Music is Very Porreta // Os melhores discos de 2010

Depois de publicar este texto faço uma promessa a todos aqui. Nunca mais publico listas deste tipo! Dão um trabalho do cão e no final os discos acabam valendo nada pois o espaço é muito pequeno para cada um. Publicar algumas resenhas individuais é melhor, e pretendo fazer isso neste ano de 2011. Vamos a esta lista, que como sempre foge daquela normalidade de monte de nomes conhecidos que muitos de vocês estão cansados de ver. Estas são minhas recomendações para começar 2011 com tudo! E não, não tem uma ordem lógica nesta lista… só tem artista foda aí!

Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR

Sem dúvidas um dos melhores discos que tive o prazer de ouvir aí nestes últimos, sei lá… 10 anos. Uma peça de arte fantástica que mistura Heavy Metal com música folk judaica e árabe. Os toques de violino dão um tom especial a esta banda, que já tinha feito bonito com o disco “Mabool – The Story of the Three Sons of Seven” – neste caso o tamanho do nome está bastante ligado a qualidade do disco. Vocês se espantarão, sem dúvidas como eu me espantei, na capacidade do Orphaned Land de mudar dentro dos subgêneros do Metal sem variação de qualidade. O som sai do bom e velho Folk, passa para o Progressivo, corre para o Death Metal, indo para o Symphonic e tudo isso com maestria. Os caras são gênios!


The Ocean – Heliocentric / Anthropocentric

Já que a lista começou com gênios, ela prossegue com outros gênios. Os alemães do The Ocean (também conhecidos como The Ocean Collective) são gênios da fusão musical. As músicas misturam heavy metal, hardcore, progressivo, sludge, música clássica, eletrônica, rock e de tudo mais que você possa imaginar de gêneros bons, todos representados nas músicas destas duas belíssimas obras lançadas em 2010, “Heliocentric” e “Anthropocentric”. Além disso eles ainda tem a cara de pau de encher o disco deles de temas fantásticos. Como os nomes dos dois discos acima dizem, eles retratam a ciência e a humanidade em seus mais diversos níveis, além de apresentar uma clara crítica a filosofia cristã. Não há motivo para quem goste de boa música não adorar o som e o estilo desses caras.

Pain of Salvation – Road Salt One

Ok… dentro das listas temos que ter algumas bandas que não é necessário falar, como o Pain of Salvation. Road Salt One é um disco interessantíssimo por trazer um estilo bem focado no bom e velho rock. Quando o ouvi senti o gostinho do passado em cada música, algo as vezes meio anos 70, as vezes meio anos 80… mas sempre mantendo a técnica já bem conhecida de um dos grandes expoentes do progressivo.

Finntroll – Nifelvind

Não há muito o que falar do Finntroll. Quem gosta de Folk Metal sabe do que estou falando. O som característico deles, que foi incorporado na maioria dos seus discos, está aí como sempre, dando um tom as vezes sombrio, as vezes cômico nas músicas. Tem algumas músicas medianas no meio do disco, mas os singles “Solsagan” e “Under Bergets Rot” fazem valer cada segundo de audição.

Accept – Blood of the Nations

Apesar do nome ser antigo, esta é mais que uma grata surpresa de 2010. Eu não dava nada para o retorno deste artista, que basicamente (e infelizmente) morreu e quase ninguém mais (fora alguns grandes fãs) se recorda deles direito. Isso é bastante triste para um dos artistas de vanguarda no seu período. Bem, fato é que o Accept voltou e este disco é fantasticamente a cara deles, como se viesse diretamente da década de 80 em uma máquina do tempo. O poder das guitarras, a velocidade e os vocais fantásticos do vocalista que substituiu o lendário Udo Dirkschneider estão lá, outro disco que valeu muito a pena ouvir por boas horas.

Avantasia – The Wicked Symphony / Angel of Babylon

Este é, não minto, um dos meus projetos favoritos de todos os tempos. Estes dois discos tem grandes músicas e não deixam de ter um conjunto forte. Escolher um dos dois, como no caso do The Ocean, seria impossível. As grandes músicas, apesar de estarem mais concentradas no “The Wicked Symphony”, não deixam o “Angel of Babylon” como um disco secundário. São dois discos onde é muito mais bonito viajar pela história do que unicamente pelas melodias. Então pegue os dois, mantenha a sequência e curta a história.

Serj Tankian – Imperfect Harmonies

O ácido Serj Tankian entra na minha lista pela primeira vez. O seu estilo musical, totalmente “imperfeito” como o nome do disco, é uma marca registrada que as pessoas aprenderam a amar (e odiar). As músicas cheias de confusão e altos e baixos trazem letras carregadas de críticas políticas e sociais das mais pesadas. O clipe de “Left of Center” me chamou muito a atenção neste disco. E este cara sem dúvidas merece uma medalha por “melhor metida na ferida de 2010″.

Overkill – Ironbound

O disco de thrash metal do ano. Todo ano lançam pelo menos 2 ou 3 bons discos deste gênero, que agora reformulado volta a ter espaço nos EUA e reconquistar o mundo. O Overkill, para quem não conhece, é mais uma daquela dúzia de bandas de thrash da década de 80 que surgiram na mesma época que os bons e velhos Slayer, Megadeth e Anthrax. Apesar de nunca ter obtido o mesmo sucesso dos acima citados, é um artista cheio de qualidade e que voltou (espero…) pra ficar!

Meat Loaf – Hang Cool Teddy Bear

Não há muito o que dizer sobre esse cara. Meat Loaf, apesar de não ser o senhor “superfamoso milionário cheio da grana” como alguns dos seus contemporâneos, é um dos maiores artistas do Rock de todos os tempos. E o melhor de tudo: ele continua em altíssimo nível e não é um destes velhos caquéticos que precisam de uma bengala pra levantar da cadeira ou estão em estado terminal. O disco é o que é: um conjunto de ótimas músicas, muito rock, o uso inteligente dos instrumentos clássicos e a voz fantástica do Meat Loaf, nada mais.

Eluveitie – Everything Remains (As It Never Was)

Mais um representante do Folk Metal presente na minha lista. Esta é uma banda que adoro pela sua qualidade e especialmente por oferecer sempre ótimos trabalhos. Apesar do disco anterior não trazer tanto apego, em “Everything Remains” eles voltaram ao estilo mais pesado e mais amadurecido que nunca. Além da música título, outros super destaques são “Thousandfold”, “Kingdom Come Undone” e “Quoth The Raven”.

Borknagar – Universal

Este é um dos meus discos preferidos do ano, pois como sempre o Borknagar é especialista em fazer as pessoas pensarem. Unindo o bom e velho Black Metal com o estilo progressivo, eles fazem um som altamente técnico sem deixar de ser sombrio. Aliado a isto, Universal traz uma temática bastante naturalista da qual eu realmente gosto, e penso que este novo disco realmente está entre os melhores de 2010. É um “must hear” para qualquer fã do gênero.

Rotting Christ – Aealo

O Rotting Christ, para quem não conhece, é um dos grandes expoentes gregos do black/melodic/whateva metal. Não se deixem levar pelo nome do artista, as músicas deles não são totalmente baseadas em falar mal de Deus ou do Cristianismo, na verdade a temática deles é em boa parte até mais pagã do que propriamente anti-cristã. O som deles é fantástico, e em Aealo eles trazem um conjunto brilhante de músicas que francamente não me deram outra escolha senão enfiar eles pela goela abaixo deste texto. É uma mistura bastante ao estilo do Orphaned Land, só que um pouco mais crua e muito mais metal.

Nightfall – Astron Black and the Thirty Tyrants

Este é o ano do Greek Metal? Primeiro o Rotting Christ e agora o Nightfall também conquista uma posição nesta lista. Um artista que é praticamente um desconhecido fora de suas terras, o Nightfall ainda não recebeu o reconhecimento que merecia. O disco é muito bom, e traz o estilo do Rotting Christ a um nível ainda mais sombrio, sem deixar esta temática pagã grega de fora. Começando pelo nome e pela arte de capa o disco já chama a atenção, mas é pelo conteúdo que ele ganhou sua posição por aqui. Músicas como “Astron Black” (com sua ótima e misteriosa Intro) e “Ambassador of Mass” mostram bem o que estou falando.

Twinpine(s) – Niagara Falls

Interessantemente este é o único artista brasileiro que vai entrar nesta lista. Cada dia estou mais decepcionado com os rumos que o Rock e Heavy Metal estão tomando neste país, onde músicos estão mais preocupados ou em ficar enchendo o saco dos outros ou em fazer música de modinha ao invés de compor algo que valha a pena. O Indie Rock do Twinpine(s) é diferente de toda esta produção nacional, não vou me alongar muito aqui sobre eles, mas posso dizer que eles merecem uma audição que seja, e comprovo isso colocando a música abaixo:

Arcade Fire – Suburbs

O melhor disco do rock alternativo do ano, o Arcade Fire é mais um daqueles artistas relativamente novos que surgem praticamente todo ano na cena inglesa do rock. Mas, diferente da maioria que vem e vai como o vento atravessa a planície, este aqui mostrou que é um artista de respeito, qualidade e criatividade, além de mostrar que dura mais do que um disco (que é basicamente a duração de 90% das bandas da cena atual). Suburbs é um disco de rock alternativo, com belas melodias em piano e com letras bastante  intimistas.

Manic Street Preachers – Postcards From a Young Man

Este é sem dúvidas o segundo melhor disco rock alternativo do ano (depois do Arcade Fire, foi mal). O som deles é um pouco mais rock que o do Arcade Fire, mais pesadinho, mas sem fugir do mesmo estilo e pegada do bom e velho rock britânico que aprendemos a adorar. Neste caso o melhor, como sempre, é apenas ouvir o que eles tem a “dizer”:

Belle and Sebastian – Write About Love

Esta é realmente uma das poucas bandas que hoje eu posso considerar realmente como Indie Rock, obviamente puxando indie na verdadeira etimologia da palavra. Apesar de termos uma enorme fila de artistas que se consideram independentes, são poucos mesmo que merecem ostentar este título por não se limitarem ao sistema da indústria, e um deles é o Belle and Sebastian. O sentimento que eles colocam nas músicas é algo que realmente chama a atenção e torna o som deles tão especial, sem esquecer de suas origens e dos fãs.

Pathfinder – Beyond The Space, Beyond The Time

Este é realmente um debut, primeiro álbum deste grupo de poloneses de symphonic heavy metal. Apesar de pegarem um estilo já meio batido (onde de tudo um pouco já foi feito), eles demonstram fôlego e vontade de criar músicas extremamente técnicas e com uma sonoridade especial. A música que mais me chamou a atenção foi “Pathway To The Moon”, baseada em Moonlight Sonata. Para um disco de estreia ele é fantástico, e me faz esperar por mais deste grupo que começou com o pé direito.

Kiuas – Lustdriven

E para finalizar aqui mais um artista que entra no grupo dos “injustiçados”. Estes finlandeses são extremamente técnicos e produzem uma fusão da música mais melódica do power/melodic metal com gêneros mais pesados como o thrash metal. Eu ouvi falar deles algumas poucas vezes, mas antes do lançamento deste disco eu nunca havia tido o prazer de ouvir o som deles. Posso dizer que perdi bastante, é uma banda realmente muito boa e que honra seu país. Vale a pena ouvir.


***
1- Gostaria de demonstrar aqui toda minha raiva com o WordPress. Some tag, some vídeo, some tudo! @(&#(!*@#&(#&@&#@#(
2- Tenho umas ideias legais para uma série de posts aqui, só preciso falar com o Pedro. Cadê tu, ó Pedro?


Music is Very Porreta // Top 5: Os Melhores Solos do Rock

EU SEI!

Eu sei… ok? Sei que você vai me odiar depois dessa lista. Mas eu não ligo.

Abaixo, os 5 melhores solos da história do Rock. SEM DISCUSSÃO!

Tá… você pode discutir. Mas é a minha e só minha lista.

5 – November Rain – Slash

Slash saindo da igreja é uma das cenas mais épicas da história do videoclipe

4 – Texas Flood – Stevie Ray Vaughan

Taí um dos maiores guitarristas de todos os tempos

3 – One – Kirk Hammet

Não preciso falar nada

2 – Johnny B. Goode – Chuck Berry

Que me desculpe o Chuck Berry, mas eu tinha que usar essa versão

1 – Jimi Hendrix – Vodoo Child

Nah.

Antes que você venha me encher o saco, antes que você PENSE em falar de algum maldito guitarrista de alguma banda de Power Metal, Metal Melódico, ou sequer pense em me falar sobre um sueco chamado Yingwe Malmsteen. Saiba que eu nem pensei em levar em conta esses caras. Muito menos venha me falar de Eruption de Van Halen, não quis levar em contas solos como aquele. Aqui são os solos que fazem parte da música, sacou?

***

1 – Saiu um pouco atrasado hoje devida a… bem.. devido à minha preguiça

2 – Então, qual será o próximo top 5? Querem algo esdrúxulo? Tipo, melhores músicas para se ouvir tomando banho?

3 – Essa semana, quinta-feira mais precisamente, teremos um post emocionante sensacional foda bacana sobre música.


Music is Very Porreta // Rock in Rio. Eu (queria) ir!

Calma! Não me interprete mal, eu ainda quero ir um dia, mesmo não gostando de shows, pela minha baixa estatura, ou seja, quando vou não vejo nada, além de ficar espremida em meio à multidão e quase morro asfixiada. Não. Isso não é um exagero. Como morava em Ipatinga lá não tinha muita coisa, e todas as vezes que fui a um show tenho uma historia não muito boa pra contar. Já fui ao show de Sandy e Junior, sim eu fui e não me envergonho disso, já gostei dessa dupla ah um bom tempo atrás, só gostei, não sou fanática com nada e o mais próximo de fanatismo que cheguei foi com Backstreetboys, quando comprei um CD e uma revista. Bem, no show de Sandy e Junior eu quase morri de tanta poeira que levantou – sou alérgica a poeira-, depois quando fui a um evento com vários shows em Ipatinga, a mil anos atrás, o Beer Fest, choveu tanto que eu me arrependi de usar botas, além de quase ter perdido minha carona e um grupo de amigos meus ter batido o carro e quase perdido o ultimo ano.

Ok! Nem todos os shows que fui foram tão ruins assim. Fui uma vez no do Barão Vermelho – a área que eu estava quase não tinha ninguém já que a área VIP só tinha R$10,00 de diferença da área comum, advinha onde lotou. Uma vez também fui ao show do Engenheiros do Havaí e choveu, foi no meio do barro com 50 pessoas no total, é não tinha ninguém.

Pelo que eu vi ou eu não vou mesmo a muitos shows por causa do meu pé frio neles. Mas se tem um show que eu queria ir era no primeiro Rock in Rio, principalmente no show do Queen. Olha que eu não sou mega fã, mas só de ver o vídeo, de uma época que nem nascida eu era me desperta uma vontade de ter visto essa cena com meus próprios olhos:

Deus salve o Youtube, já que se não fosse ele eu provavelmente não veria essa cena, mas como vocês já sabem esse ano tem mais um edição, com nome pertinente ao local de Rock in Rio, nem pensei se vou ou não, principalmente por lotar eu não conseguir ver nada e além do mais de depender de companhia. Algumas bandas já confirmaram:

- Skank

- Coldplay

- Sepultura

- Angra

- Metallica

- Slipknot (essa eu acho que @xgustavogfx vai)

-Motörhead

- Coheed and Cambria

- Red Hot Chili Peppers

- Snow Patrol

- Capital Inicial

- Stone Sour

- NxZero

Do mais, como é bem eclético, deve ter Ivete, Claudia Leite, Araketu ou qualquer coisa no palco diversidade. E como tem também um monte de babaca, vão jogar latinha, sapato e tomate. Poxa se não gosta dá licença, mas respeito todo mundo gosta e é ótimo.

Agora vamos ver com o tempo o que vai dar, quem mais vem para o evento, do mais só resta esperar e ter a certeza que a disputa de ingressos vai ser acirrada, pois o lote de cartões presentes que eram vale-ingressos acabaram bem rapidinho.

Ps’s:

Quem quer ir fala ai?


Alta Fidelidade // Top 5: Músicas para Viajar

Primeiro post, o título já fala tudo… sem mais delongas a meu top 5 de músicas para viagens.

5 – Free Bird – Lynyrd Skynyrd

4 – Peace Train – Cat Stevens

3 – Where the Streets Have no Name – U2

2 – Baba O’Rilley – The Who

1 – Born to be Wild – Steppenwolf

Não adianta. Essa música será sempre o maior hino de todos.

***

Ps: Faça o seu top 5 e coloque nos comentários. =D

Ps2: Á, podem dar ideias para o próximo top 5 também

Ps3: Ótimo videogame. ;)

Ps4: O Top 5 da semana que vem será dos 5 melhores solos de todos os tempos. Ou seja, polêmico.


Crônicas do Cotidiano , Music is Very Porreta // Coisas que Marcaram Minha Adolescência: Música/Clipes

Pois é, semana do rock, post repetido no dia e eu precisava realmente fazer algo novo e que prestasse de certa forma uma homenagem ao dia do rock. Você que gosta do estilo está cansado de saber quais são as maiores músicas de todos os tempos e tudo mais, então resolvi pular esse parte e fazer uma lista um pouco diferente para as comemorações. Depois do Coisas que marcaram minha infância (calma calma, a seção ainda tem muito post) eu apresento a vocês as Coisas que Marcaram Minha Adolescência. [Olha, eu sinceramente acho que já fiz um post nessa nova seção, mas eu esqueci, então estou fazendo de novo. Se eu não fiz, e estou maluco mesmo, me perdoe e esqueça esse comentário].

E o episódio de hoje são as músicas/clipes que marcaram a minha adolescência, e como eu presumo que você tenha mais ou menos a minha idade, acredito que esses clipes/músicas também marcaram a sua.

São épicos. Épicos. Muito mais pelos clipes do que pelas músicas e até pelas bandas. Víamos um zilhão de vezes, seja na MTV, seja naquele programa da Fernanda Lima, seja naquele da band que não me lembro – mas a apresentadora era gatinha -, seja pelos sensacionais dowloads super rápidos a 3kbytes por minuto. Baixar um clipe naquela época era o equivalente a parir uma criança. Mas nós amávamos isso.

Mesmo que não gostemos mais dessa ou daquela banda, mesmo que pensemos “caralho, como eu posso ter gostado disso?”, tenho certeza que você vai voltar uns 8, 10 ou 12 anos no tempo ao rever os clipes aí em baixo.

Aproveitem. E feliz semana/dia do rock. \m/

Antes que você reclame, tem muito clipe/música que não entrou porque OSFILHASDUMAPUTA das gravadoras não deixam embedar o vídeo, então eu troquei.

Blink 182 – Stay Together for the kids

Papa Rock – Between Angels and Insects

Linkin Park – In The End

SOAD – Aerial

Slipknot – Left Behind / Millencolin – Penguins and Polar Bears

Creed – My Sacrifice

Blink – All the Small Things

Nickelback – How You Remind me

Foo Fighters – Learning to Fly / Rage Against The Machine – Killing in the name of

Silverchair – Ana`s Song

Offspring – Pretty fly

Three Doors Down – Be Like That

Red Hot Chili Peppers – Californication

Bônus / Box Car Racer – There is Essa quem me conhece vai entender

***

1 – Eu defino essa “época” como aquela época em que lançaram American Pie.

2 – E foi foda demais.

3 – Fico com uma saudade da porra dessa época. A vida definitivamente era mais fácil.


Music is Very Porreta // O Novo Dia do Velho Rock

*Sim, estou trabalhando feito um filhadamãe de um mineiro na China, mas esse não é o único motivo de eu estar repetindo o post do ano passado. Não faz sentido escrever algo novo, já que nada mudou. Um abraço!
Long live Rock N’ Roll

Hoje é o dia mundial do Rock e blá blá blá blá blá.

Falar de rock hoje em dia é sempre uma mega junção de adjetivos, nostalgia e muito amor e dedicação não a um estilo de música. E sim a uma filosofia.

E ela é nostálgica, porque foi esquecida há um bom tempo. Eu não vou ficar falando aqui, sobre como o rock não existe mais, como nós – fãs verdadeiros – vivemos no passado, esperando sentados – ouvindo os mestres – uma nova revolução surgir. Eu não acredito nela.

Boas bandas podem surgir. Mas as revoluções para mim acabaram. Não vão inventar outro Heavy Metal, não vao inventar outro punk, Lennon e Presley morreram. O sonho acabou. O que resta hoje é o lixo, a velha guarda que ainda está por aí, e aqueles que imitam o som consagrado, ou pelo menos o fazem perdurar.

Roqueiro bom é roqueiro chapado, de cabelo grande, que grita, balança a cabeça e manda todo mundo se foder e que no final do show destrói o palco. O resto é poser.

Roqueiro bom morre aos 27 de overdose.

Hoje em dia eles são virgens. Isso é que é vergonha.

Para vocês nao dizerem que não rolou uma musiquinha sequer, toma na cara aí o vídeo que mostra o rock de corpo e alma em 4:31 minutos.

E como diz a letra

Hope i die before i get old.

***

1 – Baseado em um post do Fred

2 – Falando nele, leiam o post dele sobre o dia do rock. Muito melhor que esse.

3 – Sem mais.


Music is Very Porreta // A Maior Banda De Heavy Metal de Todos os Tempos

Não há palavras para descrever tal emoção, para descrever tal desenvoltura, tal magnitude.

Com vocês, Ritual – A Melhor Banda de Heavy Metal de Todos os Tempos

***

1 – Vi o link no Matando Robôs Gigantes, que aliás, é um dos melhores podcasts do Brasil. Vale muito a pena ouvir.

2 – Me mijei de rir vendo o vídeo.


Music is Very Porreta // Para Gostar de: Newton Faulkner

Não, não. Eu não fiquei maluco, não vou indicar um rasta que toca aquelas músicas enjoadas com o ritmo igual. O Niltão não toca reggae. O Niltão – digo, Newton Faulkner – eu diria, toca um rock, pop, foda. É ele e um violão que valem por uma banda inteira.

Newton Faulkner[bb] é um músico inglês de 25 anos conhecido pelo estilo único com que toca. Eu tenho que agradecer por ter ouvido ele antes de vê-lo. Olhando assim parece um daqueles tantos que tocam nas esquinas de Nova York por uns cents no case do violão. Mas o cara é muito mais que isso. Vejam esse vídeo: ele, num elevador, tocando Teardrop, fazendo um cover do Massive Attack (que eu não faço a mínima quem seja).

Incrível né? O cara canta absurdamente bem, toca de um jeito que você não acredita que possa ser um cara só. Ninguém iria reclamar desse cara se ele pegasse um violão no meio da festinha e começasse a tocar. Primeiro que ele não iria tocar 3449 músicas com os mesmos três acordes, segundo que ia ficar realmente todo mundo babando, tentando entender como diabos ele faz isso.

Em 2007, ele lançou seu primeiro disco – sob o selo da Sony BMG[bb]Handbuilt by Robots, que eu classificaria como um dos melhores álbuns pop`s que eu já ouvi. Como disse meu próprio irmão, Mateus – sempre ele – se você um dia achou Jack Johnson um cara foda, espere até ouvir Newton Faulkner. E realmente. O cara é muito, muito foda. Não sei se é porque eu não tô numa vibe muito heavy metal, ou se é porque eu estou sempre a procura de sons agradáveis aos ouvidos, mas só posso dizer que o som desse cara realmente me conquistou. Fiquei completamente viciado. O disco é uma obra-prima, daqueles que você ouve em loop e não se cansa por nada.

Além da música do elevador aí em cima, o disco é rechado de hits, que você – se gosta um pouco desse tipo de música – vai ficar cantarolando o dia todo. É gostoso cantar as músicas de Faulkner, é gostoso ir andando pela rua ouvindo Faulkner. O maior hit do disco, é sem dúvida Dream Catch Me.

Em Setembro do Ano passado, ele lançou seu segundo álbum – Rebuilt by Humans[bb]. Diria que não é tão foda quanto o primeiro. É bem mais… calmo que o primeiro e não tem tantos hits. Os grandes trunfos do segundo disco são as música If This is It e Over and Out.

De qualquer forma, é uma boa dica para quem procura novos sons para meter no mp3 e curtir boa música enquanto faz as coisas do dia-a-dia. Além do mais, eu sempre gosto de pegar bandas no início, para ir acompanhando a carreira. E podem ter certeza que eu irei acompanhar bem de perto a carreira do Sr. Faulkner.

Para terminar, uma vídeo que eu vi e não acreditei. Um cara sozinho tocando Bohemian Rhapsody.

***

1 – Site oficial do Niltão

2 – Canal do Youtube.

3 – Twitter do rapaz.


Music is Very Porreta // Rock: Os 10 melhores álbuns do ano de 2009

Esse é um momento bem legal do ano, quando você reúne todas as tranqueiras que ouviu e resolve fazer as famigeradas listinhas que muitos amam e o resto do mundo odeia. Depois de ouvir quase 20 mil faixas este ano de acordo com meu contador da Last.fm, entre estas ouvi pelo menos uns 300 álbuns novos (não contei e nem pretendo contar, principalmente porque meu PC de casa está o pó).

Sem mais delongas, dividi a lista em duas partes: Rock e Metal, só pra não misturar as coisas. Vamos aos melhores álbuns de rock de 2009:

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1. Alice in Chains – Black Gives Way to Blue

Esse é o tipo de álbum que quando você ouve logo pensa: que gostoso! Puts, é um som fantástico, cheio de emoção do início ao fim, as músicas são ótimas, não cansam e tem a cara do bom e velho grupo de roqueiros (metaleiros?) durante a década de 90. William DuVall, novo vocalista do grupo, é ótimo. Layne Staley morreu, mas o seu espírito e sua música ainda vivem no Alice in Chains. Destaque para as fantásticas “Check my Brain” e “A Looking in View”, duas super músicas de um álbum genial do início ao fim e por isso fica com a posição número 1 desta lista.

Check my Brain

A Looking in View

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2. Guilt Machine – On This Perfect Day

Mais um trabalho genial do grande compositor Arjen Lucassen (Ayreon, Ambeon, Stream of Passion, Star One, só essa frase já caracteriza todo o potencial presente em “On This Perfect Day”. É um álbum sombrio, bastante intenso, com um vocalista fantástico e com letras marcantes, além da cara do progressivo, possuindo apenas 6 músicas (4 delas com mais de 10 minutos de duração). Não sei se estou exagerando muito, mas depois de “The Human Equation” esse pode ser considerado o trabalho mais arrojado do mestre holandês, que desta vez saiu um pouco das variáveis do Ayreon e pisou em um novo solo, garantindo assim a segunda posição.

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Perfection?

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3. Europe – Last Look At Eden

Outra obra fantástica de um grande grupo que fez sucesso no passado. O Europe será eternamente conhecido pelo sucesso “The Final Countdown” do álbum de 1986, mas “Last Look At Eden ajudou a botar um pouco mais de lenha na fogueira e fazer os fãs do hard rock verem que ainda podem sair músicas de sucesso deste grupo de suecos. Um dos pontos positivos deste álbum é que ele é muito completo, passando pela sinfônica e cheia de poder “Last Look at Eden”, pelo som leve da balada “New Love in Town” e cheio do puro hard rock em músicas como “U Devil U” e “Mojito Girl”.

New Love in Town

U Devil U

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4. Ace Frehley – Anomaly

Muitos já tinham até mesmo esquecido de Ace Frehley, não da história no Kiss, mas sim de sua capacidade em compor álbuns. O novo álbum do Space Ace, “Anomaly”, é algo bastante diferente que não lembra em quase nada as músicas do Kiss. Em um som cheio de variantes, Ace compôs uma obra fantástica cheia de músicas que lembram o bom e velho rock dos anos 70. Músicas como “Fox on The Run”, “Outer Space” e “Foxy & Free” tem todo um toque especial. Se você não ouviu, vale a pena conferir!

Fox on the Run

Foxy & Free

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5. Anneke van Giersbergen & Agua de Annique – In Your Room

Muitas pessoas pensaram que a talentosa vocalista Anneke van Giersbergen nunca faria sucesso fora do The Gathering, mas desde que ela entrou no Agua de Annique até agora não decepcionou nem um pouco. Primeiro foi com “Air” (2007) e neste ano que passou ela trouxe três ótimos trabalhos: o álbum acústico “Pure Air”, o álbum “In Parallel” em parceria com o vocalista Danny Cavanagh do Anathema e “In Your Room”, acima citado.
O álbum é uma bela peça do rock independente, com músicas que são totalmente a cara da meiga vocalista, como “Hey Okay”, “I Want” e “Pearly”.

Hey Okay!

Wonder

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6. Pearl Jam – Backspacer

É Pearl Jam! Preciso dizer algo? O álbum é muito bom, ao começar por esta capa cheia de desenhos. As músicas estão bastante interessantes com a boa e velha marca registrada do grupo. Como sou fã de algumas músicas do Pearl Jam e considero eles uma das melhores bandas de rock ainda atuante, “Backspacer” não poderia mesmo ficar de fora. Confira por si mesmo.

The Fixer

Just Breathe

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7. Wolfmother – Cosmic Egg

Wolfmother! Cosmic Egg! Uma arte de capa bem doida e uma música de ótima qualidade. Este eu não vou comentar, deixarei o Pedrão explicar para vocês o segundo álbum do Wolfmother.

California Queen

New Moon Rising

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8. Trans-siberian Orchestra – Night Castle

Álbuns como o “Night Castle” sempre me enchem de orgulho. Adoro sinfonias, orquestrações e óperas, se unidas ao rock ou metal conseguem ficar melhores ainda! Este álbum não é uma obra prima, muito menos está perto dos melhores álbuns do Trans-siberian Orchestra, mas algumas músicas no meio das 26 que formam este álbum duplo. Nele você encontra todas as boas e velhas características deste tipo de álbuns: músicas orquestrais fantásticas como “Night Enchanted”, o bom e velho hard rock em músicas como “Sparks”, ótimos remakes de músicas clássicas como “The Mountain” e tantas outras.

Sparks

Nutrocker

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9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Neste ano tivemos a criação de dois novos supergrupos. Enquanto considero o álbum do Chickenfoot um fracasso – não necessariamente pelo som do álbum, mas sim pelas expectativas que foram criadas em torno de um grupo que prometeu revoluções e maravilhas mas trouxe mais do mesmo – tivemos o Them Crooked Vultures, que veio com mais calma, não vendeu milagres e trouxe um som bem característico do rock. Formado por Josh Homme (Queens of the Stone Age), Dave Grohl (Foo Fighters) e o lendário baixista John Paul Jones (Led Zeppelin), o grupo não decepcionou e trouxe alguns bons sucessos como “New Fang” e “Dead End Friends”. Só pelos nomes citados este álbum já merece fazer parte da sua playlist, nada mais a dizer.

New Fang

Dead End Friends

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10. Kiss – Sonic Boom

Acredito que boa parte de vocês pensou que eles nunca mais lançariam alguma coisa nova e viveriam de passado – bem, muitas bandas famosas andam fazendo isto e tendo ótimo sucesso, cof cof… Rolling Stones… cof cof…
Bem, “Sonic Boom” foi lançado e se mostrou um álbum legal e com a marca registrada do Kiss. Algumas músicas como “Modern Day Delilah” são muito boas, outras infelizmente acabaram deixando a deseja, mas ele vale apena ser ouvido e experimentado.

Modern Day Delilah

Russian Roulette

***

1- Parabéns aos novos integrantes desta bagaça, espero que vocês sobrevivam a primeira semana de torturas.

2- Como sou fã do Blind Guardian, confira as verdades sobre Hansi Kürsch.

3- Em breve a outra lista.

1. Alice in Chains – Black Gives Way To Blue (EUA) (???) – 9

2. Guilt Machine – On This Perfect Day (Holanda) (Prog) – 9

3. Europe – Last Look At Eden (Suécia) (Hard) – 9

4. Ace Frehley – Anomaly (EUA) (Rock) – 9

5. Trans-siberian Orchestra – Night Castle (EUA) (Sym) – 9

6. Kiss – Sonic Boom (EUA) (Hard) – 9

7. Anneke van Giersbergen and Agua de Annique – In Your Room (Holanda) (Indie) – 9

8. Pearl Jam – Backspacer – 8

9. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures – 8

10. Wolfmother – Cosmic Egg – 8


Music is Very Porreta // 10 músicas para você curtir o Halloween

Halloween

A combinação do Halloween e o heavy metal é um belo casamento feito no inferno. Desde o início do século XX, uma indústria inteira foi construída em torno da data de 31 de outubro. Quer se trate de livros, filmes, a indústria milionária de fantasias, o Halloween fez um monte de pessoas ricas. Os músicos acharam infinitas inspirações na imagem sombria desta data, e lendas e alguns dos maiores artistas do heavy metal também não ficaram de fora.

Para ajudar na celebração desta data, o site Noisecreep colocou no ar uma lista de 10 músicas de metal para o Halloween que eu assino embaixo! Confira:

HELLOWEEN – “Halloween” do “Keepers of the Seven Keys, Pt. One” (1987)

O quinteto alemão é uma das bandas mais adoradas do gênero. A saga do “Keeper of the Seven Keys” fez deles uma das maiores bandas de power metal de todos os tempos. Inspirado por músicas como “Rime of the Ancient Mariner” do Iron Maiden, o Helloween escreveu essa música de 13 minutos. Apesar de ser um clichê para um jornalista de rock, a palavra “épico” se encaixa perfeitamente na música. Os vocais de Michael Kiske são a cereja do bolo, mas o time de guitarras formado por Kai Hansen e Michael Weikarth são os heróis desta canção.

THE MISFITS – “Halloween” do single “Halloween” (1981)

Ok, o Misfits não é exatamente metal, mas a influência desta banda em grupos como o Metallica não pode ser negada. No dia do Halloween em 1981, o grupo lançou o single “Halloween” e a música teve uma vida longa e ilustre na coleção de discos de muitos músicos. Há algo positivamente assustador nos vocais de Glenn Danzig e nos riffs de guitarra de Bobby Steele. Essa música ainda merece um espaço dentre os clássicos do 31 de outubro.

KING DIAMOND – “Halloween” do “Fatal Portrait” (1986)

Tudo em Kim Petersen cheira a esta data. Mais conhecido por King Diamond, o Halloween é o pano de fundo perfeito para o metal deste dinamarquês. “Halloween” é parte do primeiro álbum solo do vocalista do Mercyful Fate, “Fatal Portrait”. Ela tem um pouco de hard rock nos vocais contagiantes e no ritmo, mas a letra é o que coloca esta música na lista. A aberta com a frase “Every night to me is Halloween” (Toda noite para mim é Halloween) diz tudo, e se você conhece a extensa discografia de King você sabe o que ele quis dizer com isso.

ENTOMBED – “Left Hand Path” do “Left Hand Path” (1990)

No início da década de 90, Uffe Cederlund e Alex Hellid eram como KK Downing e Glenn Tipton do death metal. O jovem dueto de guitarristas do Entombed trouxe um maligno riff atrás do outro. “Left Hand Path”, a música de abertura do álbum de estreia com o mesmo nome, introduziu boa parte do mundo do metal ao death metal. A primeira metade da canção serviu de modelo para grande parte da cena do metal sueco durante os anos que se seguiram, mas é o final da música que fez com que ela entrasse na nossa lista. Na marca de 3:38, a canção se rompe e um coro de gritos maníacos, e isso é apenas o começo das coisas boas! Alguns segundos depois a banda entra no tema do filme cult de terror “Phantasm” de Fred Myrow. Escutar as guitarras de Cederlund e Hellid durante o refrão é um prazer puramente assustador.

ALICE COOPER – “Welcome to My Nightmare” do “Welcome to My Nightmare” (1975)

Para alguns dos leitores mais jovens, Alice Cooper pode ser apenas um cara velho que joga golfe e “era cantor ou algo do tipo”. Apesar do nativo de Detroit ter atenuado sua imagem pública nos últimos anos, você não deve subestimar o trabalho de Cooper na década de 70. Álbuns como “Killer” e “Billion Dollar Babies” ajudaram a dar nascimento a um estilo de rock que seria adotado por incontáveis bandas em torno do globo. A música título do “Welcome to My Nightmare” é cinemática em sua produção, letras e vocais. Ela é como uma versão de áudio de 5 minutos de um daqueles filmes clássicos de horror do Reino Unido. Golfe ou não, essa música ainda provoca arrepios!

BLACK SABBATH – “Black Sabbath” do “Black Sabbath” (1970)

Em três notas simples, Tony Iommi criou algo mais assustador do que qualquer coisa que George Romero ou Thomas Harris jamais inventaram.

SLAYER – “Dead Skin Mask” do “Seasons in the Abyss” (1990)

O serial killer Ed Gein foi a inspiração de incontáveis filmes, livros e programas de televisão. Já foi dito que os ícones Norman Bates e Leatherface foram baseados nesse infame maníaco real. Durante os anos, o medonho assassino também alimentou o trabalho de muitas bandas de metal. De todos os artistas do mundo que se influenciaram na história dele, “Dead Skin Mask” do SLAYER é a que chega mais próxima da mística mortal de Gein. Os riffs de guitarra na introdução dão o tom e os vocais quase monótonos de Tom Araya selam o acordo, mas há uma outra seção na canção que leva ela a um novo nível de depravação. Até a conclusão da música, a voz de uma garotinha aparece do nada pedindo por misericórdia. Aqui estamos há quase 20 anos e “Dead Skin Mask” ainda soa descomunal tanto quando ela apareceu pela primeira vez na loja de discos local.

DIMMU BORGIR – “Progenies of the Great Apocalypse” do “Death Cult Armageddon” (2003)

Os vocais de Shagrath nesta música soam como se sua garganta estivesse sendo cortada por um milhão de bisturis enferrujados, mesmo assim ainda há uma beleza ímpar na maneira que eles vem juntos da instrumentação maligna da banda. “Progenies of the Great Apocalypse” é uma grande peça do black metal sinfônico e deve estar em qualquer playlist do Halloween.

IRON MAIDEN – “Fear of the Dark” do “Fear of the Dark” (1992)

Ninguém poderia compor uma canção de metal como Steve Harris. O baixista e principal compositor do Iron Maiden foi responsável por sagas essenciais como “Seventh Son of a Seventh Son”, “Sign of the Cross” e a já mencionada “Rime of the Ancient Mariner”. Esta música, do álbum de 1992 do Maiden com o mesmo nome, é um dos momentos mais sinistros dos robustos ingleses. Com 7 minutos, “Fear of the Dark” se tornou um dos pontos altos dos shows ao vivo da banda nos últimos anos.

MORBID ANGEL – “God of Emptiness” do “Covenant” (1993)

Os tons de guitarra de Trey Azagthoth poderiam fazer ele estrear seu próprio filme de horror. A dissonância tensa e assombrosa sempre foi um dos focos dos lançamentos do Morbid Angel. Em “Gof of Emptiness”, o riff principal de Azagthoth soou como um gárgula rastejante, enquanto os vocais de David Vincent evocam imagens de terror e sofrimento. Eles certamente fizeram seus nomes por causa do material rápido, mas essa música lenta é o single mais macabro do grupo.

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1- Baseado neste artigo do site Noise Creep.

2- Estarei cubrindo os shows do Dragonforce no dia 8 de novembro e do Korpiklaani no dia 15 de novembro pelo Whiplash!

3- O show do Stratovarius foi ótimo! Quem não foi perdeu um dos melhores shows do ano. Vejam a resenha aqui.


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