Music is Very Porreta // Para onde estamos indo?

Nunca fui fã do System of a Down[bb], pra mim essa tranqueira – que Odin a tenha! – nunca foi grande coisa, e também nunca foi metal, porém ando gostando muito dos trabalhos solo do vocalista Serj Tankian[bb], que realmente mete o dedo na ferida sem dó nem piedade e tem umas sacadas boas.

Em breve ele vai lançar seu novo álbum, “Imperfect Harmonies”, e já nos apresentou o primeiro single desta grande obra, a música “Left of Center”. Vi o clipe, uma, duas, três vezes… li a letra e a pergunta que me faço é “para onde estamos indo?”

Confiram aqui o novo clipe do Serj, leiam a letra – tem abaixo um vídeo do YouTube com ela, que se der tempo eu posto uma tradução mais tarde – e tirem suas próprias conclusões.


Left of Center

Serj Tankian | MySpace Music Videos

Versão com a letra:

***

1- Por que a imagem do Dream Theater[bb] no topo? O símbolo se encaixa bem com todo o contexto.

2- Sem ideias de links hoje, vejam no Ocioso que sempre tem coisa boa por lá.


Music is Very Porreta // O Novo Dia do Velho Rock

*Sim, estou trabalhando feito um filhadamãe de um mineiro na China, mas esse não é o único motivo de eu estar repetindo o post do ano passado. Não faz sentido escrever algo novo, já que nada mudou. Um abraço!
Long live Rock N’ Roll

Hoje é o dia mundial do Rock e blá blá blá blá blá.

Falar de rock hoje em dia é sempre uma mega junção de adjetivos, nostalgia e muito amor e dedicação não a um estilo de música. E sim a uma filosofia.

E ela é nostálgica, porque foi esquecida há um bom tempo. Eu não vou ficar falando aqui, sobre como o rock não existe mais, como nós – fãs verdadeiros – vivemos no passado, esperando sentados – ouvindo os mestres – uma nova revolução surgir. Eu não acredito nela.

Boas bandas podem surgir. Mas as revoluções para mim acabaram. Não vão inventar outro Heavy Metal, não vao inventar outro punk, Lennon e Presley morreram. O sonho acabou. O que resta hoje é o lixo, a velha guarda que ainda está por aí, e aqueles que imitam o som consagrado, ou pelo menos o fazem perdurar.

Roqueiro bom é roqueiro chapado, de cabelo grande, que grita, balança a cabeça e manda todo mundo se foder e que no final do show destrói o palco. O resto é poser.

Roqueiro bom morre aos 27 de overdose.

Hoje em dia eles são virgens. Isso é que é vergonha.

Para vocês nao dizerem que não rolou uma musiquinha sequer, toma na cara aí o vídeo que mostra o rock de corpo e alma em 4:31 minutos.

E como diz a letra

Hope i die before i get old.

***

1 – Baseado em um post do Fred

2 – Falando nele, leiam o post dele sobre o dia do rock. Muito melhor que esse.

3 – Sem mais.


Music is Very Porreta // Review: Helloween – Unarmed – Best Of – 25th Anniversary Album

[Comentários do P.T] Bom, como ninguém posta nessa bagaça, os leitores revoltados resolveram tomar conta. Cansados de verem o blog sem posts, estou recebendo milhares (ehhehehe) de textos. Brincadeira. De qualquer modo, o meu grande amigo @caioabbath resolveu escrever pro blog, já que ao sair ontem da minha casa após umas cervejas ele caiu de moto, matou um cachorro e machucou o joelho – não necessáriamente nessa ordem – e vai ficar 90 dias de molho. Ou seja, se ele já era um maldito dum atoa, imagine agora.

Não será o último texto dele por aqui. Podem ter certeza.

ps.: Caso não tenham percebido, os comentários não é de ninguém do Partido dos Trabalhadores.

***

Para aqueles que assim como eu são ligados de alguma forma pela música,  que não fazem praticamente nada sem ouvir um bom som  seja ele quaisquer que seja conforme o seu estilo – não sou democrático e não me venha me dizer que funk e axé são bons – em casa, no trabalho, na faculdade e até mesmo dormindo é sempre uma boa pedida. Conforme esta minha paixão, estou sempre em busca de coisas novas para ouvir e também as novidades de bandas que sou fã. Então, hoje,  atráves do blog do meu grande amigo Pedro, gostaria de deixar minha singela contribuição na sessão “Music Is Very Porreta” com uma resenha, melhor.. uma opinião do ultimo disco que ouvi, já que não sou nenhum expert e estou longe disso para fazer qualquer comentário para revistas e afins,  mas entender uma coisinha aqui e uma coisinha ali com estes 22 anos de estrada ouvindo de tudo, vamos pegando o jeito.

Deixo claro, que esta é uma singela opinião deste leitor/amigo/viciadopormúsica , então você que é xiita e leva tudo nos mínimos detalhes e ao pé da letra, já peço.. NÃO LEIA O POST FDP!

Comemorando 25 anos da gloriosa carreira da melhor e pioneira banda de Power Metal da história, o Helloween – Alemanha – traz consigo alem de toda a maravilhosa bagagem um cd comemorativo com um dos seus maiores sucessos em novas versões para nos prestigiar, até aí tudo bem.. mas você leitor, deve se estar perguntando; Comemorando 25 anos e me vem com supostas novas versões para prestigiar os fãs, e de musicas já conhecidas, me poupe né? É esta a boa questão X, o Helloween veio sim nos presentear de uma forma nova e surpreendente, com versões acústicas e com abordagens maravilhosas ao longo de todo o cd.

O cd Unarmed, lançado em 2010 pela Sony conta com 10 faixas escolhidas a dedo pelos membros da banda – claro que falta uma aqui um ali, mas afinal, são 25 anos de carreira – com novos arranjos e com participações especiais. Quando fora anunciado que o Helloween traria uma nova cara para este disco, muitos de seus chatos (riscar) exigente fãs pensaram que seria trocar as guitarras por violões e pronto, estamos feito. Mas o Helloween trouxe muito mais que apenas violões bem afinados e tocados, trouxe todo um complemento de som fantástico como a Prague Symphony Orchestra  entre outras tantas participações.

Coloco então em destaque três musicas que me deixaram sem palavras pela criatividade da banda e para não falar no sincero e sempre esplêndido Andi Deris, que sabe interpretar o vocal de uma banda como poucos fazem ultimamente.
Primeiramente destaco o sensacional Medley, chamada de “Keeper´s Trylogy” com a participação da Orquestra de Praga contando com as musicas “Helloween“ , “Keeper´s Of The Seven Keys” e “The King For A 1000 Years”. Foram perfeitos do começo ao fim, e a interpretação vocal de Deris é digna de se tirar o chapéu.

Com a musica “Dr. Stein” , a faixa que abre o disco há um susto no começo.. confesso, pois realmente há um diferencial nesta música, alem de ser clássica, teve uma nova roupagem, gostei bastante dos solos de Sax, dá realmente a cara de Dr.Stein como uma alegre musica e acredito que foi levada especialmente para este lado, achei excelente.
Para finalizar, destaco “Eagle Fly Free” para aqueles que assim como eu são acostumados com a bateria e guitarras a toda potencia, nesta nova versão o Helloween soube usar novamente a criatividade deixando de lado toda a cadencia da “antiga” Eagly Fly Free para trazer uma nova melodia, mais calma, mais atenta ao som sincero, muitos com certeza vão achar a parte instrumental chata, como já vi alguns comentários, mas simples e com uma beleza única, isso para não falar do espetáculo dueto de Deris com Harriet Ohlsson.

Com toda a certeza Unarmed – Best Of – 25th Anniversary Álbum terá muitas críticas pela industria radiofônica do mundo, para mim faltou um pouco mais de violão, mas talvez a banda traz esta deixa para aproveitar outros instrumentos como o sax, o acordeom e as percussões.

Novamente a banda vai SIM dividir as mais diversas opiniões entre os fãs,  o tal de agradar gregos e troianos é o que acontece, sendo eles de longa data ou até mesmo aqueles que começam ouvindo o último cd de estúdio e que já identifica com a banda. Deixo então o meu agradecimento a essa banda genial na qual acompanho há anos e com certeza já me deixaram puto por muita coisa mal feita, mas este disco para mim, ficou IMPECÁVEL!

“Happy, Happy, Helloween, ooo!!!”

Helloween – Unarmed – Best Of – 25th Anniversary Álbum

01. Dr.Stein
02. Future World
03. If I Could Fly
04. Where The Rain Grows
05. The Keeper’s Trilogy (Medley)
06. Eagle Fly Free
07. Perfect Gentleman
08. Forever & One
09. I Want Out
10. Fallen To Pieces
11. A Tale That Wasn`t Righ

Integrantes
Andi Deris: Vocal
Michael Weikath: Guitarra
Sascha Gerstner: Guitarra
Markus Grosskopf: Baixo
Dani Löble: Bateria

***

1 – Deixo claro o que escrevi no começo deste texto, é apenas uma opinião deste singelo fã da boa música, então você xiita não leve tudo ao dó sustenido com sétima maior. Criticas? @caioabbath é só mandar um salve.

2 – Agradeço o amigo @pedroturambar pela bebida de ontem e a caída de moto, logo hoje estou fodido e como fui um atoa resolvi escrever para o blog, talvez seja a primeira de muitas, ou não. Pode isso Arnaldo?

2 – Cruzeyro campeão da Libertadores! - [Comentários do P.T ] HAuhahuAUHaUHAHUAHUAUHAHUahuhuahUAuha


Music is Very Porreta // Rock: Os 10 melhores álbuns do ano de 2009

Esse é um momento bem legal do ano, quando você reúne todas as tranqueiras que ouviu e resolve fazer as famigeradas listinhas que muitos amam e o resto do mundo odeia. Depois de ouvir quase 20 mil faixas este ano de acordo com meu contador da Last.fm, entre estas ouvi pelo menos uns 300 álbuns novos (não contei e nem pretendo contar, principalmente porque meu PC de casa está o pó).

Sem mais delongas, dividi a lista em duas partes: Rock e Metal, só pra não misturar as coisas. Vamos aos melhores álbuns de rock de 2009:

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1. Alice in Chains – Black Gives Way to Blue

Esse é o tipo de álbum que quando você ouve logo pensa: que gostoso! Puts, é um som fantástico, cheio de emoção do início ao fim, as músicas são ótimas, não cansam e tem a cara do bom e velho grupo de roqueiros (metaleiros?) durante a década de 90. William DuVall, novo vocalista do grupo, é ótimo. Layne Staley morreu, mas o seu espírito e sua música ainda vivem no Alice in Chains. Destaque para as fantásticas “Check my Brain” e “A Looking in View”, duas super músicas de um álbum genial do início ao fim e por isso fica com a posição número 1 desta lista.

Check my Brain

A Looking in View

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2. Guilt Machine – On This Perfect Day

Mais um trabalho genial do grande compositor Arjen Lucassen (Ayreon, Ambeon, Stream of Passion, Star One, só essa frase já caracteriza todo o potencial presente em “On This Perfect Day”. É um álbum sombrio, bastante intenso, com um vocalista fantástico e com letras marcantes, além da cara do progressivo, possuindo apenas 6 músicas (4 delas com mais de 10 minutos de duração). Não sei se estou exagerando muito, mas depois de “The Human Equation” esse pode ser considerado o trabalho mais arrojado do mestre holandês, que desta vez saiu um pouco das variáveis do Ayreon e pisou em um novo solo, garantindo assim a segunda posição.

Over

Perfection?

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3. Europe – Last Look At Eden

Outra obra fantástica de um grande grupo que fez sucesso no passado. O Europe será eternamente conhecido pelo sucesso “The Final Countdown” do álbum de 1986, mas “Last Look At Eden ajudou a botar um pouco mais de lenha na fogueira e fazer os fãs do hard rock verem que ainda podem sair músicas de sucesso deste grupo de suecos. Um dos pontos positivos deste álbum é que ele é muito completo, passando pela sinfônica e cheia de poder “Last Look at Eden”, pelo som leve da balada “New Love in Town” e cheio do puro hard rock em músicas como “U Devil U” e “Mojito Girl”.

New Love in Town

U Devil U

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4. Ace Frehley – Anomaly

Muitos já tinham até mesmo esquecido de Ace Frehley, não da história no Kiss, mas sim de sua capacidade em compor álbuns. O novo álbum do Space Ace, “Anomaly”, é algo bastante diferente que não lembra em quase nada as músicas do Kiss. Em um som cheio de variantes, Ace compôs uma obra fantástica cheia de músicas que lembram o bom e velho rock dos anos 70. Músicas como “Fox on The Run”, “Outer Space” e “Foxy & Free” tem todo um toque especial. Se você não ouviu, vale a pena conferir!

Fox on the Run

Foxy & Free

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5. Anneke van Giersbergen & Agua de Annique – In Your Room

Muitas pessoas pensaram que a talentosa vocalista Anneke van Giersbergen nunca faria sucesso fora do The Gathering, mas desde que ela entrou no Agua de Annique até agora não decepcionou nem um pouco. Primeiro foi com “Air” (2007) e neste ano que passou ela trouxe três ótimos trabalhos: o álbum acústico “Pure Air”, o álbum “In Parallel” em parceria com o vocalista Danny Cavanagh do Anathema e “In Your Room”, acima citado.
O álbum é uma bela peça do rock independente, com músicas que são totalmente a cara da meiga vocalista, como “Hey Okay”, “I Want” e “Pearly”.

Hey Okay!

Wonder

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6. Pearl Jam – Backspacer

É Pearl Jam! Preciso dizer algo? O álbum é muito bom, ao começar por esta capa cheia de desenhos. As músicas estão bastante interessantes com a boa e velha marca registrada do grupo. Como sou fã de algumas músicas do Pearl Jam e considero eles uma das melhores bandas de rock ainda atuante, “Backspacer” não poderia mesmo ficar de fora. Confira por si mesmo.

The Fixer

Just Breathe

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7. Wolfmother – Cosmic Egg

Wolfmother! Cosmic Egg! Uma arte de capa bem doida e uma música de ótima qualidade. Este eu não vou comentar, deixarei o Pedrão explicar para vocês o segundo álbum do Wolfmother.

California Queen

New Moon Rising

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8. Trans-siberian Orchestra – Night Castle

Álbuns como o “Night Castle” sempre me enchem de orgulho. Adoro sinfonias, orquestrações e óperas, se unidas ao rock ou metal conseguem ficar melhores ainda! Este álbum não é uma obra prima, muito menos está perto dos melhores álbuns do Trans-siberian Orchestra, mas algumas músicas no meio das 26 que formam este álbum duplo. Nele você encontra todas as boas e velhas características deste tipo de álbuns: músicas orquestrais fantásticas como “Night Enchanted”, o bom e velho hard rock em músicas como “Sparks”, ótimos remakes de músicas clássicas como “The Mountain” e tantas outras.

Sparks

Nutrocker

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9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Neste ano tivemos a criação de dois novos supergrupos. Enquanto considero o álbum do Chickenfoot um fracasso – não necessariamente pelo som do álbum, mas sim pelas expectativas que foram criadas em torno de um grupo que prometeu revoluções e maravilhas mas trouxe mais do mesmo – tivemos o Them Crooked Vultures, que veio com mais calma, não vendeu milagres e trouxe um som bem característico do rock. Formado por Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grohl (Foo Fighters) e o lendário baixista John Paul Jones (Led Zeppelin), o grupo não decepcionou e trouxe alguns bons sucessos como “New Fang” e “Dead End Friends”. Só pelos nomes citados este álbum já merece fazer parte da sua playlist, nada mais a dizer.

New Fang

Dead End Friends

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10. Kiss – Sonic Boom

Acredito que boa parte de vocês pensou que eles nunca mais lançariam alguma coisa nova e viveriam de passado – bem, muitas bandas famosas andam fazendo isto e tendo ótimo sucesso, cof cof… Rolling Stones… cof cof…
Bem, “Sonic Boom” foi lançado e se mostrou um álbum legal e com a marca registrada do Kiss. Algumas músicas como “Modern Day Delilah” são muito boas, outras infelizmente acabaram deixando a deseja, mas ele vale apena ser ouvido e experimentado.

Modern Day Delilah

Russian Roulette

***

1- Parabéns aos novos integrantes desta bagaça, espero que vocês sobrevivam a primeira semana de torturas.

2- Como sou fã do Blind Guardian, confira as verdades sobre Hansi Kürsch.

3- Em breve a outra lista.

1. Alice in Chains – Black Gives Way To Blue (EUA) (???) – 9

2. Guilt Machine – On This Perfect Day (Holanda) (Prog) – 9

3. Europe – Last Look At Eden (Suécia) (Hard) – 9

4. Ace Frehley – Anomaly (EUA) (Rock) – 9

5. Trans-siberian Orchestra – Night Castle (EUA) (Sym) – 9

6. Kiss – Sonic Boom (EUA) (Hard) – 9

7. Anneke van Giersbergen and Agua de Annique – In Your Room (Holanda) (Indie) – 9

8. Pearl Jam – Backspacer – 8

9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures – 8

10. Wolfmother – Cosmic Egg – 8


Music is Very Porreta // Os Melhores videoclipes de 2009: De Janeiro até Junho

Pois é, o ano ainda não terminou mas dúzias de ótimos trabalhos estão sendo lançados. Eu poderia fazer uma lista única no final do ano com tudo o que eu vi, mas achava que isso retiraria boa parte do material de qualidade que temos no cenário do rock e do heavy metal atualmente.

Nesta lista estão os melhores clipes que eu assisti até agora este ano. Realmente o metal anda com ótimos vídeos, mas os clipes do Rock internacional andam muito ruins. Não sei realmente o que houve até agora, que nenhum clipe decente conseguiu emplacar. Muitas bandas que lançaram álbuns também não deram sinais de que lançarão vídeos. Não sei se é a cultura dos vídeos que anda morrendo ou se é a época de crise na qual estamos passando, que acabou cortando investimentos nesta área.

Mas bem, aqui está minha lista dos 10 melhores clipes deste primeiro semestre de 2009, confiram, assistam, e se gostarem, busquem os álbuns. Valerá a pena.


Kamelot – Love you to Death

Do super álbum lançado no ano passado, “The Ghost Opera”, saiu este super clipe com a música “Love You to Death”, para comemorar um álbum ao vivo lançado pela banda este ano. Acho que o título da música diz por si só o que se passa na história. Para mim este é, até agora, o melhor clipe do ano.


Mastodon – Oblivion

Do aclamado “Crack the Skye”, o Mastodon lançou dois ótimos clipes. O primeiro aparece aqui na segunda posição, e conta a história dos quatro membros da banda perdidos no espaço consertando não sei o que, e então aparecem “miragens” e eles vão morrendo um a um. Isso mostra para vocês da NASA: nunca enviem uma banda para fazer o trabalho que um astronauta pode fazer! Mais informações sobre o álbum deles podem ser vistas neste texto.


Eluveitie – Omnos

O ótimo clipe do Eluveitie em terceiro lugar. Adorei esse vídeo, como já disse no post especialmente escrito para o álbum. Recomendo que conheçam. Ah! E tem também este clipe com a versão metal da música no YouTube, com direito ao clipe sincronizado.


Delain – April Rain

Ótima banda holandesa, a bela Charlotte Wessels no comando com uma voz poderosa e uma bela alegoria em um super clipe, nada mais a dizer.


Mastodon – Divinations

O Mastodon conseguiu, no meu ver, fazer um super trabalho com os vídeos. Por isso os dois estão entre os melhores. Um super vídeo, com alguns efeitos especiais meio toscos, mas mesmo assim muito bem produzido.


Dream Theater – Rite of Passage

Acho que não preciso falar nada desta banda, o Dream Theater já é bem conhecido para necessitar de apresentações. O clipe é muito bem feito, a música não é nada mal, e o que saiu deste conjunto é, mais uma vez, um ótimo trabalho. O tema principal deste single é a maçonaria, e o Rito de Passagem é uma espécie de “ritual de iniciação” da ordem. Agora, se ele é realmente assim, não sei dizer.


Amorphis – Silver Bride

Uma das bandas que realmente me espantou neste início de ano. Uma ótima música, com toques sombrios estilo Opeth e uma ótima história. Mais uma banda que merece ser super bem citada. No meu ver, neste caso, a música do álbum é um pouco melhor que o vídeo, pois não engoli o tiozinho barbudo ferreiro no meio daquele fogo todo. (Uma resenha detalhada pode ser vista aqui)


Stratovarius – Deep Unknown

Eles retornaram das cinzas como a “Phoenix”. O Stratovarius pode ter perdido Timo Tolkki, mas não perdeu a força e a pegada. O álbum não é de todo ruim, e a música selecionada no clipe é sem dúvidas uma das melhores, me lembra muito os bons e velhos tempos do que foi uma das melhores bandas de metal da Europa. O clipe não é tudo isso, mas a música contou uns pontinhos para colocar ele entre os dez…


Hammerfall – Any Means Necessary

Não preciso dizer nada do Hammerfall, esta é uma das ótimas bandas que eu ouvi, e o álbum é um dos melhores do ano. O clipe não é lá essas coisas e perde para as ótimas produções das primeiras posições, mas o contexto se encaixou bem afinal.


Europe – Last Look at Eden

O único clipe que não é de uma banda de metal na lista. O Europe já fez fama com um som dos melhores, e agora os suecos estão de olho em algo novo. “Last Look at Eden” é o videoclipe do novo álbum que será lançado em breve, e já é uma ótima prévia que me deixou bastante empolgado. Ele é bem simples, poucos efeitos, um pouco de efeitos “Mutantes”, mas vale a citação.

***

1- Conheça os filhotinhos do Zakk Wylde aqui.

2- Resenha especial do novo álbum do Stratovarius, “Polaris”, diretamente no Whiplash.

3- Veja belíssimas guitarras customizadas pintadas a mão no blog Guitar Noize.


Crônicas do Cotidiano // Dossiê Iron Maiden: Documentário bate recordes em estreia

A Arts Alliance Media anunciou o sucesso do premiado documentário “Iron Maiden: Flight 666“. 70% do número total de ingressos, que excedeu 100 mil pessoas, foram da exibição especial do filme em sessão única no cinema, no dia 21 de abril. Lançado apenas em cinemas com tecnologia digital, atingiu a marca de maior lançamento simultâneo de um documentário em todo o mundo, cruzando a América do Sul e Central, México, todo o Oeste e grande parte do Leste Europeu, Rússia, Japão, Oceania, Estados Unidos, Canadá, África do Sul e Índia. “Flight 666″ foi distribuído pela Arts Alliance Media (AAM), em uma sociedade com a EMI Records e o Iron Maiden.

“Flight 666″ alcançou a maior média por sala entre todos os filmes no Reino Unido no dia 21 de Abril, com mais de 12 mil ingressos vendidos para uma única exibição em 80 salas e foi o filme número 1 em mais de 85% dos cinemas aonde foi exibido. O filme atraiu a marca extraordinária de 8 mil ingressos na sessão das 23h58 (“2 Minutes do Midnight”) no Brasil, esgotou ingressos em uma sala de 686 lugares em Finnkino Helsinki, na Finlândia e teve cinco exibições seguidas lotadas no Mann’s Chinese Theater em Hollywood. O filme foi exibido novamente em muitos locais devido à demanda de público e alguns cinemas exibiram o filme outra vez depois do dia 21.

O crescimento do cinema digital e a resultante redução nos custos de distribuição tem possibilitado mais e mais lançamentos não tradicionais com conteúdo alternativo nos cinemas como óperas ao vivo, shows e eventos esportivos que vem abrindo um novo nicho de público. O chefe executivo da AAM, Howard Kiedaisch, comentou, “Nós estamos incrivelmente felizes com esse resultado e o consideramos como uma grande conquista para todos os envolvidos. É uma novidade para o cinema, mostrando as oportunidades que a era digital tem trazido, uma vez que esse lançamento não seria possível com vídeos de 35mm. Meus agradecimentos e parabéns para o Iron Maiden, EMI e todas as empresas de cinema e distribuidoras ao redor do mundo. Veja esse espaço!”

O vice-presidente da EMI, Stefan Demetriou, disse, “O filme mostra mais uma vez que o Iron Maiden (ofertas[bb]) está no topo da inovação audiovisual – trazendo uma memorável experiência na tela para seus leais fãs e os novos convertidos ao MAIDEN ao redor do mundo.”

O evento se mostrou inacreditavelmente popular com as empresas donas dos cinemas e com as audiências em todo o mundo, com Bernie Altan, da Scala Cinema independente de Ludwigsburg, Alemanha, falando sobre a exibição da meia-noite, “Uau, que noite! O filme é muito bom – Eu me senti em um show do MAIDEN na noite passada! Os fãs gritavam ‘Maiden! Maiden! Maiden’ pouco antes de começar o filme, e para resumir, foi realmente ‘O momento!’”

No Reino Unido, o diretor da Odeon Digital Development, Drew Kaza, declarou, “Nós estamos muito satisfeitos com os resultados de ‘Flight 666′. Foi o filme número um em nossos cinemas na terça a noite e foi, de longe, o filme alternativo mais bem-sucedido que a Odeon já exibiu.”

O filme foi sub-distribuído pela D&E Entertainment nos Estados Unidos, cujo sócio Evan Saxon comentou, “Nós estamos honrados em ver que o marketing e a distribuição de “Flight 666″ nos Estados Unidos e no resto do mundo foram um sucesso esmagador. As salas de cinema se esgotaram e fizeram exibições extras do filme e os fãs adoraram a experiência. Essa foi uma campanha de primeira classe e nós estamos muito satisfeitos com a Arts Alliance, EMI e o Iron Maiden por escolher a D&E para ser parte do seu time.”

“Flight 666″ venceu o prêmio da audiência para “Melhor Documentário sobre Música” no recente Southwest Festival. O filme foi produzido pelos premiados diretores de Toronto, Scot McFadyen e Sam Dunn da Banger Productions, que receberam elogios da crítica pelos seus filmes anteriores, “Metal: A Headbanger’s Journey” e “Global Metal”. Os produtores executivos foram Rod Smallwood, Stefan Demetriou e Andy Taylor.

Fonte: Aos mestres, Whiplash.

***

1- Minha humilde participação no Dossiê. Nada genial, em breve textos de minha autoria.

2- E o TCC também está me matando… quinta-feira tem a entrega, desejem me sorte!

3- Não tenho mais links pois não ando lendo nada de especial… bem… participem da promoção da Dell e concorram a sete Dell Studio Hybrid e sete Nokia E71.

4- E visitem o Seu Estranho e o E Agora José? do AJ.


Music is Very Porreta // As mais belas mamães do rock

Como todos sabem hoje é dia das mães. E o blog, com este pequeno texto, dedica a todas as mães do mundo um ótimo dia, e que vc, seu filho maldito, tenha entregado um presente melhor que um esfregão esse ano.

Para homenagear a todas fiz uma pequena lista com algumas das mais belas mães do rock. Vamos a elas!


Anette Olzon

Anette Olzon nasceu na Suécia, tem 37 anos e é atualmente vocalista da banda finlandesa de metal Nightwish.
Canta desde criança e iniciou sua carreira musical como profissional em 1999 na banda Alysson Avenue, entrando em 2007 no Nightwish depois da saída da grande vocalista Tarja Turunen. Ela é divorciada e tem um filho. No seu tempo livre gosta de se exercitar, de roupas, ler livros e andar pelos campos.
Gosta de livros do Paulo Coelho, de ver séries de TV e de filmes como Titanic, Gladiador e Coração Valente.


Anneke van Giersbergen

Anneke van Giersbergen nasceu na Holanda, tem 36 anos e atualmente é vocalista da banda de rock Agua de Annique. É mais conhecida pela sua longa passagem na banda de metal The Gathering.
Com 8 anos de idade já participava de competições musicais, entrando aos 12 no coral da escola. Participou de várias bandas e projetos até chegar ao The Gathering em 1994, onde ficou 13 anos. Dentre os projetos que já participou se destacam o Ayreon, Within Temptation, Moonspell e o Napalm Death.
É casada com Rob Snijders, baterista do Agua de Annique, e tem com ele um filho chamado Finn.
Suas principais influências na música são Ella Fitzgerald, Prince e Thom Yorke do Radiohead.


Jacqueline Govaert

Jacqueline Govaert nasceu na Holanda, tem 27 anos e atualmente é vocalista e pianista da banda de rock alternativo Krezip. É mais conhecida por sua participação no Ayreon e nos trabalhos com o DJ Armin van Buuren.
Começou a tocar bastante jovem e criou ainda no colégio o Krezip. Ela é famosa na Holanda, tendo dado sua voz em 2006 para o hino do TMF Awards, maior prêmio da música holandesa.
Namora Ivo Maissan, com quem tem um filho chamado Billie Miel Maissan.
Dentre suas principais influências musicais se destacam os Beatles e Madonna.


Liv Kristine

Liv Kristine Espenaes Krull nasceu na Noruega, tem 33 anos e é atualmente vocalista da banda de metal Leaves’ Eyes. É mais conhecida pelo tempo que passou no Theatre of Tragedy.
Descobriu seu amor pela música quando jovem. Adorava Madonna e gostava de cantar suas músicas e ensaiar suas poses. Entrou para o Theatre of Tragedy em 1994, quando realmente apareceu para a música internacional.
É casada com Alexander Krull, vocalista da banda alemã Atrocity, e tem um filho chamado Leon Alexander. Ama a família, a natureza e o balanço interior.


Sass Jordan

Sarah “Sass” Jordan nasceu em Birmingham, Inglaterra, tem 46 anos e é atualmente artista solo. É bastante conhecida na América do Norte, principalmente no Canadá.
Começou sua carreira na década de 70, e já dividiu o palco com estrelas como Aerosmith, Whitesnake, Rolling Stones e AC/DC.
É casada com Derek Sharp, vocalista da banda canadense The Guess Who, e tem uma filha chamada Stella. Trabalha hoje, além da área musical, como atriz e jurada do Canadian Idol.


Sharon den Adel

Sharon Janny den Adel nasceu no interior da Holanda (quanta holandesa, vixe!), tem 34 anos e é atualmente vocalista da banda holandesa de metal gótico/sinfônico Within Temptation.
Começou a cantar aos 13 anos e participou de projetos em várias bandas, como Ayreon, Avantasia, After Forever e até o conhecido DJ Armin van Buuren.
É namorada de Robert Westerholt, guitarrista e fundador do Within, com quem tem uma filha, Eva Luna, e anunciou há pouco tempo que está novamente grávida.
Gosta de filmes como Coração Valente, Senhor dos Anéis e X-Men. Dentre seus artistas favoritos se destacam Nirvana, Enya, The Verve, Ayreon, Muse e Sinnead O’ Connor.
Além disso, gosta de cozinhar, livros e fotografia.

Algumas mães, mas com esse post eu, e todos os filhos deste blog, desejam a todas as mães um ótimo dia das mães! E também os outros 364 dias do ano…

***

1- Um super achado. O Senhoras do Metal é um blog só com notícias e matérias sobre as mais gatas do Heavy Metal.

2- Outra gata do metal veio para o Brasil, confira no Whiplash resenha sobre o Arch Enemy de Angela Gossow

3- O Fester Blog está estreando uma nova plataforma em seu blog. Vale a visita para conferir o novo visual.


Music is Very Porreta , Sociedade Alternativa // Religião se discute sim! Até com música!


Imagem: TheMarque

No Brasil há sempre uma inércia quando se diz respeito à discussão crítica e saudável. Parece, muitas vezes que o brasileiro trata de alguns assuntos com um fanatismo tão grande que é incapaz de conversar sem arrumar brigas e xingamentos. Temas como Futebol, Política, Racismo e Religião estão sempre em evidência nas mesas de bar, e sair de lá sem levar uma cadeirada na cabeça às vezes é um milagre. Aqui pelo menos eu evito levar uma bela garrafada ao falar sobre isso, mesmo que corro o risco de ameaçarem matar meu peixinho colorido.

A música é uma das minhas paixões. Adoro o Rock em praticamente todos os seus gêneros (tirando EMO e Black Metal que não consigo gostar, mas respeito), e dentre as músicas que escuto não é difícil encontrar letras que abordem temas como religião, política e sociedade.

Uma das ótimas bandas da cena do Metal recente é o Epica. Gosto bastante das músicas deles, pelas fusões que fazem com diversos outros sons, além da belíssima voz de Simone Simons. No último CD da banda, o Divine Conspiracy (Conspiração Divina – 2007), a banda traz diversas músicas que criticam as posições religiosas e o uso delas para manipulação das massas. As duas músicas que selecionei aqui especialmente para este tema são Living a Lie e Fools of Damnation. Você pode ouvi-las abaixo:

“Living a Lie” é uma crítica contra as religiões cristãs. O “homem de Deus” como se apresenta a voz gutural de Mark Jansen mostra ao fiel que ele é o único caminho: “Não acredite no que você vê ou ouve, eu sou a Salvação e seu caminho para a Eternidade”. Já a canção “Fools of Damnation” já mostra muito bem para o que veio, o clima árabe é colocado ao fundo, e a mensagem repetitiva martela, demonstrando o controle dos grandes religiosos do islã sobre o povo árabe, que ainda vive em boa parte em uma espécie de regime religioso muito comum ao que havia na Europa na época das Cruzadas. No final as duas músicas mostram a mesma crítica: o ser humano sendo manipulado pela religião e se perdendo do seu real caminho, o da fé pura e verdadeira.

“O poder humano vai devorar nossos sentidos, fazer-nos esquecer. Os meios humanos não vão salvá-los.
O poder da fé cicatriza todos nós.”

É difícil para qualquer um se desvencilhar do poder da religião ao formar sua crença, na verdade eu acredito que a religião é um mal necessário a humanidade. Ela perdeu sua real intenção, a de guiar as pessoas “mais fracas” e com “mais dificuldades” a compreender a palavra de Deus, além de pregar logicamente as palavras do Pai: igualdade, fraternidade, amor ao próximo e toda aquela história que todos conhecem muito bem.

“Acreditar é a cura. Religião é um ópio. É melhor você alimentar todos eles, antes que eles comecem a comer você.”

A sua crença não deveria ser formada por você mesmo, buscando em seu coração as palavras divinas do seu Deus, e assim chegando a conclusão do que ele realmente espera de ti? Por que o ser humano precisa de religião? Será que você, enquanto um crente em Deus, precisa de alguém para se comunicar com seu Pai? Como diz indiretamente uma das mais belas músicas do Angra, Wishing Well: “Não importa se você faz suas preces em uma igreja feita de ouro ou se joga uma moeda no poço dos desejos, se Deus existe ele está em toda a parte”.

Para finalizar deixarei aqui uma última música, esta da banda Kamelot, outra ótima banda que toca um Rock/Metal bastante leve e intimista. Não quero que ninguém mude de religião ou de crença, tanto que sequer deixei claro no que eu acredito ou deixo de acreditar. Somente quero que você, enquanto ser humano, veja que pode acreditar no que quiser, e pode fazer isso sozinho, sem a necessidade de alguém para meter o bedelho onde não é chamado. Você não pede pra ninguém perguntar pra sua mãe o que ela quer com você, por que pediria a alguém para que perguntasse o que Deus quer de ti?

Aqui nós estamos sob o velho Sol de sempre,
Completamente sozinhos, mas de algum modo atados e unidos.
Do pó ao pó… das cinzas às cinzas, não durarão muito tempo,
Nós procuramos por um porto, algum lugar para pertencer.

Dizem que a fé é tudo que você necessita para permanecer sempre jovem
O que você semeou é o que você colhe, nossos pecados não podem ser desfeitos.

Há um deus em cada sociedade
Então o certo é errado onde o errado é certo, ninguém poderia ter certeza.
Porém nós estamos certos de que o quê sabemos é verdade
A única verdade: nós estamos construindo nossos templos mais altos.

Dizem que a fé é tudo que você necessita para permanecer sempre jovem
O que você semeou é o que você colhe, nossos pecados não podem ser desfeitos.

Como podemos confiar neles mais uma vez, eles costumavam nos contar mentiras
Suas vozes sustentarão, porque nada jamais morrer.

O amor é a única verdade
Puro como a fonte da juventude, até que quebra seu coração.
Você me levou mais alto do que as montanhas que eu escalei,
Você esperou toda sua vida por mim, você me deixou completamente sozinho, para trás,
Mas nos encontraremos outra vez, nos encontramos outra vez.
Dizem que a fé é tudo que você necessita para permanecer sempre jovem
O que você semeou é o que você colhe, nossos pecados não podem ser desfeitos.

Como podemos confiar neles mais uma vez, eles costumavam nos contar mentiras
Suas vozes sustentarão, porque nada jamais morrer.

***
1- Você conhece o melhor Portal do Brasil de Rock e Heavy Metal, o Whiplash! do qual eu também participo como colaborador? Não sabe o que está perdendo!

2- Aproveitando a onda da Música, o Collector’s Room é um ótimo blog que fala sobre música e sobre colecionadores de música. Leitura recomendada para os amantes de antiguidades (não só do Rock).

3- E eu como um amante de tirinhas, recomendo desta vez o Nóis na Tira, tá ligado mano? Entra que o bagulho é bom!


Music is Very Porreta // Metaleiro Xiita

Nota do Editor: Esse texto ’Metaleiro Xiita’  talvez tenha sido o primeiro texto que fez algum ~sucesso~ no blog. Essa reedição é apenas para corrigir quaisquer erros de português. 

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Ser metaleiro num é fácil

Não é um post sobre o Metallica, mas vou usar bastante o exemplo dessa que é  - e sempre será – uma das maiores bandas da história. Vou usar esse exemplo para falar de um tipo de gente que me deixa extremamente puto: Metaleiro Xiita. Poucas coisas são piores que um Metaleiro Xiita, exceto é claro os hipsters e os fãs de Los Hermanos. Esse tipo de metaleiro – e existem vários – é aquele que acha que sua banda preferida deveria ser sempre como ele quer, o som deve ser sempre aquele que o conquistou, ele não dá o direito da banda amadurecer e com isso amadurecer seu som, para esse tipo, as bandas deviam parar aí pelo 3° disco.

Esse tipo, é aquele tipo chato que fala que o Metallica morreu depois do antológico …And Justice For All (tem alguns que nem deste gostam, falam que tem baladinha demais), falam que depois do Killers o Iron Maiden se vendeu e por aí vai.

metaleixoxiita

Metal pesado em sua essência

Eu não concordo.

Voltemos ao Metallica. James e sua banda nunca se contentaram com fazer o ‘mesmo’, sempre foram de experimentar  - ok, concordo que o St. Anger foi demais, mas o Load nem é tão ruim assim – e agora, com o novo cd, o mais pesado desde sua ~morte~ (alguns ainda vão dizer que continua morto). Oras, os caras fazem tudo que todo mundo sonhava*, há 18 anos o tal retorno do velho Metallica. E agora, que os caras voltam a fazer o som de antigamente, neguinho reclama. Peguei James Hetfield e sua trupe para cristo, mas com a maioria é assim. Quem gosta de Heavy Metal é geralmente um fã muito fiel, compra cd original**, vai aos shows e tudo. Mas proibir e difamar uma banda que ele gosta, só porque a própria banda quis evoluir é muita sacanagem! Por isso eu odeio metaleiro xiita. O cara já se arma de tudo que é preconceito para ouvir um novo disco.

Quando o Slipknot lançou o 3° disco, algumas (várias) músicas tinham uma pegada mais elaborada num estilo um pouco mais “leve”, minha nossa, mas o que eu vi de fã declarando seu repúdio a banda, foi inacreditável. O disco é de longe o melhor, e o novo, que também tem melodias mais harmoniosas e refrões ‘cantados’, vai receber as mesmas críticas que o outro recebeu. E assim vai. Se eu aprendi uma coisa na faculdade até hoje, foi a Relativizar. Relativizar nada mais é do que pesar sempre os dois lados, nunca generalizar e nunca pré-julgar algo. Relativizar serve para TUDO. De música a relacionamento.

metaleiroxiita2

Neste caso, os integrantes dessas bandas evoluem. Consequentemente o som dessas bandas evoluem. E por favor, evoluir é mudar – não necessariamente melhorar.  E o que esses caras querem é que seus fãs evoluam da mesma maneira. Mas sempre vem um maldito xiita falar que eles se venderam e que o mainstream estraga suas bandas favoritas. Que tudo é ruim, que tudo é uma bosta, que nada mais presta. Porra! Você quer que o cara não ganhe dinheiro só por que você quer escutar o seu sonzinho?! Existe coisa mais egoísta do que isso?

Se você que está lendo, tenho uma notícia ruim. O Metallica NUNCA vai lançar outro Ride The Lightning, o Iron Maiden NUNCA vai lançar outro “Iron Maiden”. Ou você prefere que uma banda passe a vida inteira fazendo o mesmo e idêntico som tipo AC/DC? POLÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊMICA, RATINHOOOOOOOOO.

*Lançaram o disco Death Magnetic.
**Ainda existia aquele pedaço de plástico chamado Compact Disc.

Reeditado em 19/05/2013