Crônicas do Cotidiano // Novidades! …ou não

Oi, eu sou o Pedro.

Não sei se você sabe, mas isso ainda é um blog e eu ainda “escrevo” aqui.

Sim, esse é mais um daqueles posts em que eu dou um monte de desculpas, prometo algumas coisas que você sabe que eu não irei cumprir e anuncio uma ou outra novidade que presta.

Lembra o semestre passado? Eu estava trabalhando como um chinês numa mina de carvão, então não tinha tempo, forças ou cabeça para escrever mais de um texto por semana e olhe lá. Agora eu peço para você que visualize o seguinte cenário:

Estou trabalhando na mesma quantidade, porém agora tenho diversas outras responsabilidades.

Estou terminando o sétimo período na faculdade, que é o último semestre de verdade e você não faz ideia (ou faz) da quantidade absurda de trabalhos gigantes que eu tenho que entregar essa semana.

Estou com dois clientes de freela.

Estou morando sozinho de verdade, eu e eu. (Tenho um problema sério para produzir quando não há ninguém em casa além de mim. O engraçado que isso só acontece aqui em casa, na agência por exemplo, eu produzo muito mais quando estou sozinho.)

Como você pode ver, estou ficando mais maluco.

Some tudo isso e tente imaginar o quão ferrado eu estou. Me dói pensar que tenho um blog, tenho leitores, gosto de fazer isso e quando sento aqui para escrever e postar, eu simplesmente não consigo. É sério, não estou de mimimi nem nada, mas é que está realmente foda e você faz muita falta. É, você mesmo que está prestes a desisitir de mim e desse blog.

Não desista. Não ainda. Eu não desisti.

Segredinho: Há umas semanas atrás, este blog que você ama tanto lê quase foi para o limbo eterno das interwebs. Sim, cogitei seriamente apertar o “delete” sem nem olhar pra trás. Tudo bem que depois das ameças que recebi da Naya eu desisti. Mas é um pensamento recorrente, o blog ocupa minha mente e me frustra muito (o fato de não conseguir escrever com regularidade). Eu queria realmente estar fazendo uma cobertura da copa….

De qualquer forma, resolvi mais uma vez tentar dar um up nessa bagaça.

Aliás, eu fico um pouco mais tranquilo quando lembro que no meio de tudo isso eu mudei o layout do blog, e venho fazendo diversas melhorias. A última foi o novíssimo sistema de comentários. Mais coisas serão adicionadas, assim que eu tiver paz.

E eu terei paz assim que terminar esse maldito período na faculdade. Minha vida será 23498374983 de vezes mais tranquila, até porque tem outra coisa que está mudando na minha vida profissional que eu ainda não posso contar, mas que de certa forma eu ficarei muito melhor e poderei organizar o meu tempo muito bem.

***

Bom, chega de lenga lenga… e vamos à grande novidade..

Toda vez que eu estou prestes a desistir do blog e desisto de desistir eu convido pessoas para escrever aqui e me ajudar a levantar esse blog. A última vez não deu muito certo, né Sra. Ingrid e Sr. Dorly? Muahahahahahaha [risada maléfica]

Pois dessa vez consegui trazer para o covil, mais uma linda redatora da RED!

Sim meus queridos, a partir de hoje (Tachinha, foi mal a demora… a parada tá tensa aqui) Natacha Orestes é redatora/editora/colunista/cronista do blog.

E se você não a conhece, toma esse texto aqui (Um dia Ela se Tocou) no Papo de Homem como cartão de visita e fique de boca aberta querendo mais.

Segue aí o perfil da Natacha:

Natacha Orestes – leia, leia, leia

Abre aspas. Natacha é 1986.  É nome russo. Literatura nacional. É faculdade de Letras. É Redação Publicitária, conceito e abstração. É Björk. É twitter, livros, .mp3, .jpgs, .docs, .exes, às vezes é .psds. É máquina fotográfica digital, microsoft word. É Jung, é Lacan, é Freud. É linguística, significante, significado. É Clarice Lispector, Valéria Tarelho. É Leminski, Alice Ruiz e é filha do CAOS. É unhas verdes e Herman Hesse. É aquário com peixes. Agora responda sinceramente: você sabe quem ela é? Fecha aspas.

twitter: @Natacha_O

blog: aLinguada

Tachinha, seja bem vinda!

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1 – Gente, tem 10 dias que eu convidei a Natacha e só estou fazendo o post hoje. Se ela ainda aceitar, breve tem texto dela. =D

2 – Eu pedi uma foto zenzual, disse para ela que ela já ia conquistar os leitores masculinos de cara. E aí, funcionou?

3 – =D


Sociedade Alternativa // Marcelo Tas, Twitter e o velho conflito Jornalismo X Publicidade

Aviso: este artigo fala sobre o contrato entre a Telefonica e Marcelo Tas do CQC. Se você não sabe sobre o assunto, você pode ler esta notícia publicada na Folha de S. Paulo. A opinião neste texto reflete apenas o ponto de vista deste quem vos escreve, não tendo ligação alguma com OCrepusculo ou qualquer outro autor deste blog.

Nas mídias tradicionais o grande problema sempre foi aliar o Jornalismo e a Publicidade. Mesmo os dois fazendo parte da comunicação, unir criação (Publicidade) com o conteúdo (Jornalismo) sempre foi uma situação de saia justa para todos no ramo. Hoje no meio virtual vivemos um problema bastante parecido.

Não sou contra a propaganda, independente do lugar onde ela é divulgada. Enquanto jornalista sei da necessidade que os veículos de informação tem de divulgar produtos para obter renda e continuar existindo, já que há muito tempo os jornais e revistas já não conseguem viver das vendas e assinaturas, enquanto a TV e o rádio não cobram para que o público acesse seus conteúdos. Muitos diriam então: “A publicidade é um mal necessário”. Não concordo, no meu ver a publicidade existe e é inerente do ser humano, não podemos nos livrar dela.

Vale lembrar que é fácil sabermos a diferença entre uma notícia e uma propaganda. Qualquer pessoa hoje pode perceber a diferença quando lê um jornal ou uma revista, pois a publicidade possui um destaque diferenciado do design do jornal (mesmo publicidade em formato de texto vem formatada e diagramada de outro modo, evitando a comparação). Misturar um e outro é coisa para jornais amadores ou de bairro, não para os grandes veículos. Neste caso, fundir os dois é um risco à credibilidade do veículo.

Na televisão é a mesma coisa. A única diferença, algo que não concordo, é a veiculação das publicidades dentro de novelas e seriados, onde o conteúdo se mistura a propaganda criando uma relação escusa e fora dos padrões éticos, os quais devem – ou deveriam – ser seguidos pelos comunicadores. Até a Sônia Abrão avisa antes de fazer a propaganda daqueles produtos estranhos no programa dela. Mesmo assim, neste ponto concordo com o Cardoso: para a propaganda ser boa no conteúdo ela deve passar despercebida na informação, como acontece nos episódios dos seriados norte-americanos. Este tipo de propaganda nos EUA se inevitável pelo grande uso de produtos eletrônicos nos programas (e claro, vale muito mais divulgar um produto se alguém estiver interessado a pagar do que colocar uma tarjinha preta na marca), porém a exposição dos produtos é tão superficial que muitas vezes passa despercebida (visualmente, mas este tipo de propaganda mexe muito no subconsciente dos espectadores).

O problema não é a propaganda nos blogs, portais ou até mesmo no Twitter, mas sim a forma como fazemos esta propaganda ou como ela repercute em nosso público (e não nos blogueiros aguados que podem reclamar do fato). O problema não é a divulgação, mas sim a forma de divulgar e construir a publicidade dentro de preceitos éticos que não destruam a confiança dos leitores e a nossa própria dignidade enquanto “veículos de mídia independente”.

Já foi comprovado que os banners, conforme foi dito a mim pelo Inagaki em uma oportunidade, não são o caminho para a publicidade na internet (neste caso são apenas uma transferência da publicidade impressa para o virtual). A única coisa que não pode ser tirada, e neste momento discordo do Cardoso, é a escolha do público em ler ou não a publicidade, isso deve estar explicito no início do texto ou até colocado no título. A publicidade deve ser diferenciado do resto ou anexado de maneira singela dentro do conteúdo. Diferente do que ele declarou, muitas pessoas mudam de canal na TV por causa da propaganda, porém isso não diminui de maneira alguma o valor que os anunciantes devem pagar por ela.

Sobre o caso Tas/Telefonica, faço as seguintes perguntas ao invés de dizer que isso é feio ou bobo:

  • Uma #hashtag é o bastante para diferenciar uma propaganda de um tweet normal?
  • Muitos seguidores já sabem disso… mas e os seguidores que não sabem dessa situação ou virão depois?
  • Como eles irão diferenciar a propaganda do conteúdo?
  • Onde fica a credibilidade e a ética neste ponto?

Qualquer publicitário, e meus colegas de blog acho que poderão confirmar isso, sabem que não adianta só fazer propaganda, mas ser ao máximo possível correto com seu público (afinal, falhar com o público pode acabar com uma marca). Em uma época onde até propaganda de Doritos tem que ser politicamente correta e propaganda de cigarro e de cerveja com mulher de biquíni na praia não pode porque é feio, para onde caminha a publicidade na internet e nos blogs? Como podemos quebrar a relação escusa entre criação e conteúdo e impedir que ela se torne prática na internet?

A falha desta discussão, no meu ver, é tentar relacionar a publicidade da Telefonica no Twitter do Marcelo Tas apenas a velha disputa entre sim e não. Ao invés disso, a perguntas que deveriam ser feitas são:

  • Como fazer a publicidade no Twitter e blogs dar certo para os autores, divulgadores e o público?
  • De que maneira nosso conteúdo pode coexistir e não ser estragado ou diminuído pelos anúncios publicitários?

Acho que neste caso houve uma desvirtualização do que é necessário para nós. O Tas só estará errado ou certo pelo modo como ele fizer suas propagandas, e não por simplesmente fazê-las.

***

1- Como foi dito, só segue o @marcelotas quem quiser. Particularmente nunca segui ele e não é por propagandas que vou deixar de seguir alguém, mas sim pela falta de conteúdo. Quem quiser seguir a gente adicione aí: Eu (@dcamara), Pedro (@pedroturambar), Naya (@fouquet) e o Neto (@netomacedo). Somos gente do bem que não machuca araras azuis e tamanduás bandeira.

2-Marcelo Tas explicou a iniciativa com a Telefonica em seu blog

3- O Rafa Barbosa colocou sua ideia no seu blog, uma das mais inteligentes que foge do #mimimi do certo e errado, e eu apoio.

4- O Nick Ellis colocou um texto sobre este tema no Yahoo! Posts apoiando a iniciativa de Marcelo Tas.

5- Rafael Ziggy, do SimViral, também deixou sua opinião sobre o assunto, e a discussão nos comentários vale tanto quanto o ótimo texto.

6- O Brainstorm #9 também não poderia ficar de fora disto, o artigo deles sobre o assunto está aqui.

7- Fabrício Zuardi comentou a iniciativa de modo negativo no I do My Own Stunts, veja aqui.

8- Fernando Gouveia, o Gravatai Merengue, também comentou sobre o assunto no seu blog com um texto bastante inteligente como sempre, leia.

9- O Alex Luna, do blog Tarrask (que eu particularmente não conhecia, mas recomendo a partir de agora), escreveu um texto muito bom e bastante completo, colocando o tema na mesa, atualizando devidamente e colocando também seu ponto de vista. Vale a pena.

10- Eric Messa também publicou um texto sobre isto no seu blog, o E-Code.

UPDATE:

11- Hospedado no novo portal de blogs Dialética, o blog Maldita Cultura Pop de Adilson Fuzo tem um texto  sobre o caso, mostrando sua posição contra Marcelo Tas.

12- Bruno Vox colocou em seu blog, o BalburdiaSA, sua opinião sobre o caso, você pode vê-la aqui


Sociedade Alternativa // Os blogueiros e a justiça na internet: grande piada!

Eu não acreditava mesmo que eu iria escrever sobre coisas tão sérias neste blog, chegando ao ponto de não fazer piadinhas de mau gosto. Tanto este quanto o último artigo postado por mim merecem seriedade total.

Não sei o problema que há na Justiça deste país, onde somos obrigados a ver todo o tipo de desmandos e atitudes ridículas do nosso judiciário: aqui , aqui e aqui estão bons exemplos de formas como nosso judiciário não deveria agir, afinal estamos tentando buscar ainda o bem do país, não é mesmo?

justiça na internet

Francamente minha paciência com isto acabou totalmente depois que vi está notícia no blog do Monthiel, antes tendo lido também está matéria publicada no G1. Não sei mesmo onde a internet e a Justiça na internet vão parar, mas parece que estamos começando a perder o foco no que realmente é importante e relevante para nosso país, enquanto nosso Judiciário parece muito preocupado em estancar “brincadeiras de criança”. A internet está virando um lugar complicado para se relacionar – sempre foi, mas tende a aumentar – e o Brasil ainda não está pronto para conceber uma maneira de tratar crimes na internet e punir aqueles que realmente merecem ser punidos, os criminosos.

Acho que todos merecem realmente respeito, independente de raça, credo ou modo de pensar, tanto os blogueiros quanto os comentaristas que realmente buscam um confronto saudável. Mas será que é realmente necessário que os blogueiros agora comecem a apelar para a Justiça em busca de caçar comentaristas maldosos? Moderar ou bloquear os comentários não seria algo mais inteligente ao invés de fazer a Justiça brasileira “perder seu tempo” em busca de pessoas que não merecem um pingo de atenção, enquanto há tantos pedófilos e neo-nazistas assombrando nossas comunidades virtuais? Sim, isso mesmo que você leu: perder seu tempo! Nossa Justiça é um fracasso, lenta e fraca para os crimes na internet, onde os projetos visam mais favorecer as grandes empresas monopolistas do que realmente a população. Os maiores criminosos no final são os que fazem download ilegal, e não os que pregam o racismo e a pedofilia.

Imagine agora se todos os blogueiros resolvessem entrar na Justiça para cada comentário maldoso publicado em seus blogs. O que aconteceria? Por que tantas pessoas resolvem deixar para lá enquanto outras escrevem matérias sobre comentários ou vão falar sobre isto em sites de notícias? Realmente é este nosso objetivo enquanto “donos das mídias independentes de informação”? Será que o objetivo da Justiça na internet é coibir ofensas virtuais ou punir culpados por crimes mais graves? Se formos tomar o que acontece na internet para a nossa vida real, iríamos entrar na Justiça quando formos xingados no trânsito? Eu posso apenas rir de atitudes como estas, para mim é o retorno do velho “vou chamar minha mãe!”, aquilo que eu fazia quando brigava com um amiguinho no pré.

justiça na internet 2

O caso do Techcrunch em nada se parece com cyberbullying e ofensas virtuais, como o portal Global de informação parece tentar induzir. Interessante o modo como o G1, feito por tantos jornalistas “renomados e poderosos” da Globo, parece querer desvirtuar o ponto principal: ameaças de morte são atitudes gravíssimas de um ser humano e um crime que realmente merece investigação.

Vale lembrar que enquanto nós mantemos uma conversa dessas de algo que já existe desde os primórdios da internet, e eu como um dinossauro virtual sei muito bem do que digo, perdemos o foco do que realmente é importante ser investigado. Parece que a nossa blogosfera e imprensa pouco se diferencia do Google. Enquanto o Blogger e o WebSheriff se preocupam em apagar posts com MP3 gratuitas e legalizadas, nossos comunicadores e nossa Justiça estão mais preocupados com xingamentos em blogs do que com pedófilos. E assim caminha a humanidade…

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1- Mac é para os fracos! Eu apoio o Windows! Rafael Galvão também, e você?

2- E em breve, muito breve, o Lablogatorios se tornará o ScienceBlogs Brasil. Eles sim tem relevância na meritocracia informal da internet. Amanhã, um novo marco na internet brasileira.

3- Eu leio um monte de blogs todo dia, recomendo esta tirinha do Um Sábado Qualquer e um vídeo do que acontece quando um repórter vai cobrir uma queima de pés de maconha no Cogumelo Louco.