Music is Very Porreta // Os melhores discos de 2010

Depois de publicar este texto faço uma promessa a todos aqui. Nunca mais publico listas deste tipo! Dão um trabalho do cão e no final os discos acabam valendo nada pois o espaço é muito pequeno para cada um. Publicar algumas resenhas individuais é melhor, e pretendo fazer isso neste ano de 2011. Vamos a esta lista, que como sempre foge daquela normalidade de monte de nomes conhecidos que muitos de vocês estão cansados de ver. Estas são minhas recomendações para começar 2011 com tudo! E não, não tem uma ordem lógica nesta lista… só tem artista foda aí!

Orphaned Land – The Never Endind Way of ORwarriOR

Sem dúvidas um dos melhores discos que tive o prazer de ouvir aí nestes últimos, sei lá… 10 anos. Uma peça de arte fantástica que mistura Heavy Metal com música folk judaica e árabe. Os toques de violino dão um tom especial a esta banda, que já tinha feito bonito com o disco “Mabool – The Story of the Three Sons of Seven” – neste caso o tamanho do nome está bastante ligado a qualidade do disco. Vocês se espantarão, sem dúvidas como eu me espantei, na capacidade do Orphaned Land de mudar dentro dos subgêneros do Metal sem variação de qualidade. O som sai do bom e velho Folk, passa para o Progressivo, corre para o Death Metal, indo para o Symphonic e tudo isso com maestria. Os caras são gênios!


The Ocean – Heliocentric / Anthropocentric

Já que a lista começou com gênios, ela prossegue com outros gênios. Os alemães do The Ocean (também conhecidos como The Ocean Collective) são gênios da fusão musical. As músicas misturam heavy metal, hardcore, progressivo, sludge, música clássica, eletrônica, rock e de tudo mais que você possa imaginar de gêneros bons, todos representados nas músicas destas duas belíssimas obras lançadas em 2010, “Heliocentric” e “Anthropocentric”. Além disso eles ainda tem a cara de pau de encher o disco deles de temas fantásticos. Como os nomes dos dois discos acima dizem, eles retratam a ciência e a humanidade em seus mais diversos níveis, além de apresentar uma clara crítica a filosofia cristã. Não há motivo para quem goste de boa música não adorar o som e o estilo desses caras.

Pain of Salvation – Road Salt One

Ok… dentro das listas temos que ter algumas bandas que não é necessário falar, como o Pain of Salvation. Road Salt One é um disco interessantíssimo por trazer um estilo bem focado no bom e velho rock. Quando o ouvi senti o gostinho do passado em cada música, algo as vezes meio anos 70, as vezes meio anos 80… mas sempre mantendo a técnica já bem conhecida de um dos grandes expoentes do progressivo.

Finntroll – Nifelvind

Não há muito o que falar do Finntroll. Quem gosta de Folk Metal sabe do que estou falando. O som característico deles, que foi incorporado na maioria dos seus discos, está aí como sempre, dando um tom as vezes sombrio, as vezes cômico nas músicas. Tem algumas músicas medianas no meio do disco, mas os singles “Solsagan” e “Under Bergets Rot” fazem valer cada segundo de audição.

Accept – Blood of the Nations

Apesar do nome ser antigo, esta é mais que uma grata surpresa de 2010. Eu não dava nada para o retorno deste artista, que basicamente (e infelizmente) morreu e quase ninguém mais (fora alguns grandes fãs) se recorda deles direito. Isso é bastante triste para um dos artistas de vanguarda no seu período. Bem, fato é que o Accept voltou e este disco é fantasticamente a cara deles, como se viesse diretamente da década de 80 em uma máquina do tempo. O poder das guitarras, a velocidade e os vocais fantásticos do vocalista que substituiu o lendário Udo Dirkschneider estão lá, outro disco que valeu muito a pena ouvir por boas horas.

Avantasia – The Wicked Symphony / Angel of Babylon

Este é, não minto, um dos meus projetos favoritos de todos os tempos. Estes dois discos tem grandes músicas e não deixam de ter um conjunto forte. Escolher um dos dois, como no caso do The Ocean, seria impossível. As grandes músicas, apesar de estarem mais concentradas no “The Wicked Symphony”, não deixam o “Angel of Babylon” como um disco secundário. São dois discos onde é muito mais bonito viajar pela história do que unicamente pelas melodias. Então pegue os dois, mantenha a sequência e curta a história.

Serj Tankian – Imperfect Harmonies

O ácido Serj Tankian entra na minha lista pela primeira vez. O seu estilo musical, totalmente “imperfeito” como o nome do disco, é uma marca registrada que as pessoas aprenderam a amar (e odiar). As músicas cheias de confusão e altos e baixos trazem letras carregadas de críticas políticas e sociais das mais pesadas. O clipe de “Left of Center” me chamou muito a atenção neste disco. E este cara sem dúvidas merece uma medalha por “melhor metida na ferida de 2010″.

Overkill – Ironbound

O disco de thrash metal do ano. Todo ano lançam pelo menos 2 ou 3 bons discos deste gênero, que agora reformulado volta a ter espaço nos EUA e reconquistar o mundo. O Overkill, para quem não conhece, é mais uma daquela dúzia de bandas de thrash da década de 80 que surgiram na mesma época que os bons e velhos Slayer, Megadeth e Anthrax. Apesar de nunca ter obtido o mesmo sucesso dos acima citados, é um artista cheio de qualidade e que voltou (espero…) pra ficar!

Meat Loaf – Hang Cool Teddy Bear

Não há muito o que dizer sobre esse cara. Meat Loaf, apesar de não ser o senhor “superfamoso milionário cheio da grana” como alguns dos seus contemporâneos, é um dos maiores artistas do Rock de todos os tempos. E o melhor de tudo: ele continua em altíssimo nível e não é um destes velhos caquéticos que precisam de uma bengala pra levantar da cadeira ou estão em estado terminal. O disco é o que é: um conjunto de ótimas músicas, muito rock, o uso inteligente dos instrumentos clássicos e a voz fantástica do Meat Loaf, nada mais.

Eluveitie – Everything Remains (As It Never Was)

Mais um representante do Folk Metal presente na minha lista. Esta é uma banda que adoro pela sua qualidade e especialmente por oferecer sempre ótimos trabalhos. Apesar do disco anterior não trazer tanto apego, em “Everything Remains” eles voltaram ao estilo mais pesado e mais amadurecido que nunca. Além da música título, outros super destaques são “Thousandfold”, “Kingdom Come Undone” e “Quoth The Raven”.

Borknagar – Universal

Este é um dos meus discos preferidos do ano, pois como sempre o Borknagar é especialista em fazer as pessoas pensarem. Unindo o bom e velho Black Metal com o estilo progressivo, eles fazem um som altamente técnico sem deixar de ser sombrio. Aliado a isto, Universal traz uma temática bastante naturalista da qual eu realmente gosto, e penso que este novo disco realmente está entre os melhores de 2010. É um “must hear” para qualquer fã do gênero.

Rotting Christ – Aealo

O Rotting Christ, para quem não conhece, é um dos grandes expoentes gregos do black/melodic/whateva metal. Não se deixem levar pelo nome do artista, as músicas deles não são totalmente baseadas em falar mal de Deus ou do Cristianismo, na verdade a temática deles é em boa parte até mais pagã do que propriamente anti-cristã. O som deles é fantástico, e em Aealo eles trazem um conjunto brilhante de músicas que francamente não me deram outra escolha senão enfiar eles pela goela abaixo deste texto. É uma mistura bastante ao estilo do Orphaned Land, só que um pouco mais crua e muito mais metal.

Nightfall – Astron Black and the Thirty Tyrants

Este é o ano do Greek Metal? Primeiro o Rotting Christ e agora o Nightfall também conquista uma posição nesta lista. Um artista que é praticamente um desconhecido fora de suas terras, o Nightfall ainda não recebeu o reconhecimento que merecia. O disco é muito bom, e traz o estilo do Rotting Christ a um nível ainda mais sombrio, sem deixar esta temática pagã grega de fora. Começando pelo nome e pela arte de capa o disco já chama a atenção, mas é pelo conteúdo que ele ganhou sua posição por aqui. Músicas como “Astron Black” (com sua ótima e misteriosa Intro) e “Ambassador of Mass” mostram bem o que estou falando.

Twinpine(s) – Niagara Falls

Interessantemente este é o único artista brasileiro que vai entrar nesta lista. Cada dia estou mais decepcionado com os rumos que o Rock e Heavy Metal estão tomando neste país, onde músicos estão mais preocupados ou em ficar enchendo o saco dos outros ou em fazer música de modinha ao invés de compor algo que valha a pena. O Indie Rock do Twinpine(s) é diferente de toda esta produção nacional, não vou me alongar muito aqui sobre eles, mas posso dizer que eles merecem uma audição que seja, e comprovo isso colocando a música abaixo:

Arcade Fire – Suburbs

O melhor disco do rock alternativo do ano, o Arcade Fire é mais um daqueles artistas relativamente novos que surgem praticamente todo ano na cena inglesa do rock. Mas, diferente da maioria que vem e vai como o vento atravessa a planície, este aqui mostrou que é um artista de respeito, qualidade e criatividade, além de mostrar que dura mais do que um disco (que é basicamente a duração de 90% das bandas da cena atual). Suburbs é um disco de rock alternativo, com belas melodias em piano e com letras bastante  intimistas.

Manic Street Preachers – Postcards From a Young Man

Este é sem dúvidas o segundo melhor disco rock alternativo do ano (depois do Arcade Fire, foi mal). O som deles é um pouco mais rock que o do Arcade Fire, mais pesadinho, mas sem fugir do mesmo estilo e pegada do bom e velho rock britânico que aprendemos a adorar. Neste caso o melhor, como sempre, é apenas ouvir o que eles tem a “dizer”:

Belle and Sebastian – Write About Love

Esta é realmente uma das poucas bandas que hoje eu posso considerar realmente como Indie Rock, obviamente puxando indie na verdadeira etimologia da palavra. Apesar de termos uma enorme fila de artistas que se consideram independentes, são poucos mesmo que merecem ostentar este título por não se limitarem ao sistema da indústria, e um deles é o Belle and Sebastian. O sentimento que eles colocam nas músicas é algo que realmente chama a atenção e torna o som deles tão especial, sem esquecer de suas origens e dos fãs.

Pathfinder – Beyond The Space, Beyond The Time

Este é realmente um debut, primeiro álbum deste grupo de poloneses de symphonic heavy metal. Apesar de pegarem um estilo já meio batido (onde de tudo um pouco já foi feito), eles demonstram fôlego e vontade de criar músicas extremamente técnicas e com uma sonoridade especial. A música que mais me chamou a atenção foi “Pathway To The Moon”, baseada em Moonlight Sonata. Para um disco de estreia ele é fantástico, e me faz esperar por mais deste grupo que começou com o pé direito.

Kiuas – Lustdriven

E para finalizar aqui mais um artista que entra no grupo dos “injustiçados”. Estes finlandeses são extremamente técnicos e produzem uma fusão da música mais melódica do power/melodic metal com gêneros mais pesados como o thrash metal. Eu ouvi falar deles algumas poucas vezes, mas antes do lançamento deste disco eu nunca havia tido o prazer de ouvir o som deles. Posso dizer que perdi bastante, é uma banda realmente muito boa e que honra seu país. Vale a pena ouvir.


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1- Gostaria de demonstrar aqui toda minha raiva com o WordPress. Some tag, some vídeo, some tudo! @(&#(!*@#&(#&@&#@#(
2- Tenho umas ideias legais para uma série de posts aqui, só preciso falar com o Pedro. Cadê tu, ó Pedro?


Music is Very Porreta // Top 5: Os Melhores Solos do Rock

EU SEI!

Eu sei… ok? Sei que você vai me odiar depois dessa lista. Mas eu não ligo.

Abaixo, os 5 melhores solos da história do Rock. SEM DISCUSSÃO!

Tá… você pode discutir. Mas é a minha e só minha lista.

5 – November Rain – Slash

Slash saindo da igreja é uma das cenas mais épicas da história do videoclipe

4 – Texas Flood – Stevie Ray Vaughan

Taí um dos maiores guitarristas de todos os tempos

3 – One – Kirk Hammet

Não preciso falar nada

2 – Johnny B. Goode – Chuck Berry

Que me desculpe o Chuck Berry, mas eu tinha que usar essa versão

1 – Jimi Hendrix – Vodoo Child

Nah.

Antes que você venha me encher o saco, antes que você PENSE em falar de algum maldito guitarrista de alguma banda de Power Metal, Metal Melódico, ou sequer pense em me falar sobre um sueco chamado Yingwe Malmsteen. Saiba que eu nem pensei em levar em conta esses caras. Muito menos venha me falar de Eruption de Van Halen, não quis levar em contas solos como aquele. Aqui são os solos que fazem parte da música, sacou?

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1 – Saiu um pouco atrasado hoje devida a… bem.. devido à minha preguiça

2 – Então, qual será o próximo top 5? Querem algo esdrúxulo? Tipo, melhores músicas para se ouvir tomando banho?

3 – Essa semana, quinta-feira mais precisamente, teremos um post emocionante sensacional foda bacana sobre música.


Music is Very Porreta // Rock in Rio. Eu (queria) ir!

Calma! Não me interprete mal, eu ainda quero ir um dia, mesmo não gostando de shows, pela minha baixa estatura, ou seja, quando vou não vejo nada, além de ficar espremida em meio à multidão e quase morro asfixiada. Não. Isso não é um exagero. Como morava em Ipatinga lá não tinha muita coisa, e todas as vezes que fui a um show tenho uma historia não muito boa pra contar. Já fui ao show de Sandy e Junior, sim eu fui e não me envergonho disso, já gostei dessa dupla ah um bom tempo atrás, só gostei, não sou fanática com nada e o mais próximo de fanatismo que cheguei foi com Backstreetboys, quando comprei um CD e uma revista. Bem, no show de Sandy e Junior eu quase morri de tanta poeira que levantou – sou alérgica a poeira-, depois quando fui a um evento com vários shows em Ipatinga, a mil anos atrás, o Beer Fest, choveu tanto que eu me arrependi de usar botas, além de quase ter perdido minha carona e um grupo de amigos meus ter batido o carro e quase perdido o ultimo ano.

Ok! Nem todos os shows que fui foram tão ruins assim. Fui uma vez no do Barão Vermelho – a área que eu estava quase não tinha ninguém já que a área VIP só tinha R$10,00 de diferença da área comum, advinha onde lotou. Uma vez também fui ao show do Engenheiros do Havaí e choveu, foi no meio do barro com 50 pessoas no total, é não tinha ninguém.

Pelo que eu vi ou eu não vou mesmo a muitos shows por causa do meu pé frio neles. Mas se tem um show que eu queria ir era no primeiro Rock in Rio, principalmente no show do Queen. Olha que eu não sou mega fã, mas só de ver o vídeo, de uma época que nem nascida eu era me desperta uma vontade de ter visto essa cena com meus próprios olhos:

Deus salve o Youtube, já que se não fosse ele eu provavelmente não veria essa cena, mas como vocês já sabem esse ano tem mais um edição, com nome pertinente ao local de Rock in Rio, nem pensei se vou ou não, principalmente por lotar eu não conseguir ver nada e além do mais de depender de companhia. Algumas bandas já confirmaram:

- Skank

- Coldplay

- Sepultura

- Angra

- Metallica

- Slipknot (essa eu acho que @xgustavogfx vai)

-Motörhead

- Coheed and Cambria

- Red Hot Chili Peppers

- Snow Patrol

- Capital Inicial

- Stone Sour

- NxZero

Do mais, como é bem eclético, deve ter Ivete, Claudia Leite, Araketu ou qualquer coisa no palco diversidade. E como tem também um monte de babaca, vão jogar latinha, sapato e tomate. Poxa se não gosta dá licença, mas respeito todo mundo gosta e é ótimo.

Agora vamos ver com o tempo o que vai dar, quem mais vem para o evento, do mais só resta esperar e ter a certeza que a disputa de ingressos vai ser acirrada, pois o lote de cartões presentes que eram vale-ingressos acabaram bem rapidinho.

Ps’s:

Quem quer ir fala ai?


Alta Fidelidade // Top 5: Músicas para Viajar

Primeiro post, o título já fala tudo… sem mais delongas a meu top 5 de músicas para viagens.

5 – Free Bird – Lynyrd Skynyrd

4 – Peace Train – Cat Stevens

3 – Where the Streets Have no Name – U2

2 – Baba O’Rilley – The Who

1 – Born to be Wild – Steppenwolf

Não adianta. Essa música será sempre o maior hino de todos.

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Ps: Faça o seu top 5 e coloque nos comentários. =D

Ps2: Á, podem dar ideias para o próximo top 5 também

Ps3: Ótimo videogame. ;)

Ps4: O Top 5 da semana que vem será dos 5 melhores solos de todos os tempos. Ou seja, polêmico.


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