato é que o Accept voltou e este disco é fantasticamente a cara deles, como se viesse diretamente da década de 80 em uma máquina do tempo. O poder das guitarras, a velocidade e os vocais fantásticos do vocalista que substituiu o lendário Udo Dirkschneider estão lá, outro disco que valeu muito a pena ouvir por boas horas.

Avantasia – The Wicked Symphony / Angel of Babylon

Este é, não minto, um dos meus projetos favoritos de todos os tempos. Estes dois discos tem grandes músicas e não deixam de ter um conjunto forte. Escolher um dos dois, como no caso do The Ocean, seria impossível. As grandes músicas, apesar de estarem mais concentradas no “The Wicked Symphony”, não deixam o “Angel of Babylon” como um disco secundário. São dois discos onde é muito mais bonito viajar pela história do que unicamente pelas melodias. Então pegue os dois, mantenha a sequência e curta a história.

Serj Tankian – Imperfect Harmonies

O ácido Serj Tankian entra na minha lista pela primeira vez. O seu estilo musical, totalmente “imperfeito” como o nome do disco, é uma marca registrada que as pessoas aprenderam a amar (e odiar). As músicas cheias de confusão e altos e baixos trazem letras carregadas de críticas políticas e sociais das mais pesadas. O clipe de “Left of Center” me chamou muito a atenção neste disco. E este cara sem dúvidas merece uma medalha por “melhor metida na ferida de 2010″.

Overkill – Ironbound

O disco de thrash metal do ano. Todo ano lançam pelo menos 2 ou 3 bons discos deste gênero, que agora reformulado volta a ter espaço nos EUA e reconquistar o mundo. O Overkill, para quem não conhece, é mais uma daquela dúzia de bandas de thrash da década de 80 que surgiram na mesma época que os bons e velhos Slayer, Megadeth e Anthrax. Apesar de nunca ter obtido o mesmo sucesso dos acima citados, é um artista cheio de qualidade e que voltou (espero…) pra ficar!

Meat Loaf – Hang Cool Teddy Bear

Não há muito o que dizer sobre esse cara. Meat Loaf, apesar de não ser o senhor “superfamoso milionário cheio da grana” como alguns dos seus contemporâneos, é um dos maiores artistas do Rock de todos os tempos. E o melhor de tudo: ele continua em altíssimo nível e não é um destes velhos caquéticos que precisam de uma bengala pra levantar da cadeira ou estão em estado terminal. O disco é o que é: um conjunto de ótimas músicas, muito rock, o uso inteligente dos instrumentos clássicos e a voz fantástica do Meat Loaf, nada mais.

Eluveitie – Everything Remains (As It Never Was)

Mais um representante do Folk Metal presente na minha lista. Esta é uma banda que adoro pela sua qualidade e especialmente por oferecer sempre ótimos trabalhos. Apesar do disco anterior não trazer tanto apego, em “Everything Remains” eles voltaram ao estilo mais pesado e mais amadurecido que nunca. Além da música título, outros super destaques são “Thousandfold”, “Kingdom Come Undone” e “Quoth The Raven”.

Borknagar – Universal

Este é um dos meus discos preferidos do ano, pois como sempre o Borknagar é especialista em fazer as pessoas pensarem. Unindo o bom e velho Black Metal com o estilo progressivo, eles fazem um som altamente técnico sem deixar de ser sombrio. Aliado a isto, Universal traz uma temática bastante naturalista da qual eu realmente gosto, e penso que este novo disco realmente está entre os melhores de 2010. É um “must hear” para qualquer fã do gênero.

Rotting Christ – Aealo

O Rotting Christ, para quem não conhece, é um dos grandes expoentes gregos do black/melodic/whateva metal. Não se deixem levar pelo nome do artista, as músicas deles não são totalmente baseadas em falar mal de Deus ou do Cristianismo, na verdade a temática deles é em boa parte até mais pagã do que propriamente anti-cristã. O som deles é fantástico, e em Aealo eles trazem um conjunto brilhante de músicas que francamente não me deram outra escolha senão enfiar eles pela goela abaixo deste texto. É uma mistura bastante ao estilo do Orphaned Land, só que um pouco mais crua e muito mais metal.

Nightfall – Astron Black and the Thirty Tyrants

Este é o ano do Greek Metal? Primeiro o Rotting Christ e agora o Nightfall também conquista uma posição nesta lista. Um artista que é praticamente um desconhecido fora de suas terras, o Nightfall ainda não recebeu o reconhecimento que merecia. O disco é muito bom, e traz o estilo do Rotting Christ a um nível ainda mais sombrio, sem deixar esta temática pagã grega de fora. Começando pelo nome e pela arte de capa o disco já chama a atenção, mas é pelo conteúdo que ele ganhou sua posição por aqui. Músicas como “Astron Black” (com sua ótima e misteriosa Intro) e “Ambassador of Mass” mostram bem o que estou falando.

Twinpine(s) – Niagara Falls

Interessantemente este é o único artista brasileiro que vai entrar nesta lista. Cada dia estou mais decepcionado com os rumos que o Rock e Heavy Metal estão tomando neste país, onde músicos estão mais preocupados ou em ficar enchendo o saco dos outros ou em fazer música de modinha ao invés de compor algo que valha a pena. O Indie Rock do Twinpine(s) é diferente de toda esta produção nacional, não vou me alongar muito aqui sobre eles, mas posso dizer que eles merecem uma audição que seja, e comprovo isso colocando a música abaixo:

Arcade Fire – Suburbs

O melhor disco do rock alternativo do ano, o Arcade Fire é mais um daqueles artistas relativamente novos que surgem praticamente todo ano na cena inglesa do rock. Mas, diferente da maioria que vem e vai como o vento atravessa a planície, este aqui mostrou que é um artista de respeito, qualidade e criatividade, além de mostrar que dura mais do que um disco (que é basicamente a duração de 90% das bandas da cena atual). Suburbs é um disco de rock alternativo, com belas melodias em piano e com letras bastante  intimistas.

Manic Street Preachers – Postcards From a Young Man

Este é sem dúvidas o segundo melhor disco rock alternativo do ano (depois do Arcade Fire, foi mal). O som deles é um pouco mais rock que o do Arcade Fire, mais pesadinho, mas sem fugir do mesmo estilo e pegada do bom e velho rock britânico que aprendemos a adorar. Neste caso o melhor, como sempre, é apenas ouvir o que eles tem a “dizer”:

Belle and Sebastian – Write About Love

Esta é realmente uma das poucas bandas que hoje eu posso considerar realmente como Indie Rock, obviamente puxando indie na verdadeira etimologia da palavra. Apesar de termos uma enorme fila de artistas que se consideram independentes, são poucos mesmo que merecem ostentar este título por não se limitarem ao sistema da indústria, e um deles é o Belle and Sebastian. O sentimento que eles colocam nas músicas é algo que realmente chama a atenção e torna o som deles tão especial, sem esquecer de suas origens e dos fãs.

Pathfinder – Beyond The Space, Beyond The Time

Este é realmente um debut, primeiro álbum deste grupo de poloneses de symphonic heavy metal. Apesar de pegarem um estilo já meio batido (onde de tudo um pouco já foi feito), eles demonstram fôlego e vontade de criar músicas extremamente técnicas e com uma sonoridade especial. A música que mais me chamou a atenção foi “Pathway To The Moon”, baseada em Moonlight Sonata. Para um disco de estreia ele é fantástico, e me faz esperar por mais deste grupo que começou com o pé direito.

Kiuas – Lustdriven

E para finalizar aqui mais um artista que entra no grupo dos “injustiçados”. Estes finlandeses são extremamente técnicos e produzem uma fusão da música mais melódica do power/melodic metal com gêneros mais pesados como o thrash metal. Eu ouvi falar deles algumas poucas vezes, mas antes do lançamento deste disco eu nunca havia tido o prazer de ouvir o som deles. Posso dizer que perdi bastante, é uma banda realmente muito boa e que honra seu país. Vale a pena ouvir.


***
1- Gostaria de demonstrar aqui toda minha raiva com o WordPress. Some tag, some vídeo, some tudo! @(&#(!*@#&(#&@&#@#(
2- Tenho umas ideias legais para uma série de posts aqui, só preciso falar com o Pedro. Cadê tu, ó Pedro?


Crônicas do Cotidiano , Music is Very Porreta // Take Me Down to The Paradise City

Where the grass is green and the girls are pretty

É com um prazer quase sexual que inicio esse que com certeza será uma seção de sucesso, Coisas Que Marcaram Minha Adolescência não vem para substituir a já conhecida Coisas Que Marcaram Minha Infância, vem para complementar e para que quando eu estiver morrendo a seção se torne Coisas Que Marcaram a Minha Vida. De qualquer forma, esse não era o post inicial da seção, mas tive que mudar os planos depois de ontem.

Ontem meu caro leitor, ou minha cara leitora, eu assisti ao melhor show da minha vida. E olha que eu já fui em um bocado de shows. Ontem eu vi dois Deuses da minha adolescência em ação. Sim, realizei um sonho antigo e me senti por 3 horas um moleque de 16 anos que queria explodir o mundo.

Ontem eu vi Sebastian Bach cantando 18 and Life.

Ontem eu vi Axl Rose tocando piano e cantando November Rain.

Ontem eu fui um adolescente. Ontem eu vivi algo que estará para sempre gravado na minha memória.

Ontem, FOI FODA!

Qual a característica essencial e obrigatória em todo adolescente? Não sei você, mas eu tenho quase certeza de que é o fanatismo. Fanatismo louco mesmo, cego, xiita e absurdamente louco. Um adolescente não gosta ou desgosta de alguma coisa, um adolescente é FANÁTICOLOUCOMALUCOPUTAQUEOPARIU com alguma coisa ou ele odeia da forma mais agressiva. 8 ou 80 é a maior marca de um adolescente.

Eu – e todos que passaram por essa fase – tinha um problema sério em relação a música, erámos fanáticos demais. O que era bom era foda e o que era ruim merecia um rage instantâneo, com a boca espumando. Isso é claro com quem gostava do bom e velho Rock N` Roll, nunca ouvi sobre ninguém fanático com… sei lá.. Exaltasamba na época de adolescente. Eu era assim, e amava Hard Rock. O vocalista geralmente era aquele cara que você sempre sonhou ser – bonito, comedor e rockstar – e o guitarrista fazia aqueles riffs que você ficava alucinado, além de quê uma Gibson Les Paul deixa qualquer um bonito.

Ontem eu presenciei, como já disse, dois Deuses do Hard Rock. O primeiro deles, Sebastian Bach.

*ok, eu também acho o Sebastian Bach uma menina. Mas é uma menina foda.

Um amigo até me contou uma história engraçada sobre ele, disse que quando tinha uns 11 anos de idade, entrou no quarto da prima, viu um poster do Skid Row e disse: “Nó, que minina gata!”

Parando com a zuação, vamos ao show.

Eu e meu velho companheiro de shows, bebedeiras e fossa @caioabbath fomos de carro até o Mineirinho para começar toda a via sacra que é ir a um show de rock: Cerveja, sanduíche de pernil, cerveja, um ou outro conhecido, amigos, cerveja, falar mal do som no Mineirinho, cerveja, fila, cerveja e entrada. Felizes da vida, entramos na arquibancada e fomos até o meio, pegar o palco de frente.

Foi o destino que fez com que entrássemos 5 minutos antes de começar o show do Sebastian, ficamos por ali mesmo. Sim, o som estava uma merda, mas de qualquer forma, ele estava tocando as músicas da carreira solo que sinto muito Sr. Bach eu não estava nem um pouco interessado, queria ser adolescente.

O show foi mais ou menos assim: não-sei, não-quero-saber, tão-tá-bom, tá-legal, já-pode-tocar-uma-clássica-em, 18 and Life, whatever, In a Darked Room (pra mim a música ícone do Hard Rock, que refrão meu deus, que refrão!), sei-lá, beleza, Monkey and Business, Essa-Eu-Não-Lembro-O-Nome-mas-Era-do-Skid, qualquer uma, I Remember You. Eu costumo dizer que para um show ser perfeito você é obrigado a sair dele e dizer que faltou pelo menos uma música. Faltou Wasted Time.

Mas Pedro, teve um tanto de música que você nem conhece, o som tava ruim e mesmo assim o show foi perfeito? WTF?

Olha, as músicas whatever dele, eu usei para conversar, beber, tirar foto, beber, e principalmente curtir o momento. Além é claro de reparar que mesmo com quase 42 anos, continua praticamente com a mesma aparência dos bons tempos. E o cara, além de ser um puta vocalista, é simpático pra caramba, uma presença de palco ABSURDA, e sabe fazer um show de abertura como ninguém. Sempre empolgando a galera falando do Guns que viria logo em seguida.

Foi fantástico.

Olha, eu achei tão bom, mas tão bom o show, que realmente acreditei que sairia de lá falando que o show de abertura foi melhor que o show principal. Aqui eu devo falar, que o palco, apesar de ter três decks e tal, acabava no paninho característicos de shows merdas em BH. Achei que o Guns seria assim também… uns paninhos ali e nada mais.

E assim como fez com um bando de críticos e com um BANDO de gente que deu de blasé, dizendo que não ia porque era fim de carreira, que o Mineirinho é merda demais (é bem merda mesmo), que o Axl não consegue mais cantar e blá blá blá. Axl Rose chutou bundas no Mineirinho. Axl Rose chutou muitas bundas cara.

NINGUÉM! MAS NINGUÉM esperava aquilo.

Ninguém esperava um palco completo com tudo, mas TUDO, que o bom e velho Hard Rock tem direito; viadagens mil, escadinhas, telonas, fogo subindo, fogo descendo, e claro, explosões… MUITAS explosões. Maluco, imagina um lugar todo fechado e um monte de bomba estourando lá, pois era assim que a gente se sentia quando explodia a parada. Falando em telões, amigo… sério, NUNCA NA MINHA VIDA eu tinha visto show com telões como aqueles. Imagem em HD, imagem ABSURDA, tomadas de gravação de DVD, parada profissional.

Foi um show de gente grande. Foi um show de uma “banda” de proporções inacreditáveis. Acho que pela primeira vez, eu realmente posso dizer que vi um show que tranquilamente eu veria sentado na minha sala com um Blu-Ray, no quesito de imagens, produção e tal. Talvez a galera teria que acertar algumas coisas no som. Mas de qualquer modo, foi uma sucessão incrível de explosão de cabeça. E fiquei assim, por saber que nem todas as bandas trazem a produção toda para alguns países, e menos bandas ainda fazem isso em Belo Horizonte.

O show do Guns N`Roses ontem foi ÉPICO.

Obviamente, Titio Axl não ia deixar barato e nos fez pagar um preço caríssimo por tudo isso e nem foi o preço salgado do ingresso. Foram as músicas do CD novo, Chinese Democracy, (CD que eu fiz um review favorável, guardadas as devidas proporções)o preço alto a se pagar e de quebra Titio Axl nos fez engolir seus 89 guitarristas fazendo cada um seu solo. Em alguns momentos eu realmente achei que ele ia perder o público. Mas ele é o Axl Rose né amigo.

E depois de entrar com a música Chinese Democracy ele já me fez ficar surdo por causa dos gritos enlouquecidos de todo mundo somente dizendo as palavras mágicas da introdução de Welcome to The Jungle. Aquele grito de que eu estava na selva, e de que eu iria morrer, ecoou na minha cabeça por anos e anos, e eu estava ali ouvindo aquele cara gritar do mesmo jeito na minha frente. Eu só não chorei porque estava ocupado demais berrando a letra da música e fazendo aquela dancinha by Axl.

Pelo menos, os solos intermináveis dos guitarristas – eu entendi o recado Tio Axl, você tem 3 ótimos guitarristas, que fazem e acontecem, tocam absurdamente bem, mas juntos estão longe de representar e de ser o que o Slash é – e as músicas do CD novo – em que Titio Axl se esforçava como um maluco e fazia de tudo para nos fazer acreditar ou até mesmo para ele próprio acreditar que eram demais – serviram para eu descansar.

Tirando isso, teve tudo o que temos direito. Menos é claro, a famosa música que falta, que nesse caso para mim foram duas; Estranged e Patience. Eu sei que eu liguei pra Deus e o mundo, acabei com meus créditos ligando pra Naya e gravando 3 minutos de November Rain que eu admito, fiquei com olhos marejados. Teve apitinho em Paradise City, música que fechou o espetáculo, com chuva de papel picado, fogo, explosão pra caralho, mais fogo e gritos. Teve Batendo na Porta do Céu, com Tio Axl conversando com a galera dizendo que estava de ressaca e que life is good.

Olha, foi lindo. Apesar das críticas que fiz, foi o melhor show que vi na vida.

E lembrando dos shows que eu fui, eu sou tão forte com o tal do Murphy, que os dois melhores shows que fui na vida, foram exatamente no maldito Mineirinho: Silverchair e Guns N`Roses.

***

1 – Hoje foi um dia tenso. Muito tenso.

2 – Dois posts em 4 dias. Tô demais em?

3 – Tem que ter um número 3.


Music is Very Porreta // Rock: Os 10 melhores álbuns do ano de 2009

Esse é um momento bem legal do ano, quando você reúne todas as tranqueiras que ouviu e resolve fazer as famigeradas listinhas que muitos amam e o resto do mundo odeia. Depois de ouvir quase 20 mil faixas este ano de acordo com meu contador da Last.fm, entre estas ouvi pelo menos uns 300 álbuns novos (não contei e nem pretendo contar, principalmente porque meu PC de casa está o pó).

Sem mais delongas, dividi a lista em duas partes: Rock e Metal, só pra não misturar as coisas. Vamos aos melhores álbuns de rock de 2009:

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1. Alice in Chains – Black Gives Way to Blue

Esse é o tipo de álbum que quando você ouve logo pensa: que gostoso! Puts, é um som fantástico, cheio de emoção do início ao fim, as músicas são ótimas, não cansam e tem a cara do bom e velho grupo de roqueiros (metaleiros?) durante a década de 90. William DuVall, novo vocalista do grupo, é ótimo. Layne Staley morreu, mas o seu espírito e sua música ainda vivem no Alice in Chains. Destaque para as fantásticas “Check my Brain” e “A Looking in View”, duas super músicas de um álbum genial do início ao fim e por isso fica com a posição número 1 desta lista.

Check my Brain

A Looking in View

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2. Guilt Machine – On This Perfect Day

Mais um trabalho genial do grande compositor Arjen Lucassen (Ayreon, Ambeon, Stream of Passion, Star One, só essa frase já caracteriza todo o potencial presente em “On This Perfect Day”. É um álbum sombrio, bastante intenso, com um vocalista fantástico e com letras marcantes, além da cara do progressivo, possuindo apenas 6 músicas (4 delas com mais de 10 minutos de duração). Não sei se estou exagerando muito, mas depois de “The Human Equation” esse pode ser considerado o trabalho mais arrojado do mestre holandês, que desta vez saiu um pouco das variáveis do Ayreon e pisou em um novo solo, garantindo assim a segunda posição.

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Perfection?

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3. Europe – Last Look At Eden

Outra obra fantástica de um grande grupo que fez sucesso no passado. O Europe será eternamente conhecido pelo sucesso “The Final Countdown” do álbum de 1986, mas “Last Look At Eden ajudou a botar um pouco mais de lenha na fogueira e fazer os fãs do hard rock verem que ainda podem sair músicas de sucesso deste grupo de suecos. Um dos pontos positivos deste álbum é que ele é muito completo, passando pela sinfônica e cheia de poder “Last Look at Eden”, pelo som leve da balada “New Love in Town” e cheio do puro hard rock em músicas como “U Devil U” e “Mojito Girl”.

New Love in Town

U Devil U

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4. Ace Frehley – Anomaly

Muitos já tinham até mesmo esquecido de Ace Frehley, não da história no Kiss, mas sim de sua capacidade em compor álbuns. O novo álbum do Space Ace, “Anomaly”, é algo bastante diferente que não lembra em quase nada as músicas do Kiss. Em um som cheio de variantes, Ace compôs uma obra fantástica cheia de músicas que lembram o bom e velho rock dos anos 70. Músicas como “Fox on The Run”, “Outer Space” e “Foxy & Free” tem todo um toque especial. Se você não ouviu, vale a pena conferir!

Fox on the Run

Foxy & Free

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5. Anneke van Giersbergen & Agua de Annique – In Your Room

Muitas pessoas pensaram que a talentosa vocalista Anneke van Giersbergen nunca faria sucesso fora do The Gathering, mas desde que ela entrou no Agua de Annique até agora não decepcionou nem um pouco. Primeiro foi com “Air” (2007) e neste ano que passou ela trouxe três ótimos trabalhos: o álbum acústico “Pure Air”, o álbum “In Parallel” em parceria com o vocalista Danny Cavanagh do Anathema e “In Your Room”, acima citado.
O álbum é uma bela peça do rock independente, com músicas que são totalmente a cara da meiga vocalista, como “Hey Okay”, “I Want” e “Pearly”.

Hey Okay!

Wonder

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6. Pearl Jam – Backspacer

É Pearl Jam! Preciso dizer algo? O álbum é muito bom, ao começar por esta capa cheia de desenhos. As músicas estão bastante interessantes com a boa e velha marca registrada do grupo. Como sou fã de algumas músicas do Pearl Jam e considero eles uma das melhores bandas de rock ainda atuante, “Backspacer” não poderia mesmo ficar de fora. Confira por si mesmo.

The Fixer

Just Breathe

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7. Wolfmother – Cosmic Egg

Wolfmother! Cosmic Egg! Uma arte de capa bem doida e uma música de ótima qualidade. Este eu não vou comentar, deixarei o Pedrão explicar para vocês o segundo álbum do Wolfmother.

California Queen

New Moon Rising

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8. Trans-siberian Orchestra – Night Castle

Álbuns como o “Night Castle” sempre me enchem de orgulho. Adoro sinfonias, orquestrações e óperas, se unidas ao rock ou metal conseguem ficar melhores ainda! Este álbum não é uma obra prima, muito menos está perto dos melhores álbuns do Trans-siberian Orchestra, mas algumas músicas no meio das 26 que formam este álbum duplo. Nele você encontra todas as boas e velhas características deste tipo de álbuns: músicas orquestrais fantásticas como “Night Enchanted”, o bom e velho hard rock em músicas como “Sparks”, ótimos remakes de músicas clássicas como “The Mountain” e tantas outras.

Sparks

Nutrocker

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9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Neste ano tivemos a criação de dois novos supergrupos. Enquanto considero o álbum do Chickenfoot um fracasso – não necessariamente pelo som do álbum, mas sim pelas expectativas que foram criadas em torno de um grupo que prometeu revoluções e maravilhas mas trouxe mais do mesmo – tivemos o Them Crooked Vultures, que veio com mais calma, não vendeu milagres e trouxe um som bem característico do rock. Formado por Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grohl (Foo Fighters) e o lendário baixista John Paul Jones (Led Zeppelin), o grupo não decepcionou e trouxe alguns bons sucessos como “New Fang” e “Dead End Friends”. Só pelos nomes citados este álbum já merece fazer parte da sua playlist, nada mais a dizer.

New Fang

Dead End Friends

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10. Kiss – Sonic Boom

Acredito que boa parte de vocês pensou que eles nunca mais lançariam alguma coisa nova e viveriam de passado – bem, muitas bandas famosas andam fazendo isto e tendo ótimo sucesso, cof cof… Rolling Stones… cof cof…
Bem, “Sonic Boom” foi lançado e se mostrou um álbum legal e com a marca registrada do Kiss. Algumas músicas como “Modern Day Delilah” são muito boas, outras infelizmente acabaram deixando a deseja, mas ele vale apena ser ouvido e experimentado.

Modern Day Delilah

Russian Roulette

***

1- Parabéns aos novos integrantes desta bagaça, espero que vocês sobrevivam a primeira semana de torturas.

2- Como sou fã do Blind Guardian, confira as verdades sobre Hansi Kürsch.

3- Em breve a outra lista.

1. Alice in Chains – Black Gives Way To Blue (EUA) (???) – 9

2. Guilt Machine – On This Perfect Day (Holanda) (Prog) – 9

3. Europe – Last Look At Eden (Suécia) (Hard) – 9

4. Ace Frehley – Anomaly (EUA) (Rock) – 9

5. Trans-siberian Orchestra – Night Castle (EUA) (Sym) – 9

6. Kiss – Sonic Boom (EUA) (Hard) – 9

7. Anneke van Giersbergen and Agua de Annique – In Your Room (Holanda) (Indie) – 9

8. Pearl Jam – Backspacer – 8

9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures – 8

10. Wolfmother – Cosmic Egg – 8


Music is Very Porreta // Músicas de Heavy Metal para curtir o natal

Ah, o natal… uma época de paz, amor, fraternidade, porrada, chute na testa e soco na cara. Bem, o natal é uma data que tem um tanto de falsidade e união, dependendo do lado que se olha.

Porém, independente da maneira que se veja a data, não podemos simplesmente ignorá-la ou deixá-la para lá. Não importa a sua religião, se você vive em um país cristão como o Brasil você terá que conviver com todos aqueles enfeites, árvores, compras, gorrinhos vermelhos e outras coisas ridículas que você só faz no natal, como comer uva passa (ARGH!).

Não vim falar de hábitos bizarros de natal (mas hein, daria um bom post, pensarei nisto), mas sim de grandes lançamentos deste ano que tem tudo a ver com esta data.

Um dos grandes problemas do natal é a chatice das músicas. Oh fuck… quem diabos ainda suporta músicas de natal? Dingle Bell… Dingle Bell… acabou o papel… Fala sério, essas músicas enchem o saco! São tocadas na TV, no rádio, nas casas dos parentes, vizinhos… diabos!

Por isso, trouxe aqui uma listinha básica com três lançamentos para você curtir um natal muito mais headbanger e rock and roll da sua casa.

Halford – Winter Songs

Halford 3 Winter Songs Cover ArtSe eu precisar dizer aqui quem é Rob Halford para um fã de heavy metal, então por favor deixe já este texto e não volte mais aqui! Você não é tru o bastante para partilhar do poder do Metal God.

Falando sério, quem esperaria que Rob Halford criaria um álbum com músicas de natal? Estranho mas ao mesmo tempo fantástico, só isso que posso dizer sobre o “Winter Songs”.

Músicas natalinas como “Oh Holy Night” e “Christmas for Everyone” ganham um tratamento especial com o super vocal de Halford e as guitarras e Roy Z (mais conhecido pelos álbuns que gravou com Bruce Dickinson) e “Metal” Mike Chlasciak. Tirando a calmaria daquelas músicas chatas de natal e trazendo um pouco de heavy metal para a data, esse álbum é um essencial de todos os amantes do estilo, em especial os fãs do Judas.

Trans-siberian Orchestra – Night Castle

wallpaper_night_castle_1280Eu sou fã do trabalho de Paul O’Neill. O cara é um mestre desde a época do Savatage, com músicas com conteúdo e também bastante fortes na melodia. Eu adoro o álbum “Beethoven’s Last Nightmare”e achei também ótimo este novo álbum, “Night Castle”.

Diretamente não tem nada a ver com o Natal, sem aquelas músicas e historinhas relacionadas à data. Mesmo assim é um álbum fantástico, e o fato do grupo tocar durante a época festiva somente reforça que ele deve estar aqui.

Destaco aqui as músicas “Night Enchanted”, “The Mountain” e “Nutrocker” com ótimas melodias e as músicas “The Safest Way Into Tomorrow” e “Believe” – uma homenagem ao Savatage, essa música é original do álbum “Streets” – pelas ótimas letras.

Austrian Death Machine – A Very Brutal Christmas (EP)

3653_01_24_2009_4_20_05_austriandeathmachine2Quando eu vi a capa do primeiro álbum do Austrian Death Machine, “Total Brutal”, achei que ela se parecia muito com alguém bastante conhecido…

Sim, isso mesmo! É o Arnold Schwarchsuahduas, Tio Arnie, Governator, que seja! A banda é uma paródia e tributo ao ator e governador da Califórnia. Projeto criado pelo vocalista do As I Lay Dying, as músicas do ADM – não confundir com Administração – são todas feitas baseadas em citações de Arnold em seus filmes.

No “A Very Brutal Christmas”, o grupo fez um cover da famosa música “Jingle Bells” de uma maneira um pouco… hum… diferente, ouçam aí.

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1- No Pipoca de Bits: Quando o Photoshop é usado direito.

2- No Lista 10: Top 10 fotos sobre o Natal.

3- Um feliz natal a todos!


Music is Very Porreta // 10 músicas para você curtir o Halloween

Halloween

A combinação do Halloween e o heavy metal é um belo casamento feito no inferno. Desde o início do século XX, uma indústria inteira foi construída em torno da data de 31 de outubro. Quer se trate de livros, filmes, a indústria milionária de fantasias, o Halloween fez um monte de pessoas ricas. Os músicos acharam infinitas inspirações na imagem sombria desta data, e lendas e alguns dos maiores artistas do heavy metal também não ficaram de fora.

Para ajudar na celebração desta data, o site Noisecreep colocou no ar uma lista de 10 músicas de metal para o Halloween que eu assino embaixo! Confira:

HELLOWEEN – “Halloween” do “Keepers of the Seven Keys, Pt. One” (1987)

O quinteto alemão é uma das bandas mais adoradas do gênero. A saga do “Keeper of the Seven Keys” fez deles uma das maiores bandas de power metal de todos os tempos. Inspirado por músicas como “Rime of the Ancient Mariner” do Iron Maiden, o Helloween escreveu essa música de 13 minutos. Apesar de ser um clichê para um jornalista de rock, a palavra “épico” se encaixa perfeitamente na música. Os vocais de Michael Kiske são a cereja do bolo, mas o time de guitarras formado por Kai Hansen e Michael Weikarth são os heróis desta canção.

THE MISFITS – “Halloween” do single “Halloween” (1981)

Ok, o Misfits não é exatamente metal, mas a influência desta banda em grupos como o Metallica não pode ser negada. No dia do Halloween em 1981, o grupo lançou o single “Halloween” e a música teve uma vida longa e ilustre na coleção de discos de muitos músicos. Há algo positivamente assustador nos vocais de Glenn Danzig e nos riffs de guitarra de Bobby Steele. Essa música ainda merece um espaço dentre os clássicos do 31 de outubro.

KING DIAMOND – “Halloween” do “Fatal Portrait” (1986)

Tudo em Kim Petersen cheira a esta data. Mais conhecido por King Diamond, o Halloween é o pano de fundo perfeito para o metal deste dinamarquês. “Halloween” é parte do primeiro álbum solo do vocalista do Mercyful Fate, “Fatal Portrait”. Ela tem um pouco de hard rock nos vocais contagiantes e no ritmo, mas a letra é o que coloca esta música na lista. A aberta com a frase “Every night to me is Halloween” (Toda noite para mim é Halloween) diz tudo, e se você conhece a extensa discografia de King você sabe o que ele quis dizer com isso.

ENTOMBED – “Left Hand Path” do “Left Hand Path” (1990)

No início da década de 90, Uffe Cederlund e Alex Hellid eram como KK Downing e Glenn Tipton do death metal. O jovem dueto de guitarristas do Entombed trouxe um maligno riff atrás do outro. “Left Hand Path”, a música de abertura do álbum de estreia com o mesmo nome, introduziu boa parte do mundo do metal ao death metal. A primeira metade da canção serviu de modelo para grande parte da cena do metal sueco durante os anos que se seguiram, mas é o final da música que fez com que ela entrasse na nossa lista. Na marca de 3:38, a canção se rompe e um coro de gritos maníacos, e isso é apenas o começo das coisas boas! Alguns segundos depois a banda entra no tema do filme cult de terror “Phantasm” de Fred Myrow. Escutar as guitarras de Cederlund e Hellid durante o refrão é um prazer puramente assustador.

ALICE COOPER – “Welcome to My Nightmare” do “Welcome to My Nightmare” (1975)

Para alguns dos leitores mais jovens, Alice Cooper pode ser apenas um cara velho que joga golfe e “era cantor ou algo do tipo”. Apesar do nativo de Detroit ter atenuado sua imagem pública nos últimos anos, você não deve subestimar o trabalho de Cooper na década de 70. Álbuns como “Killer” e “Billion Dollar Babies” ajudaram a dar nascimento a um estilo de rock que seria adotado por incontáveis bandas em torno do globo. A música título do “Welcome to My Nightmare” é cinemática em sua produção, letras e vocais. Ela é como uma versão de áudio de 5 minutos de um daqueles filmes clássicos de horror do Reino Unido. Golfe ou não, essa música ainda provoca arrepios!

BLACK SABBATH – “Black Sabbath” do “Black Sabbath” (1970)

Em três notas simples, Tony Iommi criou algo mais assustador do que qualquer coisa que George Romero ou Thomas Harris jamais inventaram.

SLAYER – “Dead Skin Mask” do “Seasons in the Abyss” (1990)

O serial killer Ed Gein foi a inspiração de incontáveis filmes, livros e programas de televisão. Já foi dito que os ícones Norman Bates e Leatherface foram baseados nesse infame maníaco real. Durante os anos, o medonho assassino também alimentou o trabalho de muitas bandas de metal. De todos os artistas do mundo que se influenciaram na história dele, “Dead Skin Mask” do SLAYER é a que chega mais próxima da mística mortal de Gein. Os riffs de guitarra na introdução dão o tom e os vocais quase monótonos de Tom Araya selam o acordo, mas há uma outra seção na canção que leva ela a um novo nível de depravação. Até a conclusão da música, a voz de uma garotinha aparece do nada pedindo por misericórdia. Aqui estamos há quase 20 anos e “Dead Skin Mask” ainda soa descomunal tanto quando ela apareceu pela primeira vez na loja de discos local.

DIMMU BORGIR – “Progenies of the Great Apocalypse” do “Death Cult Armageddon” (2003)

Os vocais de Shagrath nesta música soam como se sua garganta estivesse sendo cortada por um milhão de bisturis enferrujados, mesmo assim ainda há uma beleza ímpar na maneira que eles vem juntos da instrumentação maligna da banda. “Progenies of the Great Apocalypse” é uma grande peça do black metal sinfônico e deve estar em qualquer playlist do Halloween.

IRON MAIDEN – “Fear of the Dark” do “Fear of the Dark” (1992)

Ninguém poderia compor uma canção de metal como Steve Harris. O baixista e principal compositor do Iron Maiden foi responsável por sagas essenciais como “Seventh Son of a Seventh Son”, “Sign of the Cross” e a já mencionada “Rime of the Ancient Mariner”. Esta música, do álbum de 1992 do Maiden com o mesmo nome, é um dos momentos mais sinistros dos robustos ingleses. Com 7 minutos, “Fear of the Dark” se tornou um dos pontos altos dos shows ao vivo da banda nos últimos anos.

MORBID ANGEL – “God of Emptiness” do “Covenant” (1993)

Os tons de guitarra de Trey Azagthoth poderiam fazer ele estrear seu próprio filme de horror. A dissonância tensa e assombrosa sempre foi um dos focos dos lançamentos do Morbid Angel. Em “Gof of Emptiness”, o riff principal de Azagthoth soou como um gárgula rastejante, enquanto os vocais de David Vincent evocam imagens de terror e sofrimento. Eles certamente fizeram seus nomes por causa do material rápido, mas essa música lenta é o single mais macabro do grupo.

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1- Baseado neste artigo do site Noise Creep.

2- Estarei cubrindo os shows do Dragonforce no dia 8 de novembro e do Korpiklaani no dia 15 de novembro pelo Whiplash!

3- O show do Stratovarius foi ótimo! Quem não foi perdeu um dos melhores shows do ano. Vejam a resenha aqui.


Music is Very Porreta // As 10 capas mais de “macho” de todos os tempos

O mundo do Heavy Metal é algo fantástico, principalmente pela diversidade de música que você pode encontrar. Tem gosto pra tudo nessa vida, desde os malvadões do black shit metal até o poder do bom e velho metal britânico. Tem as músicas feitas para moças – não que você precise ser uma moça para escutar esse tipo de música – e tem a música feita para os machões marombados e beijadores de bíceps. É sobre essa música de machões que vamos falar agora, com essa lista das 10 capas de álbum mais de macho de todos os tempos do metal, ou também conhecido como “momento vergonha alheia” de um dos maiores estilos musicais de todos os tempos.

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10. Turisas – “Rasputin” (2007)
Os caras finlandeses com peles e pinturas de guerra, espadas e raiva saindo de, estranhamente, uma bola de discoteca. Espere, o que? A imagem é muito mais do que sabemos, mas como uma bola de discoteca foi parar na imagem ou título de “Rasputin”? Inicialmente, pensamos que o Turisas teria feito algum cover de “Hot Stuff” ou “I Will Survive”. Não, eles apenas estavam mal vestidos e sem nenhuma ideia.

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9. Raven – “The Pack is Back” (1986)
Esses são os “roqueiros atléticos”. O Raven nunca foi muito bom com na hora de fazer capas de álbuns. Eu disse nunca? “The Pack is Back” evidentemente foi a melhor tentativa de fazer o grupo parecer “atlético”. Uma tentativa de competir com outras bandas em vários esportes (e notavelmente pouco sucedidos). Bem, caras, sem músculos, posições de poder e botas do Village People não parecem exatamente fortes, mas, ei, nós perdoamos. É a ideia que conta.

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8. Lost Horizon – “Awakening the World” (2001)
A banda sueca Lost Horizon, também conhecida como o “HammerFall killer” em alguns círculos seletos – muito bem seletos como vocês podem ver na imagem acima – veio para fora dos portões com um álbum flamejante. A arte tão ruim do álbum não poderia sequer se comparar à música. Eles tem os abdomens e os biceps para lutar no óleo com o Manowar, mas o resto da capa do álbum é um mistério. Homens Rato, Homens Porco, Homens Abutre em aparentes posições de poder e influência. É difícil de entender mesmo…

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7. MAJESTY – “Sword & Sorcery” (2002)
O Majesty, garotos da casa, agora conhecidos sob o nome pouco inspirado de Metalforce, tem todo o estilo D&D/Manowar. Guerreiros, triunfando em todo seu caminho, usando um machado duplo e um escudo (para realismo, sem dúvidas). Mas olhe, guerreiro! Há um exército de malvadões com chifres vindo por trás de você. Eles querem sua cuequinha de peles e suas botinhas super fashion! Não importa. O guerreiro irá quebrar eles todos.

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6. AMON AMARTH – “The Crusher” (2001)
Falando em quebradores… a banda sueca Amon Amarth fez um álbum intitulado “The Crusher”. Com uma versão legal de Mario do Super Mario Bros., o terceiro álbum do Amon Marth é um para ficar pelas eras. Mas nós não podemos dizer se é Mario o Armeiro, ou Mito Nórdico Mario, ou o que seja. Provavelmente tudo junto. O sucessor de “The Crusher” seria “Versus The World”, outro álbum com um grande desenho armado olhando para cima e pronto para conquistar o mundo. Sucesso épico!! Além disso, essa é uma prova de que nem as bandas de Folk estão livres de algumas escorregadas…

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5. The Gates of Slumber – “Conqueror” (2008)
Ok, aqui vamos nós. Os caras do The Gates of Slumber não tem físico de praia. Então, o que falta neles no departamento de “corpo de praia” sobra em riffs barbados. E na arte do álbum também. Um guerreiro estilo Conan no meio, braços abertos, uma espada cheia de sangue em uma mão e a cabeça de uma vítima na outra. Encantador! Então há uma moça pelada nos seus pés. Duplamente encantador! O cinto com uma caveira enorme do Danzig também não poderia ficar de fora.

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4. Accept – “Balls to the Wall” (1984)
Essa capa emana na maioria dos metaleiros. Mas o  que isso significa? O que o Accept estava tentando comunicar aqui? Eu deveria me sentir um pouco desconfortável quando olho a perna tensa cabeluda e suada deste cara? Por que ele está segurando uma bola? Que tipo de bola é? Parece dura. Como eu sei disso? Bem, as veias do cara estão saltando. Não a veia principal (obrigado a Thor em seu fio-dental!), mas as veias da sua mão. Todos esses anos e nós ainda não chegamos em uma conclusão. E, sim, até agora estamos um pouco desconfortáveis.

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3. MANOWAR – “Warriors of the World” (2002)
Qual lista de capas de “macho” estaria completa sem o Manowar? Nenhuma! Em 3º está “Warriors of the World”. Material típico do Manowar, realmente. Um guerreiro musculoso, espada na mão (abdomen tipo tanquinho), grande bandeira dos EUA na outra, vindo de uma caverna estilo Flautista de Hamelin. Sua comitiva? Um monte de homens com os peitos de fora segurando bandeiras de vários outros países, trazendo seus poderes de macho conquistadores. Mas espere. Onde está a cabeça dele? Parece que o preço pago pela arte foi um pouco baixo.

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2. Virgin Steele – “Noble Savage” (1984)
O Virgin Steele é bem conhecido por ter pego a mesma estrada do Manowar. Um cara menos corpulento e forte do que o do Manowar, mais brando, porém atlético (o Raven arranca os corações fora). O Virgin Steele é menos Conan do que seus mestres. O “Noble Savage” se adapta bem. Um céu flamejante, abdomen coberto, usando espada, um guerreiro quase nu com seu punho para o alto sinalizando para uma águia ou falcão para termos certeza que é tudo o que precisamos depois de todas essas capas com os homens fortões. Acabamos de dizer que precisavamos de um abdomen coberto, cara quase nu? Acho que sim.

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1. Manowar – “Anthology” (1994)
Realmente, esta lista completa poderia ser de capas do Manowar. Apesar disso, essa pobre capa de álbum é a capa mais de macho de todas, e o Manowar é tão fodão nessa arte que consegue levar o primeiro e terceiro lugar. Quatro caras musculosos, salvadores do metal cheios de óleo são tão metal que eu não sei nem por onde começar. Vamos tentar mesmo assim. Joey DeMaio tem uma espécie de imã para garotas ali. Suas pernas italianas ultra cabeludas cheiram como o calçadão. Realmente, estamos imaginando onde comprar um par dessas botas brancas de pele?

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1- Links? Isso não te pertence maaaaaais. Tenho nem ideia do que botar aqui.

2- O novo álbum do Epica está fantástico, confira aqui o novo videoclipe. Simone Simons gostosa, linda, maravilhosa!!!!

3- Ah sim! Dia 20 de Outubro estarei no show do Stratovarius de grátis cobrindo para o Whiplash. Alguém aí vai?


Music is Very Porreta // Oito Músicas que a web trouxe de volta

Atualmente é interessante como a internet abre o baú. Este monte de memes, blogs, Twitter revelam sempre algumas pérolas antigas e fazem com que, num piscar de olhos, elas passem a ser novamente interessantes e legais. Com a música também não é nada diferente. Hoje um vídeo da década de 70 colocado no YouTube pode alcançar um novo sucesso quando cai nas mãos do público.

Beatles – “All My Loving”

Essa maravilha que você está ouvindo na voz – no caso, nas vozes – dessa loirinha de nome quase brasileiro, na verdade a origem é portuguesa, já foi vista por mais de 600 mil pessoas no YouTube. Julia Nunes, de 20 anos,  é uma cantora americana de Fairport, Nova York que faz um sucesso incrível no YT com vários vídeos em que ela faz covers de grandes clássicos – “You’re My Best Friend”, “It’s The End of The World as We Know”, e outros – além é claro de tocar músicas próprias que fazem ainda mais sucesso que seus covers. Para você ter uma ideia esse vídeo da música dos Beatles com ukulele (o cavaquinho havaiano) aparece antes do original no YouTube. Ela é loirinha, linda, talentosa e mostra que para fazer sucesso hoje talento de verdade basta. E quem ganha com isso sou eu, você, e um bando de gente que precisa, quer, e acaba descobrindo tesouros da história da música. Claro que os Beatles não precisam de publicidade nem de fama, mas sem dúvidas Julia Nunes mostrou para muitos jovens de hoje que a música do quarteto de Liverpool vale muito mais que qualquer bandinha atual.

Weezer – “Say It Ain’t So”

O Weezer ganhou um empurrão com o sucesso dos jogos Guitar Hero e Rock Band, onde as músicas do grupo foram consideradas algumas das preferidas pelos jogadores. Não que a música já não seja conhecida por si só, mas um single lançado há 16 anos não é comum nas playlists dos jovens por todo o mundo. A aliança YouTube e games fez muito bem para o grupo – o vídeo da música “Porks and Beans” teve mais de 18 milhões de exibições no site de vídeos – e trouxe de volta “Say It Ain’t So”, um clássico do início da década de 90.

A-ha – “Take on Me”

Um single de 1985 que teve grande sucesso. A banda norueguesa A-ha nunca imaginaria que seu single voltaria à tona graças a um viral promovido na internet. Comediantes resolveram colocar no ar o clipe do grupo de uma forma um tanto inusitada, ao mudar as letras da música para que elas se encaixassem perfeitamente no vídeo. Assim, “Take on Me: Literal Version” foi criada. Aqui no Brasil o clipe não atingiu o público, mas vale a pena ser visto, principalmente para aqueles que entendem o inglês.

The Knife – “Heartbeats”

Essa é outra que não ficou famosa por aqui no Brasil, mas merece ser citada. The Knife é uma banda sueca de música eletrônica que está na ativa desde o final da década de 90, e nunca teve chance de fazer parte do mainstream. Isso antes de 2006, quando o músico José González resolveu fazer um cover acústico da música “Heartbeats” para seu álbum “Veneer” – o álbum foi lançado em 2003 na Suécia, mas só alcançou o resto da Europa e EUA no final de 2005. A música de González foi para um comercial da Sony que nunca passou nos EUA, mas fez sucesso com o vídeo no YouTube e em vários outros sites. A fama do The Knife cresceu e músicas do grupo são usadas atualmente em séries como CSI: Nova Iorque e Entourage.

Rush – “YYZ”

Francamente eu acho que eu não preciso falar muito do Rush. Quem conhece sabe que esta é uma das maiores bandas de rock progressivo de todos os tempos, e o som deles inspirou grandes bandas do metal progressivo como o Dream Theater. “YYZ”, música instrumental do álbum “Moving Pictures” de 1981, é uma das mais difíceis de se tocar no Guitar Hero e no Rock Band. A música ainda ganhou mais notoriedade da ala nerd quando um rapaz chamado Freddie colocou no YouTube um vídeo dele detonando com a música no modo “Expert” sem nenhum erro. O vídeo já tem mais de 6 milhões de visualizações, e coloca o Rush novamente na cabeça dos jovens.

Europe – “Final Countdown”

O Europe é uma das bandas mais famosas da Suécia. Reconhecidos em todo o mundo, “Final Countdown” é, sem sombra de dúvidas, a música mais importante do grupo, um hino internacional do hard rock. A notoriedade da web veio com um cover horroroso que começou a circular no YouTube, feito por uma banda chamada Deep Sunshine. O vídeo alcançou mais de 1 milhão de visualizações e tirou do Deep Sunshine qualquer possibilidade de fazer um show que tenha publico maior que a família dos integrantes.

Daryl Hall & John Oates – “You Make My Dreams”

Essa música eu não conhecia, nunca vi mais gordos Daryl Hall e John Oates, nem nada disso. Mas a presença do ilustre Keyboard Cat me fez ver este vídeo. No YouTube a gravadora idiota Warner Music Group retirou o som do vídeo porque eles são frescos, mas aqui você pode ver ele com som. Mesmo com a incompetência da gravadora ao impedir que a música de Hall e Oates seja conhecida pelos jovens do mundo inteiro, o vídeo foi um sucesso e merece destaque.

Rick Astley – “Never Gonna Give You Up”

Esse sem dúvidas não poderia faltar. Falar de fenômenos da música na internet sem citar Rick Astley é a mesma coisa que falar dos maiores craques do futebol e não citar o Pelé. A música é melequenta, o vídeo é tosco, mas quem nunca sofreu um belo Rickroll que atire a primeira pedra! Sempre presente nas comunidades do Orkut e no Twitter com mensagens fantásticas como: “Veja agora fotos da Gisele Bundchen pelada, nua, sem roupa” ou outras coisas impossíveis de se ver na vida. Eu sei que você não vai querer ver esse vídeo nem a pau, mas ele está aqui para decoração.

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1- O texto acima foi escrito por mim e adaptado de um artigo da CNET News.

2-Agradecimentos ao mestre Pedro Turambar que cedeu suas palavras para o trecho da Julia Nunes.

3- Já visitou o Wiiarenerds?

4- Outras super músicas você pode conhecer aqui, no Crepúsculo, e também no Sanfonas do Tinhoso.


Music is Very Porreta // Os Melhores videoclipes de 2009: De Janeiro até Junho

Pois é, o ano ainda não terminou mas dúzias de ótimos trabalhos estão sendo lançados. Eu poderia fazer uma lista única no final do ano com tudo o que eu vi, mas achava que isso retiraria boa parte do material de qualidade que temos no cenário do rock e do heavy metal atualmente.

Nesta lista estão os melhores clipes que eu assisti até agora este ano. Realmente o metal anda com ótimos vídeos, mas os clipes do Rock internacional andam muito ruins. Não sei realmente o que houve até agora, que nenhum clipe decente conseguiu emplacar. Muitas bandas que lançaram álbuns também não deram sinais de que lançarão vídeos. Não sei se é a cultura dos vídeos que anda morrendo ou se é a época de crise na qual estamos passando, que acabou cortando investimentos nesta área.

Mas bem, aqui está minha lista dos 10 melhores clipes deste primeiro semestre de 2009, confiram, assistam, e se gostarem, busquem os álbuns. Valerá a pena.


Kamelot – Love you to Death

Do super álbum lançado no ano passado, “The Ghost Opera”, saiu este super clipe com a música “Love You to Death”, para comemorar um álbum ao vivo lançado pela banda este ano. Acho que o título da música diz por si só o que se passa na história. Para mim este é, até agora, o melhor clipe do ano.


Mastodon – Oblivion

Do aclamado “Crack the Skye”, o Mastodon lançou dois ótimos clipes. O primeiro aparece aqui na segunda posição, e conta a história dos quatro membros da banda perdidos no espaço consertando não sei o que, e então aparecem “miragens” e eles vão morrendo um a um. Isso mostra para vocês da NASA: nunca enviem uma banda para fazer o trabalho que um astronauta pode fazer! Mais informações sobre o álbum deles podem ser vistas neste texto.


Eluveitie – Omnos

O ótimo clipe do Eluveitie em terceiro lugar. Adorei esse vídeo, como já disse no post especialmente escrito para o álbum. Recomendo que conheçam. Ah! E tem também este clipe com a versão metal da música no YouTube, com direito ao clipe sincronizado.


Delain – April Rain

Ótima banda holandesa, a bela Charlotte Wessels no comando com uma voz poderosa e uma bela alegoria em um super clipe, nada mais a dizer.


Mastodon – Divinations

O Mastodon conseguiu, no meu ver, fazer um super trabalho com os vídeos. Por isso os dois estão entre os melhores. Um super vídeo, com alguns efeitos especiais meio toscos, mas mesmo assim muito bem produzido.


Dream Theater – Rite of Passage

Acho que não preciso falar nada desta banda, o Dream Theater já é bem conhecido para necessitar de apresentações. O clipe é muito bem feito, a música não é nada mal, e o que saiu deste conjunto é, mais uma vez, um ótimo trabalho. O tema principal deste single é a maçonaria, e o Rito de Passagem é uma espécie de “ritual de iniciação” da ordem. Agora, se ele é realmente assim, não sei dizer.


Amorphis – Silver Bride

Uma das bandas que realmente me espantou neste início de ano. Uma ótima música, com toques sombrios estilo Opeth e uma ótima história. Mais uma banda que merece ser super bem citada. No meu ver, neste caso, a música do álbum é um pouco melhor que o vídeo, pois não engoli o tiozinho barbudo ferreiro no meio daquele fogo todo. (Uma resenha detalhada pode ser vista aqui)


Stratovarius – Deep Unknown

Eles retornaram das cinzas como a “Phoenix”. O Stratovarius pode ter perdido Timo Tolkki, mas não perdeu a força e a pegada. O álbum não é de todo ruim, e a música selecionada no clipe é sem dúvidas uma das melhores, me lembra muito os bons e velhos tempos do que foi uma das melhores bandas de metal da Europa. O clipe não é tudo isso, mas a música contou uns pontinhos para colocar ele entre os dez…


Hammerfall – Any Means Necessary

Não preciso dizer nada do Hammerfall, esta é uma das ótimas bandas que eu ouvi, e o álbum é um dos melhores do ano. O clipe não é lá essas coisas e perde para as ótimas produções das primeiras posições, mas o contexto se encaixou bem afinal.


Europe – Last Look at Eden

O único clipe que não é de uma banda de metal na lista. O Europe já fez fama com um som dos melhores, e agora os suecos estão de olho em algo novo. “Last Look at Eden” é o videoclipe do novo álbum que será lançado em breve, e já é uma ótima prévia que me deixou bastante empolgado. Ele é bem simples, poucos efeitos, um pouco de efeitos “Mutantes”, mas vale a citação.

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1- Conheça os filhotinhos do Zakk Wylde aqui.

2- Resenha especial do novo álbum do Stratovarius, “Polaris”, diretamente no Whiplash.

3- Veja belíssimas guitarras customizadas pintadas a mão no blog Guitar Noize.


Music is Very Porreta // As mais belas mamães do rock

Como todos sabem hoje é dia das mães. E o blog, com este pequeno texto, dedica a todas as mães do mundo um ótimo dia, e que vc, seu filho maldito, tenha entregado um presente melhor que um esfregão esse ano.

Para homenagear a todas fiz uma pequena lista com algumas das mais belas mães do rock. Vamos a elas!


Anette Olzon

Anette Olzon nasceu na Suécia, tem 37 anos e é atualmente vocalista da banda finlandesa de metal Nightwish.
Canta desde criança e iniciou sua carreira musical como profissional em 1999 na banda Alysson Avenue, entrando em 2007 no Nightwish depois da saída da grande vocalista Tarja Turunen. Ela é divorciada e tem um filho. No seu tempo livre gosta de se exercitar, de roupas, ler livros e andar pelos campos.
Gosta de livros do Paulo Coelho, de ver séries de TV e de filmes como Titanic, Gladiador e Coração Valente.


Anneke van Giersbergen

Anneke van Giersbergen nasceu na Holanda, tem 36 anos e atualmente é vocalista da banda de rock Agua de Annique. É mais conhecida pela sua longa passagem na banda de metal The Gathering.
Com 8 anos de idade já participava de competições musicais, entrando aos 12 no coral da escola. Participou de várias bandas e projetos até chegar ao The Gathering em 1994, onde ficou 13 anos. Dentre os projetos que já participou se destacam o Ayreon, Within Temptation, Moonspell e o Napalm Death.
É casada com Rob Snijders, baterista do Agua de Annique, e tem com ele um filho chamado Finn.
Suas principais influências na música são Ella Fitzgerald, Prince e Thom Yorke do Radiohead.


Jacqueline Govaert

Jacqueline Govaert nasceu na Holanda, tem 27 anos e atualmente é vocalista e pianista da banda de rock alternativo Krezip. É mais conhecida por sua participação no Ayreon e nos trabalhos com o DJ Armin van Buuren.
Começou a tocar bastante jovem e criou ainda no colégio o Krezip. Ela é famosa na Holanda, tendo dado sua voz em 2006 para o hino do TMF Awards, maior prêmio da música holandesa.
Namora Ivo Maissan, com quem tem um filho chamado Billie Miel Maissan.
Dentre suas principais influências musicais se destacam os Beatles e Madonna.


Liv Kristine

Liv Kristine Espenaes Krull nasceu na Noruega, tem 33 anos e é atualmente vocalista da banda de metal Leaves’ Eyes. É mais conhecida pelo tempo que passou no Theatre of Tragedy.
Descobriu seu amor pela música quando jovem. Adorava Madonna e gostava de cantar suas músicas e ensaiar suas poses. Entrou para o Theatre of Tragedy em 1994, quando realmente apareceu para a música internacional.
É casada com Alexander Krull, vocalista da banda alemã Atrocity, e tem um filho chamado Leon Alexander. Ama a família, a natureza e o balanço interior.


Sass Jordan

Sarah “Sass” Jordan nasceu em Birmingham, Inglaterra, tem 46 anos e é atualmente artista solo. É bastante conhecida na América do Norte, principalmente no Canadá.
Começou sua carreira na década de 70, e já dividiu o palco com estrelas como Aerosmith, Whitesnake, Rolling Stones e AC/DC.
É casada com Derek Sharp, vocalista da banda canadense The Guess Who, e tem uma filha chamada Stella. Trabalha hoje, além da área musical, como atriz e jurada do Canadian Idol.


Sharon den Adel

Sharon Janny den Adel nasceu no interior da Holanda (quanta holandesa, vixe!), tem 34 anos e é atualmente vocalista da banda holandesa de metal gótico/sinfônico Within Temptation.
Começou a cantar aos 13 anos e participou de projetos em várias bandas, como Ayreon, Avantasia, After Forever e até o conhecido DJ Armin van Buuren.
É namorada de Robert Westerholt, guitarrista e fundador do Within, com quem tem uma filha, Eva Luna, e anunciou há pouco tempo que está novamente grávida.
Gosta de filmes como Coração Valente, Senhor dos Anéis e X-Men. Dentre seus artistas favoritos se destacam Nirvana, Enya, The Verve, Ayreon, Muse e Sinnead O’ Connor.
Além disso, gosta de cozinhar, livros e fotografia.

Algumas mães, mas com esse post eu, e todos os filhos deste blog, desejam a todas as mães um ótimo dia das mães! E também os outros 364 dias do ano…

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1- Um super achado. O Senhoras do Metal é um blog só com notícias e matérias sobre as mais gatas do Heavy Metal.

2- Outra gata do metal veio para o Brasil, confira no Whiplash resenha sobre o Arch Enemy de Angela Gossow

3- O Fester Blog está estreando uma nova plataforma em seu blog. Vale a visita para conferir o novo visual.