Capacitor de Fluxo // Um bando de crianças brincando de adulto

Queria falar sobre um pensamento que me ocorreu nessa semana. Estava em companhia de alguns colegas de trabalho, engomados, roupas alinhadas. Até os sapatos eram sociais. O que me espanta é a postura ‘socialesca’, a maneira em que nós somos condicionados a nos portar de formas diferentes em lugares diferentes, de como somos um bando de crianças brincando de adulto. Deixamos a nossa essência dentro do apartamento. E só. No entanto, fica complicado que façamos a distinção da pessoa entre o que ela é em casa, no trabalho, com o chefe, no círculo social, com a mulher,  sendo o chefe ou no curso de culinária.

criança brincando de adulto

“Soraya, você pode desmarcar a reunião das 11?”

As maiores referências que fazemos as associações mais fantásticas de nossos corações tem sua gênese na infância. Por exemplo: quem nunca viu na rua alguém que te fazia referência a algum personagem dos Simpsons? Quem não tem um tio que faz a “hora do cafuné”, igual o Tio Ted do Fantástico Mundo de Bob? Ou, vai dizer que você nunca imitou o “Slot quer chocolaate”, lá dos Goonies? Você, como eu, que foi criança nos anos 90 tem boa recordação disso, tenho certeza.

Claro, isso não é exclusividade nossa.  A diferença é que nós fazemos parte de uma geração de transição.

Nossos pais, que tiveram seus 20 anos lá pelos tantos dos anos 70 ou 80, não participaram de nenhum momento de explosão tecnológica/social. Não excluindo fatores-chave, a exemplo da Guerra Fria, mas, há de se entender a grande monotonia que passamos hoje em dia, no aspecto de, realmente, sermos fruto de uma geração em que precisamos estar produzindo e nos divertindo fulltime e, as vezes, realizando mais de uma operação ao mesmo tempo. Velocidade, essa, que não era característica dos nossos pais. Esse papo doido de geração X, Y, Z…

"Pai?"

“Pai?”

E é justamente por causa dessa monotonia de hoje em dia que nossa mente só tem um lugar para recorrer, o único lugar onde todo mundo achava que era feliz, onde todo mundo achava que não tinha problema e que a pureza dos sentimentos estava ali, ainda, intocada: a infância. A pieguice da nostalgia! Mas é, justamente, isso que nos classifica como grupo hoje em dia. Isso que molda uma geração, que dá característica e, de certa forma, faz com que nos identifiquemos um com o outro.

Para a galera da criação, é de fundamental importância o retorno a essas referências para trazer de volta “velhos novos ares”. Criar identificação com o cliente, ou com o espectador, é fundamental para o sucesso do seu trabalho. Se você sabe com quem você está falando, se essa pessoa se identifica com a sua ideia, se essa pessoa se ver em você e gostar de você, na pior das hipóteses, você ganha um advogado para a sua marca.

Então, se você chegou no emprego novo, num escritório de advocacia, numa pequena grande empresa e ali você vê um cara de terno, grava alinhada e calça devidamente passada, ora, não tenha dúvida: Esse cara viu os mesmos desenhos que você. Esse cara fez cenário para os bonequinhos lutarem. Esse cara tentou memorizar os fatalities do Mortal Kombat e atirou o controle longe quando não conseguiu. Esse cara já ralou o joelho jogando boa. Ele já tocou a campainha e saiu correndo. Esse cara já teve medo do Brinquedo Assasino. Ele já riu do Geléia dos Caça Fantasmas. E, provavelmente, não perdia um episódio d’A Caverna do Dragão. E mais: não perdia só um episódio da TV Colosso.

Esse cara foi você ontem. Ele tá sendo um projeto daquilo que ele imaginou que gostaria de ser em um determinado período da vida dele.  Vai lá, dá um jóia pra ele. Bate um papo com ele.


Crônicas do Cotidiano , Music is Very Porreta // Coisas que Marcaram Minha Adolescência: Música/Clipes

Pois é, semana do rock, post repetido no dia e eu precisava realmente fazer algo novo e que prestasse de certa forma uma homenagem ao dia do rock. Você que gosta do estilo está cansado de saber quais são as maiores músicas de todos os tempos e tudo mais, então resolvi pular esse parte e fazer uma lista um pouco diferente para as comemorações. Depois do Coisas que marcaram minha infância (calma calma, a seção ainda tem muito post) eu apresento a vocês as Coisas que Marcaram Minha Adolescência. [Olha, eu sinceramente acho que já fiz um post nessa nova seção, mas eu esqueci, então estou fazendo de novo. Se eu não fiz, e estou maluco mesmo, me perdoe e esqueça esse comentário].

E o episódio de hoje são as músicas/clipes que marcaram a minha adolescência, e como eu presumo que você tenha mais ou menos a minha idade, acredito que esses clipes/músicas também marcaram a sua.

São épicos. Épicos. Muito mais pelos clipes do que pelas músicas e até pelas bandas. Víamos um zilhão de vezes, seja na MTV, seja naquele programa da Fernanda Lima, seja naquele da band que não me lembro – mas a apresentadora era gatinha -, seja pelos sensacionais dowloads super rápidos a 3kbytes por minuto. Baixar um clipe naquela época era o equivalente a parir uma criança. Mas nós amávamos isso.

Mesmo que não gostemos mais dessa ou daquela banda, mesmo que pensemos “caralho, como eu posso ter gostado disso?”, tenho certeza que você vai voltar uns 8, 10 ou 12 anos no tempo ao rever os clipes aí em baixo.

Aproveitem. E feliz semana/dia do rock. \m/

Antes que você reclame, tem muito clipe/música que não entrou porque OSFILHASDUMAPUTA das gravadoras não deixam embedar o vídeo, então eu troquei.

Blink 182 – Stay Together for the kids

Papa Rock – Between Angels and Insects

Linkin Park – In The End

SOAD – Aerial

Slipknot – Left Behind / Millencolin – Penguins and Polar Bears

Creed – My Sacrifice

Blink – All the Small Things

Nickelback – How You Remind me

Foo Fighters – Learning to Fly / Rage Against The Machine – Killing in the name of

Silverchair – Ana`s Song

Offspring – Pretty fly

Three Doors Down – Be Like That

Red Hot Chili Peppers – Californication

Bônus / Box Car Racer – There is Essa quem me conhece vai entender

***

1 – Eu defino essa “época” como aquela época em que lançaram American Pie.

2 – E foi foda demais.

3 – Fico com uma saudade da porra dessa época. A vida definitivamente era mais fácil.


Sociedade Alternativa // Primeiro Dia de Aula

sala de aula

aula

Eu já escrevi sobre isso aqui no blog, mas infelizmente eu não achei o post para linkar. De qualquer maneira, é como se fosse uma revisão daquele texto. Nele, eu falava sobre a volta às aulas (acho que foi quando eu fui para o primeiro período, um minuto… achei! Segue o link do texto). Graças a deus não escrevo mais assim. Ou escrevo? Achei muito auto-ajuda o texto.

Bem, você deve saber que obviamente não é o meu primeiro dia de aula, primeiro porque eu já estou no sexto período (meu teclado não tem a bolinha numeral, desculpe), segundo porque minha aula (re)começou na terça-feira. Mas a questão da coisa toda é que nesses dois anos e meio de faculdade eu sempre estudei a noite. E me espanta nunca ter passado pela minha cabeça, estudar de manhã.

A verdade é que não me espanta nada, sério. Eu odeio acordar cedo, eu e 4 bilhões de pessoas no mundo (por aí… e devem ser mais). Segundo porque eu além de ter que trabalhar, gosto de trabalhar e fazer o que eu faço. Ou seja, só poderia estudar a noite, certo? Errado. Dos dois anos e meio que eu estou estudando aqui em BH, somente um ano eu passei trabalhando em período integral. Se eu não me engano, primeiro período, quarto período e metade do quinto.

Então porque diabos, eu não estudei de manhã no ano em que trabalhava na agência da faculdade que era na faculdade?! Olha só, a manhã é um período que você de cara perde metade dele. Isso se não perder ele todinho. É muito mais fácil estudar, trabalhar e chegar em casa lá pelas 7 horas e PRONTO do que sair de casa meidia com a comida na garganta, pegando um sol docarái e voltar às 11 pra casa.

Digo isso, porque agora que eu to trabalhando novamente – no período da tarde – o pensamento me veio num dia em que eu estava indo pegar o segundo busão para ir pro Belvedere torrando no sol. Senti-me um completo idiota por não ter pensado nisso antes. E isso foi na terça, logo no primeiro dia de aula.

Pensei, não só vou mudar de turno como vou ver se levo os Cavaleiros do Apocalipse comigo (Desculpe interromper, mas tenho que explicar o apelido: No terceiro período eu, o Tiago, o André e o Daniel ganhamos essa alcunha – você pode imaginar o porquê – da querida professora Carol de Pesquisa em Comunicação.  O André e o Daniel saíram da faculdade e eu e o Tiago logo iniciamos outros no nosso grupo) No final das contas, nós os cavaleiros vamos todos para o turno da manhã. Hoje somos cinco: Além do Tiago, os irmãos gêmeos Édson e Rodrigo e o Celso.

Chegando ao ponto que eu queria chegar (que introdução gigante em Pedro!) digo que mesmo mudando de turno com os amigos, mesmo conhecendo metade da turma da manhã (coisas da viagem a Sampa) eu to me sentindo como sempre me senti a vida toda antes de qualquer primeira aula. O que me leva diretamente à minha infância, quantas vezes eu não passei noites em claro, ansioso como uma doninha no inverno, contando os minutos para poder me arrumar e ir pra aula.

Me faz um bem danado sentir isso de novo. Isso quer dizer que eu to mudando minha vida sem medo, tomando decisões que antes nem passavam pela minha cabeça. Tomando uma decisão que vai me ajudar no meu trabalho, já que tenho hora para chegar, mas não tenho hora para sair (outro dia foi só até as 4 da manhã).

Melhor ainda é que isso quer dizer que eu tenho a possibilidade de conhecer mais pessoas, fazer novas amizades, e sentir aquele gostinho frio da manhã com a missão de ir para aula, como não sinto há quase 5 anos. Isso também quer dizer que eu vou poder ser nostálgico junto com meus amigos “É… naquele tempo que a gente estudava a noite não era assim…” “Era bom quando a gente podia dormir até tarde né?” “Que saudade das estrelas me acompanhando na volta…”

***
1 – Gente, como eu estou sem ler meus feeds há umas duas semanas, eu não faço a mínima idéia de quem indicar. Faz o seguinte, clica nos parceiros aí de lado. ;D ótimos blogs!

2 – Eu ia dar um recado… mas esqueci. (uns minutos depois…) Lembrei, só ia dizer que eu enganei vocês, falei sobre outra coisa o texto todo. Ahahahaha quase nada do tal primeiro dia. Malz ae galera.

3 – Só para ter o número 3 mesmo.


Sociedade Alternativa // Terrinha



A casa de Monlevade



Bom, já que eu resolvi virar um ativista do ócio… que eu comece logo de uma vez. E nenhum lugar melhor para ‘voltar’ a escrever do que meu antigo quarto, na minha antiga casa, na minha antiga cidade e só não é no velho computador porque este está na loja, amanhã prometo escrever direto de lá.

Esse é mais um daqueles textos que eu chamo de crônica em que eu estou apenas exercendo o papel de companheiro de gole, estamos trocando uma idéia (com acento, por favor) você e eu.

Ontem, foi um dia estranhamente feliz, – só não digo saltitante porque isso é coisa beesha (nada contra), sou do interior, você me entende né? – voltando ao assunto, há quase 2 anos e meio eu não acordava às 11 horas em um dia normal, dia de trabalho para a maioria das pessoas. Dei aquela espreguiçada, uma bela coçada no saco e fui para a tarefa árdua de acertar o vaso de pau duro – mulheres, vocês não imaginam como isso é difícil para nós, toda mijada pós-noite de um homem é uma aventura.

Continuando a estranheza do dia, acendi o cigarro enquanto lia meus primeiros e-mails do dia, recebo vários, 50% pornografia dos amigos, 20% coisas relacionadas ao blog, 10% trabalho e 20% twitter. Falando em cigarro, vocês estão percebendo a putaria que estão fazendo com os fumantes? Ok, fumar causa isso, aquilo e um pouco daquilo lá, mais pô! Como diabos vou gastar quase 5 reais por dia só com isso? Acho que vou estocar e vender no Mercado Branco de Gravatinhas Borboleta Vermelhas.
Relendo o que eu escrevi até agora percebo um traço genético da minha querida mãe, não contar as coisas linearmente. Para Jane contar uma história principal ela conta no mínimo outras 43 histórias paralelas.

Voltando, se não jamais acabarei isso.

Onde eu pare? Á sim, chequei os e-mails com uma diferença enorme… pude abrir os e-mails de putaria tranquilamente. Meu novo chefe, sendo ele eu mesmo, é bem permissivo neste caso. Terminado os e-mails twittei a minha felicidade, compartilhei com os amigos da Zona, e lá pelo meio dia comecei a trabalhar. Quando bateu 12:35 parei para fazer meu horário de almoço. Almocei uma pizza requentada e deitei um pouco, estou acostumado a um intervalo de duas horas ok?

Concordo que me excedi um pouco ao voltar a trabalhar às 15:30.

*Gente, ainda não terminei o texto porque meu pai resolveu aparecer aqui no quarto, puxou uma cadeira e começamos a confabular. Dividindo o cinzeiro, histórias, saudades e muitas gargalhadas.

Acelerando um pouco a história, voltei para o computador e fiz diversas coisas em pouquíssimo tempo, ou seja, acabei otimizando meu trabalho. Fui a padaria comprar cigarros e assisti o primeiro tempo de Manchester x Porto na Champions – foi lindo, só as minhas histórias assistindo esses jogos rende um texto. Terminei as coisas, assisti mais televisão, conversei um pouco, fiz um post gigante aqui no blog

Voltando ao início do texto, que era para eu falar apenas de Monlevade – é assim para nós, os Colonos, porque para o resto do mundo essa cidade se chama João Monlevade, mas ninguém aqui é um João Monlevadense, somos só Monlevadenses. Falando na cidade, que quase todo mundo conhece, é sério, ‘todo mundo’ já pelo menos “passou por aqui”, a @Popysp me perguntou no twitter porque o nome da região central é Carneirinhos. Fiquei envergonhado, não sei ou não lembro, prometi a ela que iria descobrir.

De qualquer maneira, é tão bom estar de volta, mesmo que por alguns dias. É bom sentar com meu pai e jogar conversa fora, é bom conversar e sonhar alto com meu irmão, é ótimo passar algumas horas brincando com o Ozzy (o cachorro), as vezes ele faz uma falta do caramba. Uma ova, todos eles fazem. Minha casa, meu quarto, o terreiro, o cachorro, pá e mã.

E é claro, dos botecos mitológicos que daqui a pouco estarei com meus amigos de infância.

***

1 – 3 blogs para vocês hoje, o da Ari – Cogumelos Verdes. Vale a pena ler os textos dessa menina amalucada.

2 – O maravilhoso blog do Alex CastroLiberal, Libertário e Libertino. Esse é para ler, assinar o feed e virar fã.

3 – O último não é de texto mas é um blog que por si só merece um post aqui. Depósito do Calvin, reúne quase tudo que foi publicado de Calvin & Haroldo.


Nerds Gonna Nerdar , Sociedade Alternativa // Coisas que marcaram minha infância | brinquedos, jogos de tabuleiro e coisas do tipo

Pessoal, depois de alguns dias – quase uma semana – estoy de volta e em grande estilo, revivendo uma seção que costuma fazer sucesso aqui: Coisas Que Marcaram Minha Infância. Já foram 3 posts, sendo um deles a edição especial do Dia das Crianças, clique aí embaixo para ver:

Coisas Que Marcaram Minha Infância

- Jogos de Super Nintendo

- Músicas

- Edição Especial Dia das Crianças

Bem, agora que você já viu os outros posts – eu espero – e está no clima, vamos ao novo post da série: Brinquedos Jogos (de tabuleiro) e coisas do tipo. Só uma coisa, não venha com comentários: – Faltou a mãe-do-guarda, faltou não-sei-o-quê. Listas são assim, baseadas totalmente na vida do autor que geralmente tem algo em comum com, no caso, grande parte dos leitores deste blog.
Ps.: Garotas desculpem-me, mas infelizmente vocês não se identificarão com todos os itens, e não espere a Barbie.

Chega de papo e vamos à lista.




Comandos em Ação
Não, não é por causa do filme e não é por pára-quedistas (sejam bem vindos em). Os bonequinhos de Comandos em Ação foram de longe o ‘brinquedo’ mais maravilhoso que eu já tive. Além de vários representantes das duas facções, eu tive um Tanque e um Helicóptero. Jamais esquecerei o dia em que ganhei o Tanque, sério… devia ter uns 6 ou 7 anos, foi um dos momentos sublimes da minha vida. Vale lembrar que ter esses bonecos foi uma das coisas que mais desenvolveram minha criatividade, eu criava estórias e mais estórias envolvendo personagens sem nexo algum com Gi-Joe, a maioria delas envolvendo campos de força. Não me lembro de muita coisa das estórias, mas lembro que escrevi várias delas alguns anos depois nas aulas de redação do colégio, pena que eu perdi.




Jogo da Vida
Esse aqui as garotas vão gostar, bobear até seu cachorro gostava de jogar isso. Esse foi definitivamente o jogo de tabuleiro que mais marcou a infância da nossa geração, quantas tardes você passou jogando isso com seus irmãos, primos, tios, pais e quem mais quisesse jogar. Uns gostavam de encher o carrinho logo de uma vez com uma penca de pinos ou filhos se preferir, quem não roubou pelo menos 30 vezes? (em todo jogo que envolve ‘dinheiro’ todo mundo já robou… na verdade, até nos que não envolviam dinheiro). Era um jogo simples, emocionante e totalmente sociável, o que é claro sempre resultava em briga, mas sinto saudades tremendas disso. Eu descia a mão na roleta.




Carmen Sandiego
Desafio qualquer pessoa, qualquer pessoa a dizer que nunca jogou ou não conhece esse jogo, e que a cabeça não explodiu de lembranças de tardes perdidas ao ver essa foto aí. Nenhuma criança jamais aprendeu Geografia em livros, todas elas aprenderam geografia jogando esse que para mim é um dos jogos mais educativos que já existiram. Primeiro por você ter que saber as capitais, moedas e peculiaridades de diversos países e cidades do mundo, segundo que para ‘passar de fase’ você tinha sempre que responder uma pergunta difícil demais. Era ótimo tentar tirar onde de que você chegou ao Hall da Fama em tantos dias, ou em apenas um dia, que você era foda demais e é claro, que você já tinha prendido a própria Carmem Sandiego. E como eu sou um cara bonzinho, baixem o jogo neste link.



Cavaleiros do Zodíaco
Toda menino brasileiro da minha idade teve pelo menos um, mesmo que fosse comprado na barraquinha do Tio Zé da esquina. Eu tive vários, mas o primeiro e o que eu mais gostava era o do meu signo, o Cavaleiro de Touro – que no desenho não passa de um pedaço de merda – mas eu o adorava, idolatrava. Era um dos únicos garotos da rua que tinha um original, com peças pesadas e tudo mais, eu montava e desmontava aquilo como um louco, e dá-lhe FanFic rolando. Lembro-me que um tio meu me encheu o saco durante todo o natal porque eu gritava desesperado que tinha perdido o “chifre”. Para quem não sabe os chifres do capacete do boneco de Touro se soltam por causa do desenho, imagine para uma criança querendo mostrar a coisa mais fantástica do mundo para toda a família e o boneco lá, sem um chifre. Eu superei depois, primeiro porque me convenci que assim era mais ‘real’ e depois porque eu achei o chifre. Que fique claro que eu só tive o boneco do Seiya porque meu pai escolhia qualquer um, quero que fique claro que eu odeio aquela peste daquele menino. Á, o boneco do Poseidon era FODA!



Golzinho Pequeno
Não, isso não é um post pago… mas esse comercial foi a melhor coisa que eu achei para ilustrar essa ‘brincadeira’. O comercial mostra exatamente o que era o Golzinho Pequeno, o gol era feito com qualquer coisa, na nossa rua eram pedras, primeiro porque ninguém ia jogar descalço na pedra e segundo porque a gente adorava ver os carros passando em cima da pedra e os motoristas ralhando com todo mundo. E é claro a confusão, foi falta não foi falta, você não toca pra mim, putaqueparil tá quente demais, a bola entrou toda ou não, passou do lado ou foi gol. Sem contar que às vezes o bicho pegava de verdade e o negócio ficava disputado, com faltas violentas, gente machucando, joelho ralado e tudo. Sempre estampo um sorriso na cara quando vou para Monlevade e vejo crianças fazendo isso.



Verdade ou Conseqüência
Essa aqui vai ser polêmica por um motivo: É V ou C e não Cai no Poço. Quem não se lembra das perguntas “Cai no poço, que te tira?” “Meu bem” “Quem é seu bem?” em outros lugares é salada mista ou outro, sei lá. O que interessa é que Verdade ou Conseqüência foi muito mais marcante, pelo menos pra mim. Muita gente que eu conheço deu o primeiro beijo – além de mim – em uma dessas duas brincadeiras, mas o primeiro amasso foi no VoC, que sempre foi considerado um jogo mais ‘pesado’. Nada era mais prazeroso que o frio na barriga, aquele nervoso, aqueles pensamentos de “será que eu vou beijar ela?” e sempre, todos os garotos torcendo loucamente para as meninas dizerem Conseqüência. Por vários sentimentos que causou na infância-pré-adolescência de todos nós, essa brincadeira não podia deixar de estar aqui.

***

1 – Já que o post é quase todo para os homens, vou indicar o blog Testosterona.

2 – Post sensacional da K.F, Apaixone-se

3 – Se você gosta de design veja esse post da seção Inspiração do ótimo Arte e Vício.

4 – A foto do jogo da vida é do Motoca.net


Sociedade Alternativa // Emoção na Certa

Felipe Massa do BRASIL!!

Depois do Futebol e o esporte que mais me emociona é a Fórmula 1. E isso só tem um motivo, um homem chamado Ayrton Senna do Brasil, é do Brasil mesmo pra mim o nome dele só é completo com “do Brasil”. Ao contrário de todos meus amigos, que contavam vantagem porque tiraram o carro do pai da garagem no fim de semana quando tínhamos 12 anos, nunca fui muito chegado a carros como a maioria dos homens. Não sei o motivo, mais nunca tive essa tara que muitos tem por motores, velocidade e contar vantagem para as meninas por que andou 3 metros com o carro do pai. Tanto que tenho 21 anos e até hoje não sei dirigir, nem sei quando vou tirar carteira, que hoje não é vantagem é necessidade.

Só falei essas coisas para explicar ou não explicar o porquê de eu gostar tanto de F1. Como muitas famílias, era lei todos os domingos de Grande Prêmio a família se juntar para ver a corrida. Nunca vou me esquecer daquela vitória do Senna em Interlagos, 1993. E para você também não esquecer veja aí embaixo:

Família toda chorando, emocionados. Ele tinha esse poder, emocionava todo mundo, fez o Brasil se apaixonar pela Fómula 1, somos sim apaixonados pelos GP’s ao redor do mundo. Infelizmente em 1994, ano de alegrias e imensurável tristeza para nós brasileiros. Ayrton Senna se foi e a seleção brasileira foi Tetracampeã. Depois disso a Fórmula 1 nunca mais foi a mesma para nós, nenhum brasileiro que passou por lá tinha um dedo do talento, da garra, da vontade e do carisma de Senna. Até que…

Surge Felipe Massa. O único depois de Senna a ter um talento acima da média e único que tem chances de ser campeão enquanto estiver em uma grande equipe. O país voltou a se apaixonar pela F1 depois de Massa, principalmente depois daquela vitória maravilhosa há dois anos atrás. Família inteira chorando junta novamente, relembrei diversos momentos de criança, tudo culpa do massa e do eterno hino da vitória. Que hino! Veja denovo também a vitória de Massa:

Olha, podem falar o que for do Galvão Bueno, mas que eu chorei para caralho nesse dia não foi brincadeira. Eu, minha mãe, meu pai e meu irmão. O outro chorou pelo telefone. Ele é o primeiro piloto com chances de ser campeão no Brasil. Imagina só, daqui a algumas horas ele sendo campeão? Meu Deus. Se em uma corrida em que Fernando Alonso foi campeão – totalmente apagado pela vitória de massa – ficamos loucos com a vitória de Massa, imagine com o caneco? Olha, ano passado o Raikkonen ganhar foi um milagre – ele estava os mesmos 7 pontos atrás de Hamilton – milagre esse que infelizmente não acredito que vá se repetir.

Fui ao delírio hoje de manhã com a pole de Felipe, ainda mais com Hamilton em 4°, mas sinceramente – Deus queira que eu esteja errado – acho que o que aconteceu ano passado não vai se repetir. Ele vai ganhar a corrida, o campeonato eu sinceramente acho difícil. Mas vou tocer como um louco, como se o Galo estivesse em uma final de libertadores – que sonho – ou numa final de Copa do Mundo. Amanhã meus queridos sou Felipe Massa Futebol Clube desde pequenininho.

********************UPDATE*******************************

Olha, foi a corrida mais emocionante que eu vi na minha vida. Infelizmente eu acertei, mas a culpa de Felipe Massa não ser o campeão é toda da Ferrari. E só dela.

***

1 – Se tudo der certo, amanhã nem farei Uptade neste post. Vou fazer logo outro contando como chorei baldes de lágrimas gritando “Vai filha da puta, vai caramba, vai..vai..”. Assim como fiz com o post do César Cielo.
2 – Todo mundo torcendo amanhã em!
3 – Estou feliz pra caralho no emprego novo.

Pedro
.


Sociedade Alternativa // Coisas que Marcaram Minha Infância | EDIÇÃO ESPECIAL

Meus caros colegas, hoje é dia 12 de Outubro. Dia das Crianças. Dia da Nostalgia. Estou preparando posts emocionantes para hoje, e como eu criei a seção “Coisas que Marcaram Minha Infância” nada mais justo que fazer uma edição especial para o dia de hoje.

Como não podia deixar de relembrá-los, clique aqui e aqui, para verem os dois posts que eu já fiz nesta seção, para começarmos a seção Nostalgia de hoje.

Bom, eu fui uma criança feliz e serelepe, gostei tanto de ser criança que sou uma até hoje, preso nesta cara de gente grande. Tenho 21 anos, mas o espírito sempre será de criança. Lembro de muita coisa. E uma das coisas que mais marcaram minha infância..foi a conquista do Tetra.

Eu tinha 7 anos de idade. Me lembro de todos…TODOS…jogos do Brasil. Mas o que mais me lembro, é daquela falta. 2 a 2 contra a poderosa Holanda, Branco se prepara para bater a falta. Romário sai da frente no último milésimo. Golaço, vi o Branco correndo em direção ao banco de reservas, chorando. E eu chorando igual menino pequeno – que de fato era – ali começou minha paixão pelo futebol. Era a maior felicidade que eu tinha experimentado.

Eu sempre falo aqui, que sou apaixonado por leitura, por livros e tudo mais. Onde esta paixão começou?! Fácil. Ifância. Com o que? Mais fácil ainda. Revistinhas da Turma da Mônica. Meu vício de ler antes de dormir começou com as infinitas revistinhas da Mônica.
Quem nunca leu que atire a primeira pedra. Cascão, Cebolinha, Magali e Mônica. Os intermináveis planos infalíveis do Cebolinha, a briga do Cascão com a água, a comilona Magali e as porradas da Mônica. Além da turma da Rua de Baixo. Franjinha, Horácio, Tina, Rolo e o meu preferido Do Contra. Me ensinou a ler esse Maurício de Souza. Além de aprender várias coisas.

Na televisão, putz..muita coisa. Criança, além de brincar na rua – como era na minha época – não tinha absolutamente nada para fazer. E a televisão estava lá. Não vou falar do óbvio, Xuxa, Angélica, Mara Maravilha, TV Colosso, CRUJ e tantos outros programas. Além dos desenhos, que merecem um post só para eles. Vou falar de uma série, poderia escolher tanto Castelo Rá-Tim-Bum – que também merece um post só pra ele – e nem No Mundo da Lua, que eram ótimas séries. Vou falar da série com a melhor música de abertura de todos os tempos. Anos Incríveis.

Simplesmente maravilhoso! Acompanhar Kevin e suas desventuras infantis, pré-adolescentes e mais tarde adolescentes foi incrível – literalmente. Eu senti que ia crescendo junto com ele. Era ótimo assistir aquilo. Embalados sempre pela ótima música de Joe Cocker – With a Little Help From My Friends – ríamos, choravamos e íamos ao delírio com Kevin, fua família e seus amigos.

Bom, já falei de jogos, música, televisão, futebol…o que falta?…falta falar da família. Meus irmãos, meu pai e minha mãe. Sou o caçula, mas vivendo em uma família onde todos são crianças até hoje, isso não fez muita diferença. Os vídeos que gravávamos quando pequenos. Mateus imitando Gil Gomes enquanto eu filmava, e eu declamando o poeminha do cara que nunca tinha bebido, fumado e metido. AHAHAHAHAHA, sim, eu falava essas coisas. Tenho que agradecer, por toda minha vida, a essa família, que sempre deu liberdade para sermos crianças, nos puxou as orelhas quando preciso. Eu, Mateus e Daniel. Eternas crianças, filhos de Jane e Vanderlei. Quando estamos todos juntos nos raros Domingos em família. Voltamos todos a ter no máximo 10 anos. Mateus gostando de chuva, eu falando muito, Daniel contando as novas, Vander e Jane os sempre apaixonados.

Obrigado a todos vocês, que me deram uma infância incrível!

***

1 – Tenho fotos criança, mas não aqui, por isso não coloquei.
2 – Vem mais post do dia das crianças por aí.
3 – Hoje tem show do Skank, vou fazer um post sobre ele também.

Pedrinho.


Capacitor de Fluxo // Coisas que Marcaram Minha Infância | Jogos de SuperNintendo

Jogos de Super Nintendo foram provavelmente os primeiros jogos de videogames de muita gente da minha idade. E o Super Nintendo em si foi com certeza, o mais lúdico, viciante e de longe o console mais amado de todos, todos, TODOS.

Video-Games evoluiram muito, hoje é praticamente você controlando um filme, às vezes só assistindo a um filme (beijos Metal Gear). O PS foi um divisor de águas, mas ele não tinha o charme do Snes. Nunca vou me esquecer do dia em que ganhei – junto com meus dois irmãos – este console. Meu pai estava trazendo-o de São Paulo. Lembro da minha mãe acordando a mim e Mateus “Acorda gente, vem ver seu pai”. Eu me recusei a levantar – aliás, desde que me lembro eu odeio que alguém me acorde – mas eu ouvi meu irmão acordando e dizendo “Ó, um videogame…”.

Em 3 segundos eu já estava em pé.

Dei um oi correndo para o meu pai e fui para o quarto. Desembrulhamos e jogamos até minha mãe mandar a gente dormir. O jogo… bem, não poderia ser outro a não ser Super Mario World. Por esse motivo, por ter feito parte da minha infância, por me ensinar inglês e por hooooooras intermináveis de divertimento, fiz essa pequena lista de jogos. Só de pensar neles, minha mente voa para aquele tempo. Tempo de criança. Tempo em que éramos mais verdadeiros e mais retardados e mais felizes.

Bom, vamos a lista. Primeiro, gostaria de agradecer o meu parceiro Wallace, que me ajudou a preparar essa lista e a definir quais jogos não poderiam entrar. E por que eu chamei ele para participar, uai, ele é dono do melhor lugar do mundo para lembrar do Super Nintendo. O blog Clássicos do Super Nintendo. Lá vc pode baixar todos eles, emuladores e tudo mais. Parando com o jabá os agradecimentos e voltando à lista, alguns jogos foram classificados como hors concours ou seja, não entraram na seleção. Não entraram por serem jogos que estão acima de qualquer lista. São os melhores e ponto. Outra curiosidade, a lista terá dois jogos a mais – quem lê o blog, sabe que as listas aqui são de cinco – ou seja, serão 7 jogos.

E chega de Blá-blá-blá.

Tartarugas Ninja IV - Grande jogo, grande desenho. Sempre fui fã das tartarugas lutadoras, o filme então..sensacional, me influenciaram bastante, em textos, em piadas e tudo mais. A começar por procurar saber quem era Donatelo, Michelangelo, Rafael e Leonardo. Sobre o jogo, você começa a se empolgar logo pela apresentação, e olha que eu sou viciado em apresentações de jogos. A desse jogo é uma das melhores que eu já vi, assim como a trilha sonora. Me lembro do dia exato em que comprei esse cartucho, fui correndo pra casa, mas no dia…meu pai fez o favor de emprestar o ‘adaptador’ para um amigo dele. Quase matei meu pai. Tratei de arrumar com um vizinho, sob promessas de favores devidos. O jogo, putz, o jogo é sensacional, daqueles viciantes, jogando ‘de dois’ então…sempre rendia brigas “o pedaço de pizza era meu pô, eu to com menos life que você!” “mas você pegou o último…vc que fica deixando seu cara morrer” “Mãããe! Mateus comeu minha pizza..eu vou morrer!!!”. Minha mãe ficava danada da vida. E quando conseguíamos jogar o adversário na tela! Putz, era o máximo. Me recordo muito bem dos momentos felizes jogando esse clássico do Snes.

Top Gear - Rá! Depois de Lotus. Acho que foi o jogo de carro mais jogado do mundo. Esqueça Need For Speed e seus carrões tunados e turbinados. Top Gear era o máximo. Ainda é! O que era esse jogo, meu deus. O Super Nintendo foi o video game mais sociável da história. O bairro inteiro se juntava na casa de um que tinha comprado o jogo mais novo, ou que estava organizando um campeonato de qualquer coisa. Era sempre uma festa. Que ou acabava em briga ou em pizza. Top Gear não fugia à regra. Emocionante, até meu pai parava para ver as mirabulosas corridas. Mas esse jogo tinha um tipo de corrida em especial que sem modéstia eu digo que eu era foda. Corridas noturnas. Não se fazem mais corridas noturnas como as de Top Gear. Tempo bom. Sem contar a trilha sonora. Deus, que trilha. Você ficava maluco só escutando akeles tãnãnãnãs. Esse jogo foi tão importante para mim, que nunca mais gostei de jogos de carro. É, joguei o Need Underground como todo mundo, mas enjoei. Top Gear sim, foi meu último jogo de carros.

Tiny Toons Adventures - Impossível não se viciar neste jogo. É daqueles que você zera 8 mil vezes e não se cansa. Todo tipo de fase que você puder imaginar, além de ser divertidíssimo, era cheio de segredos, esconderijos e fases especiais. O jogo era até difícil em algumas partes. Um clássico, todo mundo que teve um Snes, jogou e se divertiu muito com as aventuras de Lilica e Perninha. Tem cenário para tudo que é gosto, faroeste, castelo mal-assombrado, jogo de futebol americano. E você lá, dando chutes em todo mundo. Viciante e incrível! Destaque para os Mini-Games que apareciam entre uma fase e outra. Adorava esse jogo.

Donkey Kong Country 2 - Como não falar do macacão?! Dos maiores clássicos e um dos personagens mais queridos de todos os tempos se tratando em games. Vou falar do 2 porque o Country 1 é hors concours. A continuação é tão sensacional quanto o primeiro. Além do Diddy você também jogava com a namoradinha dele, a Dixie. Putz, não tem muito o que falar de Donkey Kong, é acima da média. Nunca fizeram um jogo de plataforma como esse. E acredito que nunca mais vão fazer. Quem zerava primeiro era Rei, o jogo reunia tudo, diversão, medo, tentativas e mais tentativas de se passar de alguma fase difícil ou de um chefão chato bagarai. Sempre gostei e sempre vou gostar. Jogo até hoje, morro de rir sempre. Adorava as fases com os animais ajudantes. Rinoceronte era foda demais! Destaque para as fases bônus. Eram quase melhores que o próprio jogo!

Biker Mice From Mars - O meu preferido da lista! Eu já adorava o desenho quando joguei esse jogo. No estilo do maior jogo de corrida de todos os tempo Rock N’ Roll Racing, Biker Mice marcou como um dos maiores clássicos de Snes. Me lembro muito bem de uma tarde, regada a suco de maracujá – colhido no pé da minha casa – que eu zerei o jogo. Cada personagem tinha a sua peculiaridade. Sempre gostei mais do ratinho da moto vermelha, não era a mais veloz mas era o melhor nas curvas. Muito tiro, muita explosão e muuuuita risada. O jogo é ótimo. Sensacional ver a galera derrapando no óleo que você deixava, ou quando você ficava brilhando e detonava todo mundo. Rendeu muuita diversão. Destaque para os cenários – fases – das corridas, cada uma com sua dificuldade, você morria de ódio em algumas. Que saudade deste jogo.

Earthworm Jim 2 - Rá, um dos mais engraçados da história. Morria de rir com aquela vaquinha na primeira fase. Ótimo personagem, Jim Minhoca! Vou reproduzir aqui a magnífica resenha feita pelo Wall. “Earthworm Jim 2, ou Jim minhoca 2, é um verdadeiro clássico para Super Nintendo. Sucessor de Earthworm Jim (que em breve estará aqui no blog), o jogo conta com ótimos gráficos e uma excelente trilha sonora. Sem contar claro com o seu humor sem noção. Vamos redescobrir esse clássico. O jogador controlará Earthworm Jim (Jim Minhoca), que tem como objetivo salvar a princesa What’s-Her-Name das garras malignas do Psy-Crow. A jogabilidade é outro fator que se destaca no jogo. Além de uma grande variedade de movimentos, o personagem tem uma grande variedade de armas (até hoje eu não entendo para que serve aquela que atira bolhas). O legal desse jogo é que cada fase é bem distinta da outra. A trilha sonora desse jogo é demais, composta por Tommy Tallarico. Nafase “The Villi People”, pode-se notar uma melodia muito bonita, até triste. Quando o jogador passa das fases, poderá brincar com as vozes de umas vacas (hehehe), deixando-as mais grossas, finas, rápidas, lentas, etc. O que eu mais gosto nesse jogo é o Puppy Love, que aparecerá 3 vezes durante todo o jogo. O jogador terá que apanhar uns cachorros em um marshmallow gigante, caso não os apanhe, levará uma surra de um cachorro boladão, chamado Peter.”

Mega Man 7 - Até hoje considerado o melhor Megaman que já existiu. Eu sou suspeito para falar, eu poderia até fazer uma lista com o Top 5 de Megaman. Acho que joguei e zerei todos. Uma das melhores séries de jogos já criadas, quiçá a melhor. Gostei sempre tante da primeira parte da série, Megaman X Dr. Willy, quanto da segunda parte, Megaman X Sigma. Apenas o Megaman X4 se compara ao 7. Fases secretas, chefões, novas armas, e mais-não-sei-o-que escondido. Destaque para o Rush. Sensacional aquele cachorrinho. Mas o que eu mais gostava e gosto em Megaman clássico, é a interminável batalha entre o nosso querido azulzinho contra seu irmão ProtoMan. Muito MUITO foda o ProtoMan. Sempre gostei mais dele do que do próprio Mega. Bom, sempre gostei mais do anti-herói que do herói perfeitinho. Também jogo Megaman até hoje. Putz, como passei horas procurando as fases secretas, ná época não tinhamos o todo poderoso Google para nos ajudar. Era na labuta mesmo, ou então nas revistas especializadas.


Capacitor de Fluxo // Músicas que Marcaram Minha Infância

Estou querendo fazer estas listas há muito tempo. As listas das coisas que marcaram minha infância. E o primeiro tema é…MÚSICA. Nossas mães cantam para nós quando ainda não passamos de um pequeno amontoado de células. Músicas movem o mundo, movem pessoas. Todo mundo tem a sua lista de músicas e músicos preferidos, nossos ídolos. Ídolos de verdade, que fique bem claro. Esta não é uma lista das melhores bandas de todos os tempos e nem um top dez da minha vida. Apenas músicas que marcaram minha infância. Tenho certeza que marcaram também a infância de muita gente, e que vocês iram lembrar com carinho destas bandas/canções.

musicas que marcaram minha infância

Show completo!

Mamonas Assassinas – Que atire a primeira pedra quem até hoje não canta a letra de pelo menos 3 músicas deles. Qualquer, qualquer garoto ou garota que tinham seus 5 a 9 anos naquela época não é apaixonado até hoje pelas músicas e piadas desses 5 muleques de Guarulhos. Quem não se lembra da primeira vez que escutou Pelados em Santos. Foi o meu primeiro CD, e tenho certeza, o primeiro cd de muitas pessoas da minha idade. O que eles fizeram, ninguém nunca fez e nunca vai fazer. Quando lembro da minha infância, e lembro de uma banda, a primeira que vem é essa. Foram motivos das maiores risadas que esse país já deu e uma das maiores tristezas e saudades que esse país já sentiu.

musicas que marcaram minha infância

Era uma Casa Muito Engraçada – Quem não passava horas e horas cantando estes lindos versos de ninguém mais ninguém menos que Vinícius de Moraes. Lembro como se fosse hoje, todos na escolinha, fazendo um círculo e cantando na maior felicidade! Lógico que no final, sempre apontavamos para um bobo! “Mas era feita, com muito esmero, na rua dos bobos, número zero”. Lembro-me muito bem e com muito carinho dessa música e dos desenhos horríveis que as professoras nos mandavam fazer. E outra, quem nunca procurou uma casa com o número zero? Eu já. Mas não achei. Não procurei no google também…era mais legal olhar os números das casas quando andava de carro com meu pai. Acho que até hoje, inconscientemente eu procuro a tal rua dos bobos número zero.

coisas que marcaram minha infância

Aquarela – Dúvido, mas dúvido mesmo que na mesma hora em que ver de qual música se trata, você não vá correndo ao YouTube, digitar “Aquarela” para ouvir essa genialidade de Toquinho. E você vai se lembrar com muito carinho de sua infância. Vai se lembrar de sua mãe cantando baixinho para você, ou com você. Vai se lembrar da “Tia” do primário que mandava você desenhar cada frase da música. Pense bem, quantos desenhos das passagens de aquarela você deve ter feito…não sei de vocês, mas eu fiz uns 200, no mínimo. Os primeiros acordes já trazem estas lembranças…”Numa folha qualquer, eu desenho um sol amarelo…com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo”. Essa música é linda. Uma passagem sem volta de um nostálgico à malemolente época do Bafo, Pique-Esconde, Pique-Pega e tantas outras maravilhosas brincadeiras.

musica infância

Era Um Garoto – Acho que sobre essa música aí, nem preciso comentar. Era um garoto, que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones. A música original é de Gianni Morandi, mas ficou famosa cantada e tocada por Gessinger, Licks e Maltz. Os Engenheiros do Hawaii. Quantas excursões não foram embaladas por essa música e seu rátátátátá. Em qualquer lugar que esteja, e alguém começa a cantar essa música, ou ouça ela…todos ao redor começam a cantar. Como se fosse um daqueles músicais da brodway…o cara está lá cortando tomates e derrepente ele sai para a rua pulando e cantando com os traunseuntes. Eram garotos que como nós…amavam os beatles e os rolling stones. Mas foram mortos na guerra. Mais uma letra que entra pro hall das letras que sempre serão atuais.

michaeljackson

Michael Jackson – Por último e não menos importante e marcante…ele, o mais mais da história da música…Michael Jackson! Podem falar o que quiserem desse cara, mas que ele é um dos maiores nomes da música, ele é. Um mito. O que dizer de um cara que era negro, ficou branco, inventou o moonwalk, fez os maiores clipes da história, trocentas músicas geniais e ainda por cima virou um maluco neurótico. Oras, metade destes atributos já fariam qualquer pessoa ser uma lenda. Nunca me esqueço de quando vi o clipe de Black or White no Fantástico. Nunca me esqueço de, junto com meus irmãos, tentar exaustivamente fazer o moonwalk. E quantas vezes não me esborrachei no chão, junto com vários amigos, que apostavam quem conseguia tombar o corpo como no filme Moonwalker. Quem nunca imitou os gritinhos e pegadas no saco de Michael Jackson. Quem nunca dançou ao som de Thriller nas festinhas americanas com o pessoal da escola? Eu já fiz isso tudo. E você?

***

1 – Procure no Youtube estas músicas
2 – Lembre com carinho de sua infância
3 – Desenhe um sol amarelo numa folha de papel
4 – Tente fazer o moonwalk
5 – Faça a coreografia de Thriller


Music is Very Porreta // Mamonas Assassinas, não tem como não amar

Mamonas Assassinas

Tenho a certeza absoluta que todos, todos mesmo, conhecem esta imagem. Não só conhecem como sentem milhões de coisas ao vê-la.

Eu sinto o sorriso subindo e crescendo até a uma gostosa gargalhada ao mesmo tempo em que sinto as lágrimas descendo e levando a um choro sincero e silencioso. Sinto uma felicidade quase instantânea, acompanhada na mesma intensidade, por uma tristeza e saudades profundas. Sinto uma grande vontade de vencer e ao mesmo tempo, toma conta de mim, um grande sentimento de injustiça.

Neste momento escrevo sobre eles ouvindo o único CD de uma banda que fez história e marcou a vida e a infância da minha geração. Tenho certeza que, como eu, todo mundo ainda sabe as letras. Mesmo se não escuta há tantos anos e tal. Você nunca esquece algo que escutou pelo menos 1 zilhão de vezes.

“Pois pra mim, você é uma besta mitológica com cabelo pixaim parecida com a medusa, eu disse isso pra rimar com a soma dos quadrados dos cateto é igual a porra da hipotenusa” “Você foi, agora, a coisa mais importante que já me aconteceu neste momento, até hoje, em toda minha vida” “Um paradoxo do pretérito perfeito complexo da teoria da relatividade”.

Essas frases, para mim em especial, resumem tudo que eles significaram para um país, para uma geração. E para mim. Podem discordar o quanto que quiserem. Mas para mim eram gênios. Quer ver?

A melhor música nordestina da história: “Jumento Celestino”
A melhor balada da história: “Uma Arlinda Mulher”
O melhor Heavy Metal do Brasil: “Débil Metal”
O melhor pagode da história: “Lá Vem o Alemão”
A melhor música Portuguesa da história: “Vira-Vira”
A melhor música de corno da história: “Boys Don’t Cry”
A música mais engraçada da história: “Mundo Animal”
A melhor música pop da história: “Pelados em Santois”
A música mais crítica da história: “Robocop Gay”
A melhor música romântica da história: “Chopis Centis”
Os melhor hinos de excursão da história: “Sábado de Sol” e “Sabão Crá-Crá”

Nos exatos 38 minutos e 59 segundos que esses cinco rapazes fizeram uma revolução danada, eu volto a ser criança. Volto ao tempo em que a única coisa que importava era a diversão e o sorriso. Foi nestes minutos que eu aprendi a gostar de música. Comecei a procurar aqueles riffs, aquela guitarra. Foi quando comecei a prestar atenção no que as letras das músicas me diziam. Foi quando eu me apaixonei pelas palavras, pelo prazer de escrever, pelo humor e pela música.

Obrigado, de coração, Dinho, Júlio, Sérgio, Bento e Samuel.
Aonde quer que estejam, nem que seja apenas na memória de milhões de outros saudosos, vocês foram muito fodas.

 


Página 1 of 212