Music is Very Porreta // 366 Motivos para gostar de música

Eu nunca aprendi a tocar mais que três notas num violão, nunca fui afinado – apesar de, pasmem, eu ter cantado no coral da escola quando era pequeno, e cantar em latim era irado -, nem nunca tive pretensões de ser. Inclusive fui recusado em aula de canto quando tinha uns 14 anos porque eu era sofrível. Não consegui fazer o UuUuUuuuUuUUuuuU que o cara pedia. Meu irmão Mateus, ao contrário de mim nasceu artista. Ele se formou na Belas Artes da UFMG, toca qualquer instrumento, canta, sapateia, etc.

Em proporção, existem um Mateus para cada sei lá, milhares de Pedros. Mas isso não quer dizer absolutamente nada. Eu consigo gostar, sentir e principalmente me emocionar com música tanto quanto meu irmão que toca, cria, compõe. Eu sempre digo, não é porque você não sabe uma coisa que você não pode gostar e principalmente criticar aquilo. É o famoso “eu não preciso ser bonito para achar alguém feio”.

Eu já tentei várias vezes colocar em palavras o que uma música, ou a Música, faz comigo. Acho que se juntarmos tudo que escrevi sobre o assunto e todos os adjetivos que já usei não conseguiria exemplificar 1% do que realmente a música mexe não só comigo, com todo mundo.

Ela é a sua companheira quando você está triste, quando terminou com a namorada. Ela te acompanhou durante todos os momentos felizes. Outro dia tracei um paralelo entre a nossa playlist e a nossa vida. O que estamos escutando condiz muito com o momento que estamos vivendo. E se você é nostálgico como eu, e quer reviver na memória alguma coisa que já viveu, é só ir lá na biblioteca do iTunes e dar o play naquela música. O iTunes para mim, na maior parte do tempo é como um grande repositório de memórias e experiências que tive na vida.

Um exemplo? Enquanto escrevia o parágrafo aí de cima, o shuffle me mandou para Infinita Highway do Engenheiros do Hawaii. Eu me lembro com detalhes assustadores do dia que comprei um ao vivo do Engenheiros com o nome dessa música. No dia que eu comprei o disco (era dia de gincana no colégio) eu estava junto com Aylsson, colega de sala. Comprei na mão do Nozinho, eu estava de calça jeans clara e uniforme do colégio. Eu devia ter uns 15 anos.

Quer ver mais um exemplo do que eu considero a música em sua essência mais pura e mágica, e que inspirou esse texto todo para defender um ponto. O nome desse exemplo é o Nick Ellis, um dos caras mais legais da “internet”. Conheci o Nick por causa do Digital Drops – site que me transformou em uma espécie de “guru” de gadgets para os amigos e parentes – e depois pelo Nerdcast. Eu que já tinha uma mega admiração por ele, e esse sentimento cresceu ainda mais com o Projeto 366 músicas.

É tudo bem simples. Desde o dia 1 de Janeiro de 2012, ele está tocando, gravando e upando para o Youtube uma música. Estamos na música 282. Além de atentar para o fato que falta 74 dias para o mundo acabar, quero que você entenda o porque de eu achar genial o projeto. Nick Ellis é um mega cantor, faz miséria no ukulele ou no violão, afinado e tal, que faz aqueles vídeos que ganham o mundo?

Não. E é exatamente aí que está toda a mágica do negócio. Não importa as habilidades dele como músico, essa nunca foi a intenção ou pretensão. O que o Nick está fazendo, é aquilo que todos nós “Pedros” fazemos quando estamos sozinhos, quando estamos com o fone de ouvido cantando fingindo estar em cima do palco. Estamos expressando a nossa paixão por uma música ou pela arte, estamos sentindo e colocando esse sentimento pra fora.

Não é qualquer um que tem a coragem de colocar isso para todo mundo ver, e muito menos a força de fazer isso 366 vezes. É simplesmente mais um apaixonado por músicas incríveis mostrando o amor que tem por elas. Para mim isso é o que faz da música uma arte. Explorada e sentida por todos nós.

Para você entender isso melhor, fiz algumas perguntas para o próprio Nick Ellis, que apesar de torcer para o Fluminense, é de fato um cara legal. E a primeira coisa que perguntei, foi da onde ele tirou a ideia de tocar, gravar e postar uma música para cada dia do ano. Ele disse que sempre quis tocar as músicas favoritas dele e colocar no Youtube, só para os amigos. Mas ele morria de vergonha, então nunca passou da vontade. Até surgir uma motivação para que a música o ajudasse a passar um momento difícil:

No final do ano passado eu me separei, e o 366 Músicas nasceu com o propósito de me ajudar a superar este momento conturbado, algo que ele conseguiu fazer com méritos. De certa forma, você poderia dizer que o 366 é uma forma de terapia para mim, a diferença é que ele é muito mais efetivo em me ajudar do que qualquer psicólogo.

Quando começamos um projeto, às vezes, não temos a noção do tamanho que ele pode ter. Então quis saber do Nick se ele tinha alguma ideia, da “loucura” que é gravar uma música todo dia. E também se ele chegou a pensar em desistir do projeto.

Não tinha idéia do trabalho que ia dar. Alguns dias eu fico mais de 2 horas ensaiando e tocando até conseguir cantar aquela música específica que eu escolhi. Pensei em desistir em setembro, quando enfrentei uma situação bem complicada na minha vida, mas o meu irmão não me deixou parar de gravar.

O 366 é um projeto que me faz muito bem, mesmo que eu esteja triste ou deprimido e que pareça ser impossível cantar uma música, ao terminar a gravação estou sempre me sentindo melhor do que antes.

Imagine fazer um Top 366? Eu não consigo. Toda vez que vou para a academia, tento fazer uma lista de 50 músicas, nunca fui com menos de 80. Sempre tem mais uma para colocar. Então quis saber também como ele escolhe as músicas do proejto.

Existe uma lista que preparei com várias sugestões, mas na maioria dos casos, escolho a música 5 minutos antes de começar a ensaiar. Algumas músicas são escolhidas pelas lembranças que elas me trazem, outras eu simplesmente escutei naquele dia e fiquei com vontade de cantar.

Toda a introdução desse texto e todo o objetivo final dele culmina na próxima pergunta, e obviamente na resposta. A arte, ou uma forma dela como a música, não pode se prender à certas amarras, pode e deve atingir todo mundo, de todas as formas possíveis. Seja você construindo ou agregando, seja recebendo ou assimilando. Perguntei então ao Nick se todo mundo entendia o que significava o 366.

Acho que a imensa maioria das pessoas não entende o 366, incluindo aí meus amigos mais próximos e parte da minha família. O projeto foi criado para fazer sentido para mim, para ser uma válvula de escape, sabe?

O 366 Músicas faz muito sentido para mim também. Conheci o projeto na Música 24, Father & Son. Eu já escrevi sobre o Cat Stevens aqui, e o tanto que essa música significa pra mim. E foi o grande motivo pelo qual me apaixonei pelo projeto.

Ele gravou a música, em homenagem ao pai, tocando ao lado dos filhos.

Entende agora?

Para terminar, perguntei ao grande Nick Ellis o que ele pretende fazer no fim do projeto. Se ele vai contar as experiências, a transformação que o 366 fez com ele. Para minha e a nossa alegria, ele respondeu assim:

Penso em escrever um livro sobre a minha experiência, mas antes disto, vou fazer uma segunda temporada no ano que vem, com mais pelo menos 365 músicas.

731 músicas. Veja os vídeos do Nick, cante junto com ele.

Comente aí também sua relação com a música, o que você gosta, cada um tem uma relação diferente. Quem sabe não rende mais um texto com seu depoimento?


Music is Very Porreta // Michel Telo x Los Hermanos. É tudo a mesma “merda”?

Antes que você fã nojento do Los Hermanos comece a fazer o meu boneco de vodu leia o texto e tente interpretá-lo. Sei que isso é difícil pra você, mas por favor, se esforce.

Antes de qualquer coisa temos que contextualizar a banda mais empolgante do momento dos últimos 15 anos e o maior fenômeno musical nacional em muitos, muitos anos.

Vamos começar por Michel Teló. Eu não vou falar aqui sobre Sertanejo Universitário (vou escrever um texto falando apenas sobre isso), vou falar sobre esse cantor que é o maior fenômeno musical do Brasil desde talvez, Tom Jobim e Vinícius. (Sinto o ódio do leitor crescendo mais e mais). Eu não estou fazendo nenhum, absolutamente nenhum juízo de valor – tal coisa é boa, tal coisa é ruim – estou apenas constatando um fato.

Não, Ivete Sangalo comprar a possibilidade de um show no Madison Square Garden para um público de brasileiro não constitui um fenômeno musical. Um dos maiores jogadores do mundo, o segundo maior tenista de todos os tempos e tantos outros dançando a sua música constituem um fenômeno musical. Você pode dizer que Cristiano Ronaldo só dançou porque o Marcelo (lateral do Real Madri) mostrou a música pra ele. Claro, mas se ele não tivesse gostado não teria dançado.

A reportagem de ontem no Fantástico me deixou chocado. Vejam aqui. No final, ele puxa a música e a boate inteira explode com o sotaque espanhol cantando Ai Se eu Te Pego. Michel Teló até hoje é assunto para os mais acalorados debates “É uma merda!”, “É sensacional!”. A grande polêmica foi a capa da Época dizendo que o cantor representa a música popular brasileira.

Os pseudo-comunistinhas/intelectuais largaram as anotações nas suas Moleskines e correram para seus macbooks reclamar em seus tumblrs. Depois de pedir um Macchiato para a garçonete do Starbucks. “Como é que pode falar que ISSO representa a música brasileira, é um ultraje, e o Chico? E as Ratazanas Perdidas em Criados Mudos de Mogno?”

Michel Teló representa como ninguém a música popular brasileira. Um ritmo dançante, uma letra simples e um refrão inacreditável de “fácil”. As pessoas gostam de cantar, as pessoas gostam de dançar e se divertem fazendo isso em qualquer lugar e qualquer ocasião. De churrascos a casamentos, de mega-shows a boates de luxo. Além de representar a nossa música e a nossa cultura – verão, corpos bonitos, pegação, sensualidade – Ai Se eu Te Pego representa a juventude fútil do nosso país. É um prato cheio para o sucesso.

Que jogue a primeira pedra aquele que viu uma gostosa e não pensou “Nossa, se eu pegasse essa mulher..”, a mulher em uma posição favorável “Ai… minha filha, assim você me mata”. Caso 50 reais no chão agora se 90% dos homens que estão lendo esse texto não tiveram esses pensamentos, literalmente esses pensamentos.

A música POPULAR, só é popular porque as pessoas se identificam. E elas só identificam se houver algo que ela reconhece como seu. Taí a fórmula do sucesso pessoal, ao trabalho.

E o Los Hermanos em?

Los Hermanos é o tipo de banda que as pessoas que tem “nojinho” de Michel Teló normalmente gostam. Descrevi o estereótipo ali em cima se você quiser. Nada, mas absolutamente nada define melhor a banda das barbas como esse texto aqui. Por favor, leia antes de continuar.

Pois bem. Fantástico o texto do não? Loser Manos criou essa horda de pessoas, na minha opinião, tão descerebradas quanto aqueles que a melhor música de todos os tempos é aquela que está fazendo sucesso. Eu particularmente acho a banda sensacional, em vários aspectos. As letras são poéticas, meio sem sentido nenhum, mas belas. Musicalmente eles são ótimos. Além de eles terem seus próprios conceitos e valores em relação à música que eles fazem.

O problema é que eles são chatos demais. E quem fez eles e as músicas deles ficarem chatas demais foram os fãs. É intelectualismo demais. É blusa xadrez e all star demais. Saca? Precisa de um pouquinho de uma nega descendo na boca da garrafa. Politicamente e intelectualmente correto demais é chato. E por isso Los Hermanos se tornou uma banda chata.

Já gostei bastante, mas hoje não consigo escutar nenhuma música até o final.
Respondendo a pergunta do título. Não. São “merdas” diferentes.

Los Hermanos tem esses problemas que eu disse, e Michel Teló. Bem, só o tempo dirá se ele irá sobreviver a isso tudo. Mas acho que ele está tendo a sua Anna Julia, e que nunca mais fará tanto sucesso quanto está fazendo com Ai Se eu Te Pego. O problema para o mercado do Michel Teló (o de música pop), é que dura muito pouco se você não for realmente muito bom nisso. E ele não é muito bom nisso. Interpretar música de outros te dá um ou dois megassucessos e nada mais. Boa sorte aí Teló!

A salvação (momentânea) para Teló será uma nova música grudenta e divertida quando ninguém mais aguentar Ai Se eu Te Pego – o que ainda vai demorar um pouco.

Já o Los Hermanos… bem, essa é para terminar o texto e fazer os fãs espumarem de raiva de verdade. E pessoal, vocês me conhecem, se eu fizesse um texto todo irônico de verdade e parcial eu diria. Não é o caso. Fui imparcial do começo ao fim. E digo, sem sacanagem alguma, que a única música do Los Hermanos que eu consigo escutar até o fim – cantando e me sentindo bem inclusive – e a única música que não me faz achar eles um porre, é exatamente.. Anna Julia.

Durmam com essa.

Quem te ver passar assim por mim,
Não sabe o que é sofrer, ter que ver você assim…

***

1 – Não, o texto não é sacanagem, eu juro. É pura opinião crítica. Quis dizer cada palavra.
2 – Não fique com raiva vai.
3 – Xingue nos comentários e mostre o texto para a revolta de seus amiguinhos =D


Music is Very Porreta // To… A MÚSICA MORREU!

É isso. Acabou.

A música decididamente morreu, no instante em que esse vídeo foi feito.

Não existe a MENOR desculpa que me faça aceitar isso. Justin Bieber parece uma dádiva divina perto dessa garota. Restart é digno de ser chamado o novo “Beatles” perto dessa menina.

Corram para as montanhas. O fim do mundo, feliz ou infelizmente chegou.

Se existe algum Deus, de alguma religião, ou de nenhuma, ele não aceitará isso. O ser humano não merece viver depois disso.

***

1 – HOJE É SEXTA, AMANHÃ É SÁBADO E DOMINGO VEM DEPOIS!!!! PUTAQUEOPARILPUTAQUEOPARIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

2 – E A MENINA AINDA É HORROROSA!!!!!!!!

3 – PUTAQUEPARIL!


Music is Very Porreta // Os melhores discos de 2010

Depois de publicar este texto faço uma promessa a todos aqui. Nunca mais publico listas deste tipo! Dão um trabalho do cão e no final os discos acabam valendo nada pois o espaço é muito pequeno para cada um. Publicar algumas resenhas individuais é melhor, e pretendo fazer isso neste ano de 2011. Vamos a esta lista, que como sempre foge daquela normalidade de monte de nomes conhecidos que muitos de vocês estão cansados de ver. Estas são minhas recomendações para começar 2011 com tudo! E não, não tem uma ordem lógica nesta lista… só tem artista foda aí!

Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR

Sem dúvidas um dos melhores discos que tive o prazer de ouvir aí nestes últimos, sei lá… 10 anos. Uma peça de arte fantástica que mistura Heavy Metal com música folk judaica e árabe. Os toques de violino dão um tom especial a esta banda, que já tinha feito bonito com o disco “Mabool – The Story of the Three Sons of Seven” – neste caso o tamanho do nome está bastante ligado a qualidade do disco. Vocês se espantarão, sem dúvidas como eu me espantei, na capacidade do Orphaned Land de mudar dentro dos subgêneros do Metal sem variação de qualidade. O som sai do bom e velho Folk, passa para o Progressivo, corre para o Death Metal, indo para o Symphonic e tudo isso com maestria. Os caras são gênios!


The Ocean – Heliocentric / Anthropocentric

Já que a lista começou com gênios, ela prossegue com outros gênios. Os alemães do The Ocean (também conhecidos como The Ocean Collective) são gênios da fusão musical. As músicas misturam heavy metal, hardcore, progressivo, sludge, música clássica, eletrônica, rock e de tudo mais que você possa imaginar de gêneros bons, todos representados nas músicas destas duas belíssimas obras lançadas em 2010, “Heliocentric” e “Anthropocentric”. Além disso eles ainda tem a cara de pau de encher o disco deles de temas fantásticos. Como os nomes dos dois discos acima dizem, eles retratam a ciência e a humanidade em seus mais diversos níveis, além de apresentar uma clara crítica a filosofia cristã. Não há motivo para quem goste de boa música não adorar o som e o estilo desses caras.

Pain of Salvation – Road Salt One

Ok… dentro das listas temos que ter algumas bandas que não é necessário falar, como o Pain of Salvation. Road Salt One é um disco interessantíssimo por trazer um estilo bem focado no bom e velho rock. Quando o ouvi senti o gostinho do passado em cada música, algo as vezes meio anos 70, as vezes meio anos 80… mas sempre mantendo a técnica já bem conhecida de um dos grandes expoentes do progressivo.

Finntroll – Nifelvind

Não há muito o que falar do Finntroll. Quem gosta de Folk Metal sabe do que estou falando. O som característico deles, que foi incorporado na maioria dos seus discos, está aí como sempre, dando um tom as vezes sombrio, as vezes cômico nas músicas. Tem algumas músicas medianas no meio do disco, mas os singles “Solsagan” e “Under Bergets Rot” fazem valer cada segundo de audição.

Accept – Blood of the Nations

Apesar do nome ser antigo, esta é mais que uma grata surpresa de 2010. Eu não dava nada para o retorno deste artista, que basicamente (e infelizmente) morreu e quase ninguém mais (fora alguns grandes fãs) se recorda deles direito. Isso é bastante triste para um dos artistas de vanguarda no seu período. Bem, fato é que o Accept voltou e este disco é fantasticamente a cara deles, como se viesse diretamente da década de 80 em uma máquina do tempo. O poder das guitarras, a velocidade e os vocais fantásticos do vocalista que substituiu o lendário Udo Dirkschneider estão lá, outro disco que valeu muito a pena ouvir por boas horas.

Avantasia – The Wicked Symphony / Angel of Babylon

Este é, não minto, um dos meus projetos favoritos de todos os tempos. Estes dois discos tem grandes músicas e não deixam de ter um conjunto forte. Escolher um dos dois, como no caso do The Ocean, seria impossível. As grandes músicas, apesar de estarem mais concentradas no “The Wicked Symphony”, não deixam o “Angel of Babylon” como um disco secundário. São dois discos onde é muito mais bonito viajar pela história do que unicamente pelas melodias. Então pegue os dois, mantenha a sequência e curta a história.

Serj Tankian – Imperfect Harmonies

O ácido Serj Tankian entra na minha lista pela primeira vez. O seu estilo musical, totalmente “imperfeito” como o nome do disco, é uma marca registrada que as pessoas aprenderam a amar (e odiar). As músicas cheias de confusão e altos e baixos trazem letras carregadas de críticas políticas e sociais das mais pesadas. O clipe de “Left of Center” me chamou muito a atenção neste disco. E este cara sem dúvidas merece uma medalha por “melhor metida na ferida de 2010″.

Overkill – Ironbound

O disco de thrash metal do ano. Todo ano lançam pelo menos 2 ou 3 bons discos deste gênero, que agora reformulado volta a ter espaço nos EUA e reconquistar o mundo. O Overkill, para quem não conhece, é mais uma daquela dúzia de bandas de thrash da década de 80 que surgiram na mesma época que os bons e velhos Slayer, Megadeth e Anthrax. Apesar de nunca ter obtido o mesmo sucesso dos acima citados, é um artista cheio de qualidade e que voltou (espero…) pra ficar!

Meat Loaf – Hang Cool Teddy Bear

Não há muito o que dizer sobre esse cara. Meat Loaf, apesar de não ser o senhor “superfamoso milionário cheio da grana” como alguns dos seus contemporâneos, é um dos maiores artistas do Rock de todos os tempos. E o melhor de tudo: ele continua em altíssimo nível e não é um destes velhos caquéticos que precisam de uma bengala pra levantar da cadeira ou estão em estado terminal. O disco é o que é: um conjunto de ótimas músicas, muito rock, o uso inteligente dos instrumentos clássicos e a voz fantástica do Meat Loaf, nada mais.

Eluveitie – Everything Remains (As It Never Was)

Mais um representante do Folk Metal presente na minha lista. Esta é uma banda que adoro pela sua qualidade e especialmente por oferecer sempre ótimos trabalhos. Apesar do disco anterior não trazer tanto apego, em “Everything Remains” eles voltaram ao estilo mais pesado e mais amadurecido que nunca. Além da música título, outros super destaques são “Thousandfold”, “Kingdom Come Undone” e “Quoth The Raven”.

Borknagar – Universal

Este é um dos meus discos preferidos do ano, pois como sempre o Borknagar é especialista em fazer as pessoas pensarem. Unindo o bom e velho Black Metal com o estilo progressivo, eles fazem um som altamente técnico sem deixar de ser sombrio. Aliado a isto, Universal traz uma temática bastante naturalista da qual eu realmente gosto, e penso que este novo disco realmente está entre os melhores de 2010. É um “must hear” para qualquer fã do gênero.

Rotting Christ – Aealo

O Rotting Christ, para quem não conhece, é um dos grandes expoentes gregos do black/melodic/whateva metal. Não se deixem levar pelo nome do artista, as músicas deles não são totalmente baseadas em falar mal de Deus ou do Cristianismo, na verdade a temática deles é em boa parte até mais pagã do que propriamente anti-cristã. O som deles é fantástico, e em Aealo eles trazem um conjunto brilhante de músicas que francamente não me deram outra escolha senão enfiar eles pela goela abaixo deste texto. É uma mistura bastante ao estilo do Orphaned Land, só que um pouco mais crua e muito mais metal.

Nightfall – Astron Black and the Thirty Tyrants

Este é o ano do Greek Metal? Primeiro o Rotting Christ e agora o Nightfall também conquista uma posição nesta lista. Um artista que é praticamente um desconhecido fora de suas terras, o Nightfall ainda não recebeu o reconhecimento que merecia. O disco é muito bom, e traz o estilo do Rotting Christ a um nível ainda mais sombrio, sem deixar esta temática pagã grega de fora. Começando pelo nome e pela arte de capa o disco já chama a atenção, mas é pelo conteúdo que ele ganhou sua posição por aqui. Músicas como “Astron Black” (com sua ótima e misteriosa Intro) e “Ambassador of Mass” mostram bem o que estou falando.

Twinpine(s) – Niagara Falls

Interessantemente este é o único artista brasileiro que vai entrar nesta lista. Cada dia estou mais decepcionado com os rumos que o Rock e Heavy Metal estão tomando neste país, onde músicos estão mais preocupados ou em ficar enchendo o saco dos outros ou em fazer música de modinha ao invés de compor algo que valha a pena. O Indie Rock do Twinpine(s) é diferente de toda esta produção nacional, não vou me alongar muito aqui sobre eles, mas posso dizer que eles merecem uma audição que seja, e comprovo isso colocando a música abaixo:

Arcade Fire – Suburbs

O melhor disco do rock alternativo do ano, o Arcade Fire é mais um daqueles artistas relativamente novos que surgem praticamente todo ano na cena inglesa do rock. Mas, diferente da maioria que vem e vai como o vento atravessa a planície, este aqui mostrou que é um artista de respeito, qualidade e criatividade, além de mostrar que dura mais do que um disco (que é basicamente a duração de 90% das bandas da cena atual). Suburbs é um disco de rock alternativo, com belas melodias em piano e com letras bastante  intimistas.

Manic Street Preachers – Postcards From a Young Man

Este é sem dúvidas o segundo melhor disco rock alternativo do ano (depois do Arcade Fire, foi mal). O som deles é um pouco mais rock que o do Arcade Fire, mais pesadinho, mas sem fugir do mesmo estilo e pegada do bom e velho rock britânico que aprendemos a adorar. Neste caso o melhor, como sempre, é apenas ouvir o que eles tem a “dizer”:

Belle and Sebastian – Write About Love

Esta é realmente uma das poucas bandas que hoje eu posso considerar realmente como Indie Rock, obviamente puxando indie na verdadeira etimologia da palavra. Apesar de termos uma enorme fila de artistas que se consideram independentes, são poucos mesmo que merecem ostentar este título por não se limitarem ao sistema da indústria, e um deles é o Belle and Sebastian. O sentimento que eles colocam nas músicas é algo que realmente chama a atenção e torna o som deles tão especial, sem esquecer de suas origens e dos fãs.

Pathfinder – Beyond The Space, Beyond The Time

Este é realmente um debut, primeiro álbum deste grupo de poloneses de symphonic heavy metal. Apesar de pegarem um estilo já meio batido (onde de tudo um pouco já foi feito), eles demonstram fôlego e vontade de criar músicas extremamente técnicas e com uma sonoridade especial. A música que mais me chamou a atenção foi “Pathway To The Moon”, baseada em Moonlight Sonata. Para um disco de estreia ele é fantástico, e me faz esperar por mais deste grupo que começou com o pé direito.

Kiuas – Lustdriven

E para finalizar aqui mais um artista que entra no grupo dos “injustiçados”. Estes finlandeses são extremamente técnicos e produzem uma fusão da música mais melódica do power/melodic metal com gêneros mais pesados como o thrash metal. Eu ouvi falar deles algumas poucas vezes, mas antes do lançamento deste disco eu nunca havia tido o prazer de ouvir o som deles. Posso dizer que perdi bastante, é uma banda realmente muito boa e que honra seu país. Vale a pena ouvir.


***
1- Gostaria de demonstrar aqui toda minha raiva com o WordPress. Some tag, some vídeo, some tudo! @(&#(!*@#&(#&@&#@#(
2- Tenho umas ideias legais para uma série de posts aqui, só preciso falar com o Pedro. Cadê tu, ó Pedro?


Alta Fidelidade // Top 5: Músicas de Despedida

Excepcionalmente na quarta-feira, por motivos extra campo.

Chega de lenga lenga e vamos ao que interessa.

5 – Não Existe Adeus – Hateen

4 – Where`d you Go – Fort Minor

3 – Para Dizer Adeus – Titãs

2 – Adeus – Junk

1 – Mama I`m Comming Home – Ozzy Osbourne

***

1 – Sugestões para semana que vem?


Alta Fidelidade // Top 5: Músicas para Viajar

Primeiro post, o título já fala tudo… sem mais delongas a meu top 5 de músicas para viagens.

5 – Free Bird – Lynyrd Skynyrd

4 – Peace Train – Cat Stevens

3 – Where the Streets Have no Name – U2

2 – Baba O’Rilley – The Who

1 – Born to be Wild – Steppenwolf

Não adianta. Essa música será sempre o maior hino de todos.

***

Ps: Faça o seu top 5 e coloque nos comentários. =D

Ps2: Á, podem dar ideias para o próximo top 5 também

Ps3: Ótimo videogame. ;)

Ps4: O Top 5 da semana que vem será dos 5 melhores solos de todos os tempos. Ou seja, polêmico.


Crônicas do Cotidiano , Music is Very Porreta // Lutar Por Aquilo que Acredita

Eu duvido muito que você conheça esse senhor com cara de árabe aí em cima, eu não o conhecia há algumas horas atrás. Na verdade, eu o conhecia sim, o conhecia em outra vida. Dele, não minha. Explico.

O nome desse homem é Yusuf Islam, é um muçulmano que dedicou grande parte da sua vida a ajudar outras pessoas, e que luta até hoje por tudo que acredita: paz, amor, ajuda mútua e bondade. Esse homem, sempre foi um em um bilhão, mas depois que eu o conheci de verdade há poucas horas, esse homem é mais do que isso. Yusuf Islam merece muito mais que o meu respeito e admiração. Esse homem é um símbolo de tudo aquilo por que ele sempre lutou. É um símbolo de um mundo que eu gostaria de viver. É um exemplo de esperança na raça humana.

Você provavelmente não está entendendo nada. Afinal, qual é a diferença entre esse cara e qualquer outro bom samaritano que vemos por aí vez ou outra, o que ele fez de diferente afinal?

Bom, antes de ser Yusuf Islam, esse homem era conhecido nada mais nada menos que Cat Stevens.

Alguns provavelmente estão chocados, outros não, a maioria, eu aposto está com cara de “Ahn?!”. Veja e ouça isso aqui, se você nunca ouviu essa música, morra dolorosamente em algum porão escuro.

Eu fiquei chocado. Primeiro porque pra mim, Cat Stevens foi mais um daqueles gênios da música da década de 70 que morreu prematuramente com 27 anos, vítima de overdose de alguma substância alucinógena. De certa forma, eu estou certo. “Cat Stevens” de fato morreu naquela época.

Ontem, eu estava vendo pela milésima vez o clipe de Father & Son – a música do clipe acima. Essa música, me conforta quando sinto saudades de casa. Me faz sentir criança, me traz milhares de memórias da minha infância, do meu pai e da minha família. De qualquer forma, como sempre imaginei que ele tinha morrido, fui pesquisar um pouco pra fazer um post sobre essa música. No natal, seria o post. Eis que eu descubro que Cat Stevens não só está vivo, como ele é Yusuf Islam e como ocorreu essa baderna toda.

Em suma, aconteceu que Cat Stevens quase morrera algumas vezes, cedo demais, como era o destino dos gênios da música naquela época. Um dia, ele estava nadando no mar e foi pego pela correnteza. Tomou caldo atrás de caldo e simplesmente não tinha forças para voltar à margem, foi então que ele pensou “Deus, por favor, eu prometo que se você me salvar, vou dedicar minha vida inteira a sua palavra”. Algo do tipo. Segundos depois uma onda forte tirou Stevens do imbróglio que se metera e ele conseguiu se salvar. Ele disse que não esqueceria de sua promessa, e que mesmo sem saber como fazer, ele iria cumpri-la.

Um dia, de repente, Cat Stevens ao tocar Father & Son decidiu que aquela seria a última vez. Pelo menos em muito tempo. Ele então agradeceu e se despediu do público, desplugou o violão e deu adeus a milhares de fans, extasiados e incrédulos.

Um show e uma carreira que acabava prematuramente.

Isso foi em 1978. Cat Stevens, que nasceu como Steven Demetre Georgiou deixava pra trás uma vida que milhões de pessoas queriam ter. Deixava pra trás a fama, o showbiz, a loucura, as drogas e o rock. O que ele nunca deixou pra traz, foi tudo aquilo que ele pregava na maioria de suas músicas. O que ele nunca deixou pra traz foi tudo aquilo que ele acreditava.

Nessa época, ele se converteu ao islamismo e passou a se chamar Yusuf Islam. Se dedicou realmente esse tempo todo a atividades beneficentes.

No Youtube, vi vários comentários (quase todos de americanos), criticando de forma veemente a escolha de Yusuf. Para resumir, segue o comentário de uma pessoa que resume tudo que eu gostaria de realmente dizer aqui:

“Can every one just shut the hell up and listen to the god damn music. You may actually learn a thing or two! This man has lived his entire life in search of peace and love. I’d like to see what any of you have achieved in your lives! Nothing…………shit all. Cat stevens is a ledgend! Nothing compares to his work, both on and off the stage.. So if you dont like it……….move on, it’s that simple!”

Que importa se Cat Stevens é cristão, muçulmano, budista ou acredita em uma árvore? Que importa quais foram as motivações dele para a mudança? Que importa?

Para mim importou demais saber que nem todos nossos ídolos morreram jovens. Para mim importou saber que ele está lançando discos de novo. Para mim importou vê-lo cantando com a barba grisalha. Para mim importa existir um símbolo como Yusuf Islam para jovens como eu. Para mim importa existir uma lenda que resolveu abdicar de tudo para lutar por aquilo que acredita. Sem fazer disso uma demagogia, sem querer mostrar para o mundo “olha, eu sou um ex-maluco que ajuda as criancinhas”.

Não, Yusuf Islam é uma verdade. É um exemplo. Quero ter metade da coragem dele para lutar por aquilo que eu acredito.

Suas músicas fazem mais sentido ainda. Obrigado Steven.

***

1 – É sensacional vê-lo cantando hoje “i am old, but i’m happy”

2 – Só queria deixar claro, que ainda acho que o Rock precisa – e muito – de ser louco como antigamente. O que me fascina não é a mudança dele, mas sim a coragem de fazer essa mudança e continuar lutando por algo que ele sempre acreditou, e mudar a vida de muita gente com isso.

3 – Yeah, it’s a wild world indeed.


Music is Very Porreta // Para onde estamos indo?

Nunca fui fã do System of a Down[bb], pra mim essa tranqueira – que Odin a tenha! – nunca foi grande coisa, e também nunca foi metal, porém ando gostando muito dos trabalhos solo do vocalista Serj Tankian[bb], que realmente mete o dedo na ferida sem dó nem piedade e tem umas sacadas boas.

Em breve ele vai lançar seu novo álbum, “Imperfect Harmonies”, e já nos apresentou o primeiro single desta grande obra, a música “Left of Center”. Vi o clipe, uma, duas, três vezes… li a letra e a pergunta que me faço é “para onde estamos indo?”

Confiram aqui o novo clipe do Serj, leiam a letra – tem abaixo um vídeo do YouTube com ela, que se der tempo eu posto uma tradução mais tarde – e tirem suas próprias conclusões.


Left of Center

Serj Tankian | MySpace Music Videos

Versão com a letra:

***

1- Por que a imagem do Dream Theater[bb] no topo? O símbolo se encaixa bem com todo o contexto.

2- Sem ideias de links hoje, vejam no Ocioso que sempre tem coisa boa por lá.


Music is Very Porreta // Um Diamante

Você sabe o que é um diamante?

Tá, eu sei que é aquela pedra valiosa e tudo mais, estou perguntando se você sabe do que é feito o diamante? Se sim, parabéns, você não matou aula de química no terceiro ano, se não, bem… eu digo.

Diamantes não são nada mais do que um amontoado de partículas de carbono. Assim, como nós, seres humanos. Um bando daquelas bolinhas de carbono ligadas umas nas outras fazendo toda aquela confusão. Outro fato interessante, é que (se eu me lembro bem da Rose [minha professora de química no terceiro ano. Beijo Rose!] falando, ela disse que a diferença do grafite para o diamante é meramente estrutural.

É sério. Pode pesquisar. Olhe para um grafite aí qualquer e imagine que por um pequeno acaso do destino ele não foi um diamante. Um C subiu pra lá ao invés de descer pra cá. E só isso.

Poderíamos tirar a conclusão então, que a diferença real entre o grafite e o diamante é apenas o layout.

Rolou o seguinte (eu acho): Deus demandou uma parada com carbonos, a galera do atendimento passou a demanda errada para a criação que fez o grafite. Deus então foi lá e esperneou com o pessoal e disse que queria uma refação para segunda na primeira hora. Galera da criação pediu uns pães sírios, queijo e vinho no delivery, ficou até tarde – reclamando que o cliente só queria meter a mão para levar o crédito – mexeu um carbonozinho aqui, trocou uma ligação de átomos lá e fizeram o diamante.

Layout. Apenas isso.

E agora que você chegou aqui, e está se perguntando que porra de papo de maluco é esse e o que diabos isso tem a ver com música. Eu te digo que toda essa introdução gigante é por causa de uma garota lá dos Estados Unidos.

Essa aí em cima, é a tal garota. O nome dela? Ariel Sabaj

Vendo assim, duvido que você dará alguma coisa por ela.

A imagem que me veio a cabeça, quando eu vi, foi de “oh céus, mais uma gordinha fazendo gordice no youtube e servindo de piada para milhões, e pela cara dela (beeem depressiva) isso acaba em tragédia”.

Isso foi porque eu vi. E não porque eu ouvi. Por favor, ouça:

Ghosts in my bed (original)

bullet proof (cover)

Impressionante não?

Está começando a entender o porque da introdução falar aquilo tudo? Isso que estamos vendo e ouvindo, meus amigos, é que é um verdadeiro diamante. Não é aquela historinha de “beleza por dentro”, “talento x aparência”, nem nada. Ariel pode ser mais uma que tem um talento incrível e que não fará sucesso algum por causa da estupidez coletiva que faz com que cada vez mais nos obrigue a virar os olhos para uma garota completamente fora dos padrões de beleza.

Eu torço para que isso não aconteça. Eu torço para que as coisas comecem a mudar, e que talvez percebamos que estamos aplaudindo de pé, admirando e idolatrando grafites, deixando de lado pedras muito mais preciosas.

Simples e puramente pela imagem que vemos.

Ariel além de ter uma voz digna de Norah Jones, ainda tem um humor nato que todos nós gordinhos temos. O bg do twitter dela é uma embalagem do sabão Ariel. Um rapaz comentou em um dos vídeos dela, algo como “Talvez você faria um enorme sucesso sem essas coisas na boca e uma aparência melhor, você não acha isso um elogio?” ela simplesmente respondeu “Talvez seja melhor da próxima vez eu colocar um saco de pão na cabeça”. Acho que isso ilustra um pouco o que eu quero dizer.

De qualquer forma, torço para que ela faça sucesso. Acho que não demora para isso sair em um monte de blogs, sites de jornais, portais e o escambau.

***

1 – Quem me passou o vídeo dela foi o @dougcastanheira que viu no Chongas.

2 – Canal do Youtube da Ariel Sabaj

3 – Aqui nesse site você pode baixar as músicas dela. São 6 ao todo. E digo que as melhores são as que ela mesmo escreveu e não os covers.

4 – Gostaram da nova header de música?


Crônicas do Cotidiano , Music is Very Porreta // Coisas que Marcaram Minha Adolescência: Música/Clipes

Pois é, semana do rock, post repetido no dia e eu precisava realmente fazer algo novo e que prestasse de certa forma uma homenagem ao dia do rock. Você que gosta do estilo está cansado de saber quais são as maiores músicas de todos os tempos e tudo mais, então resolvi pular esse parte e fazer uma lista um pouco diferente para as comemorações. Depois do Coisas que marcaram minha infância (calma calma, a seção ainda tem muito post) eu apresento a vocês as Coisas que Marcaram Minha Adolescência. [Olha, eu sinceramente acho que já fiz um post nessa nova seção, mas eu esqueci, então estou fazendo de novo. Se eu não fiz, e estou maluco mesmo, me perdoe e esqueça esse comentário].

E o episódio de hoje são as músicas/clipes que marcaram a minha adolescência, e como eu presumo que você tenha mais ou menos a minha idade, acredito que esses clipes/músicas também marcaram a sua.

São épicos. Épicos. Muito mais pelos clipes do que pelas músicas e até pelas bandas. Víamos um zilhão de vezes, seja na MTV, seja naquele programa da Fernanda Lima, seja naquele da band que não me lembro – mas a apresentadora era gatinha -, seja pelos sensacionais dowloads super rápidos a 3kbytes por minuto. Baixar um clipe naquela época era o equivalente a parir uma criança. Mas nós amávamos isso.

Mesmo que não gostemos mais dessa ou daquela banda, mesmo que pensemos “caralho, como eu posso ter gostado disso?”, tenho certeza que você vai voltar uns 8, 10 ou 12 anos no tempo ao rever os clipes aí em baixo.

Aproveitem. E feliz semana/dia do rock. \m/

Antes que você reclame, tem muito clipe/música que não entrou porque OSFILHASDUMAPUTA das gravadoras não deixam embedar o vídeo, então eu troquei.

Blink 182 – Stay Together for the kids

Papa Rock – Between Angels and Insects

Linkin Park – In The End

SOAD – Aerial

Slipknot – Left Behind / Millencolin – Penguins and Polar Bears

Creed – My Sacrifice

Blink – All the Small Things

Nickelback – How You Remind me

Foo Fighters – Learning to Fly / Rage Against The Machine – Killing in the name of

Silverchair – Ana`s Song

Offspring – Pretty fly

Three Doors Down – Be Like That

Red Hot Chili Peppers – Californication

Bônus / Box Car Racer – There is Essa quem me conhece vai entender

***

1 – Eu defino essa “época” como aquela época em que lançaram American Pie.

2 – E foi foda demais.

3 – Fico com uma saudade da porra dessa época. A vida definitivamente era mais fácil.


Página 1 of 512345